‘wimbledon’


O desafio de Nadal

O título de Roland Garros foi como repor a normalidade para Rafael Nadal, a dúvida deixada no ano passado foi esclarecida (pelo menos, durante mais um ano) de forma inequívoca. O tenista espanhol fez o “Clay Slam” (venceu em 2010 os 3 Masters e o Slam de terra batida) e ainda concluiu, pela 2ª vez na carreira, o torneio de Paris sem perder qualquer set. Tudo somado, não é mais que “apenas” um esclarecimento!

Concluída a 5ª conquista de Roland Garros, Nadal regressa também ao posto de número um mundial. Não é novidade para ele, mas não deixa de ser importante. Coloca mais pressão nesta fase da carreira de Federer e regressa definitivamente a questão de qual dos dois é o melhor tenista dos últimos anos, da actualidade e dos próximos tempos. O regresso ao trono do circuito é, para o rei da terra batida, um extra!

Há no entanto, a meu ver, um grande desafio de “Rafa” pela frente. Wimbledon de 2008 terá sido apenas uma conquista de um lutador que não poderia acabar a carreira sem obter o seu sonho de miúdo? Uma vitória a exemplo de Federer em Roland Garros? Algo para não repetir?

Ou Nadal irá lutar (e provar que tem “armas”) pelo trono de Wimbledon, deixando definitivamente a dúvida sobre quem é o melhor do mundo em relva? A dúvida entre um detentor da chave do Jardim de Wimbledon ou de um simples inquilino temporário… este é o grande desafio que terá pela frente depois de reposta a normalidade.

Nadal comemora em Wimbledon

Nadal na vitória em Wimbledon 2008 (foto: Getty Images)

P.S.: O desafio de Nadal não se fica por Londres, certamente. Vencer o US Open (e Grand Slam de carreira) e, até, um ATP Finals são troféus que certamente desejará para a sua estante.

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Treinador português que fez de Courier nº 1 aponta o dedo a Roddick

Sérgio Cruz, o treinador português que levou o norte-americano Jim Courier a nº 1 mundial, no início da década de 90, fez uma análise à final de ontem no blog do seu site instrutivo sobre ténis. Radicado na Suíça, “previu” o erro do vólei alto de esquerda de Andy Roddick no 4º set-point do tie-break quando enviou um e-mail para Claudio Mezzadri, da Swiss TV, a meio do 2º set.

Depois de elogiar Roddick (e seu treinador Stefanki) da forma como abordou o encontro com Federer, deixou o ponto fraco do norte-americano:

(…)Roddicks backhand volley is still weak and vulnerable and could be the key for Roger to win.(…)

Veja a análise completa de Sérgio Cruz

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Wimbledon:Dia 13 – Uma final épica com júbilo do campeão

Mais um dia histórico na íncrível carreira de Roger Federer! O suiço “carimbou” o seu 15ºtítulo de um torneio do Grand Slam, e se até aqui era considerado por muitos o melhor tenista de todos os tempos, com esta marca torna-se imortal no “planeta ténis”. Os números de Federer são incriveis: jogava esta tarde a sua 7ª final consecutiva em Wimbledon, competia na sua 16ª final de um “Major” dos últimos 17 eventos dessa categoria, “carimbava” no All England Club a sua 20ª final em torneios do Grand Slam, tentava vencer o seu 60º troféu ATP, e entre outras curiosidades tentava ser o 4º tenista a vencer na mesma temporada o torneio de Roland Garros e Wimbledon, na era open.

Já, Andy Roddick, tentava vingar-se das finais perdidas para Federer na relva londrina nos anos de 2004 e 05, tentava somar o seu 2º “major” da sua carreira – venceu o US Open de 2003 face a Juan Carlos Ferrero, e pretendia somar o seu 2º título na presente temporada – venceu o ATP 250 de Menphis. O pupilo de Larry Stefansky, treinador que o norte-americano elogiou em várias conferências de imprensa em Londres, tentava assim voltar aos seus melhores momentos em torneios do “Grand Slam” em seis anos.

