‘Opinião’
Twilight Zone
Federer perde em Halle pela primeira vez desde 2002… para Hewitt.
O “final perfeito” para uma semana esquisita. Há algum favorito preparado para Wimbledon?
O desafio de Nadal
O título de Roland Garros foi como repor a normalidade para Rafael Nadal, a dúvida deixada no ano passado foi esclarecida (pelo menos, durante mais um ano) de forma inequívoca. O tenista espanhol fez o “Clay Slam” (venceu em 2010 os 3 Masters e o Slam de terra batida) e ainda concluiu, pela 2ª vez na carreira, o torneio de Paris sem perder qualquer set. Tudo somado, não é mais que “apenas” um esclarecimento!
Concluída a 5ª conquista de Roland Garros, Nadal regressa também ao posto de número um mundial. Não é novidade para ele, mas não deixa de ser importante. Coloca mais pressão nesta fase da carreira de Federer e regressa definitivamente a questão de qual dos dois é o melhor tenista dos últimos anos, da actualidade e dos próximos tempos. O regresso ao trono do circuito é, para o rei da terra batida, um extra!
Há no entanto, a meu ver, um grande desafio de “Rafa” pela frente. Wimbledon de 2008 terá sido apenas uma conquista de um lutador que não poderia acabar a carreira sem obter o seu sonho de miúdo? Uma vitória a exemplo de Federer em Roland Garros? Algo para não repetir?
Ou Nadal irá lutar (e provar que tem “armas”) pelo trono de Wimbledon, deixando definitivamente a dúvida sobre quem é o melhor do mundo em relva? A dúvida entre um detentor da chave do Jardim de Wimbledon ou de um simples inquilino temporário… este é o grande desafio que terá pela frente depois de reposta a normalidade.

Nadal na vitória em Wimbledon 2008 (foto: Getty Images)
P.S.: O desafio de Nadal não se fica por Londres, certamente. Vencer o US Open (e Grand Slam de carreira) e, até, um ATP Finals são troféus que certamente desejará para a sua estante.
Teremos novo nº 1 mundial já em Roland Garros?
Publicado por Bruno Santos em Bruno Santos - "Approach" às Junho 1st, 2010
A vida, e o ténis em particular tem destas coisas. O mesmo (R. Soderling) que retirou o sonho a Rafael Nadal de vencer pela quinta vez consecutiva o torneio de Roland Garros, foi o mesmo que impediu Roger Federer de “galgar” ainda mais records no universo do ténis mundial, e quem sabe, será decisivo na forma como o tenista espanhol recuperará o trono mundial. Recorde-se que, agora, o mallorquino basta vencer o torneio parisiense para se “sentar” no reino do circuito ATP…outra vez. Falta saber, se o próprio Robin Soderling estará pelos ajustes. Isto, porque o sueco já não é aquele tenista de outros tempos, e em particular após aquela “histórica” vitória frente ao “rei” da terra batida, na sua própria casa (Roland Garros), em 2009, tem tudo para bater seja quem for – falta saber se será capaz de bater Nadal, duas vezes consecutivas, na sua superficie predilecta… Isto de ultrapassar T. Berdych nas “meias”, e o actual nº 2 mundial fizer a sua parte…
Roland Garros: O que eles afirmaram II – Roger Federer
Publicado por Bruno Santos em Rubricas às Maio 24th, 2010
Sobre a possibilidade do nº 1 mundial encontrar Rafael Nadal na grande final: “Já falamos disso. Não necessito responder a mesma pergunta o tempo todo. Quero jogar a final. Se for contra o Rafael Nadal será perfeito. Se não for, uma lástima para ele. E se eu não chegar, uma lástima pra mim. Veremos…”, revelou o número 1 do mundo que enfrenta o colombiano Alejandro Falla, nº 70 ATP na 2ª ronda…
Roland Garros: O que eles afirmaram I – Ernest Gulbis
Publicado por Bruno Santos em Rubricas às Maio 24th, 2010
Ernest Gulbis: “Quando eu estava sacando com 2/1 no segundo set eu estiquei minha perna e ouvi um barulho estranho. Alí já sabia que algo tinha acontecido. Eu não sei exactamente o que é, estou indo agora fazer uma ressonância magnética para descobrir, mas espero que não seja nada de grave“, afirmou o jovem de 21 anos e 27º do ranking ATP logo após a sua desistência face ao francês J. Benneteau.
