‘Colunas’


Teremos novo nº 1 mundial já em Roland Garros?

A vida, e o ténis em particular tem destas coisas. O mesmo (R. Soderling) que retirou o sonho a Rafael Nadal de vencer pela quinta vez consecutiva o torneio de Roland Garros, foi o mesmo que impediu Roger Federer de “galgar” ainda mais records no universo do ténis mundial, e quem sabe, será decisivo na forma como o tenista espanhol recuperará o trono mundial. Recorde-se que, agora, o mallorquino basta vencer o torneio parisiense para se “sentar” no reino do circuito ATP…outra vez. Falta saber, se o próprio Robin Soderling estará pelos ajustes. Isto, porque o sueco já não é aquele tenista de outros tempos, e em particular após aquela “histórica” vitória frente ao “rei” da terra batida, na sua própria casa (Roland Garros), em 2009, tem tudo para bater seja quem for – falta saber se será capaz de bater Nadal, duas vezes consecutivas, na sua  superficie predilecta… Isto de ultrapassar T. Berdych nas “meias”, e o actual nº 2 mundial fizer a sua parte…

 

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Roland Garros: Nadal e os seus subordinados?

Este domingo, inicia-se mais uma edição do torneio de Roland Garros. Como parece ser unânime, Rafael Nadal em circunstâncias normais,  é o grande favorito a erguer o troféu no último dia de competição no Philippe Chatrier. Roger Federer, entre outros, tentam desmentir uma verdade absoluta, pelo menos se considerarmos os eventos de terra batida até agora disputados na presente temporada de 2010. Se descontarmos o torneio catalão de Barcelona , onde “Rafa” desistiu por imperativos de calendário, o “pupilo” de Toni Nadal fez questão de “limpar” os restantes três torneios que participou – Monte Carlo, Roma e Madrid, todos torneios de categoria 1000.

Se juntarmos a isso, as prestações registadas por Nadal, nesta altura ninguem colocará o seu favoritismo em causa.Na teoria, ainda assim, Roger Federer deverá ser o seu oponente na final, isto se não aparecer pelo meio uma espécie de “Robin Soderling”, versão 2010.

Os torneios preparatórios indiciam aqueles que poderão ofecerer forte resistência, ou pelo menos aquela possivel. Pessoalmente penso, e aliás como é tradicional, que a “armada espanhola” oferece essa resistência, personalizada essencialmente em tenistas como David Ferrer, Fernando Verdasco ou Nicolas Almagro. Com excepção do primeiro, os dois restantes sofrem uma espécie de “síndroma” anti-Nadal, factor que os impedem de apresentar o seu melhor ténis face ao “rei” do pó-de-tijolo. Falta saber se é uma espécie de “nacionalismo exacerbado”, ou se já esgotaram os seus argumentos face ao actual nº 2 ATP. Sinceramente, de Andy Murray Novak Djokovic não espero muita coisa, isto suportado até nas últimas semanas, período que se exibiram com prestações confrangedoras.

Torneio Feminino

No torneio feminino, o quadro parece ser aberto, ainda que o regresso de Justine Hénin a Paris está a concentrar atenções. Será que a belga poderá encontrar Serena Williams? A acontecer, será nos quartos-de-final, mas não deixava de ser um encontro bem interessante. A detentora do torneio, Svetlana Kuznetsova, não tem estado no seu melhor, mas sabe-se que é uma tenista a ter em linha de conta. Aliás, a vitória de Maria Sharapova no recente torneio de Strasbourg, vem trazer mais um factor de interesse. Aliás, a tenista russa – uma das muitas tenistas talentosas do circuito – poderá encontrar… Justine Hénin bem cedo. As últimas semanas testemunham uma subida de produção das irmãs Williams, elas que se apresentam como aliás não pode deixar de ser, com bastante protagonismo. Já agora, fica aqui uma pequena nota sobre o encontro que abre o torneio: um interessante duelo entre Svetlana Kuznetsova, e a “pupila” de Van Grichen, a romena Sorana Cirstea.

Programa Dia 1

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Road to…Roland Garros III

O nº 1 mundial tem importante teste frente a D. Ferrer

O nº 1 mundial irá tentar desafiar Nadal em Roland Garros (Associated Press)

O actual nº 1 mundial, Roger Federer, tem hoje um importante teste à sua actual condição. Depois de dois resultados algo modestos em Roma e no Estoril Open, o suiço defende o seu título na capital espanhola, precisamente no torneio que “arrepiou” caminho em 2009 para fazer história na capital francesa. Depois de ter encontrado E. Gulbis pela segunda vez em três semanas (desta vez nos quartos-de-final), Federer suplantou com alguma dificuldade o tenista letão. No entanto, o suiço não está no seu melhor. O seu serviço tem estado algo irregular, a sua direita tem estado no seu melhor, mas muito pontualmente, isto para já não falar no seu “calcanhar” de aquiles – a sua esquerda, que é cada vez mais explorada pelos seus grandes rivais – a sua derrota nas meias-finais no Estoril Open face a A. Montañes (um tenista longe de estar no Top mundial) é prova disso mesmo.