O jogo (Estatisticas da final)

A final discutida, hoje, demonstrou que foram de facto os dois melhores tenistas a passar na relva londrina nas últimas duas semanas. Federer, com o seu melhor ténis, apresentava um serviço quase ínvencivel graças a uma multiplicidade de soluções, complementado com o seu soberbo jogo – direitas com inúmeras soluções, esquerda não tão errante como num passado recente. Já, Roddick, somava ao seu potente serviço uma boa “dose” de confiança no seu jogo do fundo de court, não se inibindo em determinadas ocasiões por concluir alguns pontos na rede. O primeiro set, os dois “rivais” serviram com uma eficácia íncrivel, o equilibrio foi sintomático até ao 12º jogo, altura que Roddick quebrou o serviço do suiço. Em 39 minutos, Roddick fechava o parcial por 7/5. O 2º parcial, acabou provavelmente por sentenciar a final da 123ª edição de Wimbledon. Sem quebras de serviço, o set viria a ser decidido no tie-break, momento do encontro que Roddick chegou a uma vantagem de 6/2. Com 4 set-points, o norte-americano não só não fechou o set – avançaria para uma vantagem de 2 sets a zero – como via o actual nº 2 mundial a fechar o desempate por 8/6. A final estava ao rubro, Roddick através do primeiro set demonstrava ter possibilidades de entrar na “mitica” história de Wimbledon, Federer conseguia dar uma reviravolta no tie-break do set que acabava por terminar, que lhe “injectou” uma confiança para a final assinalável.

Quiça, graças a essas circunstâncias, Roddick “baixou” um pouco a eficácia do seu 1º serviço, e se sé verdade que o parcial foi decidido uma vez mais no tie-break, desta vez Federer não passou pelas mesmas dificuldades, comparavelmente ao set anterior – chegou a uma vantagem de 5/1, sendo crucial para fechar o 3º set por 7/5 no “desempate”, em 47 minutos. Com uma vantagem de 2 sets a um, Federer partia para o 4º set com uma forte vantagem para o resto da final, pelo menos teoricamente. No entanto, o suiço sentiu um pouco a pressão e depois de ter cedido o 4º jogo no seu serviço, o suiço nunca mais recuperou a desvantagem.

O que dizer do set decisivo. Os dois opositores serviram de uma forma fantástica, levando a decisão para uma vantagem de dois jogos que previsivelmente não acontecia. Com o parcial em 6/6, os dois rivais serviram quase na perfeição até ao 30º jogo de serviço. Aí, Federer conseguiu uma vantagem de 0/30, e graças a uma “madeirada” do norte-americano, Federer fechava uma final que além de ser dramática – principalmente no 5º set, afigurava-se injusta para o finalista vencido. No entanto, no ténis não pode haver dois vencedores, pelo que a “fava” saiu ao 6º cabeça-de-série.



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Wimbledon – Federer chega ao 15º título do Grand Slam

Federer "escreveu" mais um marco histórico na sua carreira(Reuters/S.Wermuth

Federer "escreveu" mais um página dourada na sua carreira(Reuters/S.Wermuth

O suiço Roger Federer ultrapassou a barreira dos 14 títulos do Grand Slam – marca que partilhava desde Roland Garros com o norte-americano Pete Sampras. O suiço venceu o norte-americano e 6º pré-designado, Andy Roddick,  numa final completamente imprevisivel até à última pancada. Para a história fica o resultado (5/7; 7/6; 7/6; 6/3 e 16/14), numa vitória épica em 4 horas e 16 minutos. Para o norte-americano ficou, certamente, o “amargo de boca” de ter desperdiçado no tie-break do segundo parcial uma vantagem de 6/2.

