‘Bloguices’


Twilight Zone

Federer perde em Halle pela primeira vez desde 2002… para Hewitt.

O “final perfeito” para uma semana esquisita. Há algum favorito preparado para Wimbledon?

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O desafio de Nadal

O título de Roland Garros foi como repor a normalidade para Rafael Nadal, a dúvida deixada no ano passado foi esclarecida (pelo menos, durante mais um ano) de forma inequívoca. O tenista espanhol fez o “Clay Slam” (venceu em 2010 os 3 Masters e o Slam de terra batida) e ainda concluiu, pela 2ª vez na carreira, o torneio de Paris sem perder qualquer set. Tudo somado, não é mais que “apenas” um esclarecimento!

Concluída a 5ª conquista de Roland Garros, Nadal regressa também ao posto de número um mundial. Não é novidade para ele, mas não deixa de ser importante. Coloca mais pressão nesta fase da carreira de Federer e regressa definitivamente a questão de qual dos dois é o melhor tenista dos últimos anos, da actualidade e dos próximos tempos. O regresso ao trono do circuito é, para o rei da terra batida, um extra!

Há no entanto, a meu ver, um grande desafio de “Rafa” pela frente. Wimbledon de 2008 terá sido apenas uma conquista de um lutador que não poderia acabar a carreira sem obter o seu sonho de miúdo? Uma vitória a exemplo de Federer em Roland Garros? Algo para não repetir?

Ou Nadal irá lutar (e provar que tem “armas”) pelo trono de Wimbledon, deixando definitivamente a dúvida sobre quem é o melhor do mundo em relva? A dúvida entre um detentor da chave do Jardim de Wimbledon ou de um simples inquilino temporário… este é o grande desafio que terá pela frente depois de reposta a normalidade.

Nadal comemora em Wimbledon

Nadal na vitória em Wimbledon 2008 (foto: Getty Images)

P.S.: O desafio de Nadal não se fica por Londres, certamente. Vencer o US Open (e Grand Slam de carreira) e, até, um ATP Finals são troféus que certamente desejará para a sua estante.

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O que se passa com Federer?

Estou a ver o final do encontro com o Gulbis, apenas vi 2 jogos, mas já posso dizer que se vencer será com muita sorte…

P.S.: Gosto do ‘lifting’ que fizeram ao Fórum Itálico.

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ATP 1000 Miami: Federer derrotado por Berdych

R. Federer derrotado em Miami (Associated Press)

Pela segunda-vez em pouco mais de duas semanas, Roger Federer é eliminado depois de ter desperdiçado um “par” de match-points. Sabe-se, como Thomas Berdych, é um dos mais talentosos tenistas do circuito, no entanto, não é menos verdade que para um nº 1 mundial que sabe aproveitar (e de que maneira), os momentos cruciais dos encontros, não deixa de ser estranho.

Acredito que cada vez mais teremos Federer para os “Majors”, mas será que se vai alhear desta maneira ? Depois de M. Baghdatis em Indian Wells, o suiço antecipou as suas férias, saindo derrotado em Miami nos “oitavos-de-final”. Isto, claro está, antes de atacar os eventos que vão da terra batida europeia (Estoril, inclusivé) até à relva de Wimbledon.

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Indian Wells – Notas Soltas

O torneio de Indian Wells acabou por ser algo atípico, isto na medida em que o Top-5 mundial tem vindo a demarcar a diferença nos grandes eventos (estou-me a referir ao torneio masculino). Dos grandes palcos, não poderemos dissociar os eventos de categoria “1000″, ainda que não recaia a mesma atmosfera ou transe competitivo, comparavelmente aos “Grand Slams”. Para isso, existem alguns e diversos factores, mas isso é outra história. Gostaria de deixar aqui algumas notas soltas sobre o que se passou no evento californiano:

Roger Federer – O suiço esteve longe do seu melhor. Acredito, até pela imagem que deixou na Califórnia, que aborde o evento de Miami de forma mais positiva, no entanto, penso que cada vez mais irá concentrar-se nos “Majors”. Acabou por “apanhar” M. Baghdatis num dia espectacular.

Novak Djokovic – O sérvio deu mostas de um desgaste que pareceu mais mental do que fisico. Terá um teste importante em Miami, ele que já venceu o torneio na Flórida em 2007. Foi surpreendido por um Ivan Ljubicic que parece “ressuscitar” para os grandes momentos.

