‘Roland Garros’
O desafio de Nadal
O título de Roland Garros foi como repor a normalidade para Rafael Nadal, a dúvida deixada no ano passado foi esclarecida (pelo menos, durante mais um ano) de forma inequívoca. O tenista espanhol fez o “Clay Slam” (venceu em 2010 os 3 Masters e o Slam de terra batida) e ainda concluiu, pela 2ª vez na carreira, o torneio de Paris sem perder qualquer set. Tudo somado, não é mais que “apenas” um esclarecimento!
Concluída a 5ª conquista de Roland Garros, Nadal regressa também ao posto de número um mundial. Não é novidade para ele, mas não deixa de ser importante. Coloca mais pressão nesta fase da carreira de Federer e regressa definitivamente a questão de qual dos dois é o melhor tenista dos últimos anos, da actualidade e dos próximos tempos. O regresso ao trono do circuito é, para o rei da terra batida, um extra!
Há no entanto, a meu ver, um grande desafio de “Rafa” pela frente. Wimbledon de 2008 terá sido apenas uma conquista de um lutador que não poderia acabar a carreira sem obter o seu sonho de miúdo? Uma vitória a exemplo de Federer em Roland Garros? Algo para não repetir?
Ou Nadal irá lutar (e provar que tem “armas”) pelo trono de Wimbledon, deixando definitivamente a dúvida sobre quem é o melhor do mundo em relva? A dúvida entre um detentor da chave do Jardim de Wimbledon ou de um simples inquilino temporário… este é o grande desafio que terá pela frente depois de reposta a normalidade.

Nadal na vitória em Wimbledon 2008 (foto: Getty Images)
P.S.: O desafio de Nadal não se fica por Londres, certamente. Vencer o US Open (e Grand Slam de carreira) e, até, um ATP Finals são troféus que certamente desejará para a sua estante.
Roland Garros: Anunciados os “Wild-cards”
Publicado por Bruno Santos em Breves às Maio 14th, 2010
A organização do segundo torneio do “Grand Slam” da temporada – Roland Garros, anunciou os “wild-cards” para a edição 2010, que começa no próximo dia 23 de Maio. Recorde-se que na próxima segunda-feira, realiza-se o sorteio do “qualifyng”, fase que estará alguns tenistas portugueses. A saber, deixamos aqui a lista dos “convidados” para o Open de França, disputado como é tradicional em terra batida. Roger Federer (quadro masculino) e Svetlana Kuznetsova venceram a edição 2009.
Quadro Masculino:
Carsten Ball (Aus); David Guez (Fra); Nicolas Mahut (Fra); Gianni Mina (Fra); Josselin Ouanna (Fra); Laurent Recouderc (Fra); E. Roger-Vasselin(Fra) e Ryan Sweeting (Usa)
Quadro Feminino :
Cohen-Aloro(Fra); Claire Feuerstein (Fra); Stephanie Foretz (Fra); Jarmila Groth (Aus); Mathilde Johansson (Fra); Christina Mchale (Usa); Kristina Mladenovic (Fra); Olivia Sanchez (Fra);
Road to…Roland Garros II
Publicado por Bruno Santos em Bruno Santos - "Approach" às Abril 30th, 2010
O espanhol Fernando Verdasco está a empolgar os seus fâns com a temporada em curso no pó-de-tijolo. Depois de um torneio bem conseguido em Monte Carlo (apenas derrotado pelo seu compatriota R. Nadal na final, o-todo-poderoso na terra batida), o madrileno regista a excelente marca na sua superficie favorita de 12 vitórias e 1 derrota (desaire registado precisamente no jogo decisivo no principado). O madrileno bateu jogadores de primeira linha mundial, e hoje, nos quartos-de-final, em Roma, levou a melhor sobre o nº 2 mundial, o sérvio N. Djokovic. O espanhol, nº 9 ATP, está mais agressivo do que nunca, a sua direita bem afinada e consistente. Acima de tudo, está com grande confiança, falta saber até onde pode ir o ex-namorado de A. Ivanovic. Na minha opinião, tem um aspecto negativo a contrariar até Paris, o seu respeito (até demasiado) para o seu compatriota e amigo “Rafa”, talvez o melhor tenista na terra batida de todos os tempos… A acompanhar até ao Philippe Chatrier…
Wimbledon:Dia 13 – Uma final épica com júbilo do campeão
Publicado por Bruno Santos em Notícias às Julho 5th, 2009
Mais um dia histórico na íncrível carreira de Roger Federer! O suiço “carimbou” o seu 15ºtítulo de um torneio do Grand Slam, e se até aqui era considerado por muitos o melhor tenista de todos os tempos, com esta marca torna-se imortal no “planeta ténis”. Os números de Federer são incriveis: jogava esta tarde a sua 7ª final consecutiva em Wimbledon, competia na sua 16ª final de um “Major” dos últimos 17 eventos dessa categoria, “carimbava” no All England Club a sua 20ª final em torneios do Grand Slam, tentava vencer o seu 60º troféu ATP, e entre outras curiosidades tentava ser o 4º tenista a vencer na mesma temporada o torneio de Roland Garros e Wimbledon, na era open.