(Em breve, desenvolvimento)

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Wimbledon: Serena vence pela 3ª vez na relva londrina

Não foi propriamente uma final de “encher o olho”. Com as irmãs Williams a discutir, uma vez mais, a final na relva londrina, Serena desta feita levou a melhor – venceu pela 3ª vez o torneio  britânico, ganhou ascendente face ao seu confronto directo face à sua irmã Venus (11 vitórias e 10 derrotas), e logrou o desempate em encontros jogados em relva entre as duas: 3 vitórias e 2 desaires. Pelos parciais  de 7/6(3) e 6/2, a irmã mais nova das irmãs Williams garantiu o triunfo ao fim de 87 minutos.

A final esperada – S. Williams vs V. Williams (estatisticas do encontro)

Era uma espécie de tira-teimas entre Venus e Serena. Motivos , tinham de sobra: repetição da final 2008 – vencida por Venus – desempate no mano-a-mano (10 vitórias para cada uma delas), igualdade também nos encontros disputados em relva entre as duas opositoras. A irmã mais nova, Serena ,parecia ser um pouco mais favorita graças à sua presença exibicional ao longo destas duas semanas de competição, já Venus depois de esmagar Safina nas meias-finais tinha que se levar em linha de conta. A primeira procurava o seu 3º triunfo em Wimbledon, já Venus tentava o seu 6º “caneco” em All England Club.

A final não foi particularmente espectacular sendo a fase inicial bastante cautelosa por parte das duas tenistas. O serviço segurava o jogo quer de uma quer de outra, os erros não forçados revelavam algum nervosimo inicial. Com Serena a revelar-se muito segura no aproveitamento do 1º saque, Venus não se revelava muito diferente, embora se mostrasse mais conservadora na abordagem do encontro. Com Serena mais agressiva – matriz do seu padrão de jogo – Venus não arriscava tanto nomeadamente com as suas pancadas. O momento crucial do set inicial foi no 8º jogo – com 4/3, Venus não conseguiu aproveitar os únicos break-points (2) conseguidos pelas duas competidoras no 1º set. Ao fim de 44 minutos, inicou-se o desempate ganho por Serena (7/3). Com dois “mini-breaks”, Serena fechou o set inicial ao fim de 52 minutos. O segundo parcial, Venus mostrou-se mais frágil animicamente, entregando um pouco a final à sua irmã e nº 2 mundial. No 6º jogo, a irmã mais velha das finalistas cometeu uma dupla falta que viria a ser fatal na decisão do encontro. Daí à conclusão da 123ª edição da final feminina de Wimbledon foi um àpice. Serena confirmou a quebra de serviço, e com novo “break” fechou a final por um parcial final de 6/2.

Nas estatisticas da final, Serena esteve bem melhor que Venus. A primeira confirmando o bom momento que atravessa com uma exibição bem segura e em alguns momentos brihante, a segunda não se exibindo no seu melhor. Curiosamente, as duas “meteram” 61% do 1º serviço, no entanto, Serena esteve bem melhor no aproveitamento do seu saque. Enquanto a 2ª CS apenas perdeu dois pontos no seu 1º serviço (31/33), Venus esteve com percentagens de aproveitamento bem inferior. A 3ª pré-designada venceu 70 e 56% no 1º e 2º serviço, conseguindo também 2 aces e 3 duplas-faltas. Por seu turno, Serena “assinou” 12 aces e não cometeu qualquer dupla falta. Enquanto Venus teve um saldo negativo entre pontos ganhantes e erros não forçados (14/18), a sua irmã esteve bem mais eficaz – conseguiu 25 “winners” e 12 pontos errantes. Venus, sentindo que a final lhe estaria a “fugir” ainda tentou subir à rede por inúmeras ocasiões, conseguindo aí a conclusão de 9 pontos em 13 oportunidades. Serena não esteve tão activa na subida à rede mas foi bem mais eficaz – em 5 subidas apenas perdeu 1 ponto (4/5).

Com este desiderato, Venus interrompeu uma série de 20 vitórias consecutivas na relva londrina – recorde-se que a irmã mais velha da “familia” Williams venceu na “catedral” em 2007 e 2008, falhando assim o seu 3º triunfo consecutivo. Já Serena recuperou o troféu, ela que havia ganho pela última vez em 2003 face à mesma opositora de hoje. Com esta vitória, Serena juntou ao título do Austrália Open (título também conquistado na presente temporada) o terceiro troféu do Grand Slam de 2009. Em termos absolutos foi o seu 32º troféu a contar para o circuito WTA.

