‘grand slam’
Austrália Open: On Court III
Publicado por Bruno Santos em Rubricas às Janeiro 18th, 2010
A primeira jornada do Austrália Open ficou marcada pelo aparecimento de chuva em Melbourne Park. Como se sabe, os dois principais palcos do primeiro Grand Slam de 2010 possui tecto amovivel, pelo que a jornada não foi totalmente afectada. No entanto, sabe-se como é importante os courts secundários nesta primeira semana de competição. Ao todo, foram 26 encontros cancelados (11 no quadro masculino, 15 no torneio feminino). Entre esses encontros, destaca-se os duelos entre J. Jankovic e M. Niculescu (no Margaret Court Arena) e o duelo entre M. Cilic e F. Santoro (este último quando o croata vencia por 7/5 e 4/2 no Court 3).
Wimbledon:Dia 13 – Uma final épica com júbilo do campeão
Publicado por Bruno Santos em Notícias às Julho 5th, 2009
Mais um dia histórico na íncrível carreira de Roger Federer! O suiço “carimbou” o seu 15ºtítulo de um torneio do Grand Slam, e se até aqui era considerado por muitos o melhor tenista de todos os tempos, com esta marca torna-se imortal no “planeta ténis”. Os números de Federer são incriveis: jogava esta tarde a sua 7ª final consecutiva em Wimbledon, competia na sua 16ª final de um “Major” dos últimos 17 eventos dessa categoria, “carimbava” no All England Club a sua 20ª final em torneios do Grand Slam, tentava vencer o seu 60º troféu ATP, e entre outras curiosidades tentava ser o 4º tenista a vencer na mesma temporada o torneio de Roland Garros e Wimbledon, na era open.
Já, Andy Roddick, tentava vingar-se das finais perdidas para Federer na relva londrina nos anos de 2004 e 05, tentava somar o seu 2º “major” da sua carreira – venceu o US Open de 2003 face a Juan Carlos Ferrero, e pretendia somar o seu 2º título na presente temporada – venceu o ATP 250 de Menphis. O pupilo de Larry Stefansky, treinador que o norte-americano elogiou em várias conferências de imprensa em Londres, tentava assim voltar aos seus melhores momentos em torneios do “Grand Slam” em seis anos.
O jogo (Estatisticas da final)
A final discutida, hoje, demonstrou que foram de facto os dois melhores tenistas a passar na relva londrina nas últimas duas semanas. Federer, com o seu melhor ténis, apresentava um serviço quase ínvencivel graças a uma multiplicidade de soluções, complementado com o seu soberbo jogo – direitas com inúmeras soluções, esquerda não tão errante como num passado recente. Já, Roddick, somava ao seu potente serviço uma boa “dose” de confiança no seu jogo do fundo de court, não se inibindo em determinadas ocasiões por concluir alguns pontos na rede. O primeiro set, os dois “rivais” serviram com uma eficácia íncrivel, o equilibrio foi sintomático até ao 12º jogo, altura que Roddick quebrou o serviço do suiço. Em 39 minutos, Roddick fechava o parcial por 7/5. O 2º parcial, acabou provavelmente por sentenciar a final da 123ª edição de Wimbledon. Sem quebras de serviço, o set viria a ser decidido no tie-break, momento do encontro que Roddick chegou a uma vantagem de 6/2. Com 4 set-points, o norte-americano não só não fechou o set – avançaria para uma vantagem de 2 sets a zero – como via o actual nº 2 mundial a fechar o desempate por 8/6. A final estava ao rubro, Roddick através do primeiro set demonstrava ter possibilidades de entrar na “mitica” história de Wimbledon, Federer conseguia dar uma reviravolta no tie-break do set que acabava por terminar, que lhe “injectou” uma confiança para a final assinalável.
Quiça, graças a essas circunstâncias, Roddick “baixou” um pouco a eficácia do seu 1º serviço, e se sé verdade que o parcial foi decidido uma vez mais no tie-break, desta vez Federer não passou pelas mesmas dificuldades, comparavelmente ao set anterior – chegou a uma vantagem de 5/1, sendo crucial para fechar o 3º set por 7/5 no “desempate”, em 47 minutos. Com uma vantagem de 2 sets a um, Federer partia para o 4º set com uma forte vantagem para o resto da final, pelo menos teoricamente. No entanto, o suiço sentiu um pouco a pressão e depois de ter cedido o 4º jogo no seu serviço, o suiço nunca mais recuperou a desvantagem.
O que dizer do set decisivo. Os dois opositores serviram de uma forma fantástica, levando a decisão para uma vantagem de dois jogos que previsivelmente não acontecia. Com o parcial em 6/6, os dois rivais serviram quase na perfeição até ao 30º jogo de serviço. Aí, Federer conseguiu uma vantagem de 0/30, e graças a uma “madeirada” do norte-americano, Federer fechava uma final que além de ser dramática – principalmente no 5º set, afigurava-se injusta para o finalista vencido. No entanto, no ténis não pode haver dois vencedores, pelo que a “fava” saiu ao 6º cabeça-de-série.
Wimbledon – Federer chega ao 15º título do Grand Slam
Publicado por Bruno Santos em Breves às Julho 5th, 2009

Federer "escreveu" mais um página dourada na sua carreira(Reuters/S.Wermuth
O suiço Roger Federer ultrapassou a barreira dos 14 títulos do Grand Slam – marca que partilhava desde Roland Garros com o norte-americano Pete Sampras. O suiço venceu o norte-americano e 6º pré-designado, Andy Roddick, numa final completamente imprevisivel até à última pancada. Para a história fica o resultado (5/7; 7/6; 7/6; 6/3 e 16/14), numa vitória épica em 4 horas e 16 minutos. Para o norte-americano ficou, certamente, o “amargo de boca” de ter desperdiçado no tie-break do segundo parcial uma vantagem de 6/2.