Nessa perspectiva, o seu compromisso de hoje frente a D. Ferrer nas “meias” de Madrid é um importante teste para Federer tendo em vista a capital da cidade francesa. Ferrer tem estado em grande forma, e tem evidenciado um ritmo íncrivel (que o diga A. Murray) e promete hoje complicar sobremaneira o “rei” do ranking ATP. Federer se quiser vencer tem de variar (e muito) o seu ténis, pois Ferrer se impôr o seu ritmo frenético, vai colocar em grandes dificuldades o nº 1 mundial. Respostas a serem dadas a partir das 19 horas, horário em Lisboa. A ver vamos…

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Road to…Roland Garros II

Até onde irá F. Verdasco no pó-de-tijolo ? (Reuters)

O espanhol Fernando Verdasco está a empolgar os seus fâns com a temporada em curso no pó-de-tijolo. Depois de um torneio bem conseguido em Monte Carlo (apenas derrotado pelo seu compatriota R. Nadal na final, o-todo-poderoso na terra batida), o madrileno regista a excelente marca na sua superficie favorita de 12 vitórias e 1 derrota (desaire registado precisamente no jogo decisivo no principado). O madrileno bateu jogadores de primeira linha mundial, e hoje, nos quartos-de-final, em Roma, levou a melhor sobre o nº 2 mundial, o sérvio N. Djokovic. O espanhol, nº 9 ATP, está mais agressivo do que nunca, a sua direita bem afinada e consistente. Acima de tudo, está com grande confiança, falta saber até onde pode ir o ex-namorado de A. Ivanovic. Na minha opinião, tem um aspecto negativo a contrariar até Paris, o seu respeito (até demasiado) para o seu compatriota e amigo “Rafa”, talvez o melhor tenista na terra batida de todos os tempos… A acompanhar até ao Philippe Chatrier…

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Road to…Roland Garros I

Hoje, tive a oportunidade de ver uma boa parte do encontro entre N. Djokovic e o brasileiro T. Bellucci, a contar para os “oitavos” em Roma. Gostei, sinceramente, do ténis do  brasileiro que tem vindo pautinamente a evoluir de forma bem interessante. Longe do reportório de “Guga” ( o seu compatriota e ex-nº 1 mundial) , o jovem brasileiro “canhoto”  ameaça, todavia, em pó-de-tijolo tornar-se um dos grandes “mestres” . O seu “saque” é muito bom (aliás, como mencionou o sérvio), ainda que tenha cometido algumas (até demais) duplas-faltas. De resto, abre bem os ângulos, possui consistência do fundo de court, e por último, tem uma direita de grande qualidade. Precisa, neste momento, é de uma coisa que ainda não conseguiu…bater um dos grandes “gigantes”. Neste encontro face a “Nole” desperdiçou quer no 1º set quer no 2º parcial, a vantagem de um “saque” acima. Uma vitória sobre um Top-5 mundial, deverá ”catapulta-lo” para outros “voos”.  Uma das figuras a ter em atenção em Roland Garros…

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Como será A. Roddick na terra batida?

Numa altura em que A. Roddick acaba de vencer o ATP 1000 de Miami, para além de “cair” na final de Indian Wells (d. I. Ljubicic), o que entra pelos olhos dentro é a maior agressividade do norte-americano, isto comparavelmente ao texano que vinha “arrastando-se” no circuito. E este termo utilizado, não significa que Roddick não aparecesse aqui ou acolá, no entanto, a vitória em Key Biscayne, fez regressar o ex-nº 1 mundial aos grandes triunfos, ele que já havia vencido quatro eventos dessa categoria – Cincinnati e Open Canada em 2003, Miami 2004 e Cincinnati 2006.

No entanto, desde a temporada de 2009, e muito provavelmente com a solidificação da sua relação com Larry Stefansky, o actual nº 6 ATP corre o risco de ameaçar o Top-mundial, não arrisco tanto como fazer parte do Top-3 mundial, mas porque não ameaçar triunfar num Grand Slam a curto-prazo? Para mim, mais do que algumas alterações introduzidas no seu jogo táctico, o norte-americano está mais crente nas suas potencialidades. E aqui deixo a pergunta…O que poderá A. Roddick fazer no pó-de-tijolo? Sabemos que não é a sua superficie favorita, no entanto, a terra batida está longe daquelas condições que tornavam o jogo bastante mais lento, isto comparavelmente ao Hard Court ou à relva…

O seu serviço continua a ser a sua principal “arma”, a sua direita o seu complemento. No entanto, como foi possivel ver na final de Miami frente a T. Berdych, o norte-americano sabe variar o tipo do seu jogo, ora subindo à rede para ali “volear”, ora sendo agressivo do fundo do court. Isto, para além da sua componente mental que parece mais “acreditar” nas suas possibilidades de ir mais além, além do seu “saque” muito potente e por vezes “cirúrgico” na forma como limita as respostas dos seus rivais.