Já, Andy Roddick, tentava vingar-se das finais perdidas para Federer na relva londrina nos anos de 2004 e 05, tentava somar o seu 2º “major” da sua carreira – venceu o US Open de 2003 face a Juan Carlos Ferrero, e pretendia somar o seu 2º título na presente temporada – venceu o ATP 250 de Menphis. O pupilo de Larry Stefansky, treinador que o norte-americano elogiou em várias conferências de imprensa em Londres, tentava assim voltar aos seus melhores momentos em torneios do “Grand Slam” em seis anos.
O jogo (Estatisticas da final)
A final discutida, hoje, demonstrou que foram de facto os dois melhores tenistas a passar na relva londrina nas últimas duas semanas. Federer, com o seu melhor ténis, apresentava um serviço quase ínvencivel graças a uma multiplicidade de soluções, complementado com o seu soberbo jogo – direitas com inúmeras soluções, esquerda não tão errante como num passado recente. Já, Roddick, somava ao seu potente serviço uma boa “dose” de confiança no seu jogo do fundo de court, não se inibindo em determinadas ocasiões por concluir alguns pontos na rede. O primeiro set, os dois “rivais” serviram com uma eficácia íncrivel, o equilibrio foi sintomático até ao 12º jogo, altura que Roddick quebrou o serviço do suiço. Em 39 minutos, Roddick fechava o parcial por 7/5. O 2º parcial, acabou provavelmente por sentenciar a final da 123ª edição de Wimbledon. Sem quebras de serviço, o set viria a ser decidido no tie-break, momento do encontro que Roddick chegou a uma vantagem de 6/2. Com 4 set-points, o norte-americano não só não fechou o set – avançaria para uma vantagem de 2 sets a zero – como via o actual nº 2 mundial a fechar o desempate por 8/6. A final estava ao rubro, Roddick através do primeiro set demonstrava ter possibilidades de entrar na “mitica” história de Wimbledon, Federer conseguia dar uma reviravolta no tie-break do set que acabava por terminar, que lhe “injectou” uma confiança para a final assinalável.
Quiça, graças a essas circunstâncias, Roddick “baixou” um pouco a eficácia do seu 1º serviço, e se sé verdade que o parcial foi decidido uma vez mais no tie-break, desta vez Federer não passou pelas mesmas dificuldades, comparavelmente ao set anterior – chegou a uma vantagem de 5/1, sendo crucial para fechar o 3º set por 7/5 no “desempate”, em 47 minutos. Com uma vantagem de 2 sets a um, Federer partia para o 4º set com uma forte vantagem para o resto da final, pelo menos teoricamente. No entanto, o suiço sentiu um pouco a pressão e depois de ter cedido o 4º jogo no seu serviço, o suiço nunca mais recuperou a desvantagem.
O que dizer do set decisivo. Os dois opositores serviram de uma forma fantástica, levando a decisão para uma vantagem de dois jogos que previsivelmente não acontecia. Com o parcial em 6/6, os dois rivais serviram quase na perfeição até ao 30º jogo de serviço. Aí, Federer conseguiu uma vantagem de 0/30, e graças a uma “madeirada” do norte-americano, Federer fechava uma final que além de ser dramática – principalmente no 5º set, afigurava-se injusta para o finalista vencido. No entanto, no ténis não pode haver dois vencedores, pelo que a “fava” saiu ao 6º cabeça-de-série.
Wimbledon: Antevisão Jogo do dia (Dia 2)
Publicado por Bruno Santos em Rubricas às Junho 22nd, 2009
Para o dia 2 em Londres, sublinhamos o encontro que irá opor o francês Jeremy Chardy frente ao norte-americano e 6º CS, Andy Roddick. Os dois tenistas nunca se encontraram no circuito profissional. Roddick com mais “pedigree” no circuito – basta realçar os 27 títulos na sua carreira, um deles já em 2009 (Menphis), parte como favorito, no entanto, o francês promete dificultar a tarefa do norte-americano. Já, Chardy, a ocupar a 41ª posição no ranking mundial – ele que conhece bem o português, Frederico Gil, vem revelando uma certa regularidade exibicional. A final no ATP 250 de Joanesburgo – local onde curiosamente o actual nº 1 português chegou às meias-finais, foi o seu melhor registo. Em Roland Garros chegou à 4ª ronda, e no recente torneio de Eastbourne – evento em relva – o jovem francês chegou aos quartos-de-final, tendo perdido para o veterano alemão S. Schuettler
Roland Garros: S. Kuznetsova vence em Paris
Publicado por Bruno Santos em Notícias às Junho 6th, 2009
A russa S. Kuznetsova venceu, esta tarde, o seu 2º título do grand slam à custa da nº 1 do mundo, D. Safina. A CS nº 7 superiorizou-se à sua compatriota em dois sets pelos parciais de 6/4 e 6/2, numa final que teve a duração de 1 h 14 m. Com esta vitória, Svetlana irá subir ao 5º posto do ranking WTA. Não se pode dizer que tenha sido uma grande final. Safina sentiu o momento – recorde-se que a nº 1 mundial nunca venceu um dos torneios do grand slam, já Kuznetsova exibiu um ténis muito positivo aproveitando de certa forma o “desiquilibrio mental” da sua opositora.