(Em breve, desenvolvimento)
Wimbledon: Serena vence pela 3ª vez na relva londrina
Publicado por Bruno Santos em Notícias às Julho 4th, 2009
Não foi propriamente uma final de “encher o olho”. Com as irmãs Williams a discutir, uma vez mais, a final na relva londrina, Serena desta feita levou a melhor – venceu pela 3ª vez o torneio britânico, ganhou ascendente face ao seu confronto directo face à sua irmã Venus (11 vitórias e 10 derrotas), e logrou o desempate em encontros jogados em relva entre as duas: 3 vitórias e 2 desaires. Pelos parciais de 7/6(3) e 6/2, a irmã mais nova das irmãs Williams garantiu o triunfo ao fim de 87 minutos.
A final esperada – S. Williams vs V. Williams (estatisticas do encontro)
Era uma espécie de tira-teimas entre Venus e Serena. Motivos , tinham de sobra: repetição da final 2008 – vencida por Venus – desempate no mano-a-mano (10 vitórias para cada uma delas), igualdade também nos encontros disputados em relva entre as duas opositoras. A irmã mais nova, Serena ,parecia ser um pouco mais favorita graças à sua presença exibicional ao longo destas duas semanas de competição, já Venus depois de esmagar Safina nas meias-finais tinha que se levar em linha de conta. A primeira procurava o seu 3º triunfo em Wimbledon, já Venus tentava o seu 6º “caneco” em All England Club.
A final não foi particularmente espectacular sendo a fase inicial bastante cautelosa por parte das duas tenistas. O serviço segurava o jogo quer de uma quer de outra, os erros não forçados revelavam algum nervosimo inicial. Com Serena a revelar-se muito segura no aproveitamento do 1º saque, Venus não se revelava muito diferente, embora se mostrasse mais conservadora na abordagem do encontro. Com Serena mais agressiva – matriz do seu padrão de jogo – Venus não arriscava tanto nomeadamente com as suas pancadas. O momento crucial do set inicial foi no 8º jogo – com 4/3, Venus não conseguiu aproveitar os únicos break-points (2) conseguidos pelas duas competidoras no 1º set. Ao fim de 44 minutos, inicou-se o desempate ganho por Serena (7/3). Com dois “mini-breaks”, Serena fechou o set inicial ao fim de 52 minutos. O segundo parcial, Venus mostrou-se mais frágil animicamente, entregando um pouco a final à sua irmã e nº 2 mundial. No 6º jogo, a irmã mais velha das finalistas cometeu uma dupla falta que viria a ser fatal na decisão do encontro. Daí à conclusão da 123ª edição da final feminina de Wimbledon foi um àpice. Serena confirmou a quebra de serviço, e com novo “break” fechou a final por um parcial final de 6/2.
Nas estatisticas da final, Serena esteve bem melhor que Venus. A primeira confirmando o bom momento que atravessa com uma exibição bem segura e em alguns momentos brihante, a segunda não se exibindo no seu melhor. Curiosamente, as duas “meteram” 61% do 1º serviço, no entanto, Serena esteve bem melhor no aproveitamento do seu saque. Enquanto a 2ª CS apenas perdeu dois pontos no seu 1º serviço (31/33), Venus esteve com percentagens de aproveitamento bem inferior. A 3ª pré-designada venceu 70 e 56% no 1º e 2º serviço, conseguindo também 2 aces e 3 duplas-faltas. Por seu turno, Serena “assinou” 12 aces e não cometeu qualquer dupla falta. Enquanto Venus teve um saldo negativo entre pontos ganhantes e erros não forçados (14/18), a sua irmã esteve bem mais eficaz – conseguiu 25 “winners” e 12 pontos errantes. Venus, sentindo que a final lhe estaria a “fugir” ainda tentou subir à rede por inúmeras ocasiões, conseguindo aí a conclusão de 9 pontos em 13 oportunidades. Serena não esteve tão activa na subida à rede mas foi bem mais eficaz – em 5 subidas apenas perdeu 1 ponto (4/5).
Com este desiderato, Venus interrompeu uma série de 20 vitórias consecutivas na relva londrina – recorde-se que a irmã mais velha da “familia” Williams venceu na “catedral” em 2007 e 2008, falhando assim o seu 3º triunfo consecutivo. Já Serena recuperou o troféu, ela que havia ganho pela última vez em 2003 face à mesma opositora de hoje. Com esta vitória, Serena juntou ao título do Austrália Open (título também conquistado na presente temporada) o terceiro troféu do Grand Slam de 2009. Em termos absolutos foi o seu 32º troféu a contar para o circuito WTA.
Wimbledon: Dia 9 – O “dia” do court 1 de All England Club
Publicado por Bruno Santos em Notícias às Julho 2nd, 2009
O 9º dia de competição reservava grandes “duelos”, encontros que dava ingresso ao “Clube dos quatro”, ou seja, os semi-finalistas da edição 2009 do torneio mais emblemático do mundo. Os britânicos “puxavam” por Andy Murray, o suiço Roger Federer tentava não perder o “comboio” do posto de nº 1 mundial, já Tommy Haas, Andy Roddick e Lleyton Hewitt tentavam “ressuscitar” pelos menos os seus grandes resultados em torneios do Grand Slam. O perdedor do dia, esse foi Novak Djokovic – não só disse adeus ao seu possivel segundo título do Grand Slam, como viu ainda esgotar-se em grande parte as suas hipóteses (remotas é certo) de subir no ranking mundial.