Andy Murray – Talvez a mais desilusão em Indian Wells. É certo que foi batido por um “inacreditável” R. Soderling, no entanto, mais do que a sua impotência em dar a volta aos encontros, parece cada vez mais importar-se com a perfeição do que em desfrutar o seu ténis. Se optasse por não pensar tanto o jogo tacticamente, talvez as coisas lhe saissem mais “soltas”.

Rafael Nadal – O espanhol está a passar uma fase algo estranha. Parece querer “engatar” o seu ténis, e por vezes dá a ideia que a sua direita está a chegar ao “ponto de rebuçado”. No entanto, acaba por “apanhar” com um “outsider” vindo do nada – desta feita foi I. Ljubicic.

Andy Roddick – O norte-americano perdeu uma grande oportunidade para retornar aos grandes triunfos. A final não lhe correu bem, e se é verdade que chegou a dispôr de um “set point” no set inaugural, o tenista norte-americano nunca conseguiu o ascente do encontro decisivo. As pancadas de Ljubicic tinham uma característica diferente das suas: conclusivas, principalmente a direita.

Indian Wells (Outros)

Sinal + : Ivan Ljubicic (surpreendentemente “fresco” – quem diria que tem 31 anos ?)

Robin Soderling (pessoalmente, gosto cada vez mais de vê-lo jogar – a sua prestação  frente a Murray foi inacreditável, principalmente no 1º set (tinha resposta para tudo).

Thomas. Berdych (mostrou porque é um dos mais talentosos do circuito). Carece um pouco mais de confiança.

Sinal – Marin Cilic (foi para mim uma grande decepção). Estava curioso para ver a sua prestação, no entanto, não foi capaz de confirmar os atributos que lhe valeram o melhor registo da temporada, até ao ínicio do evento californiano.

Os Franceses - De forma geral, os gauleses falharam todos. Tsonga foi aquele que chegou mais longe (carece de pressão para chegar aquele transe competitivo que o “transporte” no espaço e no tempo; Monfils continua algo irregular, já Simon à irregularidade soma-se a falta de confiança. Gasquet, continua a travessia no deserto.

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Ele está de volta…

Não era um dos tenistas mais populares, mas foi nº 3 mundial. Aos 31 anos, consegue um título único na sua carreira: um Masters 1000 (depois de 3 finais perdidas). Seu nome é Ivan Ljubicic, um croata que poucos já se lembravam.

Ivan Ljubicic com troféu

Foto: Getty Images

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Uma boa oportunidade

Roddick em Indian Wells

Foto: Getty Images

Com um quadro facilitado, sobretudo com um afastamento precoce de Federer (que encontraria nos “quartos”), Andy Roddick tem uma boa oportunidade de fazer um “póquer” de Masters 1000 norte-americanos na sua carreira – Indian Wells, Miami, Montreal/Toronto e Cincinnati.

É verdade que na Europa (e, agora, Ásia também) não tem sido feliz nesta categoria de torneios, mas estes torneios (para já 4, com Cincinnati repetido) já ninguém os tira.

As derrotas de tenistas como Murray, Djokovic e, ontem, Nadal facilitam esta tarefa. A final será diante de um Ivan Ljubicic a tentar recuperar aos 31 anos um destaque que já teve, o favoritismo estará todo do lado do norte-americano.

Já Rafael Nadal perdeu a oportunidade de reconquistar a aura de campeão.

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Quem pára o homem?

Federer venceu o seu 16º Grand Slam (AP Photo/Andy Wong)

R. Federer venceu o seu 16ª Grand Slam (AP Photo/Andy Wong)

O suiço Roger Federer continua na senda de records. Depois de ter ultrapassado a marca de 14 “Majors” de Pete Sampras, o suiço já “pisca” a outro record do tenista norte-americano. Dezoito semanas é o tempo que o suiço necessita de permanecer no posto de nº 1 mundial para igualar a “marca” de 286 semanas do seu “rival”. E da forma como o actual nº 1 mundial se tem exibido o feito parece quase certo. A seguir os próximos “episódios”…

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Andy Murray

Andy Murray durante o encontro com Rafael Nadal (Foto: Getty Images/Cameron Spencer)

Este escocês está determinado a contrariar as minhas previsões. Será que já tem o estofo de um campeão de um Grand Slam?

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Barómetro de favoritismo

Nikolay Davydenko (++) – Apenas 4 jogos cedidos no 1º encontro, cada vez mais se parece como o grande candidato.