Era uma final muito esperada pela crítica – por um lado, Dinara Safina poderia escrever o seu nome no quadro de honra de um torneio do grand slam, e simultaneamente “calar” os criticos que a atacam por ser uma nº 1 mundial sem esse requisito preenchido no seu curriculum, por outro, Svetlana Kuznetsova que tentava aqui resgatar uma nova fase da sua carreira. Com duas finais jogadas em menos de dois meses na terra batida – Estugarda e Roma com uma vitória para cada lado, joga-se em Roland Garros uma espécie de tira-teimas.
O primeiro set começou sob o signo de alguma tensão de parte a parte – com dois breaks no ínicio do encontro (um para cada lado), a final seguiu com Kuznetsova a não sentir tanto o momento como a sua opositora. No oitavo jogo do primeiro set, Kuznetsova “brekou” Safina, e tinha a oportunidade de fechar o set no seu saque (*5/3). Nesse momento, Safina reagiu, conseguiu o contra-break mas logo a seguir perdeu o seu “saque”, perdendo simultaneamente o set inaugural (4/6), em 39 minutos.
Safina tentava manter-se á tona, não com um ténis racional mas com o coração. Tal desiderato viria a ser fatal para a nº 1 mundial que esteve uns furos abaixo daquilo que é normal. Já Kuznetsova sentindo que a sua compatriota não estava a responder afirmativamente, tentou abrir trajectórias que proporcionasse à sua opositora um maior desgaste quer fisico quer mental. O 2º parcial desenrolou-se com as mesmas caracteristicas, Kuznetsova variava muito as suas trocas de bola de fundo do court, não propiciando o ténis mais agressivo de Safina, e assim comandando esta final. O set teve a duração de 35 minutos e o parcial de 6/2. Com breaks no 5º e 8º jogo, Kuznetsova sentenciou esta final vencendo pela primeira vez em Roland Garros.
Nas estatisticas realce para o primeiro saque que não foi efectivo por parte de Safina – apenas 61%, e desse número apenas venceu 53% contra 32% no 2º serviço. Já Kuznetsova “meteu” 78% no 1º serviço, dos quais venceu 67% e 33% no 1º e 2º saque respectivamente. Nos break-points, Safina converteu 2/4 enquanto Kuznetsova aproveitou 5 em 7 oportunidades conseguidas. Destaque ainda no “item” dos winners, no qual Kuznetsova levou ligeira superioridade (12/11), e nos erros não forçados, aspecto do jogo que registou um empate (22 para cada lado). Em suma, a chave da final esteve no aspecto mental – Kuznetsova tinha a possibilidade de vencer o seu 2º major, já Safina não só perdeu a sua 3ª final de um grand slam, como ainda não venceu qualquer set nessas finais.
Roland Garros: Resumo dia 13
Publicado por Bruno Santos em Notícias às Junho 5th, 2009
Jornada fantástica em Roland Garros! As meias-finais foram disputadas ambas em cinco sets, recheadas de emoção, um nível de ténis elevado, peripécias, drama e sobretudo um nível competitivo fabuloso. Depois da vitória de Soderling frente a R. Nadal, e sobretudo do nível tenistico exibido pelo sueco, iremos ter uma final que muitos adeptos de ténis esperavam: o carrasco de Nadal (Soderling) frente a R. Federer. Como se costuma dizer, ” quando não se tem cão caça-se com gato”, e este “gato” chamado Soderling promete dar que fazer ao antigo nº 1 mundial. Não se pode dizer que um encontro foi melhor que outro, cada um com as suas caracteristicas. Na primeira meia-final ,Soderling entrou com tudo – venceu os dois sets iniciais – e depois de se dar ao luxo de perder o 3º e 4º parcial, “carimbou” a presença na final num 5º e decisivo set. Já Federer empatou a meia-final (1/1), e depois de perder o 3º set foi atrás do prejuízo dando a “cambalhota” no marcador.
Roland Garros: Antevisão meias-finais masculinas
Publicado por Bruno Santos em Análises e Reportagens às Junho 4th, 2009
Os finalistas da edição 2009 de Roland Garros vão ser conhecidos depois de dois embates com cortornos bem diferentes. Na primeira meia-final, Robin Soderling e Fernando Gonzalez batem-se por um lugar na final, fase da prova que defrontarão o vencedor do duelo Federer/ Del Potro.Veremos se Soderling confirma-se como a grande surpresa da prova – estatuto que alcançou com a vitória frente a Nadal, enquanto Gonzalez procura concluir uma caminhada mais sóbria. No outro embate, Federer parte como favorito mas atenção a Del Potro que continua a consolidar a sua entrada no top-5 mundial.