Muito provavelmente, nunca o Court nº 1 de Wimbledon, esteve tão coberto de expectativa como nesta jornada. O espectáculo era garantido, e se é verdade que no Court central Federer e Murray tentavam o seu “bilhete” para as semi-finais, os “duelos” no court secundário eram espectáveis de emoção, grande equilibrio, dramatismo e grande nível ténistico. Mas, vamos por partes. Roger Federer defrontava o gigante Ivo Karlovic – o suiço partia como grande favorito, o croata tentava vencer o suiço pela segunda vez na sua carreira. No entanto, o suiço está a exibir-se a um nível elevadissimo, tendo necessitado de 1 h 42 m para garantir a presença nas “meias” – ao cabo de três sets (6/3; 7/5 e 7/6), logrou a sua 21ª presença consecutiva em meias-finais de eventos do Grand Slam. O croata chegava a este encontro sem ceder o seu serviço, e só na primeira ronda enfrentou tie-breaks (vs L. Lacko). Duas “quebras de serviço – no 4º e 11º jogo do 1º e 2º set – foram suficientes para o suiço chegar à vantagem de dois sets a zero, fechando o encontro com dois “mini-breaks” no tie-break do terceiro parcial.
Agora nas meias-finais terá como opositor Tommy Haas. O germânico venceu o sérvio Novak Djokovic em quatro parciais (7/5; 7/6; 4/6 e 6/3). Com estratégias bem diferentes na abordagem ao encontro, o alemão colheu os frutos de um ténis muito agressivo no qual a subida à rede era uma das suas principais armas. Pelo outro lado, “Nole” tentava com os seus “amorties” chamar Haas à rede, para desferir do fundo do court os seus passing-shots – ora cruzados, ora às linhas. Com esta vitória, o alemão tenta chegar à final do torneio de Wimbledon. No histórico frente a Federer, o alemão venceu 2 encontros (o último dos quais em…2002 no Austrália Open). De recordar que o encontro será uma reedição da 3ª ronda de Roland Garros deste ano, um encontro em que Haas esteve a vencer por dois sets a zero mas permitiu a reviravolta ao suiço.
A outra meia-final
Andy Murray continua a fazer sonhar os “britânicos”, e mais que os resultados em si, o escocês dá mostra de um “estofo” mental sólido e imperturbável. O único espanhol ainda em prova, curiosamente, o “wild-card” Juan Carlos Ferrero, não esteve à altura do tenista natural de Dunblane, cedendo o encontro em três parciais (7/5; 6/3 e 6/2). O escocês, terá no entanto, o seu grande “teste” antes da “possivel” final frente a Andy Roddick. O norte-americano está a exibir-se a grande altura. Hoje, teve pela sua frente Lleyton Hewitt. Num encontro entre dois ex: nº 1 mundiais, repetia-se o “duelo” de Queen´s, repetindo-se a vitória do americano. Porém, Roddick teve muito que suar, disputando cinco sets para garantir a passagem à seguinte ronda da prova. Com os parciais de 6/3; 6/7; 7/6; 4/6 e 6/4, o norte-americano venceu o australiano, que deixou tudo o que tinha e não tinha na relva londrina.
As estatisticas do jogo da jornada (Roddick vs Hewitt)
Em termos de estilo de jogo, dois competidores com concepções diferentes de ténis. Roddick faz do seu serviço uma das suas principais armas, já o australiano faz da sua capacidade e solidez do jogo de fundo do court a sua principal característica. Pese esse facto, o norte-americano esteve bastante bem, de resto, a sua “imagem” de marca em Wimbledon este ano – sóbrio, bastante competente, o 6º CS esteve muito sólido em todos os capítulos de jogo. Roddick conseguiu “meter” 73% o seu primeiro serviço, vencendo 74 e 61% respectivamente no 1º e 2º saque. Com 43 “ases” e 4 duplas-faltas, o norte-americano esteve igualmente bem no equilibrio “winners”/erros não forçados (78/30). Quanto à conversão de break-points, Roddick conseguiu “romper” o seu adversário por 4 vezes em 15 oportunidades. Já, Hewitt não foi tão eficaz no seu serviço, pese os 21 aces conseguidos, marca bem interessante para o antigo nº 1 mundial. Com 59% de 1º serviços, o australiano converteu 76 e 49% dos pontos discutidos no 1º e 2º serviço. Com 62 winners e 42 erros não forçados, o australiano conseguiu ainda “brekar” Roddick por 3 ocasiões em 8 oportunidades. Nas 47 ocasiões em que subiu à rede venceu 29 pontos. Em resumo, o norte.americano esteve melhor em todos os capítulos de jogo, confirmando o bom momento que atravessa. Certamente, uma meia-final “explosiva” frente a Andy Murray.