Roland Garros: Surpresas I
Publicado por Bruno Santos em Rubricas às Maio 23rd, 2010
Gisela Dulko vs Victoria Azarenka (10) 6-1 e 6-2
Roland Garros: Nadal e os seus subordinados?
Publicado por Bruno Santos em Bruno Santos - "Approach" às Maio 22nd, 2010
Este domingo, inicia-se mais uma edição do torneio de Roland Garros. Como parece ser unânime, Rafael Nadal em circunstâncias normais, é o grande favorito a erguer o troféu no último dia de competição no Philippe Chatrier. Roger Federer, entre outros, tentam desmentir uma verdade absoluta, pelo menos se considerarmos os eventos de terra batida até agora disputados na presente temporada de 2010. Se descontarmos o torneio catalão de Barcelona , onde “Rafa” desistiu por imperativos de calendário, o “pupilo” de Toni Nadal fez questão de “limpar” os restantes três torneios que participou – Monte Carlo, Roma e Madrid, todos torneios de categoria 1000.
Se juntarmos a isso, as prestações registadas por Nadal, nesta altura ninguem colocará o seu favoritismo em causa.Na teoria, ainda assim, Roger Federer deverá ser o seu oponente na final, isto se não aparecer pelo meio uma espécie de “Robin Soderling”, versão 2010.
Os torneios preparatórios indiciam aqueles que poderão ofecerer forte resistência, ou pelo menos aquela possivel. Pessoalmente penso, e aliás como é tradicional, que a “armada espanhola” oferece essa resistência, personalizada essencialmente em tenistas como David Ferrer, Fernando Verdasco ou Nicolas Almagro. Com excepção do primeiro, os dois restantes sofrem uma espécie de “síndroma” anti-Nadal, factor que os impedem de apresentar o seu melhor ténis face ao “rei” do pó-de-tijolo. Falta saber se é uma espécie de “nacionalismo exacerbado”, ou se já esgotaram os seus argumentos face ao actual nº 2 ATP. Sinceramente, de Andy Murray e Novak Djokovic não espero muita coisa, isto suportado até nas últimas semanas, período que se exibiram com prestações confrangedoras.
Torneio Feminino
No torneio feminino, o quadro parece ser aberto, ainda que o regresso de Justine Hénin a Paris está a concentrar atenções. Será que a belga poderá encontrar Serena Williams? A acontecer, será nos quartos-de-final, mas não deixava de ser um encontro bem interessante. A detentora do torneio, Svetlana Kuznetsova, não tem estado no seu melhor, mas sabe-se que é uma tenista a ter em linha de conta. Aliás, a vitória de Maria Sharapova no recente torneio de Strasbourg, vem trazer mais um factor de interesse. Aliás, a tenista russa – uma das muitas tenistas talentosas do circuito – poderá encontrar… Justine Hénin bem cedo. As últimas semanas testemunham uma subida de produção das irmãs Williams, elas que se apresentam como aliás não pode deixar de ser, com bastante protagonismo. Já agora, fica aqui uma pequena nota sobre o encontro que abre o torneio: um interessante duelo entre Svetlana Kuznetsova, e a “pupila” de Van Grichen, a romena Sorana Cirstea.