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Wimbledon: Dia 11 – Roddick intromete-se em final esperada

“Come On”. Esta foi uma das palavras mais ouvidas no Court Central de All England Club. Quatro tenistas em grande forma esgrimiam argumentos com o objectivo de chegar à final mais esperada no planeta ténis. Com dois deles a procurarem repetir tal feito – Federer e Roddick (curiosamente discutiram duas finais na relva londrina) – os restantes procuravam singular feito nas suas diferentes carreiras. Murray desiludiu os britânicos, Haas foi ultrapassado pelo suiço que tenta vencer o torneio pela sexta vez na sua carreira.

(2) R. Federer vs (24) T. Haas (estatísticas do encontro)

O encontro entre o actual nº2 mundial e o 24º pré-designado inaugurava a tarde reservada às meias-finais masculinas. O suiço procurava a 7ª final consecutiva na relva londrina – as primeiras cinco venceu as respectivas finais, a última discutida em 2008 perdeu para Rafael Nadal. Por seu turno, Tommy Haas tentava chegar à sua primeira final em Londres, ele que conta com 31 anos actualmente. Com dois trajectos intratáveis, os dois reeditavam a 4ª ronda da presente temporada do torneio de Roland Garros, um encontro íncrivel que o alemão chegou a estar a vencer por dois sets a zero, mas que Federer conseguiu “remontar”. Em 2 horas e 2 minutos, Federer venceu o germânico em três sets (7/6; 7/5 e 6/3). O suiço não deu espaço ao ascendente do seu opositor, tal como na terra batida do “Philippe Chatrier”. Uma vez mais, o suiço esteve imperial no seu serviço – 11 “aces”, 1 dupla falta, 7 pontos perdidos no seu 1º serviço, 4 no seu 2º saque são números impressionantes. Além disso, não concedeu qualquer oportunidade de break ao alemão, além de conseguir 49 pontos ganhantes contra 15 erros não forçados. A estes impressionantes e significativos números, o suiço converteu 2 quebras de serviço em dois break-points, para além de vencer 88% dos pontos ganhos nas subidas à rede (38/43). Haas, se é verdade que protagonizou um torneio fantástico – recorde-se que eliminou Novak Djokovic na ronda anterior – foi completamente “abafado” pela exibição de Federer. O alemão esteve bem longe da “perfomance” do suiço, sendo visivel a incapacidade de incomodar a estratégia de Federer – 28 winners contra 31 erros não forçados é sintomático. Circunstância que saltou à vista foi a impotência que Haas encontrou em opor-se ao “passing-shots” do suiço – nas 37 vezes que subiu à rede por apenas 21 conseguiu converter em pontos ganhos. Se o seu 1º saque apresentou números bem válidos – 74% de pontos ganhos, o seu 2º serviço não foi tão eficaz (45% pontos vencidos). Mais uma grande prestação do suiço que, recorde-se, se vencer a final de domingo recupera o estatuto de nº 1 mundial.

(6)A. Roddick vs (4) A. Murray (estatisticas do encontro)