Roland Garros: Final histórica
Publicado por Bruno Santos em Análises e Reportagens às Junho 7th, 2009

Federer...finalmente em Roland Garros - Foto AFP
Roger Federer conseguiu, finalmente, vencer em Roland Garros. Depois de um par de anos em que vinha cedendo no encontro decisivo para Rafael Nadal, o suiço aproveitou a eliminação precoce do espanhol frente a Robin Soderling, o seu opositor na final de hoje. O caminho do suiço não foi fácil, no entanto, o actual nº 2 ATP fez por merecer o seu histórico triunfo, graças a um ténis suficientemente evoluido para ultrapassar os obstáculos que entretanto foi vencendo, a caminho da grande final. Três parciais (6/1; 7/6(1) e 6/4), garantiram ao suiço entrar no clube dos cinco tenistas na história da modalidade que venceram os quatro torneios do grand slam. “Sangue”, suor e lágrimas foi a receita para uma final que o suiço liderou em todos os capítulos do encontro. Se Soderling valorizou a final de hoje, o suiço graças ao seu ténis não permitiu que o sueco “entrasse” no encontro.
A receita de Federer para vencer a final em Roland Garros, foi ao fim ao cabo, a estratégia que vinha praticando face aos seus mais respectivos obstáculos a caminho da final. Um serviço explêndido complementado pela sua diversidade de direitas (o seu amortie incluido), não deu qualquer hipótese a Soderling. Por sua vez, o actual nº 25 ATP sentiu o momento, prova disso foi a inexistência dos seus “winners” ao longo da final, pelo menos em quantidade que fizesse mossa no antigo nº 1 mundial.
No 1º set, Federer quebrou o serviço de Soderling por 3 ocasiões – 1º, 3º e 7º jogo do parcial resumindo o set a um 6/1 em 23 minutos. Percebeu-se que Federer sentia-se como “peixe na água”, e o 2º set foi o momento decisivo da final. Soderling manteve o seu “saque”, ainda que Federer mantivesse a sua enorme regularidade no 1º serviço. No tie-break, o antigo nº 1 mundial mostrou o seu grande carácter – 4 “Aces” e um amortie sentenciou o desempate vencendo por 7/1.
Percebia-se que Soderling estava algo inconfortável face ao jogo de Federer, muito perto de atingir a perfeição no seu nível de jogo. O suiço geriu a final à sua maneira, e depois de ter “brekado” o sueco logo no jogo de entrada do terceiro parcial, manteve o seu “saque” ,suficiente para fechar o set e o encontro (6/4). As estatísticas mostram essa superioridade – 66% a percentagem do 1º serviço, 16 “Aces”, 41 winners e 24 erros não forçados. Aproveitou 4 em 6 break-points, não cedendo o seu serviço ao longo desta final – 0/2, um deles cedido a *5/4 no 3º set. Por outro lado, Soderling “apenas” conseguiu 25 winners contra 22 erros não forçados. O seu 1º serviço não foi tão efectivo (60%), conseguindo apenas 2 “Aces”, uma ferramente essencial no seu jogo.
Depois de ter perdido as finais de 2006, 2007 e 2008, sempre para R. Nadal, o suiço venceu o seu 14º grand slam, igualando a marca de Pete Sampras, e somando o seu 59º título no circuito profissional. Mais do que um título, certamente o sonho realizado pelo suiço. Pelo outro lado, Soderling registou um grande torneio, sendo interessante o que irá conseguir nos próximos tempos.
Roland Garros: S. Kuznetsova vence em Paris
Publicado por Bruno Santos em Notícias às Junho 6th, 2009
A russa S. Kuznetsova venceu, esta tarde, o seu 2º título do grand slam à custa da nº 1 do mundo, D. Safina. A CS nº 7 superiorizou-se à sua compatriota em dois sets pelos parciais de 6/4 e 6/2, numa final que teve a duração de 1 h 14 m. Com esta vitória, Svetlana irá subir ao 5º posto do ranking WTA. Não se pode dizer que tenha sido uma grande final. Safina sentiu o momento – recorde-se que a nº 1 mundial nunca venceu um dos torneios do grand slam, já Kuznetsova exibiu um ténis muito positivo aproveitando de certa forma o “desiquilibrio mental” da sua opositora.
Era uma final muito esperada pela crítica – por um lado, Dinara Safina poderia escrever o seu nome no quadro de honra de um torneio do grand slam, e simultaneamente “calar” os criticos que a atacam por ser uma nº 1 mundial sem esse requisito preenchido no seu curriculum, por outro, Svetlana Kuznetsova que tentava aqui resgatar uma nova fase da sua carreira. Com duas finais jogadas em menos de dois meses na terra batida – Estugarda e Roma com uma vitória para cada lado, joga-se em Roland Garros uma espécie de tira-teimas.
O primeiro set começou sob o signo de alguma tensão de parte a parte – com dois breaks no ínicio do encontro (um para cada lado), a final seguiu com Kuznetsova a não sentir tanto o momento como a sua opositora. No oitavo jogo do primeiro set, Kuznetsova “brekou” Safina, e tinha a oportunidade de fechar o set no seu saque (*5/3). Nesse momento, Safina reagiu, conseguiu o contra-break mas logo a seguir perdeu o seu “saque”, perdendo simultaneamente o set inaugural (4/6), em 39 minutos.
Safina tentava manter-se á tona, não com um ténis racional mas com o coração. Tal desiderato viria a ser fatal para a nº 1 mundial que esteve uns furos abaixo daquilo que é normal. Já Kuznetsova sentindo que a sua compatriota não estava a responder afirmativamente, tentou abrir trajectórias que proporcionasse à sua opositora um maior desgaste quer fisico quer mental. O 2º parcial desenrolou-se com as mesmas caracteristicas, Kuznetsova variava muito as suas trocas de bola de fundo do court, não propiciando o ténis mais agressivo de Safina, e assim comandando esta final. O set teve a duração de 35 minutos e o parcial de 6/2. Com breaks no 5º e 8º jogo, Kuznetsova sentenciou esta final vencendo pela primeira vez em Roland Garros.
