‘Bloguices’
Prognósticos de final de jogo
Com a derrota de Nadal nas meias-finais do US Open, é quase impensável Federer não acabar como nº 1 mundial esta época. Tem não só mais de mil pontos sobre o Nadal como pode sair do US Open com cerca de 2500 de avanço! Fica aqui o óbvio prognóstico de que o suíço voltará à condição de melhor do ano depois de ter perdido tal o ano passado.
P.S.: Murray não entra, para já, sequer nas contas já que está a mais de 3 mil pontos de Federer (pode vir ficar a 4 mil amanhã) e são pouco mais de 1500 pontos a separá-lo de Roddick, o 6º do campeonato.
Murray vencerá um dia um “major”?
Publicado por Bruno Santos em Bloguices às Setembro 9th, 2009
A derrota de Andy Murray frente a Marin Cilic no US Open foi mal recebida nos vários veículos de informação no Reino Unido. Em todos eles um ponto em comum: a dúvida se o escocês terá “estofo” para ganhar um dia um dos torneios do Grand Slam. Por exemplo um dos jormais mais vendidos em território de vossa majestade, o “The Guardian” traz mesmo conselhos de John McEnroe defendendo que Murray deveria descontrair um pouco e não treinar tanto.
O mesmo artigo defende ainda que os grandes eventos são para os grandes campeões, uma forma de por em causa a solidez do ténis do escocês natural de Dunblane. O futuro responderá a estas e outras questões. Para já Murray será ultrapassado no ranking mundial por Rafael Nadal… Veremos qual o lugar que Murray ocupará na próxima segunda-feira.
Veja aqui o artigo
Grande encontro
Vi ontem grande parte do encontro entre Nadal e Monfils, naquilo que foi um grande encontro nos dois primeiros sets. Uma velocidade alucinante que não impedia sucessivos longos “rallies”. O tenista francês começou muito bem e ameaçou vencer, mas no segundo parcial o futuro nº 2 mundial encontrou a fórmula e Monfils foi para o 3º set bem menos confiante.
Fica o registo de uma excelente primeira parte de ambos com Nadal a ter de mostrar boa capacidade de sofrimento em alguns momentos num encontro que teve de fazer tudo: atacar perante a persistência de Monfils, defender face à agressividade do francês ou ir à rede para tentar encurtar o ponto. Falta alguma confiança ainda no espanhol, mas ontem o encontro fez-lhe bem ao ego.
Oudin: A teenager surpresa do US Open
Publicado por Bruno Santos em Bloguices às Setembro 6th, 2009
A teenager Melanie Oudin está sem dúvida a surpreender tudo e todos. A actual nº 70 do mundo está a protagonizar um US Open fantástico, e revela-se uma autêntica “caça-russas”. Três tenistas daquele país de leste já caíram aos pés da jovem de 17 anos – irá completar a maioridade de idade no próximo dia 23 Setembro. A saber-se, Anastasia Pavlyuchenkova, Elena Dementieva e, ontem, Maria Sharapova. Agora na 4ª ronda irá encontrar… Nadia Petrova. Outra russa vítima do surpreendente percurso de Oudin?
Roddick e Sharapova fora
Aí está a primeira grande queda no sector masculino! Andy Roddick está fora do US Open devido a um compatriota, o gigante John Isner. Num thriller de 5 sets, com Isner a vencer os dois primeiros, Roddick a ensaiar a reviravolta, mas a cair no ‘tie-break’ do último set.
Antes, fora Melanie Oudin a vencer Maria Sharapova em 3 sets depois de Hewitt apenas ter assustado Federer com a vitória no 1º set.
O saldo do dia no “Artur Ashe” está positivo para os norte-americanos, dois encontros, dois vencedores yankees. Mas como estará o sentimento patriótico para com Isner depois deste ter eliminado o nº 1 nacional e a esperança por permanecer o troféu naquele país?
Federer e Djokovic também perdem set
Parece que Federer e Djokovic decidiram imitar Murray e Nadal e perderam, hoje, o seu primeiro set no torneio. Curiosamente, ambos no primeiro parcial, o suíço frente a Hewitt e o sérvio surpreendido no tie-break face a Witten.
Enquanto que no top-4, todos já perderam um set, é Juan Martin Del Potro e Andy Roddick que continuam invictos.
Cabeças-de-série fazem história
Andy Murray e Rafael Nadal cederam, ontem, um set na 2ª ronda, os primeiros de cada um no torneio e também do lote de tenistas que elegi como os pretendentes ao título nova-iorquino.
