‘Bruno Santos – “Approach”’
Teremos novo nº 1 mundial já em Roland Garros?
Publicado por Bruno Santos em Bruno Santos - "Approach" às Junho 1st, 2010
A vida, e o ténis em particular tem destas coisas. O mesmo (R. Soderling) que retirou o sonho a Rafael Nadal de vencer pela quinta vez consecutiva o torneio de Roland Garros, foi o mesmo que impediu Roger Federer de “galgar” ainda mais records no universo do ténis mundial, e quem sabe, será decisivo na forma como o tenista espanhol recuperará o trono mundial. Recorde-se que, agora, o mallorquino basta vencer o torneio parisiense para se “sentar” no reino do circuito ATP…outra vez. Falta saber, se o próprio Robin Soderling estará pelos ajustes. Isto, porque o sueco já não é aquele tenista de outros tempos, e em particular após aquela “histórica” vitória frente ao “rei” da terra batida, na sua própria casa (Roland Garros), em 2009, tem tudo para bater seja quem for – falta saber se será capaz de bater Nadal, duas vezes consecutivas, na sua superficie predilecta… Isto de ultrapassar T. Berdych nas “meias”, e o actual nº 2 mundial fizer a sua parte…
Roland Garros: Nadal e os seus subordinados?
Publicado por Bruno Santos em Bruno Santos - "Approach" às Maio 22nd, 2010
Este domingo, inicia-se mais uma edição do torneio de Roland Garros. Como parece ser unânime, Rafael Nadal em circunstâncias normais, é o grande favorito a erguer o troféu no último dia de competição no Philippe Chatrier. Roger Federer, entre outros, tentam desmentir uma verdade absoluta, pelo menos se considerarmos os eventos de terra batida até agora disputados na presente temporada de 2010. Se descontarmos o torneio catalão de Barcelona , onde “Rafa” desistiu por imperativos de calendário, o “pupilo” de Toni Nadal fez questão de “limpar” os restantes três torneios que participou – Monte Carlo, Roma e Madrid, todos torneios de categoria 1000.
Se juntarmos a isso, as prestações registadas por Nadal, nesta altura ninguem colocará o seu favoritismo em causa.Na teoria, ainda assim, Roger Federer deverá ser o seu oponente na final, isto se não aparecer pelo meio uma espécie de “Robin Soderling”, versão 2010.
Os torneios preparatórios indiciam aqueles que poderão ofecerer forte resistência, ou pelo menos aquela possivel. Pessoalmente penso, e aliás como é tradicional, que a “armada espanhola” oferece essa resistência, personalizada essencialmente em tenistas como David Ferrer, Fernando Verdasco ou Nicolas Almagro. Com excepção do primeiro, os dois restantes sofrem uma espécie de “síndroma” anti-Nadal, factor que os impedem de apresentar o seu melhor ténis face ao “rei” do pó-de-tijolo. Falta saber se é uma espécie de “nacionalismo exacerbado”, ou se já esgotaram os seus argumentos face ao actual nº 2 ATP. Sinceramente, de Andy Murray e Novak Djokovic não espero muita coisa, isto suportado até nas últimas semanas, período que se exibiram com prestações confrangedoras.
Torneio Feminino
No torneio feminino, o quadro parece ser aberto, ainda que o regresso de Justine Hénin a Paris está a concentrar atenções. Será que a belga poderá encontrar Serena Williams? A acontecer, será nos quartos-de-final, mas não deixava de ser um encontro bem interessante. A detentora do torneio, Svetlana Kuznetsova, não tem estado no seu melhor, mas sabe-se que é uma tenista a ter em linha de conta. Aliás, a vitória de Maria Sharapova no recente torneio de Strasbourg, vem trazer mais um factor de interesse. Aliás, a tenista russa – uma das muitas tenistas talentosas do circuito – poderá encontrar… Justine Hénin bem cedo. As últimas semanas testemunham uma subida de produção das irmãs Williams, elas que se apresentam como aliás não pode deixar de ser, com bastante protagonismo. Já agora, fica aqui uma pequena nota sobre o encontro que abre o torneio: um interessante duelo entre Svetlana Kuznetsova, e a “pupila” de Van Grichen, a romena Sorana Cirstea.