Nas estatisticas realce para o primeiro saque que não foi efectivo por parte de Safina – apenas 61%, e desse número apenas venceu 53% contra 32% no 2º serviço. Já Kuznetsova “meteu” 78% no 1º serviço, dos quais venceu 67% e 33% no 1º e 2º saque respectivamente. Nos break-points, Safina converteu 2/4 enquanto Kuznetsova aproveitou 5 em 7 oportunidades conseguidas. Destaque ainda no “item” dos winners, no qual Kuznetsova levou ligeira superioridade (12/11), e nos erros não forçados, aspecto do jogo que registou um empate (22 para cada lado). Em suma, a chave da final esteve no aspecto mental – Kuznetsova tinha a possibilidade de vencer o seu 2º major, já Safina não só perdeu a sua 3ª final de um grand slam, como ainda não venceu qualquer set nessas finais.
Roland Garros: Final feminina (Antevisão)
Publicado por Bruno Santos em Análises e Reportagens às Junho 5th, 2009

Kuznetsova (Associated Press)

D. Safina (Getty Images)
A final de Roland Garros 2009 irá ser discutida entre as duas melhores jogadoras no circuito profissional, pelo menos momentaneamente, quer pelas suas características no pó-de-tijolo, quer pelos seus momentos de forma. S. Kuznetsova (7ª CS) e D. Safina (nº 1 mundial) partem para esta final com aspirações legítimas ao título. Ainda assim, pelo estatuto de nº 1 mundial e por algumas vicissitudes do próprio encontro que já iremos ver, Safina parte com uma ligeira vantagem. A nº 1 mundial tenta vencer o seu primeiro grand slam, já a sua opositora procura chegar ao seu 1º título em Roland Garros – ela que foi finalista vencida em 2006. Além dessa derrota, Kuznetsova detém um torneio dos conhecidos “majors” – US Open 2004. A nº 1 mundial chega à final em perfeitas condições físicas quer mentais. Ao longo de todo o torneio perdeu um set – frente a V. Azarenka na meia-final, num evento que tem demonstrando um ténis muito atractivo. Fazendo do seu forte serviço uma das suas principais armas, a russa costuma “emprestar” uma forte agressividade à sua direita – pesadas e profundas. Já S. Kuznetsova chega a esta final desgastada fisicamente. Com dois intensos jogos nos “quartos” e meias-finais (cerca de 5 h e meia em court), frente a Serena Williams e Samantha Stosur, a actual nº 7 do mundo faz da sua direita a sua principal arma. Com uma diversidade de “direitas” ao seu dispôr que utiliza bastante bem na abertura de ângulos, a sua direita é potente e cheia de efeito. Estas duas jogadoras já se encontraram por 13 vezes no circuito WTA, sendo que D. Safina leva a melhor por 8 vitórias e 5 derrotas. No entanto, na terra batida existe um empate técnico – 4 vitórias para cada lado. Curiosamente, em Estugarda, já este ano, venceu Kuznetsova, no WTA mandatory de Roma triunfou Safina. Confira aqui os resultados entre as duas finalistas.
Roland Garros: Antevisão meias-finais masculinas
Publicado por Bruno Santos em Análises e Reportagens às Junho 4th, 2009
Os finalistas da edição 2009 de Roland Garros vão ser conhecidos depois de dois embates com cortornos bem diferentes. Na primeira meia-final, Robin Soderling e Fernando Gonzalez batem-se por um lugar na final, fase da prova que defrontarão o vencedor do duelo Federer/ Del Potro.Veremos se Soderling confirma-se como a grande surpresa da prova – estatuto que alcançou com a vitória frente a Nadal, enquanto Gonzalez procura concluir uma caminhada mais sóbria. No outro embate, Federer parte como favorito mas atenção a Del Potro que continua a consolidar a sua entrada no top-5 mundial.
R. Soderling (23) vs F. Gonzalez (12)
Robin Soderling é sem dúvida uma das figuras de Roland Garros 2009. O sueco está a jogar um ténis íncrível alicerçado numa confiança extrema, o que não será alheio o trajecto até esta meia-final. O nórdico começou por despachar dois norte-americanos – K. Kim e D. Istomin, sempre em dois sets. A partir desse momento sempre em ascendente. Primeiro, despachando D. Ferrer, a seguir a fantástica vitória frente a R. Nadal (1ª CS), e finalmente o “triunfo” face ao russo N. Davydenko. Os dois primeiros em 4 sets, Davydenko em três sets apenas (6/1; 6/3 e 6/1). Já Fernando Gonzalez registou um percurso em que apenas perdeu um set e para A. Murray. Em três sets bateu de forma consecutiva J. Vanek, Rui Machado, o wild-card francês J. Ouanna e V. Hanescu; em quatro sets o escocês Andy Murray. No confronto directo, o sul-americano leva a melhor – 4 vitórias contra 3 derrotas. Em pó-de-tijolo encontraram-se duas vezes, vencendo sempre Gonzalez – primeiro em Monte Carlo (2006), depois na Taça do Mundo de equipas em Dusseldorf (2007). De realçar que o primeiro duelo foi abandonado por Soderling quando o resultado se encontrava em 6/2 e 3/1.