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Barómetro dos favoritos… e já vamos na 3ª ronda!

Três jornadas depois é possível fazer uma avaliação mais rigorosa do estado de forma dos principais favoritos. Apesar de não me ser possível acompanhar o Australian Open a fundo, quer pelo fuso horário quer pelos afazeres a que estou obrigado, aqui fica a minha avaliação desta 1ª semana. No meu ver, existem 6 favoritos: Federer, Nadal, Djokovic, Murray, Del Potro e Davydenko.

Roger Federer – Vi grande parte da díficil 1ª jornada e meia dúzia de pontos da 3ª. Tem vindo a subir de forma, mas também frente a adversários relativamente fáceis. Parece-me muito errático para o seu habitual e juntando às prestações em Abu Dhabi e Doha, penso que vai ser muito complicado vencer este torneio, pouco provável se encontrar Davydenko (nos quartos) e Djokovic (nas meias).

Estatística relevante face a Montanes na 3ª ronda: mais de metade dos pontos de Montanes foram erros não forçados do suíço (que equivale também a mais de 40% face ao nº de pontos que venceu).

Rafael Nadal – O espanhol vem cada vez mais apostando no jogo agressivo, controlando o ponto sempre que possível. Tenta agora jogar cada vez mais dentro de court com aposta nos pontos ganhantes. Parece-me em boa forma, não esteve nada mal na final de Doha frente a um impecável Davydenko. Não vi o jogo da 3ª ronda e a perda do set, mas é um sério candidato.

Poderá apanhar Murray nos quartos, o que será o maior desafio, à partida, até a uma eventual final que apanharia quase de certeza um de 3 grandes nomes: Federer, Djokovic ou Davydenko.

Novak Djokovic – Perdeu um set na 2ª ronda, seguido de uma “goleada” na 3ª e tem caminho aparentemente livre até às meias (Tsonga ou Almagro nos quartos não me parecem justificar alarmismos para um sério candidato ao troféu). Para mim, é uma incógnita entre este lote, o jogo das meias-finais será “o” encontro para ele (eventualmente frente a Federer ou Davydenko).

Andy Murray – Conjuntamente com Davydenko e Hewitt, o único que ainda não cederam qualquer set. Confesso as constantes dúvidas que venho afirmando sobre a sua capacidade de vencer um Slam. Parece, no entanto, que vem vindo a mudar um pouco o seu estilo, parece em forma e quem sabe. Tem um sempre perigoso Isner nos oitavos, Nadal (?) nos quartos, Del Potro ou Roddick (?) nas meias.

Juan Martin Del Potro – Face aos primeiros resultados da época, só o aqui coloco porque é o último detentor de um Slam e possui um ténis capaz de levar ao sucesso. Parece, no entanto, ser talvez o menos candidato deste lote. Já perdeu 4 sets em 3 encontros num máximo de 6 para estar onde está. Mesmo frente a um Roddick (possível nos quartos), não sei se vencerá.

Nikolay Davydenko – Os holofotes começam a debruçar-se finalmente sobre ele. Confesso nunca ter sido um grande admirador, mas quem já o viu ao vivo (provável para quem já foi pelo menos uma vez ao Estoril Open) percebe porque está há tanto tempo no top-10. O resultado de Doha (na sequência das Finals de Londres) catapultou-o para o favoritismo que nunca teve e muitos arriscam-no como o principal candidato. O calendário é quase tão complicado como o de Federer (eventualmente o próprio Federer, Djokovic e Nadal/Murray/Del Potro).

Estatística relevante: Teve em todos os encontros um set ganho por 6-o e nunca permitiu mais de 4 jogos num set.

Deste lote, só me surpreenderia verdadeiramente (face ao que vi até hoje) uma vitória de Del Potro.

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Temporada 2010: Antevisão do ano

Introdução

A nova temporada que começa oficialmente no próximo domingo, em Brisbane, está coberta de grandes expectativas quer no circuito profissional masculino (ATP Tour), quer no circuito WTA. Os grandes denominadores de 2009, Roger Federer, no circuito masculino, e Serena Williams, no circuito feminino, partem com pressupostos mais ou menos semelhantes. Não estando ambos no fim das suas respectivas carreiras, deverão concentrar-se nos grandes palcos, pelo que o ranking mundial nesta altura das suas ambições, não deverão constituir prioridades nos seus trajectos. O helvético depois de ter ultrapassado a marca de 14 GS (na circunstância de Pete Sampras), e sendo agora “chefe de família”, não deverá ser tão consistente e simultaneamente tão disponível como em anos anteriores. Já, Serena Williams, deverá ter uma concorrência muito forte, mais a mais depois dos retornos da impressionante Kim Clijters (vencedora do US Open em Agosto último), e de Justine Hénin, que marca o retorno à competição oficial em Brisbane.

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ATP Finals 2009: A hora (im)própria para a “decisão”?