Road to…Roland Garros III
Publicado por Bruno Santos em Bruno Santos - "Approach" às Maio 15th, 2010
O nº 1 mundial tem importante teste frente a D. Ferrer
O actual nº 1 mundial, Roger Federer, tem hoje um importante teste à sua actual condição. Depois de dois resultados algo modestos em Roma e no Estoril Open, o suiço defende o seu título na capital espanhola, precisamente no torneio que “arrepiou” caminho em 2009 para fazer história na capital francesa. Depois de ter encontrado E. Gulbis pela segunda vez em três semanas (desta vez nos quartos-de-final), Federer suplantou com alguma dificuldade o tenista letão. No entanto, o suiço não está no seu melhor. O seu serviço tem estado algo irregular, a sua direita tem estado no seu melhor, mas muito pontualmente, isto para já não falar no seu “calcanhar” de aquiles – a sua esquerda, que é cada vez mais explorada pelos seus grandes rivais – a sua derrota nas meias-finais no Estoril Open face a A. Montañes (um tenista longe de estar no Top mundial) é prova disso mesmo.
Nessa perspectiva, o seu compromisso de hoje frente a D. Ferrer nas “meias” de Madrid é um importante teste para Federer tendo em vista a capital da cidade francesa. Ferrer tem estado em grande forma, e tem evidenciado um ritmo íncrivel (que o diga A. Murray) e promete hoje complicar sobremaneira o “rei” do ranking ATP. Federer se quiser vencer tem de variar (e muito) o seu ténis, pois Ferrer se impôr o seu ritmo frenético, vai colocar em grandes dificuldades o nº 1 mundial. Respostas a serem dadas a partir das 19 horas, horário em Lisboa. A ver vamos…
Road to…Roland Garros II
Publicado por Bruno Santos em Bruno Santos - "Approach" às Abril 30th, 2010
O espanhol Fernando Verdasco está a empolgar os seus fâns com a temporada em curso no pó-de-tijolo. Depois de um torneio bem conseguido em Monte Carlo (apenas derrotado pelo seu compatriota R. Nadal na final, o-todo-poderoso na terra batida), o madrileno regista a excelente marca na sua superficie favorita de 12 vitórias e 1 derrota (desaire registado precisamente no jogo decisivo no principado). O madrileno bateu jogadores de primeira linha mundial, e hoje, nos quartos-de-final, em Roma, levou a melhor sobre o nº 2 mundial, o sérvio N. Djokovic. O espanhol, nº 9 ATP, está mais agressivo do que nunca, a sua direita bem afinada e consistente. Acima de tudo, está com grande confiança, falta saber até onde pode ir o ex-namorado de A. Ivanovic. Na minha opinião, tem um aspecto negativo a contrariar até Paris, o seu respeito (até demasiado) para o seu compatriota e amigo “Rafa”, talvez o melhor tenista na terra batida de todos os tempos… A acompanhar até ao Philippe Chatrier…
Road to…Roland Garros I
Publicado por Bruno Santos em Bruno Santos - "Approach" às Abril 29th, 2010
Hoje, tive a oportunidade de ver uma boa parte do encontro entre N. Djokovic e o brasileiro T. Bellucci, a contar para os “oitavos” em Roma. Gostei, sinceramente, do ténis do brasileiro que tem vindo pautinamente a evoluir de forma bem interessante. Longe do reportório de “Guga” ( o seu compatriota e ex-nº 1 mundial) , o jovem brasileiro “canhoto” ameaça, todavia, em pó-de-tijolo tornar-se um dos grandes “mestres” . O seu “saque” é muito bom (aliás, como mencionou o sérvio), ainda que tenha cometido algumas (até demais) duplas-faltas. De resto, abre bem os ângulos, possui consistência do fundo de court, e por último, tem uma direita de grande qualidade. Precisa, neste momento, é de uma coisa que ainda não conseguiu…bater um dos grandes “gigantes”. Neste encontro face a “Nole” desperdiçou quer no 1º set quer no 2º parcial, a vantagem de um “saque” acima. Uma vitória sobre um Top-5 mundial, deverá ”catapulta-lo” para outros “voos”. Uma das figuras a ter em atenção em Roland Garros…
O que se passa com Federer?
Estou a ver o final do encontro com o Gulbis, apenas vi 2 jogos, mas já posso dizer que se vencer será com muita sorte…
P.S.: Gosto do ‘lifting’ que fizeram ao Fórum Itálico.
Como será A. Roddick na terra batida?
