‘Especiais’


Temporada 2010: Antevisão do ano

Introdução

A nova temporada que começa oficialmente no próximo domingo, em Brisbane, está coberta de grandes expectativas quer no circuito profissional masculino (ATP Tour), quer no circuito WTA. Os grandes denominadores de 2009, Roger Federer, no circuito masculino, e Serena Williams, no circuito feminino, partem com pressupostos mais ou menos semelhantes. Não estando ambos no fim das suas respectivas carreiras, deverão concentrar-se nos grandes palcos, pelo que o ranking mundial nesta altura das suas ambições, não deverão constituir prioridades nos seus trajectos. O helvético depois de ter ultrapassado a marca de 14 GS (na circunstância de Pete Sampras), e sendo agora “chefe de família”, não deverá ser tão consistente e simultaneamente tão disponível como em anos anteriores. Já, Serena Williams, deverá ter uma concorrência muito forte, mais a mais depois dos retornos da impressionante Kim Clijters (vencedora do US Open em Agosto último), e de Justine Hénin, que marca o retorno à competição oficial em Brisbane.

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Temporada 2010: Pré-época do circuito WTA

Depois, de termos passado uma breve resenha sobre as novidades do circuito ATP, hoje, iremos ver o que se passou de mais relevante com as tenistas que fazem as delicias do circuito WTA. Num ano que promete ser algo “entusiasmante” com os regressos de Justine Hénin e K. Clijters, esta última depois de ter vencido o US Open 2009, as novidades são mais do que muitas.

Justine Hénin está de regresso ao circuito WTA (Photo by Ezra Shaw/Getty Images Sport)

Justine Hénin é uma das grandes novidades do circuito WTA para 2010 (Foto Getty Images)

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Temporada 2010: Pré-época do circuito ATP

Quando estamos a pouco menos de uma semana para o ínicio da temporada 2010 – tanto no circuito profissional masculino (ATP), quer no circuito feminino, deixamos aqui as principais notas desta pré-temporada. Os principais tenistas, torneios e ademais novidades/curiosidades, tudo será argumento para o informar daquilo que se passou nos últimos trinta dias (aproximadamente). Hoje, faremos uma breve resenha dos principais tenistas do circuito masculino.

Tenistas

Roger Federer : O actual nº 1 mundial foi eleito pelo ITF como o tenista do ano de 2009. O suiço que, já esta semana, estará em competição (Torneio de Exibição de Abu Dhabi), já revelou o seu programa para 2010 (salvo algum imprevisto). Como se sabe, o Estoril Open, é um dos eventos que o suiço deverá estar presente. Confira aqui os respectivos torneios. Entretanto, foi revelado que Roger, apresentar-se-à nesta nova temporada com uma nova raquete. A sua nova raquete é o último modelo da Wilson e na qual se destaca a sua sensibilidade. A nova “amiga” de Federer é produzida com fibras de pedra natural de vulcão. Todos os seus fâns poderam ser “brindados” com uma foto da familia “Federer”, na sua página oficial na internet, bem como o desejo de um bom natal.

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Fed Cup 2009: Sorteio da final

Hoje, foi o dia zero da final 2009 da Fed Cup. O sorteio realizou-se hoje, concedendo a Flavia Penneta e a Alexa Glatch a honra de abrir as hostilidades. A Itália parte como favorita, Melanie Oudin será o efeito surpresa da equipa norte-americana que terá que intrometer-se na qualidade da nº 1 italiana, F. Penneta e a maior experiência por parte de F. Shiavone. Como sempre neste tipo de competições, o primeiro dia poderá ser decisivo, e se Penneta é a grande favorita do encontro inicial, M. Oudin tentará surpreender Shiavone no 2º singular.

Aqui fica o sorteio, o perfil das tenistas (clique no nome da tenista) e os registos do confronto directo:

1ª dia

F. Penneta (nº 10) – A. Glatch (nº 132) – (0:1)

F. Shiavone (nº 16) – M. Oudin (nº 49) – (1:0)

2ª dia

P. PennetaM. Oudin (0:0)

F. ShiavoneA. Glatch (0:0)

S. Errani/R. VinciL. Huber/V.King

Inicio da eliminatória : Sábado, 11 horas locais (10 h em Lisboa)

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Fed Cup 2009: “Especial” – Road to Final II

M. Oudin apresenta-se como nº 1 americana (Getty Images)

M. Oudin apresenta-se como nº 1 americana (Getty Images)

Depois de termos conhecido ontem o trajecto da equipa italiana até esta final, iremos hoje traçar o caminho da selecção norte-americana. A capitã, M. J. Fernandez, irá tentar levar para os Estados Unidos a sua 18ª Fed Cup da sua história, ainda que o último troféu tenha sido erguido pela última vez em 2000. Pese esse facto, a equipa do país do Tio Sam parte em nítida desvantagem teórica, até porque as suas melhores tenistas (Serena e Venus Williams mostraram-se indisponiveis para competir na final deste ano). Assim, Melanie Oudin, Alexa Glatch, Liezel Huber e Vania Ving irão tentar contrariar o favoritismo transalpino.