Novak Djokovic (+) – Não vi, mas parece ter convencido.

Roger Federer (-) – Depois do que vi ontem no 1º e 3º set, acho que as bolsas de apostas deviam pensar em rever as odds para  Federer como vencedor do torneio. Ainda agora deve estar a pensar como ganhou o 3º set. Apesar de Andreev ser um bom tenista e a ter em conta para resultados interessantes, não serve de desculpa para uma exibição muito aquém do esperado, sobretudo nos momentos decisivos.

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Barómetro de favoritismo

Andy Murray (+) – o tenista britânico não teve um adversário complicado, mas mostrou grandeza na vitória sobre Kevin Anderson cedendo apenas 4 jogos em todo o encontro. Um sinal de que se pode esperar a luta pelo título, apesar de ainda não ter provado ter o estofo de campeão nos momentos decisivos.

Rafael Nadal (+ ou -, mais para + que para -) – nunca é fácil defrontar o tenista do torneio anfitrião, mas os Australian Open não começou da melhor forma para o seu titular, Nadal esteve em desvantagem no 1º set, mas acabou com um resultado positivo e relativamente animador para as suas aspirações. 7-0 no tie-break do 1º set e 6-1 no 2º demonstram uma superioridade inspiradora para o resto do torneio.

Juan Martin Del Potro (-) -  tem o ónus de ser o último campeão de um Grand Slam (e numa superfície média-rápida), mas não se afigura fácil repetir o êxito no US Open. A perda de um set na 1ª ronda não é um bom sinal de estar na linha da frente na discussão do título.

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AO: Casas de apostas, Cada cabeça…igual sentença

Numa pequena pesquisa que o LUSO TÉNIS INTERNACIONAL efectuou a algumas casas de apostas de referência, todas elas tem um ponto em comum: R. Federer e S. Williams são as favoritas a levantar o “ceptro” em Melbourne Park. Como todos sabemos, as “odds” são muito “alicerçadas” no histórico dos participantes e nos próprios rankings. Por outro lado, não deixa de ser verdade que apostar nos actuais nº 1 mundiais, ainda assim, são as apostas mais seguras. O momento de forma e outras circunstâncias não são muitas das vezes consideradas (lesões, etc), no entanto, veremos se as apostas em Federer ou Serena serão “acertadas”. Só, mais uma curiosidade: quem apostar na Sporting Bet em Frederico Gil “candidata-se” a ganhar 501 € por cada euro apostado caso o tenista luso vença o Austrália Open.

Deixamos aqui as “Odds” da casa das apostas “Sporting Bet”, uma das empresas de apostas com odds mais altas:

Torneio Masculino:R. Federer: 3,80 €; R. Nadal: 4,50 €; A.Murray 7,00 €; N. Djokovic 8,00 €; Del Potro 9,00 €

Torneio Feminino: S. Williams: 4,00 €; K. Clijters: 4,50 €; J. Hénin: 6,50 €; M. Sharapova: 9,00 €; E. Dementieva 11,00 €

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Temos favorito?

Dificilmente será apontado como tal pela imprensa, mas estará Nikolay Davydenko no lote de favoritos para o Australian Open? O tenista russo acabou de derrotar consecutivamente Rafael Nadal e Roger Federer, isto pouco tempo depois de ter dominado o ATP World Finals (ganhou a ambos e ainda a Del Potro e Soderling).

Davydenko demorou para conseguir disputar taco-a-taco com o top do top do ATP, mas parece que é um nome a ter agora em conta. Tive a oportunidade de ver o 2º set e alguns pontos do 3º da final frente a Nadal (que parece já estar ao nível de há 12 meses), altura em que teve simplesmente fantástico passando quase por um puro “all-around player”. Consistente e agressivo do fundo do court e fantástico nas subidas à rede.

Não se pode comparar um ATP 250 a um Grand Slam, o ATP World Finals também não o é, mas o tenista que mal consegue um contrato para a roupa parece estar a mostrar “matéria-prima” para tentar o sonho de qualquer tenista. O Australian Open é o Slam mais dado a surpresas, será que podemos ter uma este ano?

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Doha: A final começou aos…52 minutos!!!