A partir de domingo, a imponente O2 Arena de Londres recebe pela primeira vez o ATP Finals da presente temporada – antigos “Masters”, mas com o mesmo fim: eleger o melhor tenista do ano. Longe da competitividade e carisma de um Grand Slam, ou da tradição da Taça Davis, este torneio reúne os oito “mais” da temporada, este ano com o aliciante adicional de eleger o nº 1 do ranking ATP no final de 2009.

A questão já vem de longe, e certamente já leram esta problemática em algum orgão de comunicação, levantado pelos “experts” da modalidade: será o melhor momento da temporada para realizar um evento que tem interesses indiscutiveis a nível comercial e financeiro, e que envolve milhões de euros quer na organização da prova, quer na distribuição de prémios monetários ?

Na minha humilde opinião, gostaria mais de ver este torneio no ínicio de cada ano. Quem sabe no mês de Fevereiro, a seguir ao primeiro Grand Slam da temporada – o Austrália Open. E porquê? Claro está que a calendarização da temporada tem vindo a ser uma questão bem premente e discutida nas últimas semanas. Mas aqui a questão é uma: (aliás como aconteceu nos Masters femininos): arriscamos chegar a um evento que pretende mostrar ao “universo” tenistico os melhores oito tenistas de um determinado período – no caso, o ano de 2009, e depois encontrarmos algumas das estrelas num momento quer fisico quer amimico em “baixa”.

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Agassi e as drogas II

Muitas são as vozes que têm vindo criticar Agassi pela revelação na sua auto-biografia. Jogadores e ex-jogadores, sejam compatriotas ou não do norte-americano, têm vindo sucessivamente declarar-se contra a decisão do penúltimo tenista a fazer o Grand Slam de carreira. De Federer a Navratilova…

Há, no entanto, um paradoxo na declaração de muitos. Nomes como Nadal ou Becker condenam que tal “trapalhada” tenha acontecido no ATP, mas criticam também Agassi por vir agora falar no assunto, prejudicando a modalidade. Para eles, deveria ficar calado para sempre.

Ora a atitude que “pedem” a Agassi é em tudo parecida à do ATP em 1998: abafar o assunto para não prejudicar a modalidade!

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O “Caso” Andre Agassi…castigo ou não?

Na actualidade do ténis, o norte-americano Andre Agassi voltou a ser noticia, ainda que não pelos melhores motivos. A minha humilde opinião sobre esta matéria ficará aqui registada e será apoiada em duas perspectivas: a perspectiva vista em torno do ATP (organização que gere o circuito profissional masculino), e sobretudo em torno de um dos mais mediáticos tenistas de todos os tempos. Independentemente, da modalidade desportiva a que nos referimos, temos de perceber que estamos inseridos numa perspectiva de super-consumo, super-organizações, e no desporto como na vida, as “estrelas” são mais do que pessoas – são sobretudo uma “marca”, personificadas em individuos que são quase tratados como “deuses”.Mas veremos:

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Agassi, o desporto e o doping

Nos últimos dias, saiu a público um suposto (e provável) consumo de drogas por parte de Andre Agassi em 1997, na pior fase da sua carreira. Terá sido apenas uma ou algumas vezes, mas foi o suficiente para acusar positivo num controlo anti-doping. Um caso que foi abafado, na altura, pelo ATP dadas as explicações do tenista que confessa que mentiu, à época, nas  mesmas ao dizer que não consumiu conscientemente.

É uma história que promete alguma polémica e discussão. Mediático porque é Agassi, pese embora a própria personalidade atenue as críticas pós-carreira de uma das maiores estrelas de sempre no ténis e não só.

Abre a discussão de casos de consumo que nada têm a ver com a prática desportiva, como alegadamente fora também o caso de Martina Hingis e Richard Gasquet, mas também o próprio papel do ATP nesta história. Confesso que acho a questão do dopping uma questão muito subjectiva de julgamento público pela elevada dose técnica que envolve e que me escapa, a mim e a grande parte dos amantes do desporto.

Na realidade, parece que também escapa às federações e associações internacionais. Apesar de não ser tanto a parte técnica que lhes afecta (embora também), mas pela mediatização negativa que traz às modalidades. Maior controlo e maior dureza resulta em maior número de casos, teoricamente torna o desporto mais limpo, mas mediaticamente a percepção é exactamente contrária, como foi o exemplo do caso do ciclismo. Ou mesmo do ténis no caso recente com o caso de apostas. Recordo que o ATP tomou medidas que prioritariamente serviam para evitar novas polémicas, mais que o problema em si.

Face à situação de Agassi, o ATP acreditou na versão do tenista e decidiu abafar. Será que fez bem?

Na perspectiva de aplicar a justiça cegamente, não! Mas em que é que o ATP ganharia em acusar um dos tenistas que melhor visibilidade trouxe ao ténis? Agassi poderia ter sido suspenso, não ter ganho o Grand Slam de carreira e ficaria com uma carreira notável manchada. E porquê? Porque numa má fase da sua carreira, consumiu droga sem qualquer ligação ao rendimento desportivo.