Roger Federer já estava na final de domingo. O público ,agora, esperava por uma vitória de Andy Murray para “coroar” uma edição de Wimbledon coberta de curiosidades, ausências (Nadal a mais visivel), mas também de grande espectáculo. Por falar em ténis de grande nível, Andy Murray e Andy Roddick foram dois dos grandes animadores da última semana e meia com perfomances muito elevadas. O escocês a atravessar um grande momento na sua carreira enfrentava Roddick que vem demonstrando nas últimas semanas estar de volta com o seu excelente ténis. Pese o apoio do público, o norte-americano venceu em 4 sets (6/4; 4/6; 7/6 e 7/6) em 3 horas e 7 minutos. Roddick pareceu  algo incrédulo no fim da partida, mas pensamos não ser exagerado dizer que face à sua prestação não foi nada surpreendente. Com 21 aces e 64 “winners”, o americano marcou uma posição importante no encontro, sendo importante os 24 erros não forçados (número razoável). Com 77 e 51%  de pontos ganhos no 1º e 2º saque, respectivamente, Roddick conseguiu “romper” o serviço do seu opositor por 2 ocasiões em 5 oportunidades. Em suma, Roddick acreditou e foi importantissimo o seu forte e poderoso serviço, enquanto isso, Murray destacava-se pelo seu ténis mais versátil, mais elaborado. Com mais “winners” (76), e menos erros não forçados (20), o escocês conseguiu 25 “aces”, um número  superior ao seu rival. O encontro foi decidido em pormenores, e o 3º e 4º parcial, podiam ter caído para um ou outro lado. Não podiam vencer os dois, Roddick venceu 143 pontos, enquanto Murray saiu vitorioso em 141 ocasiões. O escocês sentiu a pressão, principalmente no 4º parcial onde jogava o tudo ou nada. Ainda recuperou um “mini-break”, mas acabou por ceder o desempate por 7/5.

A Final

“Será que não há duas sem três”? Se assim for, Roger Federer vencerá a final do próximo domingo. Recorde-se que Federer venceu Roddick nas finais de 2004 e 2005. Mais do que essas vitórias, Federer comanda o “mano-a-mano” com o 6º CS, apresentando um parcial de 18 vitórias e 2 derrotas. O suiço tenta a histórica marca de 15 títulos do Grand Slam, já o norte-americano tenta vencer o seu 2º “major” – depois do US Open 2003. No entanto, o suiço tem muito mais em jogo – tenta recuperar o lugar de nº 1 mundial (depois de o ter perdido em Agosto de 2008), o seu 6º titulo em Wimbledon, e ainda o seu 3º título do ano – depois do ATP 1000 de Madrid e Roland Garros. Já, Roddick , tenta “juntar” o caneco de All England Club”, ao seu único título de 2009 – ATP Menphis. Os dois atravessam um excelente momento, sendo de esperar um encontro fabuloso.

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Wimbledon: Dia 10 – A reedição da final 2008

Era uma espécie de mini-cimeira russa/norte-americana aquela que se realizou hoje, no Court Central do complexo de Wimbledon. Mais do que duas tenistas do país do “Tio Sam”, duas irmãs gémeas tentavam reeditar a final do ano passado, perante duas russas com características algo diferentes. A actual nº 1 mundial, Dinara Safina,foi apanhada em contrapé, e se tentava hoje chegar à 3ª final de um torneio do Grand Slam em 2009 – depois de duas finais perdidas em Melbourne e Roland Garros – foi completamente abalroada pela 3ª CS, Venus Williams. A sua irmã, Serena,  teve uma tarefa bem diferente, protagonizando com Elena Dementieva o “duelo” mais demorado nas meias-finais na relva londrina em 123 edições.

Serena vs Dementieva (estatísticas do encontro)

A primeira meia-final opunha o “duelo” entre a CS nº 2 (Serena Williams), e a russa e 4ª pré-designada, Elena Dementieva. No mano-a-mano a norte-americana levava a melhor (5 V e 3 D). O encontro podia ter “caído” para uma outra competidora, sendo resolvido em pequenos e meros detalhes. Com os parciais de 6/7; 7/5 e 8/6, a norte-americana “carimbou” o passaporte para a grande final, tendo a possibilidade de vencer o torneio pela 3ª ocasião – 2002 e 2003 foram os anos em que a actual nº 2 mundial “ergueu” o troféu na relva londrina. A norte-americana esteve superior em quase todos os capítulos de jogo, sendo apenas batida pela russa nos pontos ganhos no 2º saque (62% de Dementieva contra 47 da norte-americana). Serena conseguiu valorizar a sua potência” de jogo, face a um ténis mais versátil da actual nº 3 mundial. A russa teve mesmo ao seu dispor um match-point no 3º parcial, no entanto, Serena foi mais incisiva fechando o encontro ao 8/6 ao cabo de 2 horas e 48 minutos.