Road to…Roland Garros III
Publicado por Bruno Santos em Bruno Santos - "Approach" às Maio 15th, 2010
O nº 1 mundial tem importante teste frente a D. Ferrer
O actual nº 1 mundial, Roger Federer, tem hoje um importante teste à sua actual condição. Depois de dois resultados algo modestos em Roma e no Estoril Open, o suiço defende o seu título na capital espanhola, precisamente no torneio que “arrepiou” caminho em 2009 para fazer história na capital francesa. Depois de ter encontrado E. Gulbis pela segunda vez em três semanas (desta vez nos quartos-de-final), Federer suplantou com alguma dificuldade o tenista letão. No entanto, o suiço não está no seu melhor. O seu serviço tem estado algo irregular, a sua direita tem estado no seu melhor, mas muito pontualmente, isto para já não falar no seu “calcanhar” de aquiles – a sua esquerda, que é cada vez mais explorada pelos seus grandes rivais – a sua derrota nas meias-finais no Estoril Open face a A. Montañes (um tenista longe de estar no Top mundial) é prova disso mesmo.
Nessa perspectiva, o seu compromisso de hoje frente a D. Ferrer nas “meias” de Madrid é um importante teste para Federer tendo em vista a capital da cidade francesa. Ferrer tem estado em grande forma, e tem evidenciado um ritmo íncrivel (que o diga A. Murray) e promete hoje complicar sobremaneira o “rei” do ranking ATP. Federer se quiser vencer tem de variar (e muito) o seu ténis, pois Ferrer se impôr o seu ritmo frenético, vai colocar em grandes dificuldades o nº 1 mundial. Respostas a serem dadas a partir das 19 horas, horário em Lisboa. A ver vamos…
Road to…Roland Garros II
Publicado por Bruno Santos em Bruno Santos - "Approach" às Abril 30th, 2010
O espanhol Fernando Verdasco está a empolgar os seus fâns com a temporada em curso no pó-de-tijolo. Depois de um torneio bem conseguido em Monte Carlo (apenas derrotado pelo seu compatriota R. Nadal na final, o-todo-poderoso na terra batida), o madrileno regista a excelente marca na sua superficie favorita de 12 vitórias e 1 derrota (desaire registado precisamente no jogo decisivo no principado). O madrileno bateu jogadores de primeira linha mundial, e hoje, nos quartos-de-final, em Roma, levou a melhor sobre o nº 2 mundial, o sérvio N. Djokovic. O espanhol, nº 9 ATP, está mais agressivo do que nunca, a sua direita bem afinada e consistente. Acima de tudo, está com grande confiança, falta saber até onde pode ir o ex-namorado de A. Ivanovic. Na minha opinião, tem um aspecto negativo a contrariar até Paris, o seu respeito (até demasiado) para o seu compatriota e amigo “Rafa”, talvez o melhor tenista na terra batida de todos os tempos… A acompanhar até ao Philippe Chatrier…
Road to…Roland Garros I
Publicado por Bruno Santos em Bruno Santos - "Approach" às Abril 29th, 2010
Hoje, tive a oportunidade de ver uma boa parte do encontro entre N. Djokovic e o brasileiro T. Bellucci, a contar para os “oitavos” em Roma. Gostei, sinceramente, do ténis do brasileiro que tem vindo pautinamente a evoluir de forma bem interessante. Longe do reportório de “Guga” ( o seu compatriota e ex-nº 1 mundial) , o jovem brasileiro “canhoto” ameaça, todavia, em pó-de-tijolo tornar-se um dos grandes “mestres” . O seu “saque” é muito bom (aliás, como mencionou o sérvio), ainda que tenha cometido algumas (até demais) duplas-faltas. De resto, abre bem os ângulos, possui consistência do fundo de court, e por último, tem uma direita de grande qualidade. Precisa, neste momento, é de uma coisa que ainda não conseguiu…bater um dos grandes “gigantes”. Neste encontro face a “Nole” desperdiçou quer no 1º set quer no 2º parcial, a vantagem de um “saque” acima. Uma vitória sobre um Top-5 mundial, deverá ”catapulta-lo” para outros “voos”. Uma das figuras a ter em atenção em Roland Garros…
Como será A. Roddick na terra batida?
