‘atp world finals’
Nadal apanha Djokovic na fase de grupos
Federer fica no mesmo grupo de Murray e Del Potro, mas é Nadal quem apanha o nome mais temível, Djokovic, e ainda um tenista que não lhe é muito amigável, Soderling.
Com o nº 1 em discussão entre Roger Federer e Rafael Nadal, aguardava-se com alguma expectativa o sorteio para os grupos do ATP World Finals, fase que poderá, para além do apuramento para as “meias”, ser decisivo para as contas finais do ranking. O nome que ambos mais temiam seria muito provavelmente Novak Djokovic pela forma que se apresenta neste final de época (é também o titular do título).
“Rafa” e “Djoko” são os dois principais protagonistas do Grupo B a que se juntam Nikolay Davydenko e Robin Soderling. Este último, apesar de ser inferior no frente-a-frente, não é de todo um nome que seja simpático para o espanhol. Em 2007, ambos protagonizaram um duelo intenso de 5 sets no Centre Court de Wimbledon com algumas provocações durante a partida (o sueco chegou a imitar o famoso ajeitar das roupas íntimas de Nadal antes de cada ponto). Foi já em Roland Garros deste ano que a pior memória vem ao actual nº 2 mundial. Após de um duelo de sentido único em Roma (6-0 6-1 para o espanhol), Nadal era surpreendido em Roland Garros, a sua primeira derrota de sempre na terra batida sagrada de Paris, um encontro que ditaria também o afastamento dos courts durante dois meses devido a uma lesão.
A servir de quase de equilíbrio, o Grupo A deu a conhecer a Federer outros dois grandes nomes do circuito, apesar de não chegarem a Paris na melhor forma, Andy Murray e Juan Martin Del Potro. A completar, o aparente outsider Fernando Verdasco. O argentino Del Potro foi o vencedor do US Open frente ao próprio suíço que não perdia desde 2003 em Nova Iorque, apesar do frente-a-frente sorrir a Federer em 6-1. Já Murray está na situação inversa, não conseguiu bater o nº 1 mundial na final do US Open do ano passado, mas tem vantagem entre ambos com 6-3 e também nos duelos com Del Potro e Verdasco.
Recorde-se que, caso Nadal seja campeão invicto, Federer precisa de garantir 3 vitórias (sejam todas na fase de grupo ou uma delas nas meias-finais) para garantir que é o campeão deste ano do ATP World Tour. Noutros cenários, uma ou duas vitórias poderão bastar ao suíço.
Grupo A: Roger Federer (1); Andy Murray (4); Juan Martin Del Potro (5); Fernando Verdasco (8)
Grupo B: Rafael Nadal (2); Novak Djokovic (3); Nikolay Davydenko (7); Robin Soderling (9)
Davydenko é o 7º qualificado para o ATP World Finals
Nikolay Davydenko saiu derrotado, hoje, frente a Robin Soderling (um dos que ainda luta pelo 8º posto), mas tem a garantia que está qualificado para Londres. O russo junta-se assim a Federer, Nadal, Murray, Djokovic, Del Potro e Roddick no torneio de elite que encerra a temporada, existindo ainda mais uma vaga por preencher.
O actual 8º classificado na contenda pela qualificação, o espanhol Fernando Verdasco (3.300 pts), está a torcer por fora já que foi também ele eliminado no Masters 1000 de Paris, tendo de aguardar pelos resultados de Soderling (3.010 pts), Tsonga (2.875 pts), Gonzalez (8.270 pts).
Todos os 3 tenistas que ainda podem roubar o lugar ao espanhol terão nos quartos-de-final verdadeiros testes ao mérito da presença no ATP World Finals. Soderling defronta Djokovic (nº4), Tsonga defronta Nadal (nº2) e Gonzalez defronta Del Potro (5º).
Qualquer um deles precisa da final, que serve para ultrapassar Verdasco na classificação, mas poderá não ser suficiente para a qualificação. Poderá haver uma final entre Soderling ou Tsonga (só um deles poderá estar na final, já que no quadro cruzam-se nas “meias”) com Gonzalez, no que se transformará num duelo pela qualificação.
Nº 1 mundial decide-se apenas em Londres
Derrota de Federer coloca o ATP World Finals no centro da disputa pelo Nº 1. Pela primeira vez desde a Masters Cup de 2003, a decisão fica para o último torneio da temporada.
A derrota de Roger Federer em Paris, na 1ª ronda face a Benneteau, coloca em perigo aquilo que já era dado como garantido praticamente desde o US Open. O nº 1 mundial e o estatuto de melhor tenista de 2009 (pelo menos, oficialmente) estão em perigo e Rafael Nadal está dependente de apenas si mesmo para segurar o campeonato conquistado em 2008. Obviamente que, ainda mais que o espanhol, Federer também depende apenas de si em Londres para não ser ultrapassado na recta da meta.
A tarefa do espanhol é árdua e necessita de alguma regularidade nestes dois últimos torneios, mas não é impossível. Apenas com o título em Paris entrará na capital londrina sem ter que contar com os resultados de Federer.
Caso Nadal vença o ATP World Finals e em Paris, será então novamente nº 1 mundial. Se for finalista em Paris e campeão em Londres, então deixa Federer com margem mínima de erro até à final (precisa de ser finalista e invicto no seu grupo). Até a fase de “round robin” poderá vir a ser decisiva.
Aqui ficam alguns cenários tendo em conta a prestação de Nadal em Paris e de ambos em Londres: Continue a ler o artigo… »