Venus vs Safina (estatisticas do encontro)

Sem história é o que podemos dizer da segunda meia-final. Venus Williams liderava o confronto directo com a actual nº 1 mundial, Dinara Safina (2 V e 1 D), ainda que disputados em superficies diferentes. A norte-americana não deu qualquer hipótese, vencendo por um retundante 6/1 e 6/0, em apenas 51 minutos. A norte-americana esteve bem mais “activa” liderando em todos os “items” estatisticos. Com 100% de eficácia na conversão de “break-points” em rompimentos de serviço (5/5), a norte.americana dizimou as ambições de Safina ir mais além. Um erro não forçado é sintomático da capacidade de Venus no encontro, contra 16 erros não forçados da sua opositora. A diferença de pontos ganhos entre uma e outra jogadora (54 para Venus contra 20 (!) de Safina), diz bem da incapacidade da irmã de Marat Safin em incomodar a 3ª CS. Uma vitória clara da norte-americana que tenta em Wimbledon vencer o seu 6º título na relva londrina, tendo também garantido com a vitória desta quinta-feira a sua terceira final consecutiva.

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Wimbledon: Dia 9 – O “dia” do court 1 de All England Club

O 9º dia de competição reservava grandes “duelos”, encontros que dava ingresso ao “Clube dos quatro”, ou seja, os semi-finalistas da edição 2009 do torneio mais emblemático do mundo. Os britânicos “puxavam” por Andy Murray, o suiço Roger Federer tentava não perder o “comboio” do posto de nº 1 mundial, já Tommy Haas, Andy Roddick e Lleyton Hewitt tentavam “ressuscitar” pelos menos os seus grandes resultados em torneios do Grand Slam. O perdedor do dia, esse foi Novak Djokovic – não só disse adeus ao seu possivel segundo título do Grand Slam, como viu ainda esgotar-se em grande parte as suas hipóteses (remotas é certo) de subir no ranking mundial.

Muito provavelmente, nunca o Court nº 1 de Wimbledon, esteve tão coberto de expectativa como nesta jornada. O espectáculo era garantido, e se é verdade que no Court central Federer e Murray tentavam o seu “bilhete” para as semi-finais, os “duelos” no court secundário eram espectáveis de emoção, grande equilibrio, dramatismo e grande nível ténistico. Mas, vamos por partes. Roger Federer defrontava o gigante Ivo Karlovic – o suiço partia como grande favorito, o croata tentava vencer o suiço pela segunda vez na sua carreira. No entanto, o suiço está a exibir-se a um nível elevadissimo, tendo necessitado de 1 h 42 m para garantir a presença nas “meias” – ao cabo de três sets (6/3; 7/5 e 7/6), logrou a sua 21ª presença consecutiva em meias-finais de eventos do Grand Slam. O croata chegava a este encontro sem ceder o seu serviço, e só na primeira ronda enfrentou tie-breaks (vs L. Lacko). Duas “quebras de serviço – no 4º e 11º jogo do 1º e 2º set – foram suficientes para o suiço chegar à vantagem de dois sets a zero, fechando o encontro com dois “mini-breaks” no tie-break do terceiro parcial.

Agora nas meias-finais terá como opositor Tommy Haas. O germânico venceu o sérvio Novak Djokovic em quatro parciais (7/5; 7/6; 4/6 e 6/3). Com estratégias bem diferentes na abordagem ao encontro, o alemão colheu os frutos de um ténis muito agressivo no qual a subida à rede era uma das suas principais armas. Pelo outro lado, “Nole” tentava com os seus “amorties” chamar Haas à rede, para desferir do fundo do court os seus passing-shots – ora cruzados, ora às linhas. Com esta vitória, o alemão tenta chegar à final do torneio de Wimbledon. No histórico frente a Federer, o alemão venceu 2 encontros (o último dos quais em…2002 no Austrália Open). De recordar que o encontro será uma reedição da 3ª ronda de Roland Garros deste ano, um encontro em que Haas esteve a vencer por dois sets a zero mas permitiu a reviravolta ao suiço.