R. Federer (2) vs Del Potro (5)
A segunda meia-final coloca frente-a-frente o CS nº 2, Roger Federer e o 5º pré-designado, J. M. Del Potro. O primeiro parte como favorito, até porque nos confrontos directos venceu os 5 encontros registados no circuito profissional. Curiosamente, apenas um desses encontros em terra batida, e no recente Masters 1000 de Madrid – 6/3 e 6/4 nas meias-finais da prova. Além do confronto directo, Federer encontra-se a duas vitórias de fazer história – “resgatar” o Grand Slam Carreer” ou seja deter os quatro torneios do grand slam. Federer poderá aproveitar o facto de “Rafa” Nadal já ter sido eliminado, no entanto nada está garantido. O caminho do suiço não foi propriamente fácil – venceu A. Martin (três sets), mas a patir daí as dificuldades aumentaram – na 2ª e 3ª ronda perdeu um set para Acasuso e P. H.Mathieu, para nos oitavos-de-final vencer em 5 sets frente a T. Haas – este último venceu os dois primeiros sets. Nos quartos-de-final venceu G. Monfils (11º CS) aproveitando de certa forma a “deficiente” capacidade física do francês. Já o argentino perdeu apenas 1 set até ao momento – iniciou o seu trajecto em Roland Garros frente a M. Llodra, V. Troicki e I. Andreev (todos eles despachados em 3 sets), perdendo apenas um set para J. W. Tsonga. Nos quartos-de-final voltou aos seus encontros em 3 sets despachando T. Robredo – a última esperança da “armada espanhola”. Um encontro que está a suscitar enorme interesse – por um lado a forma ascendente como Del Potro tem evoluido na sua carreira, por outro Federer, que tem em Paris, quem sabe, a última oportunidade de vencer em Roland Garros.
Roland Garros: Resumo dia 12
Publicado por Bruno Santos em Notícias às Junho 4th, 2009
Dinara Safina e Svetlana Kuznetsova são as finalistas da edição 2009 do grand slam parisiense. A primeira levou de vencida a eslovaca Dominika Cibulkova (6/3 e 6/3), a 7ª CS venceu a australiana Samantha Stosur em três parciais (6/4; 6/7 e 6/3). Assim, enquanto Kuznetsova procura em Paris o seu 2º torneio do grand slam, Safina que ostenta a posição nº 1 WTA, tenta estrear-se numa vitória com essas caracteristicas. Resumidamente as grandes favoritas passaram à final, sendo no entanto de registar os excelentes percursos no torneio de D. Cibulkova e S. Stosur.
Sábado, Paris será palco de mais uma final entre russas num grande evento tenistico. Desta vez, Dinara Safina – repete a final de 2008 – e Svetlana Kuznetsova volta à final em Roland Garros depois de 2006 – encontram-se na final do segundo torneio do grand slam do presente ano. Quer num caso quer no outro, a nº 1 mundial e a 7ª CS confirmaram o estatuto de favoritas, vencendo D. Cibulkova e S. Stosur, respectivamente.
Na primeira meia-final, Safina venceu em dois parciais a sua opositora (duplo 6/3). Ainda assim a eslovaca entrou mais consistente no encontro chegando a uma vantagem inicial de 2/0. Com Safina a pouco e pouco a subir de rendimento no encontro, Cibulkova começou a ter dificuldades no ténis raçudo da actual nº 1 mundial. Como era de esperar a russa foi mais efectiva, conseguindo impôr o seu ritmo no encontro. Se no caso dos erros não forçados houve um equilibrio (24/21), a russa conseguiu mais winners (24/11). Além disso, a eslovaca apenas no ínicio do encontro conseguiu “brekar” a sua opositora em 8 oportunidades, enquanto Safina respondeu com 50% de eficácia na conversão de break-points (4 em 8).
A segunda meia-final foi bem repartida. Kuznetsova confirmou as boas indicações que tem presenteado as suas últimas exibições, enquanto Stosur mostrou não ser por acaso que chegou à meia-final de um torneio do grand slam, pela primeira vez na sua carreira. O set inicial “caiu” para a russa que ainda assim venceu por 6/4. Com o 2º set a ser decisivo para Stosur, esta conseguiu impôr-se no tie-break (7/5), adiando para o 3º set a decisão do encontro. No 6º jogo, Kuznetsova “brekou” a sua opositora, conseguindo uma vantagem que viria a ser decisiva (4/2). Pese o 3o/30 no serviço da russa, esta conseguiu confirmar o break, e depois de ter perdido um jogo no serviço da australiana, a 7ª CS fechou o encontro em 2 h 25 m. Nas estatisticas ,os erros não forçados foi o “item” decisivo para a vitória no encontro (22 para a russa, 32 para Stosur). Já nos “winners” imperou o equilibrio (34/31), enquanto os break-points convertidos foi também uma das chaves do encontro: 5/6 para Kuznetsova, 3/8 para a australiana.
Roland Garros: Resumo dia 11
Publicado por Bruno Santos em Notícias às Junho 3rd, 2009
Estão encontrados os restantes semi-finalistas em Paris, Roger Federer e Del Potro no sector masculino, S. Kuznetsova e S. Stosur no torneio feminino. No grande encontro do dia, Gael Monfils não conseguiu contrapor o ténis mais eficaz de Federer, enquanto o jogo sóbrio de Del Potro foi suficiente para “mandar” para casa o último sobrevivente da “armada espanhola” – T. Robredo. Na vertente feminina, S. Williams (nº 2 mundial) não foi capaz de ultrapassar o melhor jogo da russa Kuznetsova que irá encontrar na meia-final a surpreendente e experiente S. Stosur (30ª pré-designada).