1ª Ronda: USA 3 Argentina 2

Na ronda inaugural, o seleccionado norte-americano recebeu a equipa azul-celeste numa eliminatória só decidida no encontro de pares. Mais uma vez, as irmãs Williams não se apresentaram disponiveis pelo que a tarefa complicou-se um pouco. Jill Craybas, Melanie Oudin, Liezel Huber e Julie Ditty foram as protagonistas. No primeiro dia, o equilibrio foi a nota dominante – J. Craybas deu vantagem à equipa da casa vencendo a nº 2 sul-americana – Betina Jozami (6/2 e 6/1), para depois a “estrela” alvi-celeste, Gisela Dulko, igualar a eliminatória (6/2 e 7/5 perante Oudin). No 3º e 4º singulares, Dulko e Oudin defenderam bem o estatuto de “estrelas da companhia”, vencendo J. Craybas e B. Jozami, respectivamente. Com estes resultados a decisão da eliminatória foi remetida para o encontro de pares, na qual J. Ditty e a especialista na variante, L. Huber superiorizaram-se perante Dulko/Jozami. Uma vitória bem suada da selecção da casa que deixaram em delirio os seus fãns presentes em Surprise, no estado do Arizona.

Meias-finais: Rep. Checa 2 USA 3

A cidade checa de Brno acolhia a meia-final entre a selecção local e os Estados Unidos da America. Uma meia-final bem equilibrada era o que se esperava perante duas selecções com pergaminos na história da prova. A Rep. Checa tinha vencido a selecção espanhola nos quartos-de-final, e tinha argumentos para chegar à final da prova. Iveta Benesova, Petra Kvitova, Lucie Safarova e Kveta Peschke pareciam ter uma equipa mais homogénea comparavelmente à selecção vinda do continente norte-americano. Desta vez, M. Jo-Fernandez tinha chamado Mattek-Sands, as “repetentes” Liezel Huber e Melanie Oudin e a jovem Alexa Glatch. A eliminatória começava com uma vitória normal de Kvitova sobre Mattek-Sands (6/3 e 7/6), o que poderia indiciar uma vantagem importante para a selecção europeia. No entanto, no 2º encontro de singulares, a nº 1 checa, Iveta Benesova, não conseguiu dar o segundo ponto à sua selecção depois de ter perdido para Alexa Glatch com parciais muito duros (1/6 e 2/6). Safarova substituiu Benesova no terceiro singular, estratégia que deu frutos, já que a tenista nº 40 WTA venceu Mattek-Sands em dois parciais (6/3 e 6/1). A equipa norte-americana a perder por 1/2 não desistiu e conseguiu dar a volta à eliminatória – primeiro com a vitória de Glatch sobre Kvitova (6/2 e 6/1), e depois no encontro decisivo na variante de pares. L. Huber e Mattek-Sands venceu o par checo formado por Benesova e Peschke num encontro frenético e que poderia ter caído para um ou para o outro lado. A selecção checa ainda venceu o set inaugural, mas depois a equipa norte-americana venceu os dois sets seguintes (7/6 e 6/1).

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Fed Cup 2009: “Especial” – Road to Final

R. Vinci tem sido preciosa com S. Errani em "pares" (Getty Images)

R. Vinci tem sido preciosa com S. Errani em "pares" (Getty Images)

Itália e Estados Unidos chegam a Reggio Calabria com um trajecto bem dificil, e se a selecção capitaneada por M. Jo-Fernandez venceu a Argentina e a Rep. Checa até esta final, o seleccionado transalpino venceu a sempre complicada selecção da França e a detentora do título, Rússia. A equipa europeia parece partir com amplo favoritismo, não sendo de desconsiderar o apoio do público da casa para apoiar ainda mais F. Penneta e Ca. Hoje, iremos recordar o trajecto até esta final da selecção que joga em casa:

1ª Ronda – França 0 Itália 5

O “Palácio dos Desportos” em Orleans, foi palco de uma eliminatória que se esperava mais equilibrada. A equipa da casa apresentava A. Mauresmo e A. Cornet para contrapôr a equipa transalpina – F. Penneta e F. Schiavone representavam as cores romanas. Logo no 1º dia, a nº 1 italiana venceu A. Mauresmo – antiga nº 1 mundial – ainda que a tenista da casa tenha vencido o set inaugural. O ponto seguinte era fundamental, e com A. Cornet a protagonizar uma boa metade da época não era impossivel a igualdade da equipa da casa. No entanto, F. Shiavone, não ficou nada impressionada com a “emergente” tenista gaulesa e colocou a equipa da casa numa posição bem complicada na eliminatória.