R. Soderling (23) vs F. Gonzalez (12)
Robin Soderling é sem dúvida uma das figuras de Roland Garros 2009. O sueco está a jogar um ténis íncrível alicerçado numa confiança extrema, o que não será alheio o trajecto até esta meia-final. O nórdico começou por despachar dois norte-americanos – K. Kim e D. Istomin, sempre em dois sets. A partir desse momento sempre em ascendente. Primeiro, despachando D. Ferrer, a seguir a fantástica vitória frente a R. Nadal (1ª CS), e finalmente o “triunfo” face ao russo N. Davydenko. Os dois primeiros em 4 sets, Davydenko em três sets apenas (6/1; 6/3 e 6/1). Já Fernando Gonzalez registou um percurso em que apenas perdeu um set e para A. Murray. Em três sets bateu de forma consecutiva J. Vanek, Rui Machado, o wild-card francês J. Ouanna e V. Hanescu; em quatro sets o escocês Andy Murray. No confronto directo, o sul-americano leva a melhor – 4 vitórias contra 3 derrotas. Em pó-de-tijolo encontraram-se duas vezes, vencendo sempre Gonzalez – primeiro em Monte Carlo (2006), depois na Taça do Mundo de equipas em Dusseldorf (2007). De realçar que o primeiro duelo foi abandonado por Soderling quando o resultado se encontrava em 6/2 e 3/1.
R. Federer (2) vs Del Potro (5)
A segunda meia-final coloca frente-a-frente o CS nº 2, Roger Federer e o 5º pré-designado, J. M. Del Potro. O primeiro parte como favorito, até porque nos confrontos directos venceu os 5 encontros registados no circuito profissional. Curiosamente, apenas um desses encontros em terra batida, e no recente Masters 1000 de Madrid – 6/3 e 6/4 nas meias-finais da prova. Além do confronto directo, Federer encontra-se a duas vitórias de fazer história – “resgatar” o Grand Slam Carreer” ou seja deter os quatro torneios do grand slam. Federer poderá aproveitar o facto de “Rafa” Nadal já ter sido eliminado, no entanto nada está garantido. O caminho do suiço não foi propriamente fácil – venceu A. Martin (três sets), mas a patir daí as dificuldades aumentaram – na 2ª e 3ª ronda perdeu um set para Acasuso e P. H.Mathieu, para nos oitavos-de-final vencer em 5 sets frente a T. Haas – este último venceu os dois primeiros sets. Nos quartos-de-final venceu G. Monfils (11º CS) aproveitando de certa forma a “deficiente” capacidade física do francês. Já o argentino perdeu apenas 1 set até ao momento – iniciou o seu trajecto em Roland Garros frente a M. Llodra, V. Troicki e I. Andreev (todos eles despachados em 3 sets), perdendo apenas um set para J. W. Tsonga. Nos quartos-de-final voltou aos seus encontros em 3 sets despachando T. Robredo – a última esperança da “armada espanhola”. Um encontro que está a suscitar enorme interesse – por um lado a forma ascendente como Del Potro tem evoluido na sua carreira, por outro Federer, que tem em Paris, quem sabe, a última oportunidade de vencer em Roland Garros.
Roland Garros: Meias-finais (Antevisão)
Publicado por Bruno Santos em Análises e Reportagens às Junho 3rd, 2009
(1)D. Safina vs (20) D. Cibulkova
Esta quinta-feira serão conhecidas as finalistas do torneio feminino. Roland Garros mostrou um nível de ténis muito bom, circuito que de facto vê emergir novos talentos nomeadamente jovens de leste. A juntar à escola russa, tenistas como Cirstea, Azarenka – já uma “habituée” nos grandes torneios -ou Szavay deram nas vistas. Nessa linha de actuação surge D. Cibulkova. A actual nº 19 do ranking WTA parte para a meia-final frente a Safina como uma outsider, no entanto, tudo pode acontecer. A eslovaca participa pela 2ª vez em Roland Garros, onde regista até ao momento um impressionte percurso. Começou vencendo a ucraniana A. Bondarenko (em três sets), depois consecutivamente em dois parciais triunfou frente a K. Fkipkens, G. Dulko, A. Szavay e finalmente “cilindrou” M. Sharapova (6/0 e 6/2). No computo geral, apenas cedeu um set, no encontro inaugural. Quanto a D. Safina tenta em Paris vencer o seu 1º Grand Slam. Recorde-se que a russa foi vencida por A. Ivanovic na final de 2008. Parte para a semi-final como favorita, tendo perdido até ao momento um único set – aliás o que acontece igualmente à sua opositora de amanhã. Venceu de forma consecutiva A. Keothavong, V. Diatchenko, A. Pavlyuchenkova, A. Rezai e finalmente V. Azarenka – ela que “roubou” um set á nº 1 mundial. No mano-a-mano, a russa vence por 2/0, no entanto, nunca se cruzaram em terra batida. Ambos os confrontos foi em 2008 – Montreal e Tokio foram os palcos, sempre em “hardcourt” ,tendo a russa vencido sempre em dois sets.