Torneio Masculino
Era esperado uma montanha-russa de emoções no Court “Philippe Chatrier” – de um lado o “favorito” Roger Federer, do outro o último gaulês em prova – Gael Monfils. Os jogadores encontravam-se pela 5ª vez no circuito – a última vez das quais em Roland Garros 2008 (meias-finais), num encontro que o suiço venceu em quatro sets, aliás como o fez nas restantes três ocasiões que se encontraram. Para o público francês este encontro era algo especial – por um lado respeitava muito Federer, por outro estava um compatriota em campo. Quem não se preocupou muito com isso foi o actual nº 2 mundial que teve sempre o encontro na mão. Em 2 h 30 m o suiço venceu pelos parciais de 7/6; 6/2 e 6/4 e deu um passo de gigante para vencer o seu primeiro “Roland Garros”. Durante o encontro, Federer “rompeu” o serviço de Monfils por 3 ocasiões em 5 possiveis. Num encontro em que o CS nº 11 nunca conseguiu um antídoto para o ténis de “Roger”, nomeadamente não conseguindo parar a diversificada direita de Federer, o francês não conseguiu “brekar” o saque do suiço. Por outro lado, o antigo nº 1 mundial conseguiu 40 winners o que diz bem da incapacidade de Monfils criar problemas na estratégia do suiço. Com esta vitória, Federer encontrará na meia-final o argentino Del Potro (nº e CS nº 5), num encontro que se adivinha de grande espectáculo. O sul-americano bateu o último espanhol em Paris – T. Robredo. “Juan Martin” venceu em apenas três sets (6/3; 6/1 e 6/2).
Torneio Feminino
S. Kuznetsova conseguiu, hoje, em Paris, uma das suas melhores vitórias dos últimos tempos. Confirmando o bom momento que atravessa, a russa venceu a 2ª CS, S. Williams em três sets (7/6; 5/7 e 7/5). Num dos melhores encontros do torneio, Kuznetsova entrou bastante bem no encontro. Após ter chegado a uma vantagem inicial de 3/0, a norte-americana respondeu, vencendo igualmente três encontros consecutivos. O set inaugural acabou por ser decidido no tie-break, no qual a “europeia” venceu por 7/3. O encontro continuava a ser pautado por bastante equilibrio, sendo repartido o ascendente ao longo do encontro. Serena acabou por vencer o 2º parcial por 7/5 cedendo o set decisivo pela mesma marca. O encontro acabou por ser decidido em detalhes. A norte-americana conseguiu 44 winners contra 39 erros não forçados, enquanto a sua opositora registou a marca negativa de 33 winners e 37 erros não forçados. Enquanto Kuznetsova conseguiu melhor registo nos pontos ganhos no 2º saque (49 % contra 42%), a sua opositora conseguiu melhor perfomance no 1º serviço (71% contra 63%). Nos momentos decisivos, nomeadamente no set decisivo, a russa mostrou-se mais fria, ela que acabou o encontro com 123 pontos ganhos contra 116 de Serena. No outro encontro do dia, S. Stosur (30ª CS), “parou” a perfomance íncrivel de S. Cirstea – a australiana venceu por 6/1 e 6/3. Amanhã, quinta-feira, jogam-se as duas meias-finais.
Roland Garros: Resumo Dia 8
Publicado por Bruno Santos em Notícias às Maio 31st, 2009
Mas que jornada fantástica em Roland Garros! Os dois detentores do título foram afastados do segundo grand slam da temporada, num dia que emergiu um nome – R. Soderling. Sabia-se que um dia R. Nadal iria perder um encontro em Roland Garros, no entanto, ninguém adivinharia que seria S. Soderling, num encontro a contar para os oitavos-de-final, e ainda por cima em quatro sets! Os astros parecem virar-se para Roger Federer que circunstancialmente vê o caminho para final aberto primeiro por Djokovic, quem sabe agora para o título por Rafael Nadal, via Soderling. No entanto, hoje, Fernando Gonzalez (12º CS), A. Murray (CS nº 3) e N. Davydenko (CS nº 10) “carimbaram” o passaporte para os quartos-de-final, ao que se seguem esta segunda-feira os restantes encontros dos oitavos-de-final. Por seu turno, no quadro feminino, a pupila de Van Griechen, V. Azarenka, colocou ponto final no sonho de Ivanovic – renovar o seu título de 2008.
Quadro Masculino
Hoje, todos os fãns de ténis devem ter pronunciado o nome de S. Soderling ! A vitória do sueco face a Nadal em Roland Garros, pôs fim a uma marca emblemática do cariz que Nadal adquiriu na cidade luz (32 vitórias consecutivas). Todos os especialistas apontavam Nadal como grande favorito à prova, a caminho do seu 5º título consecutivo. Pese esse facto, Soderling contrariou esses vaticinios e venceu em quatro parciais (6/2; 7/6; 6/4 e 7/6). O nº 25 ATP protagonizou um embate quase perfeito, não deixando Nadal impôr o seu jogo de contra-ataque. Foi suficientemente eficaz, na forma como contornou os famosos “passing-shots” do espanhol, materializando muitos pontos na rede após pancadas que fizeram mossa no actual nº 1 mundial. Com esta vitória, Soderling garantiu presença nos quartos-de-final, eliminatória na qual defrontará N. Davydenko. O CS nº 10 da prova conseguiu uma vitória bem vincada frente a um opositor nada fácil (F. Verdasco, 8ª CS). O russo bateu o espanhol em três sets (6/2; 6/2 e 6/4). Os outros vencedores do dia foram A. Murray (3º CS), bateu o croata M. Cilic (7/5; 7/6 e 6/1), e ainda, o chileno F. Gonzalez que venceu V. Hanescu (6/2; 6/4 e 6/2). O primeiro a provar a sua progressão na superficie, o segundo, recorde-se, carrasco de Rui Machado.