A outra meia-final

Andy Murray continua a fazer sonhar os “britânicos”, e mais que os resultados em si, o escocês dá mostra de um “estofo” mental sólido e imperturbável. O único espanhol ainda em prova, curiosamente, o “wild-card” Juan Carlos Ferrero, não esteve à altura do tenista natural de Dunblane, cedendo o encontro em três parciais (7/5; 6/3 e 6/2). O escocês, terá no entanto, o seu grande “teste” antes da “possivel” final frente a Andy Roddick. O norte-americano está a exibir-se a grande altura. Hoje, teve pela sua frente Lleyton Hewitt. Num encontro entre dois ex: nº 1 mundiais, repetia-se o “duelo” de Queen´s, repetindo-se a vitória do americano. Porém, Roddick teve muito que suar, disputando cinco sets para garantir a passagem à seguinte ronda da prova. Com os parciais de 6/3; 6/7; 7/6; 4/6 e 6/4, o norte-americano venceu o australiano, que deixou tudo o que tinha e não tinha na relva londrina.


As estatisticas do jogo da jornada (Roddick vs Hewitt)

Em termos de estilo de jogo, dois competidores com concepções diferentes de ténis. Roddick faz do seu serviço uma das suas principais armas, já o australiano faz da sua capacidade e solidez do jogo de fundo do court a sua principal característica. Pese esse facto, o norte-americano esteve bastante bem, de resto, a sua “imagem” de marca em Wimbledon este ano – sóbrio, bastante competente, o 6º CS esteve muito sólido em todos os capítulos de jogo. Roddick conseguiu “meter” 73% o seu primeiro serviço, vencendo 74 e 61% respectivamente no 1º e 2º saque. Com 43 “ases” e 4 duplas-faltas, o norte-americano esteve igualmente bem no equilibrio “winners”/erros não forçados (78/30). Quanto à conversão de break-points, Roddick conseguiu “romper” o seu adversário por 4 vezes em 15 oportunidades. Já, Hewitt não foi tão eficaz no seu serviço, pese os 21 aces conseguidos, marca bem interessante para o antigo nº 1 mundial. Com 59% de 1º serviços, o australiano converteu 76 e 49% dos pontos discutidos no 1º e 2º serviço. Com 62 winners e 42 erros não forçados, o australiano conseguiu ainda “brekar” Roddick por 3 ocasiões em 8 oportunidades. Nas 47 ocasiões em que subiu à rede venceu 29 pontos. Em resumo, o norte.americano esteve melhor em todos os capítulos de jogo, confirmando o bom momento que atravessa. Certamente, uma meia-final “explosiva” frente a Andy Murray.


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Wimbledon: Figura da Jornada (Dia 8)

Safina precisou de 3 sets para manter vivo o sonho do 1º Grand Slam (Foto: PS/S. Wake)

Safina precisou de 3 sets para manter vivo o sonho do 1º Grand Slam (Foto: PS/S. Wake)

A alemã Lisicki ainda assustou a tenista russa, mas Dinara Safina não se deixou surpreender e garantiu a presença nas meias-finais. Porém, o grande teste à nº 1 mundial ocorrerá na 5ª feira face a Venus Williams, actual detentora do título e que, a exemplo, de Federer pode somar, nesta edição, o 6º título de singulares no torneio.

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Wimbledon: Dia 8 – Duelo entre EUA e Rússia nas “meias”

A Guerra Fria pode ter já acabado na política internacional, mas no ténis feminino ainda sobrevive. As meias-finais de Wimbledon vão colocar frente a frente as melhores 4 tenistas das actualidade, mas também os Estados Unidos da América face à Rússia.

A fase final da competição feminina está ao rubro! Na 5ª feira, as quatro primeiras classificadas do ranking mundial lutarão entre si os dois lugares da final. As irmãs Williams partem como favoritas dado ao seu histórico no torneio londrino, mas duas tenistas russas farão tudo para surpreender as norte-americanas que conquistaram por 7 vezes o torneio nos últimos 9 anos.