O início do US Open 2009 está mesmo muito tranquilo para os cabeças-de-série masculinos. Pela 1ª vez na história do torneio, todos os 16 primeiros garantiram presença na 3ª ronda. Entre os 32, já caíram 7.
Em femininos, caíram 16 das 32 pre-designadas até à 2ª ronda. Mais duas cederam em duelos de 3ª ronda que colocam já frente-a-frente cabeças-de-série. A oitava Victoria Azarenka, treinada pelo português António Van Grinchen, foi uma delas frente à italiana Francesca Schiavone, tenista que derrotou Michelle em Wimbledon.
US Open: O “mau-humorado” Safin
Publicado por Bruno Santos em Bloguices às Setembro 3rd, 2009
O russo Marat Safin é famoso não só pelas suas excelentes credenciais dentro dos courts bem como o mau feitio fora dele. Após ter sido eliminado na 1ª ronda frente a Jurgen Melzer, na conferência de imprensa teve algumas declarações bem interessantes. Para além de confessar que a sua cabeça já está na “reforma” do circuito profissional o antigo nº 1 mundial comparou a primeira semana do US Open a um Zoológico.
“Nova York é uma cidade bonita. Os hotéis são bons, as pessoas te tratam bem, mas os primeiros dias aqui no torneio parecem um zoológico. Um milhão de pessoas correndo para todos os lados, irmãos, irmãs, mães, pais, avós, muita gente. Isso é muito chato”. Deixamos aqui uma pergunta no ar: Será que o irmão de Dinara Safina pensava o mesmo no ano que venceu o torneio novaiorquino ?
Nadal destaca-se na 1ª ronda
Vitórias convincentes na 1ª ronda do US Open por parte dos 8 cabeças-de-séries masculinos, entre os quais os 6 principais candidatos que apontei num post anterior. O destaque acaba por ir para Rafael Nadal que brilhou frente a Richard Gasquet e conquistou uma vitória moralizante.
Roger Federer é o único desse lote que já disputou a 2ª ronda (vai defrontar agora Hewitt), não foi tão fácil como a primeira e teve de evitar a perda do seu primeiro set no torneio.
Hoje, o “show” continua com Djokovic e Roddick.
US Open abre com Nadal e Gasquet
Os sorteios dos quadros principais do US Open já foi realizado e o grande duelo da 1ª ronda é entre o espanhol Rafael Nadal e Richard Gasquet. Apesar de estarem fora da melhor forma, por diferentes razões, este é duelo que há cinco anos atrás se previa que fosse mais explosivo nos dias de hoje.
Aliás, precisamente há 5 anos atrás que jogaram frente a frente pela 1ª vez no Estoril Open. Em 2004, ambos estavam na 2ª ronda, ambos eram as grandes promessas do circuito mundial masculino. Ambos confirmaram o porquê, mas um mais que outro…
Rafael Nadal é aos 23 anos já um dos melhores da história do ténis mundial, considerado por muitos o melhor de sempre em terra batida e tenta já neste US Open o Grand Slam de carreira… repito, aos 23 anos!
Já Richard Gasquet chegou ao top-10, mas muito se esperava daquele que fora campeão mundial de júniores com 16 anos. Ainda não conquistou nenhum Grand Slam, nem sequer algum dos Masters 1000/Series. Talvez a desilusão explique a sua recente queda no ranking.
No frente a frente, esmagadora superioridade de Nadal com 6 vitórias sem qualquer derrota. O primeiro, disputado no Estoril e ganho em 3 sets, foi o único disputado em torneios que não sejam Grand Slams ou Masters Series.
US Open: Federer favorito na Bwin
O nº 1 mundial é o grande favorito segundo a maior bolsa de apostas on-line. A Bwin destaca o suíço na lista de apostas e dá ‘odds’ poucos favoráveis para quem aposta em Federer, dando apenas 1,73 euros por cada apostado no caso do recém “papá” conseguir o hexa em Nova Iorque.
Em femininos, as ‘odds’ são bem mais favoráveis, mas Serena Williams destaca-se das restantes.
Aposta no vencedor masculino:
- Roger Federer 1,73€
- Andy Murray 4,75€
- Rafael Nadal 6,00€
- Novak Djokovic 12,00€
- Juan Martin del Potro 14,00€
- Andy Roddick 18,00€
Aposta na vencedora feminina:
- Serena Williams 3,27€
- Elena Dementieva 6,55€
- Venus Williams 6,90€
- Jelena Jankovic 7,50€
- Maria Sharapova 7,75€
- Dinara Safina 9,00€
50 ases…
O nº 1 mundial Roger Federer somou 50 ases na final de Wimbledon, a 3ª melhor marca de sempre registado no circuito mundial. Uma marca, normalmente, apenas ao alcance dos melhores servidores…
Ivo Karlovic continua com o melhor registo: 55 ases sobre… terra batida sobre Hewitt! O segundo melhor é Joachim Johansson com 51 ases no Australian Open face a Andre Agassi!