Quadro Feminino
O primeiro dia dos oitavos-de-final feminino, deu a conhecer antecipadamente uma nova vencedora em Roland Garros. Isto, porque a detentora do título, a sérvia A. Ivanovic cedeu frente à bielorussa V. Azarenka (9ª CS e pupila de A. Van Griechen). Face aos resultados recentes da sérvia, não se pode considerar uma grande surpresa , até porque a sua opositora – V. Azarenka – dispõe de armas mais do que suficientes para bater a actual nº 8 WTA. Dois parciais foram suficientes para terminar o sonho de Ivanovic em renovar o seu título – 6/2 e 6/3 foram os parciais. Quem continua em grande forma é a actual nº 1 mundial, a russa D. Safina. Esta última já se encontra nos quartos-de-final, fruto de uma vitória esmagadora face a A. Rezai – “carrasca de M. Llacher de Brito - 6/1 e 6/0. Safina irá agora discutir uma vaga nas meias-finais com Azarenka. No outro encontro dos quartos-de-final conhecido hoje, M. Sharapova irá encontrar D. Cibulkova. A primeira venceu a chinesa Li Na (6/4; 0/6 e 6/4), a segunda afastou a hungara A. Szavay (6/2 e 6/4). Realce para a carreira de Sharapova, que após o seu regresso em Varsóvia na semana passada, venceu quatro encontros consecutivos em três sets, na cidade luz.
Roland Garros: Resumo 3º dia
Publicado por Bruno Santos em Notícias às Maio 26th, 2009
O São Pedro decidiu aparecer hoje em Paris, atrasando de certa forma uma jornada que concluía a 1ª ronda. A chuva apareceu de forma madrugadora na cidade luz, interrompendo os jogos inaugurais nos mais diferentes courts. No que a resultados diz respeito, o dia não foi positivo para os norte-americanos – perderam dois dos seus tenistas, James Blake ( recente finalista do Estoril Open), e Mardy Fish – ele que esteve igualmente no Jamor mas com um resultado bem mais discreto. De resto, N. Djokovic e Del Potro – dois tenistas que se espera muito em Roland Garros passaram os seus obstáculos, Tsonga e Monfils deixaram os gauleses a “sonhar” com duas vitórias bem vincadas, nomeadamente o semi-finalista da edição 2008. Na vertente feminina, já ouviram falar de uma Y. Wickmayer ? Pois é, a vencedora do Estoril Open 2009 bateu U. Radwanka (nº 76 WTA).
Torneio Masculino
Os primeiros dias do grand slam francês tem sido parcos em surpresas, pelo menos até à 3ª jornada. No entanto, existem sempre excepções – à eliminação de T. Berdych na jornada anterior – juntou-se hoje, o 15º CS, o norte-americano, J. Blake. O finalista do Estoril Open, batido por A. Montañes na grande final, não resistiu ao argentino L. Mayer, nº 93 ATP. Três sets foram suficientes para o sul-americano colocar a nú a sobranceria algo repetidamente sentida no norte-americano nos grandes palcos. E o ténis do “Tio Sam” perdeu mais uma das suas figuras, Mardy Fish. Como se costuma dizer, filho de peixe sabe nadar mas este “afogou-se” logo na primeira ronda, ele que não é decididamente um tenista de terra batida. M. Gonzalez, outro argentino foi o autor da proeza. Quem parece estar mais à vontade na terra batida é Del Potro (outro tenista do país das pampas), 5º CS. Despachou um francês, M. Llodra, em três “fáceis” sets (6/3; 6/3 e 6/1). Mas os gauleses tiveram outros motivos para festejar. Tsonga (9º CS) e G. Monfils (CS nº11) venceram os seus opositores. O primeiro despachou o compatriota J. Benneteau (6/4; 3/6; 6/3 e 6/4), o segundo, semi-finalista em 2008, “aniquilou” o norte-americano B. Reynolds (6/2; 6/3 e 6/1). Um dos grandes rivais de Nadal e Federer, N. Djokovic teve uma tarefa bem facilitada. Depois de ter vencido o set inaugural por 6/3, o seu opositor J. Chela), desistiu com problemas físicos quando o “contador” acusava um 3/1 no 2º set. Sublinhar, igualmente, a excelente vitória de J. C. Ferrero que bateu em cinco sets o croata I. Ljubicic.
Torneio Feminino
Lembram-se de uma Y. Wickmayer ? Pois é, a belga, vencedora do Estoril Open resolveu aparecer em Roland Garros e despachar U. Radwanska. Não obstante a disputa de três sets (4/6; 6/3 e 6/0), o que é verdade é que a polaca não é uma jogadora fácil de ultrapassar, pelo que deveremos estar atentos às próximas actuações da jovem belga. De resto registar as vitórias de J. Jankovic (5ª CS), S. Kuznetsova (7ª CS) – a registar um bom momento, S. Williams (2ª CS) – solidária com a sua irmã Venus, perdendo o 2º set, e ainda a russa E. Dementieva (4ª CS). Com opositoras bem mais “frágeis”, todas elas desempenharam o seu papel e “reservaram” o seu lugar na 2ª ronda. Depois de uma jornada algo inglória para os gauleses – na qual perderam A. Mauresmo – sublinhar a vitória de V. Razzano face à sempre complicada D. Hantuchova. No entanto, a francesa transformou o que poderia ser complicado numa vitória aparentemente confortável (6/3 e 6/3).


