‘Análises e Reportagens’
Masters 1000 Indian Wells – Antevisão quartos-de-final
Publicado por Bruno Santos em Análises e Reportagens às Março 20th, 2009
(2)Roger Federer vs (10)Fernando Verdasco 2:0
Que grande embate se perspectiva entre o antigo nº 1 mundial e o espanhol Fernando Verdasco. Este último apresenta-se na Califórnia a jogar de uma forma fantástica – aliás como o fez em Melbourne. No mano-a-mano, Federer lidera por duas vitórias a zero, curiosamente sempre no Masters 1000 – como agora é designado – em Hamburgo (última vez das quais no ano de 2008). Aliás, nesses encontros em terra batida, o suíço não perdeu qualquer set. No entanto, Verdasco depois de ajudar a Espanha a vencer a edição 2008 da Taça Davis – em Mar del Plata – surgiu no novo ano a jogar de uma forma incrível. Em todo o caso, o suíço até pelo seu estatuto é o favorito a defrontar Andy Murray na meia-final.
(1) Rafael Nadal vs (6) Del Potro 3:0
Rafael Nadal, depois de ter vencido David Nalbandian, num jogo épico em que “salvou” cinco match-points , irá discutir com o argentino Del Potro uma vaga nas meias-finais. Num encontro em que parte como grande favorito, o actual nº 1 mundial está a elevar o seu ténis a um nível íncrivel, e no qual os adjectivos já são parcos para os “transportar” para fora do “court”. Del Potro, por outro lado não tem nada a perder. Até agora fez um percurso regular, ainda que não tenha defrontado um tenista que pudesse por em causa o seu nível. No último “duelo” entre os dois, no circuito ATP, Nadal venceu em Miami no ano passado – 6/0 e 6/4 foram os parciais.
(2) N. Djokovic vs A. Roddick 2:2
Mais um duelo que se perspectiva explosivo. Djokovic , que defende o título, terá aqui um osso bem duro de roer. “Nole” tem feito um torneio razoável, no entanto, o seu nível está muito longe do exibido, por exemplo no inicio de 2008. O seu duelo frente a Wawrinka, nos oitavos-de-final, foi prova disso mesmo, tendo conseguido um apuramento muito sofrível. Já Roddick apresenta-se num momento mais regular, pelo que terá condições de surpreender o sérvio. No confronto directo regista-se um empate a duas vitórias. No Masters 1000 do Canadá, em 2008, Djokovic venceu em dois sets (7/6 e 6/4) no último duelo realizado a contar para o circuito profissional.
ATP e WTA Indian Wells – Quais as grandes atracções?
Publicado por Bruno Santos em Análises e Reportagens às Março 12th, 2009
Existem várias perguntas que provavelmente estes torneios – ATP 1000 e o WTA Premier – a realizar-se em Indian Wells, no torneio milionário californiano irão responder. Podemos sempre colocar a questão ao contrário: quais são as atracções deste “mega-torneio”, reconhecido por muitos como uma espécie de “quinto grand slam”, até pelo número de tenistas presentes. Continue a ler o artigo… »
Taça Davis: Resenha histórica
Publicado por Bruno Santos em Análises e Reportagens às Março 4th, 2009

Espanha, a última vencedora da prova (Foto Paul Zimmer)
Com o ínicio da Taça Davis (versão 2009), a iniciar-se no próximo fim-de-semana, fazemos aqui uma breve resenha histórica de uma prova única no meio tenístico mundial, pela sua tradição e principalmente pelo entusiasmo único à volta dos diversos courts de ténis de todo o mundo. Esta mesma resenha faz-lhe uma breve “história” como a prova começou, os grandes dominadores, bem como as principais alterações ao longo da mesma.
ATP 500 Dubai: Djokovic de volta aos troféus
Publicado por Bruno Santos em Análises e Reportagens às Fevereiro 28th, 2009

Dubai: Djokovic vence o seu 1º troféu do ano (Foto Getty Images)
Depois de um ano de 2008 muito bom, Novak Djokovic voltou aos seus melhores momentos. O sérvio nº 3 do ranking mundial, venceu o seu primeiro troféu em 2009, e o seu 12º triunfo ATP em 18 finais disputadas. Para isso, “Nole”, de 21 anos, levou de vencida o espanhol David Ferrer, em dois parciais (7/5 e 6/3). Foi uma final repartida, ainda que nos momentos decisivos o sérvio CS nº 1 do torneio, tenha-se superiorizado através de um ténis mais agressivo, comparavelmente ao ténis do espanhol.
Dubai um pouco mais pobre…
Publicado por João Saro em Análises e Reportagens às Fevereiro 24th, 2009
De um elenco luxuoso que incluía o temível top-4 do circuito e que apenas não apresentava dois top-10, o torneio do Dubai acabou por ficar desfalcado à última da hora. Não que não continue a fazer inveja à maior parte dos torneios do circuito com nomes como Novak Djokovic e Andy Murray. E ainda tem Gilles Simon que é o terceiro top-10 do elenco final, já o espanhol David Ferrer chegou aos Emirados Árabes Unidos fora dessa condição.