O curioso é que tanto o croata como o sueco perderam frente aos seus adversários em 5 sets. Ou seja, Roger Federer é o tenista bem mais sucedido num encontro no que respeita a ases e no desfecho final combinado.
O treinador do momento

Larry Stefanki levou Marcelo Rios e Yevgeny Kafelnikov a nº 1 mundiais (Foto: Getty Images)
Com 52 anos, o norte-americano Larry Stefanki há muito que não precisa provar o seu valor. Foi sobre as suas ordens que Yevgeny Kafelnikov e Marcelo Rios alcançaram a liderança mundial e, entre outros, já treinou John McEnroe, Tim Henman e Fernando Gonzalez, levando o último à sua única final do Grand Slam, no Australian Open de 2007, e ao 5º lugar da hierarquia mundial.
Ontem, também ele perdeu uma oportunidade de increver o seu nome na história de Wimbledon. Mas é impossível não fazer uma menção honrosa quando o seu “pupilo” Andy Roddick desafiou como nunca Roger Federer, um tenista que sabia sempre o que fazer perante o estilo do norte-americano. No entanto, o antigo nº 1 mundial e campeão do US Open 2003 aparece agora com um ténis renovado e mais completo.
“Hoje”, Roddick tem no seu arsenal pancadas que jamais esperaríamos há uns anos atrás: uma esquerda mais consistente e versáril, vólei mais eficaz e um toque de bola superior.
Larry Stefanki será capaz de levar Roddick a vencer o seu 2º Grand Slam?
Treinador português que fez de Courier nº 1 aponta o dedo a Roddick
Sérgio Cruz, o treinador português que levou o norte-americano Jim Courier a nº 1 mundial, no início da década de 90, fez uma análise à final de ontem no blog do seu site instrutivo sobre ténis. Radicado na Suíça, “previu” o erro do vólei alto de esquerda de Andy Roddick no 4º set-point do tie-break quando enviou um e-mail para Claudio Mezzadri, da Swiss TV, a meio do 2º set.
Depois de elogiar Roddick (e seu treinador Stefanki) da forma como abordou o encontro com Federer, deixou o ponto fraco do norte-americano:
(…)Roddicks backhand volley is still weak and vulnerable and could be the key for Roger to win.(…)
Factos relevantes
Algumas estatísticas e factos do dia de hoje (2ª feira) são importantes para perceber como está o momentum dos jogadores ainda em prova.
23 ASES – Quase 1 em 4 serviços de Roger Federer foram ases, hoje, no encontro face a Roben Soderling. A acrescentar que quase 90% dos pontos no seu primeiro serviço foram seus. Excelente indicador para Roger Federer, se mantiver o nível da pancada inicial, será quase impossível vence-lo.
3 SETS – Finalmente, Andy Roddick conseguiu concluir um encontro sem perder no 3º set. O norte-americano perdeu todos os 3 primeiros encontros em 4 sets, após consecutivos desleixos em 3ºs sets. Esse facto adquire relevância por ter sido feito face a Tomas Berdych, que juntamente com Leytton Hewit tinham sidos os únicos tenistas a passar a primeira semana sem ceder qualquer set. O antigo nº 1 mundial surge, cada vez mais, como um dos favoritos a chegar à final.
10:30PM – Arrisco dizer que, pela 1ª vez em Wimbledon, um encontro ultrapassou as 22 horas e 30 minutos, o que não é complicado de o fazer pois, senão me engano, foi a estreia de uma partida realizada apenas sobre luz artificial. O público festejou a cobertura do Centre Court ter, finalmente, utilidade na prova, mas nem isso evitou que o encontro entre Andy Murray e Stanilas Wawrinka acabasse já depois das 10 e meia da noite.
Após 5 sets e um encontro que deixou os adeptos britânicos em êxtase, pode-se perguntar se Murray está realmente forte preparado para atacar o título em Wimbledon. A boa notícia é que, nos quartos-de-final, vai encontrar Juan Carlos Ferrero…
Quem se assume para Wimbledon?