(30) S. Stosur vs (7) S. Kuznetsova
Na segunda meia-final, S. Kuznetsova parte como ampla favorita. A russa que ostenta um título do grand slam (Austrália 2005), chegou à final em Roland Garros em 2004, final que perdeu. Pese alguma travessia no deserto, a russa marcou este ano em Estugarda, o ponto de viragem. Com uma vitória bem saborosa na cidade germânica, a 7ª CS chega às meias-finais jogando um ténis de grande nível, o que comprovou ainda hoje frente a S. Williams. Não se pode dizer que tenha vencido jogadoras de primeira linha nas três rondas iniciais – a francesa C. Feurstein, G. Voskoboeva e a húngara M. Czink, no entanto venceu em dois sets. Na 4ª ronda já encontrou a polaca A. Radwanska (6/4; 1/6 e 6/1), para finalmente vencer Serena Williams, em encontro dos quartos-de-final. Já S. Stosur, tem nestas meias-finais uma oportunidade de uma vida. Sem grandes registos nos grandes eventos mundiais, a australiana chega às meias-finais em Paris, fazendo dela uma das figuras do torneio. A actual nº 32 do mundo venceu na 1ª ronda a italiana F. Schiavone, para na 2ª ronda triunfar sobre a vencedora do Estoril Open – Y. Wickmayer. A partir daí um impressionante trajecto, triunfando sobre E. Dementieva (4ª CS), V. Razzano, e hoje nos quartos-de-final, vencendo outra das figuras em Paris – Sorana Cirstea. No confronto directo, encontraram-se apenas por uma vez, no ano de 2004 em Bali – a russa venceu por duplo 6/4.
Sobram três top-10…
Já só há três tenistas actualmente no top-10 em prova:
Roger Federer – 2º ATP; Juan Martin Del Potro – 5º ; Gael Monfils – 1oº (apesar de ser apenas 11º nos cabeças-de-série).
Depois de Nadal e Djokovic, foi a vez de outro elementro do “grupo dos 4″ perder em Roland Garros: o escocês Andy Murray. Fernando Gonzalez foi o responsável ao vencer por 6-3, 3-6, 6-0 e 6-4. Quem parece imparável é Robin Soderling que despachou Nikolay Davydenko (10º cabeça-de-série) por 6-1, 6-3 e 6-1.
Federer escapa por pouco a Haas
Ainda sem recuperar da eliminação de Rafael Nadal, o Philippe Chatrier quase que assistiu a nova derrota inesperada no torneio. Tommy Haas esteve perto de eliminar Roger Federer em 3 sets, mas o suíço deu a volta ao encontro e apurou-se para os quartos-de-final por 6-7(4), 5-7, 6-4, 6-0 e 6-2.
No terceiro parcial, Haas ainda dispôs de um ‘break point’ para ficar a servir para fechar encontro. A exemplo dos momentos mais importantes do encontro, claudicou e permitiu pouco depois a vitória de Federer no set. Nos últimos dois parciais, não houve muita história com o suíço a vencer 12 dos 14 jogos.
Federer espera agora pelo desenrolar do encontro entre o francês Gael Monfils e norte-americano Andy Roddick para conhecer o adversário dos quartos-de-final.
Teorias da conspiração…

Roddick somou a sua 1ª vitória no Lenglen apenas este ano (Foto: Paris-Photos.org)
Um pouco a brincar, mas não me admirava que a organização não se lembrasse desse pormenor…
Andy Roddick tem alguns problemas com o jogar no Suzanne Lenglen. Não bastasse já não ser um talento da terra batida e, de todos os courts do complexo de Roland Garros, há um que teima aparecer-lhe na ordem de jogos e que conta com algumas características técnicas diferentes dos outros. Em toda a sua carreira neste Grand Slam, até nem se deu muito mal pelo Chatrier, mas viu-se sempre derrotado no Lenglen… até este ano.
Nesta edição já jogou lá 2 dos 3 encontros que o colocou pela primeira vez na segunda semana de Roland Garros. Amanhã, estará lá de novo. O curioso é que os adversários destes três encontros que lhe programaram para este court são tenistas franceses.
Jouan, Gicquel e, agora, Monfils!
Roland Garros: Resumo Dia 8
Publicado por Bruno Santos em Notícias às Maio 31st, 2009
Mas que jornada fantástica em Roland Garros! Os dois detentores do título foram afastados do segundo grand slam da temporada, num dia que emergiu um nome – R. Soderling. Sabia-se que um dia R. Nadal iria perder um encontro em Roland Garros, no entanto, ninguém adivinharia que seria S. Soderling, num encontro a contar para os oitavos-de-final, e ainda por cima em quatro sets! Os astros parecem virar-se para Roger Federer que circunstancialmente vê o caminho para final aberto primeiro por Djokovic, quem sabe agora para o título por Rafael Nadal, via Soderling. No entanto, hoje, Fernando Gonzalez (12º CS), A. Murray (CS nº 3) e N. Davydenko (CS nº 10) “carimbaram” o passaporte para os quartos-de-final, ao que se seguem esta segunda-feira os restantes encontros dos oitavos-de-final. Por seu turno, no quadro feminino, a pupila de Van Griechen, V. Azarenka, colocou ponto final no sonho de Ivanovic – renovar o seu título de 2008.