Publicado por Bruno Santos em Bruno Santos - "Approach" às Abril 6th, 2010
Numa altura em que A. Roddick acaba de vencer o ATP 1000 de Miami, para além de “cair” na final de Indian Wells (d. I. Ljubicic), o que entra pelos olhos dentro é a maior agressividade do norte-americano, isto comparavelmente ao texano que vinha “arrastando-se” no circuito. E este termo utilizado, não significa que Roddick não aparecesse aqui ou acolá, no entanto, a vitória em Key Biscayne, fez regressar o ex-nº 1 mundial aos grandes triunfos, ele que já havia vencido quatro eventos dessa categoria – Cincinnati e Open Canada em 2003, Miami 2004 e Cincinnati 2006.
No entanto, desde a temporada de 2009, e muito provavelmente com a solidificação da sua relação com Larry Stefansky, o actual nº 6 ATP corre o risco de ameaçar o Top-mundial, não arrisco tanto como fazer parte do Top-3 mundial, mas porque não ameaçar triunfar num Grand Slam a curto-prazo? Para mim, mais do que algumas alterações introduzidas no seu jogo táctico, o norte-americano está mais crente nas suas potencialidades. E aqui deixo a pergunta…O que poderá A. Roddick fazer no pó-de-tijolo? Sabemos que não é a sua superficie favorita, no entanto, a terra batida está longe daquelas condições que tornavam o jogo bastante mais lento, isto comparavelmente ao Hard Court ou à relva…
O seu serviço continua a ser a sua principal “arma”, a sua direita o seu complemento. No entanto, como foi possivel ver na final de Miami frente a T. Berdych, o norte-americano sabe variar o tipo do seu jogo, ora subindo à rede para ali “volear”, ora sendo agressivo do fundo do court. Isto, para além da sua componente mental que parece mais “acreditar” nas suas possibilidades de ir mais além, além do seu “saque” muito potente e por vezes “cirúrgico” na forma como limita as respostas dos seus rivais.
ATP 1000 Miami: Federer derrotado por Berdych
Publicado por Bruno Santos em Bloguices, Fotos às Março 31st, 2010
Pela segunda-vez em pouco mais de duas semanas, Roger Federer é eliminado depois de ter desperdiçado um “par” de match-points. Sabe-se, como Thomas Berdych, é um dos mais talentosos tenistas do circuito, no entanto, não é menos verdade que para um nº 1 mundial que sabe aproveitar (e de que maneira), os momentos cruciais dos encontros, não deixa de ser estranho.
Acredito que cada vez mais teremos Federer para os “Majors”, mas será que se vai alhear desta maneira ? Depois de M. Baghdatis em Indian Wells, o suiço antecipou as suas férias, saindo derrotado em Miami nos “oitavos-de-final”. Isto, claro está, antes de atacar os eventos que vão da terra batida europeia (Estoril, inclusivé) até à relva de Wimbledon.
ATP 1000 Miami: Surpresas II
Publicado por Bruno Santos em Rubricas às Março 26th, 2010
Não foi preciso esperar muito para assistirmos à primeira grande surpresa no torneio de Miami. O encontro foi prejudicado pelo aprecimento de chuva. Primeiro o mesmo foi retardado em 3 horas, depois foi interrompido no final do 2º set. O. Rochus, já havia surpreendido na ronda inaugural (v. R. Gasquet), desta vez despachou o nº 2 mundial. “Nole” esteve algo apático o que se materializou em 11 duplas-faltas, e mais do que isso a derrota por 2/6; 7/6(5) e 6/4 perante o nº 59 ATP.
ATP 1000 Miami – Surpresas I
Publicado por Bruno Santos em Rubricas às Março 25th, 2010
Logo na 1ª ronda, Oliver Rochus (nº 59 ATP) protagonizou um dos mais surpreendentes resultados do dia do torneio de Miami – evento de categoria 1000. O “experiente” tenista belga venceu o gaulês Richard Gasquet pelos parciais de 7/6(2); 1/6 e 6/4.