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ATP 1000 Shanghai: Um vencedor imprevisivel?

Já ontem, iniciou-se a discussão do quadro principal do torneio chinês, evento que pela primeira vez assume o estatuto de Masters 1000 no circuito ATP. Recorde-se que este evento substitui o evento de Madrid, entretanto transferido para a terra batida. R. Federer (nº 1) e A. Murray (3º ATP) são as ausências mais notadas, abrindo assim o torneio a outros protagonistas que poderão “assinar” um resultado bem mais significativo. Se somarmos a este facto, o momento de forma de R. Nadal, e o eventual desgaste de Djokovic da semana de Pequim, quem sabe se o vencedor deste torneio não sairá de outras raízes que não do Top-4 mundial ?

Evidentemente que N. Djokovic tem uma grande palavra a dizer, veremos como se apresenta em Shanghai. Del Potro – a protagonizar uma grande temporada -, A. Roddick - com um ténis muito consistente, Verdasco – o “guerreiro” espanhol, e os gauleses Simon e Tsonga são alguns dos “outsiders”. A somar a estes factos, a “luta” para Londres envolvendo alguns dos mais interessantes tenistas do momento – N. Davydenko, R. SoderlingF. Gonzalez são alguns deles ; ou a presença de “apaixonantes” actores – M. Safin – a despedir-se do circuito, J.Blake – o finalista do Estoril Open, e os sempre imprevisiveis S. Wawrinka e G. Monfils o espectáculo é garantido. A temporada já vai longa, por isso é que surpresas em Shanghai nestas circunstâncias não são assim tão imprevisiveis por dois motivos: o desgaste dos intervenientes (uns mais do que outros), e o nível do circuito cada vez mais alto.

No entanto, tendo em atenção a lógica do ténis e as credenciais dos tenistas e seus respectivos momentos, aqui ficam alguns dos possiveis confrontos para os quartos-de-final:

(1) R. Nadal vs (7) F. Verdasco

(3) D. Potro vs (5) J. W. Tsonga

(6) N. Davydenko vs (4) A. Roddick

(8) G. Simon vs N. Djokovic

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US Open 2009:Os vencedores e os derrotados

Depois da realização do US Open 2009, fica aqui uma pequena análise dos vencedores e derrotados de mais uma edição do torneio nova-iorquino. Porém há a registar um torneio que foi entusiasmante e se no sector masculino os últimos “actores” foram os esperados (refiro-me a partir dos quartos-de-final da prova), no sector feminino as surpresas foram mais que muitas.


Vencedores

Del Potro - o maior vencedor da prova! Praticou um ténis fantástico, se assim não fosse não conseguia por certo vencer R. Federer na grande final. A sua direita e a sua pancada de “serviço” foram duas armas fantásticas, alicerçado numa componente mental muito forte. Grande prova disso foi a final, encontro do qual Federer se exibiu a grande nível nos primeiros dois sets.

K. Clijters - Mas que regresso fantástico. Depois de dois torneios (Toronto e Cincinnati) em que deu nas vistas, a antiga nº 1 mundial não lhe passaria pela cabeça vencer em Flushing Meadows. De recordar que venceu Venus e Serena Williams antes de derrotar a “teenager” C. Wozniacki na grande final. Demostrou uma consistência íncrivel, mais a mais depois de uma ausência bem prolongada no circuito WTA – um pouco mais de 2 anos.

M.Oudin - Iremos certamente ouvir falar muito dela nos próximos tempos. A norte-americana de 17 anos protagonizou grandes encontros vencendo algumas das mais prestigiadas tenistas do momento. Com 17 anos apresenta uma maturidade táctica de lhe tirar o chapéu, consolidando todo o seu jogo de grande intensidade (direita íncrivel) com uma garra tremenda.

Derrotados

A. Murray – Considerado por muito um dos grandes favoritos a chegar à final, o escocês natural de Dunblane sucumbiu à pressão, algo que certamente não lhe estava nos planos, mais a mais, depois dos torneios “1000″ de Montreal e Cincinnati onde esteve bem. Caíu logo na 4ª ronda face a M. Cilic num encontro que demonstrou algum conformismo. A sua versatilidade não foi suficiente para sair de Nova Iorque com sorrisos nos lábios. Antes pelo contrário, ouviu muitas e boas dos seus compatriotas e não só!

S. Williams – Uma das derrotadas do torneio. Esteve bastante bem até à meia-final diante de… K. Clijters. Exagerou nos protestos com a juiz-de-linha que lhe marcou “falta de pé”, algo que lhe valeu uma pesada multa. Acaba por demonstrar alguma irregularidade quando não coloca a primeira bola.

V. Williams – Actuação ainda mais discreta do que a sua irmã. É certo que saiu derrotada pela mesma rival, mesmo assim tinha condições para fazer bem melhor. Compadeceu de algumas limitações físicas que não a ajudaram a ultrapassar os obstáculos. Um ano bem duro para Venus.