Quadro Masculino
Hoje, todos os fãns de ténis devem ter pronunciado o nome de S. Soderling ! A vitória do sueco face a Nadal em Roland Garros, pôs fim a uma marca emblemática do cariz que Nadal adquiriu na cidade luz (32 vitórias consecutivas). Todos os especialistas apontavam Nadal como grande favorito à prova, a caminho do seu 5º título consecutivo. Pese esse facto, Soderling contrariou esses vaticinios e venceu em quatro parciais (6/2; 7/6; 6/4 e 7/6). O nº 25 ATP protagonizou um embate quase perfeito, não deixando Nadal impôr o seu jogo de contra-ataque. Foi suficientemente eficaz, na forma como contornou os famosos “passing-shots” do espanhol, materializando muitos pontos na rede após pancadas que fizeram mossa no actual nº 1 mundial. Com esta vitória, Soderling garantiu presença nos quartos-de-final, eliminatória na qual defrontará N. Davydenko. O CS nº 10 da prova conseguiu uma vitória bem vincada frente a um opositor nada fácil (F. Verdasco, 8ª CS). O russo bateu o espanhol em três sets (6/2; 6/2 e 6/4). Os outros vencedores do dia foram A. Murray (3º CS), bateu o croata M. Cilic (7/5; 7/6 e 6/1), e ainda, o chileno F. Gonzalez que venceu V. Hanescu (6/2; 6/4 e 6/2). O primeiro a provar a sua progressão na superficie, o segundo, recorde-se, carrasco de Rui Machado.
Quadro Feminino
O primeiro dia dos oitavos-de-final feminino, deu a conhecer antecipadamente uma nova vencedora em Roland Garros. Isto, porque a detentora do título, a sérvia A. Ivanovic cedeu frente à bielorussa V. Azarenka (9ª CS e pupila de A. Van Griechen). Face aos resultados recentes da sérvia, não se pode considerar uma grande surpresa , até porque a sua opositora – V. Azarenka – dispõe de armas mais do que suficientes para bater a actual nº 8 WTA. Dois parciais foram suficientes para terminar o sonho de Ivanovic em renovar o seu título – 6/2 e 6/3 foram os parciais. Quem continua em grande forma é a actual nº 1 mundial, a russa D. Safina. Esta última já se encontra nos quartos-de-final, fruto de uma vitória esmagadora face a A. Rezai – “carrasca de M. Llacher de Brito - 6/1 e 6/0. Safina irá agora discutir uma vaga nas meias-finais com Azarenka. No outro encontro dos quartos-de-final conhecido hoje, M. Sharapova irá encontrar D. Cibulkova. A primeira venceu a chinesa Li Na (6/4; 0/6 e 6/4), a segunda afastou a hungara A. Szavay (6/2 e 6/4). Realce para a carreira de Sharapova, que após o seu regresso em Varsóvia na semana passada, venceu quatro encontros consecutivos em três sets, na cidade luz.
Roland Garros: Resumo 2º dia
Publicado por Bruno Santos em Notícias às Maio 25th, 2009
Nunca a língua de Camões foi tão falada em Roland Garros, claro está descontando os “milagres” que Gustavo “Guga” Kuerten adicionou à sua íncrível carreira. Curiosamente, um ano depois da sua retirada do ténis ao mais alto nível, registamos no 2º dia do grand slam quatro brasileiros a lutar por uma vaga na segunda ronda. Todos eles com um ponto em comum: foram todos eliminados. Pese esse síndroma, os países de língua oficial portuguesa foram “salvos” por duas almas: Rui Machado num encontro incrivelmente “enrolado” após dois sets sem espinhas, Michelle Larcher de Brito uma sofredora nata. Uma vez mais após um set inicial incrívelmente nebuloso, lá conseguiu “dar” a cambalhota ao marcador, um novo feito para o ténis nacional. De resto, os grandes favoritos ao título (Nadal, Federer, Safina e Venus Williams) passearam a sua classe com mais ou menos dificuldade, resgatando o “bilhete” para a segunda ronda.
Torneio Masculino
Continua a invencibilidade de Nadal em Roland Garros. Na 1ª ronda enfrentou o “canarinho” Marcos Daniel, e se não fez uma exibição que enchesse o olho, lá “despachou o brasileiro ao fim de 3 sets (7/5;6/4 e 6/3). Agora na 2ª ronda irá discutir a passagem à 3ª eliminatória frente a um russo – T. Gabashvili. O seu arqui-rival, Roger Federer ,venceu igualmente em três sets, e se é verdade que entrou um pouco mal no encontro, cedendo o seu serviço, a partir daí esteve muito sólido fechando o encontro em três sets cirúrgicos. Nos momentos certos “brekou” o saque do espanhol e triunfou em 1 h 45 m aproximadamente (6/4; 6/3 e 6/2). Os outros brasileiros “eliminados” foram o nº 1 “canarinho” – T. Belluci – perdeu para Vasselo Arguello, ainda que tenha sido obrigado a desistir quando o score acusava (4/6; 7/6 e 5/5); os outros foram Franco Ferreiro e Tiago Alves. O primeiro deu luta a Feliciano Lopez – encontro em 5 sets – o segundo perdendo para o gaulês J. Chardy (eterno rival de F. Gil em torneios do grand slam). Curiosidades da jornada, a vitória de V. Hanescu sobre o belga S. Darcis, em três sets discutidos em três tie-breaks, a derrota do 19º CS, o checo T. Berdych (face ao italiano S. Bolelli), e as vitórias algo fáceis de A. Roddick e N. Davydenko face ao “wild card” francês R. Jouan e S. Koubek, respectivamente.