Indian Wells – Notas Soltas
Publicado por Bruno Santos em Bloguices às Março 22nd, 2010
O torneio de Indian Wells acabou por ser algo atípico, isto na medida em que o Top-5 mundial tem vindo a demarcar a diferença nos grandes eventos (estou-me a referir ao torneio masculino). Dos grandes palcos, não poderemos dissociar os eventos de categoria “1000″, ainda que não recaia a mesma atmosfera ou transe competitivo, comparavelmente aos “Grand Slams”. Para isso, existem alguns e diversos factores, mas isso é outra história. Gostaria de deixar aqui algumas notas soltas sobre o que se passou no evento californiano:
Roger Federer – O suiço esteve longe do seu melhor. Acredito, até pela imagem que deixou na Califórnia, que aborde o evento de Miami de forma mais positiva, no entanto, penso que cada vez mais irá concentrar-se nos “Majors”. Acabou por “apanhar” M. Baghdatis num dia espectacular.
Novak Djokovic – O sérvio deu mostas de um desgaste que pareceu mais mental do que fisico. Terá um teste importante em Miami, ele que já venceu o torneio na Flórida em 2007. Foi surpreendido por um Ivan Ljubicic que parece “ressuscitar” para os grandes momentos.
Andy Murray – Talvez a mais desilusão em Indian Wells. É certo que foi batido por um “inacreditável” R. Soderling, no entanto, mais do que a sua impotência em dar a volta aos encontros, parece cada vez mais importar-se com a perfeição do que em desfrutar o seu ténis. Se optasse por não pensar tanto o jogo tacticamente, talvez as coisas lhe saissem mais “soltas”.
Rafael Nadal – O espanhol está a passar uma fase algo estranha. Parece querer “engatar” o seu ténis, e por vezes dá a ideia que a sua direita está a chegar ao “ponto de rebuçado”. No entanto, acaba por “apanhar” com um “outsider” vindo do nada – desta feita foi I. Ljubicic.
Andy Roddick – O norte-americano perdeu uma grande oportunidade para retornar aos grandes triunfos. A final não lhe correu bem, e se é verdade que chegou a dispôr de um “set point” no set inaugural, o tenista norte-americano nunca conseguiu o ascente do encontro decisivo. As pancadas de Ljubicic tinham uma característica diferente das suas: conclusivas, principalmente a direita.
Indian Wells (Outros)
Sinal + : Ivan Ljubicic (surpreendentemente “fresco” – quem diria que tem 31 anos ?)
Robin Soderling (pessoalmente, gosto cada vez mais de vê-lo jogar – a sua prestação frente a Murray foi inacreditável, principalmente no 1º set (tinha resposta para tudo).
Thomas. Berdych (mostrou porque é um dos mais talentosos do circuito). Carece um pouco mais de confiança.
Sinal – Marin Cilic (foi para mim uma grande decepção). Estava curioso para ver a sua prestação, no entanto, não foi capaz de confirmar os atributos que lhe valeram o melhor registo da temporada, até ao ínicio do evento californiano.
Os Franceses - De forma geral, os gauleses falharam todos. Tsonga foi aquele que chegou mais longe (carece de pressão para chegar aquele transe competitivo que o “transporte” no espaço e no tempo; Monfils continua algo irregular, já Simon à irregularidade soma-se a falta de confiança. Gasquet, continua a travessia no deserto.
Ele está de volta…
Não era um dos tenistas mais populares, mas foi nº 3 mundial. Aos 31 anos, consegue um título único na sua carreira: um Masters 1000 (depois de 3 finais perdidas). Seu nome é Ivan Ljubicic, um croata que poucos já se lembravam.

Foto: Getty Images
Uma boa oportunidade

Foto: Getty Images
Com um quadro facilitado, sobretudo com um afastamento precoce de Federer (que encontraria nos “quartos”), Andy Roddick tem uma boa oportunidade de fazer um “póquer” de Masters 1000 norte-americanos na sua carreira – Indian Wells, Miami, Montreal/Toronto e Cincinnati.
É verdade que na Europa (e, agora, Ásia também) não tem sido feliz nesta categoria de torneios, mas estes torneios (para já 4, com Cincinnati repetido) já ninguém os tira.