O encontro do dia foi sem duvida entre a russa nº 1 mundial Dinara Safina e a alemã Sabine Lisicki, actual 41ª no WTA. Safina precisou de quase 2 horas e meia para vencer uma das revelações da temporada e começou mesmo por perder o 1º set, mas a reviravolta e um 3º set mais folgado deram-lhe uma vitória no encontro dos quartos-de-final e mantêm intactas as esperanças da irmã de Marat Safin vencer, finalmente, um Grand Slam.

Já os restantes três encontros foram uma espécie de contra-relógio para ver quem fechava o encontro mais rapidamente. E a vencedora do “concurso” foi a russa Elena Dementieva. A nº 4 mundial eliminou a carrasca de Michelle Larcher de Brito, a italiana Francesca Schiavone, em 1 hora e 6 minutos por duplo 6-2.

Não muito atrás ficou a 1 hora e 8 minutos com que a norte-americana Venus Williams precisou para vencer a polaca Agnieszka Radwanska por 6-1 e 6-2. A irmã Serena precisou de mais 5 minutos para afastar a “pupila” do português António Van Grinchen, a bielorussa Victoria Azarenka, por 6-2 e 6-3.

Amanhã será dia de folga para a competição feminina, regressam na 5ª feira para disputar as meias-finais no Court Central. Dinara Safina defronta Venus Williams, Elena Dementieva joga face a Serena Williams.

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Wimbledon: Antevisão Jogo do dia (Dia 2)

Para o dia 2 em Londres, sublinhamos o encontro que irá opor o francês Jeremy Chardy frente ao norte-americano e 6º CS, Andy Roddick. Os dois tenistas nunca se encontraram no circuito profissional. Roddick com mais “pedigree” no circuito – basta realçar os 27 títulos na sua carreira, um deles já em 2009 (Menphis), parte como favorito, no entanto, o francês promete dificultar a tarefa do norte-americano. Já, Chardy, a ocupar a 41ª posição no ranking mundial – ele que conhece bem o português, Frederico Gil, vem revelando uma certa regularidade exibicional. A final no ATP 250 de Joanesburgo – local onde curiosamente o actual nº 1 português chegou às meias-finais, foi o seu melhor registo. Em Roland Garros chegou à 4ª ronda, e no recente torneio de Eastbourne – evento em relva – o jovem francês chegou aos quartos-de-final, tendo perdido para o veterano alemão S. Schuettler

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Rafa não joga em Wimbledon

Como prometido, Rafael Nadal anunciou a decisão de jogar ou não em Wimbledon no dia de hoje e a decisão foi a de não jogar o Grand Slam de relva. O nº 1 mundial e detentor do título tem estado limitado com uma lesão no joelho.

O espanhol disse que vem jogando com a lesão no joelho desde há algum tempo e considera que esta é uma das decisões mais complicadas da sua carreira. Deixa, no entanto, a promessa de trabalhar para regressar o mais rápido possível aos courts.

Recorde-se que, entre ontem e hoje, fez dois encontros de exibição nos últimos dois dias, perdendo frente ao australiano Lleyton Hewitt e o suíço Stanilas Wawrinka. Durante os encontros, Nadal sentiu dificuldades de movimentação.

Esta é uma má notícia para o torneio de Wimbledon, embora o suíço Roger Federer já era dado como principal favorito do torneio depois de ter feito o Grand Slam de carreira, havendo poucas crenças que, mesmo participando, Nadal pudesse estar em condições de discutir o título. O britânico Andy Murray é o maior nome apontado para dar luta a Federer, entre outros como o norte-americano Andy Roddick.

Veja declarações de Rafael Nadal no Twitter oficial de Wimbledon

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Um tecto que fecha em 7 minutos…

A chuva já não chateará mais o Centre Court em Wimbledon!

O momento da inauguração

Encontro de exibição: Agassi/Graff vs Henman/Clijters

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