Torneio Feminino
Dinara Safina entrou com tudo no Philippe Chatrier – como se costuma dizer na gíria do ténis – aplicou uma “bicicleta” à sua opositora, A. Keothavong – ao cabo de 1 h 01 m a inglesa disse “adeus” a Paris sem vencer um único jogo (6/0 e 6/0). Um cartão de visita bem “enfeitado” para quem arrisca-se a vencer em Roland Garros o seu primeiro troféu num “Grand Slam”. No entanto, não poderemos esquecer outras participantes. Uma delas, Venus Williams (3ª CS), apanhou um valente susto e depois de ter perdido o 2º set face à germânica B. Mattek-Sands (4/6), lá recuperou e venceu o parcial decisivo. Ao fim de 1 h 48 m “selou” uma vitória sofrida pelos parciais de 6/1; 4/6 e 6/2. Numa jornada que foi “suspensa” com um encontro por finalizar, a que opunha C. Wozniacki à russa Vera Dushevina, a dinamaquesa, 10ª CS, esteve perto de dizer “adeus” a Roland Garros. Ainda assim conseguiu virar o rumo dos acontecimentos fechando ainda hoje o 2º set com o parcial de 7/5. Devido a falta de iluminação, o encontro foi adiado para amanhã (será por assim dizer um novo encontro), com um set para cada lado. No encontro do dia, no quadro feminino, a vitória de D. Cibulkova (20ª CS) face à ucraniana A. Bondarenko (6/4; 2/6 e 6/4), eliminando assim a recente finalista do WTA de Varsóvia. Seguindo a mesma tendência da véspera, 4 cabeças-de-série ficaram pelo caminho. K. Bondarenko, a norte-americana A. Glatch, a eslovena Hercoq e a colombiana Duque Marino foram as responsáveis por tal facto, triunfando sobre P. Schnyder (17ª CS), F. Penneta (14ª), A. Kleybanova (23ª) e A. Chakvetadze (26ª), respectivamente. Algumas delas de forma bastante surpreendente principalmente a russa Kleybanova e a suiça P. Schnyder que vinham evidenciando uma boa forma nas últimas semanas.
Roland Garros: Resumo 1º dia
Publicado por Bruno Santos em Notícias às Maio 24th, 2009
O dia 1 na capital francesa já ressaltou um “cheirinho” daquilo que poderemos acompanhar nas próximas duas semanas – competividade, longos encontros, emoção e drama. Para os franceses o Open de França não começou, certamente, do seu agrado perdendo uma das tenistas favoritas – A. Mauresmo. E até não se pode dizer que o dia foi totalmente mau para os anfitriãos, já que por pouco não perdiam igualmente o nº 1 gaulês, Gilles Simon, que esteve em campo cerca de 3 h 45 m para levar de vencida o norte-americano W. Odesnik. Para as cores lusas, a lógica imperou, Frederico Gil perdeu para o 14ª CS – D. Ferrer, esperando-se agora que Rui Machado e Michelle L. Brito defendam as cores lusas com resultados mais positivos. De ressalvar também a vitória do antigo nº 1 mundial, L. Hewitt que venceu o seu encontro frente a I. Karlovic – o primeiro deu a volta ao encontro depois de ter perdido os dois sets iniciais, o segundo bateu o record de “aces” num encontro – 55 !
Torneio Masculino
No quadro masculino, os favoritos que entraram em acção deixaram indicações positivas. Andy Murray, nº 3 ATP estreou-se da melhor forma e não se pode dizer que o seu opositor fosse confortável – J. I. Chela, um especialista em terra batida. No entanto, o tenista escocês não fez por menos, despachou o sul-americano com parciais que demontra bem a sua progressão em pó-de-tijolo – 6/2; 6/2 e 6/1. Já a “armada espanhola” esteve bem com a passagem à 2ª ronda de N. Almagro, D. Ferrer (14º CS) e F. Verdasco (8º) frente a A. Calleri, F. Gil e F. Serra, respectivamente. A destoar, apenas o jovem M. Grannolers que cedeu frente a J. Ouanna – um francês que beneficiou de um “Wild-card” para estar presente. De ressalvar por dois motivos as vitórias dos antigos nº 1 mundiais – M. Safin com uma vitória algo fácil frente a A. Sindorenko (triplo 6/4), já o australiano, L. Hewitt perante a díficil vitória sobre I. Karlovic. Depois de aguentar durante 5 sets o jogador croata e mais de 50 ases(!), o australiano ainda conseguiu sair vitorioso da 1ª ronda. Para amanhã, as estreias de Rafael Nadal e Roger Federer.