Publicado por Bruno Santos em Bloguices às Junho 15th, 2009
Esta segunda-feira ficou marcada por duas confissões algo estranhas ou talvez não: depois de Federer se ter auto- proclamado favorito para Wimbledon, Nadal e Djokovic vieram a terreiro não se darem como potenciais vencedores na relva do All England Club. No caso de Djokovic declarou que depois da sua participação em Halle, nomeadamente da sua exibição frente a T. Haas na final, não se vê com condições de vencer o terceiro grand slam da temporada. Já Nadal, por intermédio do seu tio – Toni – declarou aos jornalistas que a falta de ritmo e a derrota do seu pupilo em Roland Garros , nos oitavos-de-final, deixa o actual nº 1 mundial em posição delicada de vencer pela segunda vez na emblemática relva londrina. No entanto, com estas condicionantes, nas quais o desgaste de Nadal não é indiferente, como será que se posiciona Andy Murray, a jogar ainda por cima em casa e com essa pressão adicional ? Ou será que estas declarações visam transpôr a pressão e todo o favoritismo para Federer ?
Teorias da conspiração…

Roddick somou a sua 1ª vitória no Lenglen apenas este ano (Foto: Paris-Photos.org)
Um pouco a brincar, mas não me admirava que a organização não se lembrasse desse pormenor…
Andy Roddick tem alguns problemas com o jogar no Suzanne Lenglen. Não bastasse já não ser um talento da terra batida e, de todos os courts do complexo de Roland Garros, há um que teima aparecer-lhe na ordem de jogos e que conta com algumas características técnicas diferentes dos outros. Em toda a sua carreira neste Grand Slam, até nem se deu muito mal pelo Chatrier, mas viu-se sempre derrotado no Lenglen… até este ano.
Nesta edição já jogou lá 2 dos 3 encontros que o colocou pela primeira vez na segunda semana de Roland Garros. Amanhã, estará lá de novo. O curioso é que os adversários destes três encontros que lhe programaram para este court são tenistas franceses.
Jouan, Gicquel e, agora, Monfils!
Djokovic passa a 2º favorito de Roland Garros
É como que uma passagem oficial. Hoje, nas meias-finais do ATP Masters 1000 de Roma, Novak Djokovic venceu novamente Roger Federer por 4/6, 6/3 e 6/3.
Pela 2ª vez do ano, “Djoko” está na final de um Masters de terra batida e parece ser o único adversário que pode causar alguns problemas.
Como disse Miguel Seabra na antevisão deste ano, Roger Federer não ganhará Roland Garros, senão for derrotado por Nadal, será pelo tenista sérvio.
Federer a jogar mentalmente?!
Publicado por Bruno Santos em Bloguices às Abril 29th, 2009
Num momento talvez o pior da sua carreira, Roger Federer será que não se precipitou a colocar ainda mais pressão nos seus ombros. Federer afirmou “o meu foco está totalmente virado para Roland Garros: “Para recuperar número um(ranking ATP) preciso vencer Roland Garros. A entrevista foi dada ao jornal italiano “Gazzeta dello Sport“. Num momento que se percebe que Federer não atravessa o seu melhor, será que este tipo de declarações não só colocam mais pressão nos seus ombros, como ainda estimula mentalmente Rafael Nadal ? Será o melhor momento para tecer estes comentários ?
Um quadro à medida do que Nadal precisa
O ATP 500 de Barcelona está a ter um quadro ideal para o que Nadal precisa de momento. Tendo em conta que dificilmente chegará a Roland Garros com défices de preparação ou encontros jogados, já que chega às finais de terra batida em quase todos os torneios, certamente que deseja um torneio leve/moderado na Catalunha perante o seu público.
Depois de “golear” o “nosso” Gil e o belga C. Rochus – apenas 6 jogos cedidos no total de ambos -, viu Nalbandian desistir antes do seu encontro nos “quartos”. Um dia de descanso a evitar 5 dias consecutivos a jogar foi perfeito. Três torneios de grande nível semana após semana e ainda jogar Madrid é sempre algo a mais para um dominador como o maiorquino.
Como Barcelona passou a ser quase um torneio de fim-de-semana para ele (terá dois encontros de bom nível para não ser um passeio), resguarda-se e até lança uma candidatura ao Grand Slam de terra batida (3 Masters + Roland Garros). Conseguirá ele?
Falou-se muito de faltar a Madrid! Mas será necessário mesmo sendo hipoteticamente campeão em Barcelona e Roma?