Publicado por Bruno Santos em Bruno Santos - "Approach" às Abril 6th, 2010
Numa altura em que A. Roddick acaba de vencer o ATP 1000 de Miami, para além de “cair” na final de Indian Wells (d. I. Ljubicic), o que entra pelos olhos dentro é a maior agressividade do norte-americano, isto comparavelmente ao texano que vinha “arrastando-se” no circuito. E este termo utilizado, não significa que Roddick não aparecesse aqui ou acolá, no entanto, a vitória em Key Biscayne, fez regressar o ex-nº 1 mundial aos grandes triunfos, ele que já havia vencido quatro eventos dessa categoria – Cincinnati e Open Canada em 2003, Miami 2004 e Cincinnati 2006.
No entanto, desde a temporada de 2009, e muito provavelmente com a solidificação da sua relação com Larry Stefansky, o actual nº 6 ATP corre o risco de ameaçar o Top-mundial, não arrisco tanto como fazer parte do Top-3 mundial, mas porque não ameaçar triunfar num Grand Slam a curto-prazo? Para mim, mais do que algumas alterações introduzidas no seu jogo táctico, o norte-americano está mais crente nas suas potencialidades. E aqui deixo a pergunta…O que poderá A. Roddick fazer no pó-de-tijolo? Sabemos que não é a sua superficie favorita, no entanto, a terra batida está longe daquelas condições que tornavam o jogo bastante mais lento, isto comparavelmente ao Hard Court ou à relva…
O seu serviço continua a ser a sua principal “arma”, a sua direita o seu complemento. No entanto, como foi possivel ver na final de Miami frente a T. Berdych, o norte-americano sabe variar o tipo do seu jogo, ora subindo à rede para ali “volear”, ora sendo agressivo do fundo do court. Isto, para além da sua componente mental que parece mais “acreditar” nas suas possibilidades de ir mais além, além do seu “saque” muito potente e por vezes “cirúrgico” na forma como limita as respostas dos seus rivais.
Temporada 2010: Antevisão do ano
Publicado por Bruno Santos em Bruno Santos - "Approach", Especiais às Dezembro 31st, 2009
Introdução
A nova temporada que começa oficialmente no próximo domingo, em Brisbane, está coberta de grandes expectativas quer no circuito profissional masculino (ATP Tour), quer no circuito WTA. Os grandes denominadores de 2009, Roger Federer, no circuito masculino, e Serena Williams, no circuito feminino, partem com pressupostos mais ou menos semelhantes. Não estando ambos no fim das suas respectivas carreiras, deverão concentrar-se nos grandes palcos, pelo que o ranking mundial nesta altura das suas ambições, não deverão constituir prioridades nos seus trajectos. O helvético depois de ter ultrapassado a marca de 14 GS (na circunstância de Pete Sampras), e sendo agora “chefe de família”, não deverá ser tão consistente e simultaneamente tão disponível como em anos anteriores. Já, Serena Williams, deverá ter uma concorrência muito forte, mais a mais depois dos retornos da impressionante Kim Clijters (vencedora do US Open em Agosto último), e de Justine Hénin, que marca o retorno à competição oficial em Brisbane.
ATP Finals 2009: A hora (im)própria para a “decisão”?
Publicado por Bruno Santos em Bruno Santos - "Approach" às Novembro 20th, 2009
A partir de domingo, a imponente O2 Arena de Londres recebe pela primeira vez o ATP Finals da presente temporada – antigos “Masters”, mas com o mesmo fim: eleger o melhor tenista do ano. Longe da competitividade e carisma de um Grand Slam, ou da tradição da Taça Davis, este torneio reúne os oito “mais” da temporada, este ano com o aliciante adicional de eleger o nº 1 do ranking ATP no final de 2009.
A questão já vem de longe, e certamente já leram esta problemática em algum orgão de comunicação, levantado pelos “experts” da modalidade: será o melhor momento da temporada para realizar um evento que tem interesses indiscutiveis a nível comercial e financeiro, e que envolve milhões de euros quer na organização da prova, quer na distribuição de prémios monetários ?