D. Safina – a russa continua a falhar nos momentos decisivos. Na 3ª ronda cedeu perante P. Kvitova, uma jogadora que estava completamente à sua mercê. Ameaça ter uma passagem curta no “reinado” do WTA Tour se não conseguir ultrapassar a “lacuma” dos Grand Slams, e se é verdade que já disputou duas finais desses torneios, acabou por ceder de uma forma bastante sintomática. Será mais uma russa dotada de uma componente mental muita fraca para nº 1 mundial? Só o futuro dirá.

P.S – Haveria certamente outros tenistas a merecer uma nota neste balanço, tanto de forma positiva (ex: Y. Wickmayer ou C. Wozniacki), ou constituindo algumas desilusões (N.Djokovic – uma vez mais não conseguiu ir mais além, S. Kuznetsova ou V. Azarenka). No entanto, fica aí o essencial.

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WTA World Tour: O vaivém das “Madames”

Enquanto na quarta-feira era anunciado uma conferência de imprensa que será dada por Justine Hénin-Hardenne após esta edição do US Open em território belga – suspeita-se que irá anunciar a presença em encontros de exibição embora fontes de informação não oficiais já relatam o retorno da antiga nº 1 mundial ao circuito WTA, a sérvia Ana Ivanovic anuncia que irá retirar-se de forma temporaria do mundo do ténis.

A juventude que estas tenistas já são reconhecidas muitas das vezes de forma tão precoce acaba por desaguar nestas situações. Se Hénin retirou-se ainda jovem do circuito (26 anos), a sérvia após doze meses de triunfar num Grand Slam (o seu primeiro), acaba por ser estranho a evolução da sua carreira. E se nos lembrarmos não é caso único. Aliás, Kim Clijters acaba de retornar ao ténis profissional – e por sinal com resultados positivos, mas existiram outros casos – Martina Hingis foi outra nº 1 mundial que se retirou bem cedo.

Claro que muitas das vezes estas “milionárias” optam por outras carreiras – como modelos – ex: Anna Kournikova, ou então como empresárias. No caso de Ivanovic os contratos com a Adidas e não só são fabulosos, mas não será que está aí o motivo pela qual a mesma tem somado insucessos uns atrás dos outros? Claro que as “campeãs” tem o direito de opção da sua vida (é disso que se trata), mas não estarão a prejudicar as já suas ricas carreiras? Lembro que Justine Hénin (quem sabe “picada” com o retorno da sua compatriota Clijters) foi a primeira tenista a retirar-se como nº 1 mundial. Um desperdicio para as suas carreiras e para os amantes do ténis. Até quando iremos assistir a situações destas?

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Favoritos à escolha?

O US Open já começou e o seu campeão entrou a vencer, Roger Federer não teve problemas de maior frente a um jovem norte-americano que nem no top-1000 se encontra. Mas será o suíço favorito?

Em teoria seria de longe, na minha opinião é incontornável esse estatuto, mas penso que está longe de ser  um claro favorito. A sua irregularidade ao longo da temporada, apenas disfarçada pelo “Canal da Mancha” (RG e Wimb) e os recordes que tem batido (15 GS, perto de igualar Agassi nos Masters e Sampras no All England Club), continuam a colocar algumas dúvidas.

Sou da opinião que Roger está a fazer uma das piores temporadas a nível de ténis praticado (só a do ano passado pode rivalizar), embora com o preenchimento “final” do seu palmarés a dar-lhe um dos melhores momentos da carreira. Valeu a “ausência” de Nadal em Roland Garros e quase foi surpreendido na final de Wimbledon por… Roddick!

O interessante é verificar que um Federer mediano é suficientemente superior ao resto do circuito  (c/ Nadal envolto em problemas físicos). É isso que talvez é mais assustador no nº 1 mundial, é que mesmo em fases muito negativas nunca deixou de vencer Grand Slams por muito tempo, há sempre um em que consegue ser suficientemente bom para vencer.

Daí que, apesar de achar que continue a estar longe do seu melhor, Roger parta para este US Open como favorito e até sem grande pressão. Há outros nomes a ter (muito) em conta:

Andy Murray – Vencedor em Montreal, deu provas de boas formas e tem no US Open o slam mais adequado para o seu ténis, o ponto negativo talvez seja mesmo a falta de provas em momentos decisivos;

Juan Martin Del Potro – Parte sem a pressão de favorito, mas as carreiras de 2008 e 2009 na US Open Series apontam-no como candidato a sérios estragos;

Andy Roddick – Parte também sem grande favoritismo a nível mediático, mas provou na final de Wimbledon que ainda vai a tempo de lutar pelo 2º slam na sua carreira;

Novak Djokovic – Embora longe do favoritismo que tinha há um e dois anos, é um nome a seguir e com maior pressão que Del Potro e Roddick, até porque tem o seu 4º posto em risco até ao final do ano;

E, obviamente,…

Rafael Nadal – A incógnita, diga-se! No regresso da sua lesão e após uma dura perda dos títulos de Roland Garros e Wimbledon para o seu rival de sempre, o espanhol parte como favorito e incógnita, sendo que pode já fazer Grand Slam de Carreira aos 23 anos. Os quartos-de-final e meias-finais nos Masters 1000 do US Open Series reforça a dúvida: será capaz de lutar pelo US Open?