Nadal junta-se a marca apenas obtida por Federer, Sampras e Agassi

Nadal chega a Abril com 1 Grand Slam e 2 Masters (Foto: Guardian)
Chegar a Abril com 1 Grand Slam e 2 Super 9/Masters Series/Masters 1000 (tanta mudança de nome!) não é para todos. Desde o início do ATP Tour em 1990 até à semana passada, apenas 3 tenistas o tinham conseguido: Roger Federer em 2006, Andre Agassi em 2001 e Pete Sampras em 1994!
Ontem, Rafael Nadal tornou-se no quarto como que se confirmando como um dos 4 melhores da “Era ATP” (1990-?). É verdade que não é exactamente o feito dos outros três, até é feito único apesar de, aparentemente, ser menor.
Os rivais norte-americanos e o suíço arrebataram os três primeiros grandes títulos da época na tempora de hardcourts do 1º trimeste. Nadal ainda não almejou tal feito, mas também ninguém tinha conseguido vencer Australian Open, Indian Wells (ou Miami) e Monte-Carlo, o primeiro Masters de terra batida.
Andy Murray: A vida corre-lhe sobre rodas…
Publicado por Bruno Santos em Bloguices às Abril 17th, 2009

Foto Getty Images
Andy Murray tem nos últimos tempos desafiado, e de certa forma intrometido na luta entre Nadal e Federer e mais assiduamente com Djokovic. Aliás, a evolução que o escocês tem vindo a registar, leva os críticos a “arriscar” a subida do britânico ao 3º posto ATP, até ao fim do Verão. Com os muitos pontos a defender pelo sérvio na terra batida europeia, Murray “ameaça” verdadeiramente “Nole”. No entanto, as meias-finais de Monte Carlo tem uma importância assinalável para Murray: com a vitória de hoje, sexta-feira – frente a N. Davydenko – “Andy” mata dois coelhos de uma só cajadada – chega pela 1º vez às meias-finais de um ATP 1000 em terra batida, e depois venceu pela 1º vez um jogador do Top-10 no pó-de-tijolo. Nada podia estar a correr melhor para Murray no principado: não só eleva os seus índices de confiança para Roland Garros, como poderá “testar” a sua evolução na superfície mais lenta frente ao melhor jogador de ténis nessa variante : Rafael Nadal. Se existe algum encontro que Murray não tem nada a perder. é precisamente esta meia-final no Mónaco.
Regresso ao passado
A época europeia de terra batida apenas começa esta semana, embora Houston, Casablanca e a semana transacta façam parte historicamente dela. Só que este ano não se misturaram!
Nos Estados Unidos da América e em Marrocos, a primeira semana da Roland Garros Series deu-nos a conhecer dois campeões… melhor dizendo, a “reconhecer”! Lleytton Hewitt e Juan Carlos Ferrero foram líderes do circuito em tempos passados, saindo pouco depois do top mundial, mas não do topo mediático.
A última vez que ambos foram nº 1 mundiais foi em 2003! Hewitt ainda venceu alguns títulos depois desse ano e até finais de Grand Slam foi, Ferrero não! O espanhol venceu 4 títulos em 2003, os últimos antes de Casablanca; Hewitt venceu 3 entre 2005 e 2007… o último em Las Vegas, há mais de dois anos!
Já após os títulos o australiano está na 57ª posição, o espanhol na 75ª! Modestas posições para tenistas que no total já venceram 3 Grand Slams e outras tantas finais. Diz-nos quanto o topo do ténis e do desporto é efémero.
No entanto, a glória é eterna! Por isso, Ferrero está na calha para conseguir um convite para o Estoril Open e, certamente, que, se Hewitt pedisse, João Lagos disponibilizaria um ao vencedor do US Open 2001 e Wimbledon 2002!
A solução de Federer poderá ser…McEnroe ?
Publicado por Bruno Santos em Bloguices às Abril 6th, 2009
Será que a solução de Federer para vencer Rafael Nadal se chama John McEnroe? O polémico norte-americano confessou ao jornal francês “‘Le Journal du dimanche’ : “Gostaria ajudar Federer, sempre que queira mudar de estratégia para tentar bater Nadal. Tenho uma ideia a esse respeito que poderia ajudar bastante a conseguir esse objectivo“. Será que Roger Federer vai aceitar ajuda do norte-americano ?
Mediatismo IV…
São (ainda) poucos, mas há momentos que o ténis é conversa comum entre portugueses…
Ontem, à noite, já se falava do Gil e Nadal em conversas de esplanada. Hoje, durante o almoço ouvi discutir-se o encontro como se fosse uma modalidade popular em Portugal.
Ok, ainda bem longe das acaloradas conversas de futebol, mas é agradável já se ir ouvir falar