Neste momento decide-se o 3º set na final do ATP 250 de Doha, estando o mesmo numa fase muito inicial (2/1 para  Nadal), no entanto, pode-se dizer que a final começou aos… 52 minutos. Até esse momento, o russo jogou o que Nadal deixou, já o espanhol esteve completamente inultrapassável. O actual nº 6 ATP não esteve tão bem no serviço como na meia-final (d. Federer) mas a direita do actual nº 2 ATP esteve diabólica. Aceita-se apostas para o vencedor do torneio que se realiza no Qatar. Uma coisa é certa…Nadal está num momento de forma muito boa…A ver vamos

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Del Potro melhor que Messi

Não é só o desporto espanhol que vive dias gloriosos (em Espanha, a Marca já disse que era a Era Dourada), na Argentina pode-se dar ao luxo de não se escolher o melhor jogador do mundo de futebol como desportista do ano no seu país. O futebolista Messi foi batido no Olímpia de Oro, um prémio nacional (da Argentina, claro), por Del Potro.

O complicado destes prémios será sempre perceber o critério que leva a eleição em de um em detrimento de outro. Em países com desporto desenvolvido ou, pelo menos, competitivo em várias modalidades vive-se mais saudavelmente com estas designações, mas será sempre difícil quantificar a influência que devem ter factores como a importância de um desporto no país e no mundo ou mesmo se é de carácter individual ou colectivo.

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Morrer na praia

O site do ATP World Tour continua com algumas listagens referentes à primeira década do século XXI que termina este ano. A penúltima refere-se às derrotas mais dramáticas, tendo em conta os títulos perdidos pelos tenistas em questão. São os vices que raramente serão lembrados para a história apesar de terem estado tão perto…

A lista conta no quinto lugar com os insucessos de Patrick Rafter nas finais de Wimbledon 2000 (perdeu em 4 set para Sampras) e 2001 (perdeu num dramático 7-9 no 5º set para Ivanisevic). Em quarto lugar, o encontro que levou Kuerten a desenhar na terra batida de Roland Garros um coração, Michael Russel ficou a 1 único ponto de vencer o encontro por 3 sets, esta vitória levaria o tenista brasileiro ao 3º título em Paris. No terceiro lugar, Paul-Henri Mathieu esteve a apenas 2 pontos da vitória no 4º set do decisivo encontro da final da Davis Cup face a Youzhny, viria a perder num dramático 5º set. Em segundo lugar, mais recente, a derrota de Andy Roddick face a Roger Federer na final deste ano de Wimbledon. Olhando para trás, o momento do jogo foram aqueles 4 “set points”  perdidos no tie-break do 2º set que lhe podia dar a vantagem por 2-0, sobretudo o último com um vólei de esquerda falhado. Viria a perder por 14-16 no 5º set.

É, no entanto, no primeiro posto que está um encontro que, para além de dramático, foi uma grande reviravolta e uma das maiores surpresa em finais de Grand Slams. Na final 100% argentina de Roland Garros 2004, Guillermo Coria partia como favorito face a Gaston Gaudio (que nem era cabeça-de-série) após uma temporada primaveril convincente e de uma série fantástica em terra batida (37 vitórias nos últimos 38 encontros). Ia tudo de feição, com Coria a liderar por 6-0, 6-3 e 4-4 (40-0). A reviravolta deu-se o ‘break’ nesse mesmo jogo de serviço e inclui um ponto simplesmente fantástico que reduziu a desvantagem de Gaudio para 40-30. Coria ainda serviu duas vezes no 5º set para a vitória, teve 2 ‘match-points’, mas foi Gaudio a vencer por 0-6, 3-6, 6-4, 6-1 e 8-6.

Para a história, fica uma das maiores falhas no currículo de um tenista que parecia que tinha tudo para ganhar. Coria até tinha o homem responsável pelo seu nome próprio “pronto” para lhe entregar o troféu – Guillermo Villas -, mas o troféu parisiense saiu para as mãos de um outro compatriota.

Veja o resumo do encontro em baixo…

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O top-5 da década

O site do ATP decidiu fazer uma eleição do top-5 dos jogadores da primeira década do século XXI (supondo que a mesma decorre entre 2000 e 2009). Há dois nomes incontornáveis que já estão no top-10 de toda a história: Roger Federer e Rafael Nadal. Como não poderiam ser eles encabeçar a lista?