Muito depende também dos protagonistas das rondas decisivas, um Federer-Nadal na final seria explosivo, por exemplo. Reforço as minhas dúvidas sobre o favoritismo de cada um destes nomes, surpresa seria que fosse alguém fora deste leque a conquistar o título.

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US Open 2009: Murray – Inicio de reinado?

Fred Perry foi o último vencedor do US Open no já longinquo ano de 1936 que falava a língua de sua Majestade! Será que essa travessia de deserto estará a chegar ao fim? Desde essa altura tenistas como G. Resedsky ou Tim Henman ficaram a uma distância bem considerável, já Andy Murray parece aproximar-se de uma grande vitória… Argumentos não lhe faltam. Se alguns apontam a direita do “rapaz” de Dunblane como o seu “calcanhar de aquiles”, certo é que o escocês parece lidar bem com a pressão e com os seus rivais.

Depois da final do ano passado, Murray ameaça o reinado de Federer. Falta saber como este último vai reagir, pois se surgir no Arthur Ashe Stadium com as prestações de primeiro saque equiparável a Wimbledon, as hipóteses de Murray descem substancialmente. Andy esteve bem nos ATP 1000 de preparação para o US Open, no entanto, as vicissitudes de Flushing Meadows são bem mais exigentes do que os quadros de Cincinatti ou Montreal. As respostas a estas e outras perguntas começam esta tarde a serem respondidas…

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Ivanovic – Vencedora de Roland Garros onde páras?

A sérvia Ana Ivanovic, por incrivel que pareça, foi preciso chegar a nº 1 mundial para entrar numa ascendência sem fim rumo ao descalabro na carreira. Cedo para fazermos esta afirmação, não deixa de ser intrigante para a actual nº 11 WTA e para os seus fãns o momento da tenista de 21 anos. Ontem, em Cincinatti, nova derrota desta feita frente a M. Czink. Detentora de uma poderosa direita, Ivanovic emprestava essa potência para dar ênfase ao seu serviço. É certo sem um “plano B”, a jogadora natural de Belgrado nunca mais se encontrou depois da vitória em Roland Garros. Com uma segunda metade de 2008 sofrivel – venceu em Linz no fim da temporada – a antiga nº 1 mundial voltou à mediocridade em 2009.

As pequenas mas perturbadoras lesões no joelho – pulso e joelho – poderão servir de “handicap”, mas não justifica tudo. Falta de confiança também, mas a sérvia necessita de uma auréola de tranquilidade para se encontrar novamente, no entanto, o seu contrato com a Adidas e não só até que ponto a perturbará ? Foi a própria, em 2008, que referiu que sentia uma maior pressão do que as outras jogadoras do Top-10. O que isso significará: uma jogadora de Top tem de saber viver com a pressão competitiva, será que a sérvia sabe lidar com a pressão do mediatismo? O ténis está lá, a sua “cabeça” será que está?

Aqui ficam, entretanto, os resultados em Cincinnati desta quarta-feira. Resultados Cincinnati: Dia 3

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Montreal: Federer, o favorito no Canadá?

Federer vencerá em Montreal (Associated Press)

Federer vencerá em Montreal ? (Associated Press)

Após o torneio de Wimbledon, os grandes tenistas do momento aproveitaram, essencialmente, para descansar da temporada europeia – terra batida e a semi-temporada de relva. Ontem, no Canada, três dos quatro melhores tenistas do momento “voltaram” à acção, e fruto desse descanso competivo denotaram grandes problemas para passar os seus obstáculos. Nem se pode dizer que eram complicados. Federer e Djokovic bateram rivais canadianos, já Murray teve um confronto menos complicado face a J. Chardy.

A “ida” para o court nestas circunstâncias é sempre complicado, e acredito que a partir daqui estes três monstros do ténis irão subir progressivamente de produção. Será , no entanto,  Federer o favorito a vencer o torneio canadiano ? Pelo seu estatuto terá de ser considerado, no entanto, Del Potro e Roddick – os finalistas em Washington – terão uma palavra a dizer no primeiro de dois “Masters 1000″ de preparação para o US Open 2009. Não esqueçamos, a estreia em Montreal de R. Nadal face a D. Ferrer, num confronto que se espera duro para o actual nº 2 ATP. Face à sua prolongada ausência no circuito – lesão no joelho esquerdo – e à componente sempre positiva na atitude do seu compatriota a sua tarefa não se configura fácil. A ver vamos ?