Na minha humilde opinião, gostaria mais de ver este torneio no ínicio de cada ano. Quem sabe no mês de Fevereiro, a seguir ao primeiro Grand Slam da temporada – o Austrália Open. E porquê? Claro está que a calendarização da temporada tem vindo a ser uma questão bem premente e discutida nas últimas semanas. Mas aqui a questão é uma: (aliás como aconteceu nos Masters femininos): arriscamos chegar a um evento que pretende mostrar ao “universo” tenistico os melhores oito tenistas de um determinado período – no caso, o ano de 2009, e depois encontrarmos algumas das estrelas num momento quer fisico quer amimico em “baixa”.
O “Caso” Andre Agassi…castigo ou não?
Publicado por Bruno Santos em Bruno Santos - "Approach" às Novembro 2nd, 2009
Na actualidade do ténis, o norte-americano Andre Agassi voltou a ser noticia, ainda que não pelos melhores motivos. A minha humilde opinião sobre esta matéria ficará aqui registada e será apoiada em duas perspectivas: a perspectiva vista em torno do ATP (organização que gere o circuito profissional masculino), e sobretudo em torno de um dos mais mediáticos tenistas de todos os tempos. Independentemente, da modalidade desportiva a que nos referimos, temos de perceber que estamos inseridos numa perspectiva de super-consumo, super-organizações, e no desporto como na vida, as “estrelas” são mais do que pessoas – são sobretudo uma “marca”, personificadas em individuos que são quase tratados como “deuses”.Mas veremos:
ATP 1000 Shanghai: Um vencedor imprevisivel?
Publicado por Bruno Santos em Bruno Santos - "Approach" às Outubro 12th, 2009
Já ontem, iniciou-se a discussão do quadro principal do torneio chinês, evento que pela primeira vez assume o estatuto de Masters 1000 no circuito ATP. Recorde-se que este evento substitui o evento de Madrid, entretanto transferido para a terra batida. R. Federer (nº 1) e A. Murray (3º ATP) são as ausências mais notadas, abrindo assim o torneio a outros protagonistas que poderão “assinar” um resultado bem mais significativo. Se somarmos a este facto, o momento de forma de R. Nadal, e o eventual desgaste de Djokovic da semana de Pequim, quem sabe se o vencedor deste torneio não sairá de outras raízes que não do Top-4 mundial ?
Evidentemente que N. Djokovic tem uma grande palavra a dizer, veremos como se apresenta em Shanghai. Del Potro – a protagonizar uma grande temporada -, A. Roddick - com um ténis muito consistente, Verdasco – o “guerreiro” espanhol, e os gauleses Simon e Tsonga são alguns dos “outsiders”. A somar a estes factos, a “luta” para Londres envolvendo alguns dos mais interessantes tenistas do momento – N. Davydenko, R. Soderling e F. Gonzalez são alguns deles ; ou a presença de “apaixonantes” actores – M. Safin – a despedir-se do circuito, J.Blake – o finalista do Estoril Open, e os sempre imprevisiveis S. Wawrinka e G. Monfils o espectáculo é garantido. A temporada já vai longa, por isso é que surpresas em Shanghai nestas circunstâncias não são assim tão imprevisiveis por dois motivos: o desgaste dos intervenientes (uns mais do que outros), e o nível do circuito cada vez mais alto.
No entanto, tendo em atenção a lógica do ténis e as credenciais dos tenistas e seus respectivos momentos, aqui ficam alguns dos possiveis confrontos para os quartos-de-final:
(1) R. Nadal vs (7) F. Verdasco
(3) D. Potro vs (5) J. W. Tsonga
(6) N. Davydenko vs (4) A. Roddick
(8) G. Simon vs N. Djokovic
US Open 2009:Os vencedores e os derrotados
Publicado por Bruno Santos em Bruno Santos - "Approach" às Setembro 16th, 2009
Depois da realização do US Open 2009, fica aqui uma pequena análise dos vencedores e derrotados de mais uma edição do torneio nova-iorquino. Porém há a registar um torneio que foi entusiasmante e se no sector masculino os últimos “actores” foram os esperados (refiro-me a partir dos quartos-de-final da prova), no sector feminino as surpresas foram mais que muitas.