As derrotas de tenistas como Murray, Djokovic e, ontem, Nadal facilitam esta tarefa. A final será diante de um Ivan Ljubicic a tentar recuperar aos 31 anos um destaque que já teve, o favoritismo estará todo do lado do norte-americano.
Já Rafael Nadal perdeu a oportunidade de reconquistar a aura de campeão.
Indian Wells (Dia 5) Figura do dia
Publicado por Bruno Santos em Rubricas às Março 15th, 2010
Jie Zheng
Indian Wells (Dia 4) Figura do dia
Publicado por Bruno Santos em Notícias, Rubricas às Março 14th, 2010
Dois tenistas espanhóis estiveram em foco neste sábado na Califórnia. No sector feminino, Carla Suarez Navarro derrotou a detentora de Roland Garros 2009 e 1ª cs da prova norte-americana, a russa Svetlana Kuznetsova. O encontro foi decidido em três sets e mais do que isso, a tenista natural de Las Palmas protagonizou uma das grandes surpresas do dia. O outro competidor espanhol que deu nas vistas foi Guilherme Garcia Lopez. Derrotou o croata Marin Cilic que assim sofreu a sua 3ª derrota da temporada. Outro dos principais cabeças-de-série que caíu nesta 2ª ronda foi o gaulês Gilles Simon que de forma surpreendente saiu derrotado face ao seu compromisso frente ao “qualifyer” Brian Dabul (actual nº 175 ATP).
Torneio Masculino (Dia 3)
Era com particular interesse que Marin Cilic enfrentava o primeiro evento “1000″ da temporada. Com um excelente registo até ao ínicio do torneio “californiano (18 V e 2 D), o cs nº 8 em Indian Wells acabou por ser derrotado pelo espanhol Guilherme Garcia Lopez, actual nº 49 do ranking mundial. Em apenas dois sets – 7/6(1) e 6/0(!), o tenista croata foi assim prematuramente eliminado do evento norte-americano (2ª ronda), num encontro que teve a duração de 1 h 32 m. Quem não se apresentava tão bem em Indian Wells, era o gaulês Gilles Simon – 16º cs e 21º ATP, no entanto, não era muito espectável que fosse derrotado por um argentino nº 175 mundial. Porém, foi mesmo isso que aconteceu. O qualifyer” Brian Dabul acabou por vencer em dois sets ao cabo de pouco mais de 1 h e 30 m de encontro (7/5 e 6/4).
Nos restantes encontros os favoritos com mais ou menos dificuldade ultrapassaram os seus obstáculos. O nº 2 mundial, o sérvio Novak Djokovic, repetiu o êxito que havia conseguido na final do torneio em 2007 (d. M. Fish), no entanto, não só teve a necessidade de enfrentar um 3º set, como ainda sofreu um estranho parcial no set 2 – 0/6. Num set que esteve algo apático, “Nole” desceu todos os seus níveis exibidos até então – percentagem de 1º saques, pontos vencidos no 1º bolar (46%) e ainda uma percentagem confrangedora no 2º serviço – apenas 31%. No set decisivo, Novak pareceu fazer “clique” novamente, comandando novamente o encontro em todos os capítulos do jogo, e consequentemente acabou por fechar o encontro com os parciais de 6/1; 0/6 e 6/2. Destaque ainda para a vitória de Ivan Ljubicic frente ao teenager norte-americano Ryan Harrison que havia surpreendido na ronda inaugural. Nicolay Davydenko (d. E. Gulbis) e Rafael Nadal (d. R. Shuettler) venceram de forma natural os seus opositores, enquanto Fernando Verdasco, Tomas Berdych e John Isner, entre outros, “carimbaram” a presença na 3ª ronda.
