‘prognósticos’


Favoritos à escolha?

O US Open já começou e o seu campeão entrou a vencer, Roger Federer não teve problemas de maior frente a um jovem norte-americano que nem no top-1000 se encontra. Mas será o suíço favorito?

Em teoria seria de longe, na minha opinião é incontornável esse estatuto, mas penso que está longe de ser  um claro favorito. A sua irregularidade ao longo da temporada, apenas disfarçada pelo “Canal da Mancha” (RG e Wimb) e os recordes que tem batido (15 GS, perto de igualar Agassi nos Masters e Sampras no All England Club), continuam a colocar algumas dúvidas.

Sou da opinião que Roger está a fazer uma das piores temporadas a nível de ténis praticado (só a do ano passado pode rivalizar), embora com o preenchimento “final” do seu palmarés a dar-lhe um dos melhores momentos da carreira. Valeu a “ausência” de Nadal em Roland Garros e quase foi surpreendido na final de Wimbledon por… Roddick!

O interessante é verificar que um Federer mediano é suficientemente superior ao resto do circuito  (c/ Nadal envolto em problemas físicos). É isso que talvez é mais assustador no nº 1 mundial, é que mesmo em fases muito negativas nunca deixou de vencer Grand Slams por muito tempo, há sempre um em que consegue ser suficientemente bom para vencer.

Daí que, apesar de achar que continue a estar longe do seu melhor, Roger parta para este US Open como favorito e até sem grande pressão. Há outros nomes a ter (muito) em conta:

Andy Murray – Vencedor em Montreal, deu provas de boas formas e tem no US Open o slam mais adequado para o seu ténis, o ponto negativo talvez seja mesmo a falta de provas em momentos decisivos;

Juan Martin Del Potro – Parte sem a pressão de favorito, mas as carreiras de 2008 e 2009 na US Open Series apontam-no como candidato a sérios estragos;

Andy Roddick – Parte também sem grande favoritismo a nível mediático, mas provou na final de Wimbledon que ainda vai a tempo de lutar pelo 2º slam na sua carreira;

Novak Djokovic – Embora longe do favoritismo que tinha há um e dois anos, é um nome a seguir e com maior pressão que Del Potro e Roddick, até porque tem o seu 4º posto em risco até ao final do ano;

E, obviamente,…

Rafael Nadal – A incógnita, diga-se! No regresso da sua lesão e após uma dura perda dos títulos de Roland Garros e Wimbledon para o seu rival de sempre, o espanhol parte como favorito e incógnita, sendo que pode já fazer Grand Slam de Carreira aos 23 anos. Os quartos-de-final e meias-finais nos Masters 1000 do US Open Series reforça a dúvida: será capaz de lutar pelo US Open?

Muito depende também dos protagonistas das rondas decisivas, um Federer-Nadal na final seria explosivo, por exemplo. Reforço as minhas dúvidas sobre o favoritismo de cada um destes nomes, surpresa seria que fosse alguém fora deste leque a conquistar o título.

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