Vencedores
Del Potro - o maior vencedor da prova! Praticou um ténis fantástico, se assim não fosse não conseguia por certo vencer R. Federer na grande final. A sua direita e a sua pancada de “serviço” foram duas armas fantásticas, alicerçado numa componente mental muito forte. Grande prova disso foi a final, encontro do qual Federer se exibiu a grande nível nos primeiros dois sets.
K. Clijters - Mas que regresso fantástico. Depois de dois torneios (Toronto e Cincinnati) em que deu nas vistas, a antiga nº 1 mundial não lhe passaria pela cabeça vencer em Flushing Meadows. De recordar que venceu Venus e Serena Williams antes de derrotar a “teenager” C. Wozniacki na grande final. Demostrou uma consistência íncrivel, mais a mais depois de uma ausência bem prolongada no circuito WTA – um pouco mais de 2 anos.
M.Oudin - Iremos certamente ouvir falar muito dela nos próximos tempos. A norte-americana de 17 anos protagonizou grandes encontros vencendo algumas das mais prestigiadas tenistas do momento. Com 17 anos apresenta uma maturidade táctica de lhe tirar o chapéu, consolidando todo o seu jogo de grande intensidade (direita íncrivel) com uma garra tremenda.
Derrotados
A. Murray – Considerado por muito um dos grandes favoritos a chegar à final, o escocês natural de Dunblane sucumbiu à pressão, algo que certamente não lhe estava nos planos, mais a mais, depois dos torneios “1000″ de Montreal e Cincinnati onde esteve bem. Caíu logo na 4ª ronda face a M. Cilic num encontro que demonstrou algum conformismo. A sua versatilidade não foi suficiente para sair de Nova Iorque com sorrisos nos lábios. Antes pelo contrário, ouviu muitas e boas dos seus compatriotas e não só!
S. Williams – Uma das derrotadas do torneio. Esteve bastante bem até à meia-final diante de… K. Clijters. Exagerou nos protestos com a juiz-de-linha que lhe marcou “falta de pé”, algo que lhe valeu uma pesada multa. Acaba por demonstrar alguma irregularidade quando não coloca a primeira bola.
V. Williams – Actuação ainda mais discreta do que a sua irmã. É certo que saiu derrotada pela mesma rival, mesmo assim tinha condições para fazer bem melhor. Compadeceu de algumas limitações físicas que não a ajudaram a ultrapassar os obstáculos. Um ano bem duro para Venus.
D. Safina – a russa continua a falhar nos momentos decisivos. Na 3ª ronda cedeu perante P. Kvitova, uma jogadora que estava completamente à sua mercê. Ameaça ter uma passagem curta no “reinado” do WTA Tour se não conseguir ultrapassar a “lacuma” dos Grand Slams, e se é verdade que já disputou duas finais desses torneios, acabou por ceder de uma forma bastante sintomática. Será mais uma russa dotada de uma componente mental muita fraca para nº 1 mundial? Só o futuro dirá.
P.S – Haveria certamente outros tenistas a merecer uma nota neste balanço, tanto de forma positiva (ex: Y. Wickmayer ou C. Wozniacki), ou constituindo algumas desilusões (N.Djokovic – uma vez mais não conseguiu ir mais além, S. Kuznetsova ou V. Azarenka). No entanto, fica aí o essencial.
WTA World Tour: O vaivém das “Madames”
Publicado por Bruno Santos em Bruno Santos - "Approach" às Setembro 4th, 2009
Enquanto na quarta-feira era anunciado uma conferência de imprensa que será dada por Justine Hénin-Hardenne após esta edição do US Open em território belga – suspeita-se que irá anunciar a presença em encontros de exibição embora fontes de informação não oficiais já relatam o retorno da antiga nº 1 mundial ao circuito WTA, a sérvia Ana Ivanovic anuncia que irá retirar-se de forma temporaria do mundo do ténis.
