‘Berdych’


Como será A. Roddick na terra batida?

Numa altura em que A. Roddick acaba de vencer o ATP 1000 de Miami, para além de “cair” na final de Indian Wells (d. I. Ljubicic), o que entra pelos olhos dentro é a maior agressividade do norte-americano, isto comparavelmente ao texano que vinha “arrastando-se” no circuito. E este termo utilizado, não significa que Roddick não aparecesse aqui ou acolá, no entanto, a vitória em Key Biscayne, fez regressar o ex-nº 1 mundial aos grandes triunfos, ele que já havia vencido quatro eventos dessa categoria – Cincinnati e Open Canada em 2003, Miami 2004 e Cincinnati 2006.

No entanto, desde a temporada de 2009, e muito provavelmente com a solidificação da sua relação com Larry Stefansky, o actual nº 6 ATP corre o risco de ameaçar o Top-mundial, não arrisco tanto como fazer parte do Top-3 mundial, mas porque não ameaçar triunfar num Grand Slam a curto-prazo? Para mim, mais do que algumas alterações introduzidas no seu jogo táctico, o norte-americano está mais crente nas suas potencialidades. E aqui deixo a pergunta…O que poderá A. Roddick fazer no pó-de-tijolo? Sabemos que não é a sua superficie favorita, no entanto, a terra batida está longe daquelas condições que tornavam o jogo bastante mais lento, isto comparavelmente ao Hard Court ou à relva…

O seu serviço continua a ser a sua principal “arma”, a sua direita o seu complemento. No entanto, como foi possivel ver na final de Miami frente a T. Berdych, o norte-americano sabe variar o tipo do seu jogo, ora subindo à rede para ali “volear”, ora sendo agressivo do fundo do court. Isto, para além da sua componente mental que parece mais “acreditar” nas suas possibilidades de ir mais além, além do seu “saque” muito potente e por vezes “cirúrgico” na forma como limita as respostas dos seus rivais.

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ATP 1000 Miami: Finalistas encontrados

Nadal volta a sair derrotado frente a um Top-8 mundial (Ass. press)

O público norte-americano que enchia o Court Central de Crandon Tennis Center, viveu uma meia-final de grande nível, ao lado do seu compatriota A. Roddick, que fez questão de não deixar mal os seus “fâns”. O seu opositor não era fácil, até porque no “historial” entre os dois rivais, R. Nadal levava a melhor (5/2). O encontro teve momentos de grande nível, oportunidade que não foi desperdiçada pelo norte-americano para “vincar” a sua grande forma. O encontro teve a duração de pouco mais de 2 horas e os parciais de 4/6; 6/3 e 6/3.

O primeiro parcial, acabou por ser decidido em pequenos “detalhes”. Os “servidores” estavam a superiorizar-se, no entanto, o espanhol aproveitou um dos três “breaks-points”, para saltar para a liderança do marcador. Pese esse facto, Roddick estava a “sacar” muito bem, aliás como é testemunha os 8 aces no primeiro parcial, e os 85% pontos vencidos no seu 1º saque. O encontro evoluia, e Roddick não dava mostras de “ceder” perante o tenista europeu. Aliás, a partir do ínicio do 2º set, quiça pelo facto de estar “encostado” à parede, o norte-americano começou a jogar mais nos limites, e cedo percebeu-se que a nova táctica do actual nº 8 ATP poderia dar frutos.

Com diversos “winners”, Roddick alternava as subidas à rede com maior agressividade do fundo de court, “alicerçado claro está com o seu potente serviço. Por seu turno, as “direitas” de Nadal estavam mais curtas, o que proporcionava maior confiança ao seu rival. Roddick esteve imperial no seu serviço, não cedendo qualquer oportunidade de “break” ao seu opositor. Três quebras de serviço no “saque” de Nadal (uma no 2º set,duas no set decisivo , proporcionaram uma vitória de grande mérito ao tenista natural do Nebraska. Na final, o recente finalista de Indian Wells (d. I. Ljubicic), encontrará o vencedor do encontro entre o sueco R. Soderling e o checo T. Berduych – encontro que se inicia à meia-noite de Lisboa.

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ATP 250 Halle: “Razia” entre Cabeças-de-série

O dia 3 no Gerry Weber Open, em Halle (Alemanha) ficou marcado pelas eliminações de 4 pré-designados. Se juntarmos o facto de Federer ter desistido da prova germânica, e da eliminação de Verdasco (3º CS) na 1ª ronda, sobram apenas 2 dos 8 favoritos ao título : N. Djokovic (nº 4 ATP) e J. Melzer (nº 26 ATP). Entre os encontros de hoje realce para a derrota de T. Berdych – o checo que venceu o torneio em 2007 (derrotou M. Baghdatis na final), ainda teve 2 match-points à sua disposição mas permitiu a reviravolta ao alemão, Misha Zverev.

[WC] M Zverev (GER) d [5] T Berdych (CZE) 36 62 76(8) – Salvou 2 “match-points”
[WC] B Becker (GER) d [8] R Schuettler (GER) 64 26 64
P Kohlschreiber (GER) d [6] D Tursunov (RUS) 64 76(6)
[WC] T Haas (GER) d [4] J Tsonga (FRA) 63 76(3)

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ATP: Finais de Munique e Belgrado

Foto M.Dadswell/Getty Images Asiapac

Foto M.Dadswell/Getty Images Asiapac

O “lucky loser” polaco,Lukasz Kubot, está a viver uma semana certamente fantástica. Depois de ser promovido ao quadro principal de Belgrado, depois da desistência do torneio de Steve Darcis, o tenista polaco nº 179 do mundo “carimbou” hoje a passagem à sua primeira final ATP. I. Karlovic, foi nas meias-finais, apenas, a última vitima do polaco (7/6 e 6/2). A saber, A. Zlatanovic (wc), I. Andreev (Cs nº 3, ainda que o russo tenha sido obrigado a desistir por problemas físicos) e K. Vliegen “cederam” face ao ténis de um jogador mais conhecido na vertente de pares. Agora, irá defrontar o “anfitrião” Novak Djokovic. O actual nº 3 do mundo venceu o transalpino A. Seppi, ainda que tenha sido obrigado a dar a volta ao encontro (4/6; 6/1 e 6/2), na segunda meia-final. No outro torneio da semana, na Alemanha (Munique), M. Youzhny e T. Berdych (Cs nº 4) tem encontro marcado para amanhã, na grande final, depois de terem vencido respectivamente D. Brands e o gaulês J. Chardy (nº 40 do mundo).

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