Torneio Feminino (Dia 4)
Com a 2ª ronda do torneio feminino realizada, continuaram as “rolar” cabeças no torneio californiano. Depois de Justine Hénin ou Li Na (no dia anterior), foi a vez da principal cabeça-de-série ser derrotada em Indian Wells. Svetlana Kuznetsova não conseguiu confirmar as suas credenciais e saiu derrotada pela espanhola Carla Suarez Navarro – 6/4; 4/6 e 6/1 foram os parciais. Para além da moscovita houve outras duas pré-designadas a dizer “adeus” ao milionário torneio norte-americano. A eslovaca Daniela Hantuchova (21º cs) saiu derrotada pela italiana Roberta Vinci – recorde-se que a tenista transalpina havia vencido na ronda inaugural a jovem Melanie Oudin. A protagonizar um excelente torneio, a actual nº 57 do mundo venceu pelos parciais de 6/3 e 7/5, e dessa forma ganhou vantagem no confronto directo sobre a sua rival (2 v e 1 d). A outra cs que foi derrotada foi a sérvia Ana Ivanovic que esteve uma vez mais abaixo daquilo que pode produzir. Frente à letã Anastasija Sevastova, a 24ª pré-designada “cedeu” pelos parciais de 2/6 e 4/6. Com este resultado, a ex-nº 1 mundial deverá sair fora do Top-50 mundial. Victoria Azarenka (3ª cs), Jelena Jankovic (6ª), Flavia Penneta (9ª) e Samantha Stosur (8ª) foram outras triunfadoras do dia em Indian Wells. Numa altura que se inicia já na Califórnia a jornada deste domingo, recorde os resultados da noite passada/madrugada em Lisboa, perspectivando desde já os “duelos” deste domingo.
Indian Wells (Dia 3) – Figura do dia
Publicado por Bruno Santos em Notícias, Rubricas às Março 13th, 2010
Gisela Dulko
Numa jornada marcada pela sessão nocturna toda ela dedicada a fins humanitários (espectáculo onde participaram R. Federer, P. Sampras, R. Nadal, S. Graf, entre outros), o dia teve alguns resultados inesperados com as eliminações de J. Hénin, Na Li ou Alona Bonarenko (isto no torneio feminino), já no quadro masculino, os dissabores de R. Gasquet e de W. Odesnik foram aqueles que se destacaram.
Torneio Masculino (Dia 2)
Esta sexta-feira, concluiu-se a 1ª ronda do quadro ATP, como se sabe ainda sem os 32 pré-designados que beneficiaram de um “Bye” para surgir de forma directa na 2ª eliminatória. Ainda assim, já houve alguns resultados de destaque. A derrota de R. Gasquet perante o germânico S.Greul foi uma dessas surpresas. O tenista germânico bateu o seu rival num encontro resolvido em 2 tie-breaks. Mais efectivo, o actual nº 58 ATP empatou assim o confronto entre os dois antagonistas, “empurrando” para fora de Indian Wells, um tenista que tarda em confirmar as suas credenciais. Por outro lado, W. Odesnik, ele que vinha demonstrando alguma consistência nas suas exibições, não foi capaz de bater o ucraniano S. Stakhovsky. O tenista europeu venceu facilmente com os parciais de 6/1 e 6/4. De sublinhar também as vitórias de D. Nalbandian (d. S. Koubek), J. Blake (d. Gimeno-Traver) e N. Almagro (d. M. Zverev).
Torneio Feminino (Dia 3)
Simultaneamente, ao torneio masculino, iniciou-se a disputa dos encontros a contar para a 2ª ronda do evento WTA. Dessa forma, entraram já em “cena” algumas das favoritas ao título, sendo de sublinhar as eliminações de algumas dessas protagonistas. À cabeça, desde logo, a derrota da ex-nº 1 mundial, a belga J. Hénin. Com efeito, a finalista do Austrália Open 2010, cedeu perante a argentina G. Dulko. Curiosamente, as duas rivais tinham-se encontrado por uma única vez e precisamente em Indian Wells. Foi no ano de 2006, altura em que a tenista europeia venceu sem grandes problemas (6/3 e 6/2). Desta vez, Dulko vingou-se desse desaire e “registou” uma vitória que lhe dará certamente muita confiança para os futuros compromissos. O encontro teve a duração de duas horas e os parciais de 6/2; 1/6 e 6/4.