A juventude que estas tenistas já são reconhecidas muitas das vezes de forma tão precoce acaba por desaguar nestas situações. Se Hénin retirou-se ainda jovem do circuito (26 anos), a sérvia após doze meses de triunfar num Grand Slam (o seu primeiro), acaba por ser estranho a evolução da sua carreira. E se nos lembrarmos não é caso único. Aliás, Kim Clijters acaba de retornar ao ténis profissional – e por sinal com resultados positivos, mas existiram outros casos – Martina Hingis foi outra nº 1 mundial que se retirou bem cedo.
Claro que muitas das vezes estas “milionárias” optam por outras carreiras – como modelos – ex: Anna Kournikova, ou então como empresárias. No caso de Ivanovic os contratos com a Adidas e não só são fabulosos, mas não será que está aí o motivo pela qual a mesma tem somado insucessos uns atrás dos outros? Claro que as “campeãs” tem o direito de opção da sua vida (é disso que se trata), mas não estarão a prejudicar as já suas ricas carreiras? Lembro que Justine Hénin (quem sabe “picada” com o retorno da sua compatriota Clijters) foi a primeira tenista a retirar-se como nº 1 mundial. Um desperdicio para as suas carreiras e para os amantes do ténis. Até quando iremos assistir a situações destas?
US Open 2009: Murray – Inicio de reinado?
Publicado por Bruno Santos em Bruno Santos - "Approach" às Agosto 31st, 2009
Fred Perry foi o último vencedor do US Open no já longinquo ano de 1936 que falava a língua de sua Majestade! Será que essa travessia de deserto estará a chegar ao fim? Desde essa altura tenistas como G. Resedsky ou Tim Henman ficaram a uma distância bem considerável, já Andy Murray parece aproximar-se de uma grande vitória… Argumentos não lhe faltam. Se alguns apontam a direita do “rapaz” de Dunblane como o seu “calcanhar de aquiles”, certo é que o escocês parece lidar bem com a pressão e com os seus rivais.
Depois da final do ano passado, Murray ameaça o reinado de Federer. Falta saber como este último vai reagir, pois se surgir no Arthur Ashe Stadium com as prestações de primeiro saque equiparável a Wimbledon, as hipóteses de Murray descem substancialmente. Andy esteve bem nos ATP 1000 de preparação para o US Open, no entanto, as vicissitudes de Flushing Meadows são bem mais exigentes do que os quadros de Cincinatti ou Montreal. As respostas a estas e outras perguntas começam esta tarde a serem respondidas…
Ivanovic – Vencedora de Roland Garros onde páras?
Publicado por Bruno Santos em Bruno Santos - "Approach" às Agosto 13th, 2009
A sérvia Ana Ivanovic, por incrivel que pareça, foi preciso chegar a nº 1 mundial para entrar numa ascendência sem fim rumo ao descalabro na carreira. Cedo para fazermos esta afirmação, não deixa de ser intrigante para a actual nº 11 WTA e para os seus fãns o momento da tenista de 21 anos. Ontem, em Cincinatti, nova derrota desta feita frente a M. Czink. Detentora de uma poderosa direita, Ivanovic emprestava essa potência para dar ênfase ao seu serviço. É certo sem um “plano B”, a jogadora natural de Belgrado nunca mais se encontrou depois da vitória em Roland Garros. Com uma segunda metade de 2008 sofrivel – venceu em Linz no fim da temporada – a antiga nº 1 mundial voltou à mediocridade em 2009.
As pequenas mas perturbadoras lesões no joelho – pulso e joelho – poderão servir de “handicap”, mas não justifica tudo. Falta de confiança também, mas a sérvia necessita de uma auréola de tranquilidade para se encontrar novamente, no entanto, o seu contrato com a Adidas e não só até que ponto a perturbará ? Foi a própria, em 2008, que referiu que sentia uma maior pressão do que as outras jogadoras do Top-10. O que isso significará: uma jogadora de Top tem de saber viver com a pressão competitiva, será que a sérvia sabe lidar com a pressão do mediatismo? O ténis está lá, a sua “cabeça” será que está?
Aqui ficam, entretanto, os resultados em Cincinnati desta quarta-feira. Resultados Cincinnati: Dia 3
Montreal: Federer, o favorito no Canadá?