De fora, Rafael Nadal, Roger Federer, Andy Roddick ou Fernando Verdasco deixam um sabor amargo para a organização que tem tentado fazer do torneio do Médio Oriente um autêntico 10º Masters Series. Com mais de 2 milhões de dólares em prémios monetários, fora os “chachets” pessoais, tornou-se nos últimos anos num torneio muito atractivo para quase todas as estrelas do circuito.
Ainda por saber quais os efeitos da reestruturação do circuito, Dubai terá de aguardar para 2010 para atrair um quadro invejável.
Enquanto isso, quem desdenha um quadro com Djokovic e Murray? Continua a ser o principal torneio da semana!
Acapulco, apesar de ter apenas um top-10, tem um quadro interessante. Já Delray Beach continua a ser o torneio ideal para a segunda linha do circuito antes dos Masters 1000 de Indian Wells e Miami.
A rivalidade que já é uma lenda viva
Publicado por João Saro em Análises e Reportagens às Janeiro 31st, 2009

Nadal e Federer defrontam-se pela 8ª vez num Grand Slam (Foto: Michael Steele/Getty Images)
De geração em geração, o ténis sempre teve o condão de produzir uma rivalidade mediática entre dois tenistas. Borg/McEnroe ou Sampras/Agassi, talvez os dois maiores exemplos dos já “arquivados”, mas a rivalidade entre Roger Federer e Rafael Nadal já tomou há muito os seus contornos especiais e é séria candidata a transcender as restantes. O suíço é já considerado, por grande parte dos especialistas, como o melhor tenista de sempre. O espanhol é apontado como o melhor tenista de terra batida e apelidado como o melhor nº 2 de toda a história até destronar Federer do primeiro lugar.
Bernard Tomic segundo a fita métrica
Publicado por João Saro em Análises e Reportagens às Janeiro 22nd, 2009
O tema foi levantado no Fórum Luso Ténis pelo Filipe Simões (mais conhecido por “Gaudio”)*: “Bernard Tomic não será alto demais”?
Quem o viu em court no Australian Open deve ter reparado na sua elevada estatura. Pesquisando na página do Tennis Australia confirmam-se as aparências. Ainda só passaram 3 meses sobre o seu 16º aniversário e já conta com 1,91 m na sua última medição oficial. Invulgar nestas idades!
Confesso a ignorância no que toca à parte científica das questões sobre crescimento, mas pensando que Tomic ainda está a crescer e deverá passar os 2 metros de altura, não poderá ser um entrave a uma ambição ou expectativas legítimas dos seus feitos enquanto júnior. Na Austrália, certamente que já se pensa nele como um futuro “Hewitt” e a verdade é que é a melhor promessa do ténis mundial masculino, não só da actualidade, mas porventura desde Nadal e Gasquet.
Com mais de dois metros terá de trabalhar muito bem certos aspectos, beneficia-se do serviço e jogo de rede, perde-se em movimentação. Sampras, Federer e Nadal “dizem-nos” que o ideal é 1,85m! No top-10, a maioria tem entre 1,80m e 1,90m, apenas Juan Martin Del Potro ultrapassa estas medidas e fica a 2 centímetros dos 2 metros.
Obviamente, não se está aqui a colocar em causa o prodígio deste jovem australiano, mas Tomic e Boluda há muito que entraram nas discussões dos fóruns internacionais. Prevê-se para eles um futuro risonho e que constituam a base de um novo domínio no circuito. Até que ponto estes pormenores não ditarão o destino destes tenistas? E haverá uma altura ideial que filtre os grandes campeões?
* A partir de hoje, o Luso Ténis e este blog contam com mais um membro. Referido neste artigo por coincidência de tema, Filipe Simões junta-se à redacção e à nossa equipa. Que seja muito bem-vindo e o desejo de excelentes artigos!
Antevisão Australian Open 2009 – Masculinos
Publicado por João Saro em Análises e Reportagens às Janeiro 21st, 2009
Com uma ronda já decorrida – e, desde já, com a surpresa de 16 anos Bernard Tomic -, este é um dos raros Grand Slams dos últimos anos em que tudo se encontra em aberto em relação ao principal favorito ao título. O mais que provável é que o vencedor saia da lista do top-4 do ranking ATP: o espanhol Rafael Nadal, o suíço Roger Federer, o sérvio Novak Djokovic e o escocês Andy Murray. Todos eles contam com prós e contras!
Rafael Nadal – É ainda olhado com desconfiança nos hardcourts. O tenista espanhol tem o primeiro posto seguro, mas começa 2009 com a pressão de provar de que é capaz conseguir algo mais nos Grand Slams de superfície dura e que está apto a defender a sua posição no ranking.
Roger Federer – Está a um passo do record de Sampras e do seu 14º título no Grand Slam. Poderia ter o favoritismo próprio de quem tem dominado os hardcourts nos últimos anos (incluindo o último, US Open 2009), mas as derrotas de Andy Murray voltaram a preocupar os seu fãs. E como vai lidar com a pressão nos momentos cruciais quando, agora, tem 3 rivais de topo na mesma luta.