Segue-se um nome vindo dos antípodas que marcou o início do século com a conquista de dois campeonatos, o australiano Lleyton Hewitt. Os 2 títulos do Grand Slam e as 2 Masters Cup (agora ATP Finals) garantiram-lhe o trono durante duas épocas numa fase em que o circuito estava a ficar órfão do natural declínio de Sampras. Em 2003, começou a desaparecer apesar de ter conduzido o seu país ao título na Davis Cup (pelo caminho, batendo Federer num épico das meias-finais), mas regressaria para mais duas finais de Grand Slam, embora já no domínio do reinado Federer apenas interrompido pela genialidade de Marat Safin em 2005 que também lhe tirou a possibilidade de vencer “o” título do seu país. Hewitt é um nome que, com altos e baixos, se integra perfeitamente no lote de 5 melhores da década.

Os dois últimos nomes que o site do ATP reserva vêm dos Estados Unidos. O primeiro pela parte final da carreira já nos trinta com muitos títulos, Andre Agassi. Ainda deu tempo para conquistar 3 dos seus 8 títulos do Grand Slam entre os 29 e meio e a sua retirada aos 36 anos. Deu luta na final do US Open 2005 perante Federer (aos 35!) numa prova de vitalidade. Actualmente, envolvido (pelo próprio) na polémica de consumo de drogas em 1997, a verdade é que menos de metade de Agassi foi suficiente para o incluir nesta lista.

Sobra o último nome, Andy Roddick. Ficou entre a grande esperança do ténis norte-americano para suceder ao recordista Pete Sampras e a resignação face à superioridade do “mandato” de Federer. O tenista do Nebraska foi para muitos uma desilusão ou um tenista limitado e/ou sem talento. Não se pode negar, no entanto, que para além do título do US Open em 2003 e o campeonato desse ano, Roddick manteve-se quase sempre no top-10 desde os 20 anos – apenas saiu fora 8 semanas desde 2002 – e ainda pode-se justificar com o facto de ter do outro lado da rede um jogador que ultrapassa a sua própria geração e que evitou várias vezes a conquista de um 2º Grand Slam. Foram 4 finais (e muitas outras meias e quartos-de-final) em que Federer retirou-lhe o sabor da vitória da confirmação. Na final de Wimbledon deste ano, esteve perto, mas apenas lhe valeu mais um “vice” e o reconhecimento de ter mostrado mais qualquer coisa que em outras.

Concordo plenamente com estes 5 nomes. De fora, ficam Marat Safin (2 GS) que só não está ali por clara irregularidade de resultados ou Pete Sampras (2 GS) que teve uma carreira muito curta esta década, mas não menos gloriosa.

Link externo: Artigo dos melhores jogadores da década no ATP World Tour

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Uma volta de 121º graus

Voltar a ver a Masters Cup – ou o ATP World Finals, como se chama agora – em Londres após 4 anos em Xangai é um ‘must’. O ambiente perdido de um grande evento está a ser agora recuperado, ainda que com nova imagem. Pelo menos que sirva de lição ao ténis (e a outras modalidades) que convém não ceder os seus eventos principais para onde pode perder a mística.

Neste caso, com todo o respeito pelos chineses, bastou mudar de adeptos. E pelo que se viu no novo Masters 1000 de Xangai, não basta pagar para se ter grandes eventos, é preciso fazê-los e o público é parte fulcral. Não funcionou, azar, só tenho pena que tenha sido por 4 anos.

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E se Federer não for a jogo?

Fala-se que Roger Federer poderá estar em hibernação até Janeiro. Eu próprio fiz um prognóstico “quase só no final do jogo” que o suíço seria o nº 1 mundial este ano, mas e se Federer não for mesmo a jogo em Paris e Londres?

Rafael Nadal com a final de Xangai está a 1010 pontos do helvético (na corrida virtual para nº 1). Só no Masters de Paris e Londres estão 2.500 pontos em disputa. Longe de ser um tenista com uma grande ponta final de época – nunca foi a uma final da Masters Cup/World Finals -, o tenista espanhol até podia não precisar de vencer nenhum título para se tornar tecnicamente no melhor tenista do ano*…

Não estou certo que Federer não vá a Paris e Londres, mas para garantir o posto de nº 1 sem depender de Rafael Nadal precisa de conquistar (se as minhas contas não estão erradas) 1490 pontos ou cerca de 1000 em caso de vitória em Paris ou Londres. Óbvio que seria no caso de uma ponta final fenomenal de Nadal. E, note-se, que Federer ainda tem a sua terra nata Basileia no calendário.