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Wimbledon: Os “favoritos” Federer e as irmãs Williams

A relva de Wimbledon

É com renovada expectativa que se aguarda o inicio da edição 2009 do torneio mais famoso do mundo: o torneio de Wimbledon. O ano passado Rafael NadalVenus Williams ergueram o troféu, graças a duas finais fascinantes: o primeiro vencendo o “eterno” campeão, Roger Federer, a norte-americana batendo a sua irmã gémea: Serena. Se o circuito feminino encontra-se em aberto, tantas são as pretendentes ao título, o sector masculino apresenta contornos que elevam o nível de jogo a patamares fantásticos. Prova disso mesmo foi a carreira incrível de Robin Soderling protagonizado em Roland Garros, um tenista reconhecido como de segunda linha do circuito, mas que venceu alguns “monstros” do pó-de-tijolo – Ferrer, Gonzalez ou Davydenko, para não falar do então ímbativel Rafael Nadal na cidade luz. Se este último padeceu de algum défice físico, o que é verdade é o nível exibido pelo então 25º do ranking mundial – recordamos que o sueco é um especialista de “courts” rápidos o que ainda torna o seu percurso mais incrível.

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Política meteorológica/reembolso de bilhetes

Ontem, à saída do Jamor, a um quarto de hora das 19, era fácil perceber o descontentamento de grande parte dos espectadores pelo facto de não terem usufruído na totalidade (diria que nem metade) do espectáculo do Estoril Open.

Como está generalizado em todo o circuito do ATP e WTA, basta um encontro ser concluído para não haver lugar a qualquer reembolso. Ou seja, com a final feminina concluída, não haveria lugar a reembolso.

É fácil perceber o quão delicada é esta questão para as organizações. Falando apenas em questões financeiras directamente relacionadas com os bilhetes e num cenário simplista, entre a organização e os adeptos, uma das partes ou ambas irão ficar a perder. Os únicos que saem ilesos monetariamente são os tenistas, já que nada é descontado nos prémios ou no ‘cachet’ previamente acordados. Resta saber como os custos são repartidos entre os restantes. Continue a ler o artigo… »

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Road to Roland Garros…

Com a proximidade do primeiro Masters 1000 da temporada, disputado em terra batida em Monte Carlo, inicia-se a preparação para o segundo Grand Slam do ano que se jogará em Roland Garros, nos arredores de Paris. Ainda que, alguns jogadores já tenham entrado nos “courts” de pó-de-tijolo – entre eles o “nosso” Frederico Gil - a maior parte da “nata” do ténis mundial marcou para o Mónaco o “assalto” a Roland Garros. Se Rafael Nadal, há muito é o alvo a abater, nesta superfície o espanhol natural de Manacor é um género de “super-herói” ,enraizado pelas vitórias, algumas delas devastadoras. E não é preciso recuar muito no tempo para darmos um exemplo disso mesmo. Participe e dê a sua opinião sobre a temporada de terra batida, aqui no fórum LUSOTENIS.COM

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O potencial mediático do ténis em Portugal

Ontem, Frederico foi destaque principal no Record Online

Frederico Gil estrou-se no top-100 e faz meias-finais no ATP, a imprensa dá grande destaque! Não deveria dar? Claro que sim! Mas quantas modalidades em Portugal se podem orgulhar de ver o nº 74 do mundo a ser tão solicitado?

Não! Esta imagem não está na secção modalidades, mas sim na “Home” do sítio online do jornal Record! A primeira coisa que um internauta veria caso visitasse o Record Online, ontem à tarde, não seria uma qualquer notícia do Benfica, Sporting, Porto ou mesmo sobre a selecção que estava a horas de um encontro importante na qualificação para o Mundial 2010. Frederico Gil era a grande notícia de destaque de um dos principais sites desportivos nacionais!

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Federer – E agora o que fazer?

O mês de Janeiro, como é tradicional, ficou marcado pela disputa do primeiro Grand Slam do ano, sendo motivo para levantar uma vez mais a questão. No momento em que Rafael Nadal vence pela primeira vez em Melbourne Park, em detrimento de Roger Federer, é justo considerar o helvético o tal propalado melhor e mais completo tenista de todos os tempos, e se o é, como é possivel numa época em que Roger se encontra dentro do seu próprio “prazo de validade”,o mesmo não dominar o actual Rafael Nadal ?

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Jelena Jankovic e o “estereótipo” de nº 1 mundial…

Jelena Jankovic, nº 1 mundial (Foto Getty Images)

Jelena Jankovic, nº 1 mundial (Foto Getty Images)

Depois da retirada de Justine Hénin do posto nº 1 do ranking WTA, não apareceu ainda uma jogadora que dominasse de forma sólida o circuito feminino. A actual nº 1 mundial, Jelena  Jankovic, terminou a época com esse estatuto, no entanto ainda não o justificou pelo menos de forma autoritária, precisando para isso de vencer uma grande prova como um grand slam. Estamos a passar uma fase em que existem variadas tenistas com legítimas aspirações ao “trono”,e depois da exibição algo “cinzenta” da sérvia no Australian Open,  só um “milagre” é que manterá a tenista de 23 anos no posto mais alto do ranking WTA.

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