Publicado por Bruno Santos em Bruno Santos - "Approach" às Agosto 12th, 2009

Federer vencerá em Montreal ? (Associated Press)
Após o torneio de Wimbledon, os grandes tenistas do momento aproveitaram, essencialmente, para descansar da temporada europeia – terra batida e a semi-temporada de relva. Ontem, no Canada, três dos quatro melhores tenistas do momento “voltaram” à acção, e fruto desse descanso competivo denotaram grandes problemas para passar os seus obstáculos. Nem se pode dizer que eram complicados. Federer e Djokovic bateram rivais canadianos, já Murray teve um confronto menos complicado face a J. Chardy.
A “ida” para o court nestas circunstâncias é sempre complicado, e acredito que a partir daqui estes três monstros do ténis irão subir progressivamente de produção. Será , no entanto, Federer o favorito a vencer o torneio canadiano ? Pelo seu estatuto terá de ser considerado, no entanto, Del Potro e Roddick – os finalistas em Washington – terão uma palavra a dizer no primeiro de dois “Masters 1000″ de preparação para o US Open 2009. Não esqueçamos, a estreia em Montreal de R. Nadal face a D. Ferrer, num confronto que se espera duro para o actual nº 2 ATP. Face à sua prolongada ausência no circuito – lesão no joelho esquerdo – e à componente sempre positiva na atitude do seu compatriota a sua tarefa não se configura fácil. A ver vamos ?
Wimbledon: Os “favoritos” Federer e as irmãs Williams
Publicado por Bruno Santos em Bruno Santos - "Approach" às Junho 18th, 2009
A relva de Wimbledon
É com renovada expectativa que se aguarda o inicio da edição 2009 do torneio mais famoso do mundo: o torneio de Wimbledon. O ano passado Rafael Nadal e Venus Williams ergueram o troféu, graças a duas finais fascinantes: o primeiro vencendo o “eterno” campeão, Roger Federer, a norte-americana batendo a sua irmã gémea: Serena. Se o circuito feminino encontra-se em aberto, tantas são as pretendentes ao título, o sector masculino apresenta contornos que elevam o nível de jogo a patamares fantásticos. Prova disso mesmo foi a carreira incrível de Robin Soderling protagonizado em Roland Garros, um tenista reconhecido como de segunda linha do circuito, mas que venceu alguns “monstros” do pó-de-tijolo – Ferrer, Gonzalez ou Davydenko, para não falar do então ímbativel Rafael Nadal na cidade luz. Se este último padeceu de algum défice físico, o que é verdade é o nível exibido pelo então 25º do ranking mundial – recordamos que o sueco é um especialista de “courts” rápidos o que ainda torna o seu percurso mais incrível.
Road to Roland Garros…
Publicado por Bruno Santos em Bruno Santos - "Approach" às Abril 10th, 2009
Com a proximidade do primeiro Masters 1000 da temporada, disputado em terra batida em Monte Carlo, inicia-se a preparação para o segundo Grand Slam do ano que se jogará em Roland Garros, nos arredores de Paris. Ainda que, alguns jogadores já tenham entrado nos “courts” de pó-de-tijolo – entre eles o “nosso” Frederico Gil - a maior parte da “nata” do ténis mundial marcou para o Mónaco o “assalto” a Roland Garros. Se Rafael Nadal, há muito é o alvo a abater, nesta superfície o espanhol natural de Manacor é um género de “super-herói” ,enraizado pelas vitórias, algumas delas devastadoras. E não é preciso recuar muito no tempo para darmos um exemplo disso mesmo. Participe e dê a sua opinião sobre a temporada de terra batida, aqui no fórum LUSOTENIS.COM
Federer – E agora o que fazer?
Publicado por Bruno Santos em Bruno Santos - "Approach" às Fevereiro 17th, 2009
O mês de Janeiro, como é tradicional, ficou marcado pela disputa do primeiro Grand Slam do ano, sendo motivo para levantar uma vez mais a questão. No momento em que Rafael Nadal vence pela primeira vez em Melbourne Park, em detrimento de Roger Federer, é justo considerar o helvético o tal propalado melhor e mais completo tenista de todos os tempos, e se o é, como é possivel numa época em que Roger se encontra dentro do seu próprio “prazo de validade”,o mesmo não dominar o actual Rafael Nadal ?