* Duas hipóteses que servem: final em Paris (600) e meias-finais em Londres (600 se 3 vitórias na fase de grupos ); semi-final em Paris (360) e final em Londres (800 ou 600).

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Shanghai: Lesões…e vão 7

Numa semana em que vários protagonistas levantaram a questão sobre a exigência do calendário ATP, o torneio de Shanghai já teve sete desistências por défice fisico. M. Zverev, J.Acasuso, Del Potro, A. Roddick, T. Haas, G. Monfils e S. Wawrinka desistiram dos seus compromissos. É caso de perguntar, quem será o oitavo? Aceitam-se apostas…

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Federer frente a Nadal na Davis?

O sorteio da Taça Davis para 2010 ditou que a Espanha receberá a Suíça na 1ª ronda do Grupo Mundial. Resta saber se, de facto, vai opor Rafael Nadal a Roger Federer como está a ser mediatizado pela imprensa, é que não são dos mais assíduos a comparecerem para os desafios dos seus países.

Certo, é que em jogar em casa e terra batida, a Espanha é a favorita… algo a confirmar em Março através das convocatórias.

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Hénin de regresso… esperado

Ora aí está a noticia que apenas é novidade por ser anunciada pela própria J. Hénin. Os rumores que se vinham repetindo em vários orgãos de comunicação social foram confirmadas pela antiga nº 1 mundial. Ontem, num canal de Tv belga, a tenista que detém 41 títulos WTA confirmou o seu regresso para Janeiro de 2010, muito provavelmente do Austrália Open. Até lá, duas exibições.

Uma no seu país natal – Charleroi – a segunda na Ásia mais concretamente no Dubai. Será que depois de K. Clijters vencer o US Open, Justine Hénin irá vencer em Melbourne?  Pontos comuns, alguns, a começar pela nacionalidade (belga), depois por terem abandonado o circuito e terem voltado atrás, e finalmente, o facto de terem ocupado o posto de nº 1 mundial.

Perfil de Justine Hénin

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Davis Cup: Novo record de Karlovic !

I. Karlovic consegue 78 "Aces" num encontro (Associated Press)

I. Karlovic consegue 78 "Aces" num encontro (Associated Press)

Num impressionante encontro que marcou o “tiro” de partida para a meia-final da Taça Davis do grupo mundial da edição 2009 entre a rep. Checa e a Croàcia, o gigante Ivo Karlovic conseguiu a impressionante marca de 78 “Aces” – 77 no 1º serviço, um no 2º saque. O que é íncrivel, ou talvez não, é que o croata conseguiu perder o encontro.

Numa maratona decidida no 5º set e pelo impressionante placard de 16/14, R. Stepanek conseguiu o ponto inicial para a Rep. Checa, sendo ainda curioso que os quatro primeiros sets foram todos eles decididos no tie-break. Aqui ficam os parciais de um encontro que certamente ficará para a história da prova e não só :  6/7(5); 7/6(5); 7/6(6); 6/7(2) e 16/14 favorável ao actual nº 17 ATP. Como é possivel conseguir tal marca e perder o encontro ? A resposta fica no ar.

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A final começa dentro de momentos

Com um Juan Martin Del Potro nervoso e inconsistente na sua 1ª final de um Grand Slam, Roger Federer esteve perto do 2-0 em sets, mas in extremis o argentino ressurgiu na final e venceu no tie-break.

Com 1-1, a final do US Open começa agora um novo capítulo. JMDP finalmente está por dentro e agora é que se vai ver do que é capaz ou não…

P.S.: Federer tem claro mérito na boa entrada e no à vontade até ao 1º set. Entrou forte e aproveitou a “timidez” de Del Potro, não deixando respirar muitas vezes.

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Uma mansão (6×6?)

É usual atribuir-se o “jardim” de Wimbledon a tenistas que lá dominaram. Becker disse, na despedida de Sampras, que ele lhe roubara a chave do seu “jardim”, passado 6 anos Federer não está longe de ter o maior jardim da história do ténis, mas pode dizer que já tem uma bela casa no cimento de Flushing Meadows. Não fosse uma mansão ter sempre quatro paredes para além de um belo jardim.

Amanhã, o melhor de todos os tempos pode juntar o 6º título do US Open ao 6º de Wimbledon. Fica a questão: o que é maior, o jardim ou a mansão de Federer?

P.S.: Outra questão… de onde ele tirou aquela penúltima pancada do encontro?

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