Torneio Feminino
Como é habitual, a vencedora do torneio da edição anterior, teve a “honra” de abrir o torneio. Ana Ivanovic venceu de forma natural a italiana S. Errani embora tenha demonstrado uma exibição com alguns altos e baixos. Fez os minimos, não se exibindo no seu melhor, levou de vencida a italiana por 7/6 e 6/3. Isto num dia inicial que já registou duas eliminações entre as pré-designadas. Uma delas, a “caseira” A. Mauresmo – antiga nº 1 mundial – que “esbarrou” nos melhores argumentos da alemã A. Lena-Groenefeld (ela que esteve recentemente no Estoril Open), pelos parciais de 6/4 e 6/3. A outra cabeça-de-série que “disse” adeus a Paris foi a estoniana, K. Kanepi ,vencida por uma jogadora de outro país da antiga URSS – Y. Shvedova, a casaque levou de vencida com o “score” de 7/6; 3/6 e 6/2. A pupila de António Van Griechen, Victoria Azarenka (9ª CS) “carimbou” o passaporte para a 2ª ronda perante a transalpina R. Vinci – 6/4 e 6/2 foram os parciais.
Resultados completos da jornada
ATP 1000 Madrid: Federer quebra malapata !!
Publicado por Bruno Santos em Notícias às Maio 17th, 2009
Está quebrada a malapata! Roger Federer voltou a derrotar Rafael Nadal, curiosamente, dois anos depois de o ter feito na terra batida de Hamburgo. Uma final com a duração de 1 h 28 m foi suficiente para o suiço vencer por um duplo 6/4 e deixar os amantes do ténis com “água na boca” em vésperas do ínicio de Roland Garros.
Roger Federer venceu o seu arqui-rival Rafael Nadal, logo em vésperas de Roland Garros! Nadal partia como favorito para a grande final na “Caja mágica” mas desde logo percebeu-se que o actual nº 1 mundial surgiu algo apático. O suiço adotou a mesma estratégia que o fez em Hamburgo 2007: um ténis diversificado, com trocas de bola do fundo de court, ora com vários “approachs” para concluir os pontos na rede. Além disso, o seu primeiro serviço funcionou ao longo de toda a final. Com a principal preocupação em não abrir muito os ângulos, defendendo assim os famosos “passing-shots” do espanhol, Federer marcou aí pontos. Pese o mérito do suiço, Nadal não conseguiu “bombardear” a esquerda de Federer – estratégia decisiva nos últimos confrontos entre os dois – pelo que o seu ténis espectacular baseado na sua potência física, foi algo nunca visivel no court “Manolo Santana”.
Por outro lado, Federer esteve bem melhor na conversão dos breaks-points em quebras de serviço, comparavelmente aos últimos confrontos com o espanhol. Pode-se dizer mesmo que acabou por ser cirúrgico – em duas oportunidades ,dois breaks. Além disso, Nadal jogou apenas no erro de Federer, algo que aliado ao seu cansaço psicológico e físico viria a ser fatal. Federer depois do US Open (seu último grande registo), e a sua vitória em Basileia, o ano passado (vs Nalbandian), volta assim aos grandes troféus. O tenista natural de Basileia chega ao seu 15º título da série 1000 – apenas dois tenistas “coleccionam” um número maior de vitórias : A. Agassi (17) e …Rafael Nadal (16). Quanto a Nadal regista a sua segunda derrota em dois anos na terra batida, um número íncrivel. Agora tem uma semana para recuperar, carregar baterias e atacar pela 5ª vez consecutiva o troféu em Roland Garros.
ATP 1000 Roma: Blake em “Má onda”!
Publicado por Bruno Santos em Notícias às Abril 27th, 2009

O romeno V.Crovoi deu ínicio às surpresas (Foto ATP)
O norte-americano James Blake e a chuva foram as novidades negativas no primeiro dia do quadro principal do torneio ATP 1000 de Roma. Numa jornada que só se concluíu oito encontros, devido à chuva que caiu no Fórum Itálico da capital transalpina, Blake, uma das grandes estrelas do Estoril Open, caíu logo na 1ª ronda. Autor da proeza: o “qualifyer” romeno, nº 112 do mundo, Victor Crovoi que assim carimbou provavelmente a melhor vitória da sua carreira. O jogador de leste que este ano chegou à final do Challenger de Nápoles, em Itália, venceu em dois sets 7/5 e 6/3. Desta forma, James Blake, actual nº 16 do mundo chega a Lisboa em má onda na sua preparação para Roland Garros. Amanhã, terça-feira, irá decorrer o restantes encontros da 1ª ronda, estando também previsto as estreias em Roma de Andy Murray e Novak Djokovic, em encontros já a contar para a ronda 2. Resultados do dia.