Novak Djokovic – Detentor do título, candidato natural pela sua qualidade e adpatação a este torneio, mas com uma pré-época que desiludiu. Perdeu na ronda inaugural em Brisbane, pediu convite para Sidney e desperdiçou a hipótese de ultrapassar Federer nas meias-finais frente a tenista de segunda linha.
Andy Murray – O tenista do momento! Arrebatou títulos naqueles que foram, talvez, os dois torneios mais importantes de pré-época: Abu-Dhabi e Doha. O primeiro uma exibição de luxo em que derrotou Federer e Nadal, depois no Qatar com nova vitória sobre Federer. Falta saber se consegue transpor isso para um Grand Slam.
O sorteio ditou a possibilidade de Nadal e Murray se cruzarem nas meias-finais, tal se sucedendo a Federer e Djokovic. À partida, desfavorável a Nadal caso o top-4 arrase a concorrência. Entretanto, o suíço pode repetir a final de 2004 e as meias-finais de 2005 frente a Marat Safin logo na 3ª ronda. Já o espanhol pode apanhar os imprevisíveis Richard Gasquet ou Fernando González nos oitavos-de-final
A surpresa da praxe
O primeiro Grand Slam da época é conhecido pelas suas surpresas. Baghdatis, Gonzalez e Tsonga tornaram-se na figura do torneio ao chegarem à final em 2006, 2007 e 2008, respectivamente. Se tivessem sido previstos, não seriam supresas, certamente, mas convém lembrar alguns nomes que podem causar sensação. Não acreditando que Bernard Tomic, a estrela australiana em ascenção de apenas 16 anos, vá conseguir prolongar o feito da 1ª ronda por muito mais tempo, é bom lembrar nomes como o lituano Ernest Gulbis ou mesmo de antigos “top-10″ como Richard Gasquet e Tomas Berdych. Nota para tenistas mais experientes, como o argentino David Nalbandian que já provou que consegue provocar muitos estragos quando menos se espera. Será que os quatro favoritos irão permitir que alguém faça alguma “gracinha”?
Antevisão Australian Open 2009 – Femininos
Publicado por Bruno Santos em Análises e Reportagens às Janeiro 20th, 2009
O quadro feminino, do primeiro grand slam da temporada, tem tudo para ser o mais equilibrado dos últimos anos, estando diversas tenistas com legítimas aspirações ao título. Com a ausência da actual detentora do AO – a russa Maria Sharapova, devido a lesão – e com a finalista vencida do ano passado, Ana Ivanovic, denotando algumas dificuldades nomeadamente no aspecto mental, as irmãs Williams, a sérvia Jankovic e algumas tenistas russas, perfilam-se como as jogadoras mais capazes de triunfarem em Melbourne Park.
A actual nº 1 mundial, Jelena Jankovic, tem mais uma hipótese de “calar” os seus críticos, que não se “esquecem” de lembrar a sérvia que foi a primeira jogadora da história do ténis a chegar ao posto mais elevado do circuito WTA, sem um único título dos grand slams no seu palmarés. A jovem de 23 anos, enfrenta um quadro em que poderá encontrar a russa Vera Zvonareva, nos quartos de final, uma tenista cuja regularidade tem sido muita boa sendo as duas jogadoras que mais torneios jogaram no ano de 2008. A 7ª pré-designada é uma das boas jogadoras de leste sendo em conjunto com as suas compatriotas Dinara Safina (actual nº 3 WTA), e Elena Dementieva (4ª do ranking mundial) – jogadora que já tem dois títulos em 2009 (em Auckland e Sidney), as tenistas com mais argumentos para realizar um grande torneio.
Se a irmã de Marat Safin, encontra-se no quadro superior tendo possibilidades de “defrontar” a sérvia Ana Ivanovic nos quartos de final – seria uma repetição da final de Roland Garros de 2008, a sua compatriota Dementieva, encontra-se no quadro inferior. A actual medalha de ouro dos JO de Pequim, parece não ter um quadro muito complicado até aos quartos de final, altura em que pode vir a confrontar-se com a detentora do titulo em Wimbledon – Venus Williams. De resto, a segunda parte do quadro inferior poderá ser bem mais “excitante” com as presenças de S. Kuznetsova – apesar da sua má forma – da bielorussa Victoria Azarenka e a outra irmã Williams – Serena, nº 2 do ranking mundial.
Todavia, existe um lote de “jovens” tenistas, que aspiram a boas “perfomances”, caso da já referida V. Azarenka – pupila do português, Antonio Van Griechen (venceu o WTA de Brisbane, na primeira semana oficial da época), bem como a dinamarquesa Caroline Wozniacki. Ao mesmo nível, sublinhamos o talento de Alize Cornet, K. Kanepi, e mesmo a emergente eslovaca D. Cibulkova.
Quando escrevemos este artigo, a polaca Agnieska Radwanska protagonizou a primeira surpresa do torneio, pela negativa, perdendo face à ucraniana nº 59 do mundo, Kateryna Bondarenko. Certamente ao longo da próxima semana e meia iremos ter espectáculo e emoção num quadro muito diversificado, não estando de parte uma surpresa até pela habitual “precocidade” em termos temporais, em que o Australian Open se disputa.