No entanto, caíram outras cabeças-de-série esta sexta-feira na Califórnia. Foi o caso da chinesa Na Li (7ª cs). A tenista oriental não foi capaz de confirmar o estatuto de pré-designada, e acabou derrotada pela “qualifyer” britânica E. Beltacha – 7/6(6); 2/6 e 7/6(7) foram os parciais. Nesta jornada cairam ainda mais 3 pré-designadas – S. Lisicki (22ª), A. Wozniak (30ª) e Medina Garrigues (29ª). A tenista germânica foi incapaz de se superiorizar à norte-americana J. Craybas (ainda que tenha desistido por problemas fisicos no 3º set). Já, a canadiana foi amplamente derrotada pela belga K. Klipkens (1/6; 2/6). Medina Garrigues perdeu em 3 sets para a “wild-card” australiana A. Molik que registou uma boa vitória com os parciais de 6/4; 5/7 e 7/6(3). A dinamarquesa
C. Wozniacki (2ª cs) necessitou de 3 sets para seguir em prova. A sua opositora – V. King -, ofereceu boa réplica e obrigou a dinamarquesa a virar o rumo dos acontecimentos para seguir em frente (5/7; 6/2 e 6/4). Dia positivo foi para as tenistas russas que entraram em acção. E. Dementieva (4ª cs), M. Sharapova (10ª), N. Petrova (16ª) e M. Kirilenko (32ª) venceram respectivamente O. Govortsova e V. Dushevina (estas em 3 sets), e V. Razzano.
Indian Wells (Dia 2) – Figura do dia
Publicado por Bruno Santos em Notícias, Rubricas às Março 12th, 2010
Ryan Harrison
O dia 2 do Torneio de Indian Wells ficou marcado pela vitória de um jovem de 17 anos, no caso, o norte-americano Ryan Harrison. O teenager norte-americano ludibriou o seu compatriota e experiente, Taylor Dent, “carimbando” assim a presença na 2ª ronda da prova californiana. Em termos globais, e quando se jogou a 2ª jornada da prova feminina, registou-se já alguns resultados bem curiosos. No sector masculino, não se registaram surpresas de maior. Entre alguns dos protagonistas algumas referências curiosas.
Torneio Masculino (Dia 1)
Entre os homens, as atenções estiveram centradas na vitória de Ryan Harrisson que desta forma, tornou-se o mais jovem tenista a vencer um encontro em Indian Wells desde Rafael Nadal em 2004. Pelos parciais de 6/3 e 6/4, o tenista originário do Estado do Louisiana, venceu o experiente Taylor Dent num encontro que teve a duração de 1 hora e 11 minutos. Nos restantes embates da jornada, sublinha-se as vitórias de Ernest Gulbis (d. M. Chiudinelli), pelos parciais de 3/6; 6/3 e 6/3, o triunfo do espanhol Carlos Moya (d. T. Smyczek), e a vitória do finalista de 2007, o “anfitrião” M. Fish (d. M. Berrer).
Torneio Feminino (Dia 2)
Na variante feminina, realce para as derrotas de quatro “prodigios” do ténis WTA. Para além de Michelle Brito, a croata de 16 anos (Ajla Tomljanovic), a austríaca Tamira Paszek e principalmente a norte-americana Melanie Oudin, ficaram-se pela 1ª ronda da prova. A tenista croata, actual nº 224 do mundo, cedeu perante outra tenista com futuro no circuito, a sua compatriota Petra Martic. A actual nº 75 do muundo venceu em dois parciais (7/6 e 6/1). Já, Tamira Paszek (nº 179 WTA) cedeu perante a experiente francesa Julie Coin – 4/6 e 3/6 foram os parciais. Por último, a grande promessa do ténis norte-americano, Melanie Oudin, não foi capaz de ultrapassar a italiana Roberta Vinci. O encontro teve a duração de 1 hora e 44 minutos e foi favorável à tenista europeia pelos parciais de 3/6; 6/3 e 6/0(!).
Resultados integrais da prova (incluindo alguns resultados já da jornada de hoje)