Depois de uma complicada derrota face a Shiavone (1/6; 6/2 e 6/8), A. Cornet sentiu a pressão no 2º dia para dar ainda uma réstea de esperança para a reviravolta na eliminatória. Ainda por cima, F. Penneta atravessava um bom período. Penneta não se inibiu, colocou ainda mais pressão sobre Cornet que detém uma direita muito frágil. Partindo desse pressuposto, a nº 1 italiana não se rogou, e garantiu desde logo a Itália nas meias-finais da prova. Com três vitórias para a equipa da Itália, os restantes dois confrontos serviam apenas para cumprir calendário. Ainda assim, a nº 3 transalpina (Sara Errani) venceu uma desmoralizada A. Mauresmo no quarto singular. No encontro de pares, S. Errani e R. Vinci venceram a dupla gaulesa S. Bremond/N. Dechy. A selecção da casa apresentava uma equipa que não era a melhor do momento – recordo as ausências de tenistas como M. Bartoli ou V. Razzano, mas a equipa italiana apresentou-se fortissima.

Meias-Finais: Itália 4 Rússia 1

Seguiu-se a Rússia. Desta feita, a equipa italiana contava com os seus fâns para apoiar as suas talentosas jogadoras. No entanto, do outro lado da rede, F. Penneta, F. Schiavone  e Ca. iriam ter as detentoras do título – a Rússia. Com um leque bastante alargado de escolhas, o seleccionado encarnado chegou a Nova Yardinia com S. Kuznetsova, N. Petrova, A. Chakvetadze e a jovem A. Pavlyuchenkova para tentar chegar à sua terceira final consecutiva. No entanto, o primeiro dia tornou a ser fundamental. Penneta não falhou e deu a vantagem inicial para a equipa da casa frente a A. Chakvetadze (6/4 e 6/0) foram sintomáticos da superioridade da transalpina. Quando se enfrentavam no 2º singular F. Shiavone e S. Kuznetsova, na terra batida italiana, pensava-se que a Rússia poderia ter uma palavra a dizer ainda na eliminatória. Pugo engano, Schiavone arrancou uma vitória bem conseguida ainda que em três sets (1/6; 6/2 e 6/3). No entanto,  no dia decisivo, S. Kuznetsova logrou uma vitória frente a F. Penneta por números bem esclarecedores (6/0 e 6/3). Recorde-se que Kuznetsova viria a vencer Roland Garros na mesma superficie cerca de um mês depois. E de repente, tudo estava com os olhos postos no singular entre F. Schiavone e …A. Pavlyuchenkova. Shamil Tarpischev, capitão russo, chamou a jovem russa que obrigou a nº 2 italiana a um terceiro set. No entanto, Shiavone venceu o set decisivo (6/2) pondo um ponto final na eliminatória. No encontro de pares, confronto para cumprir calendário, novo triunfo anfitrião. S. Errani e R. Vinci venceu o par de leste A. Pavlyuchenkova/N. Petrova. Uma moralizadora vitória da equipa italiana capitaneada por Corrado Barazzutti.



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Fed Cup: Especial final 2009

F. Penneta será a "dama" da Itália na final? (Associated Press)

F. Penneta será a "dama" da Itália na final? (Associated Press)

A três dias do inicio da final da Fed Cup 2009, iniciamos um especial da prova no qual iremos recordar os países vencedores do evento,destacar algumas das figuras que mais se destacaram na prova entre outras curiosidades. A final 2009 terá como palco o “Circolo Del Tennis “Rocco Polimeni” na cidade italiana de Reggio Calabria. A selecção europeia formada pelo quarteto F. Penneta, F. Schiavone, S. Errani e R. da Vinci partem como favoritas. Mais a mais depois da desistência de S. Williams que num primeiro momento disse “sim” à capitã norte-americana M. Jo-Fernandez para esta final. A substituta V. King irá juntar-se ao trio M. Oudin, A. Glatch e L. Huber para tentar o quase impossivel.

A Itália tenta chegar ao 2º título na prova, os Estados Unidos tentam reforçar a supremacia que tem na Fed Cup – ostenta 17 títulos, o último dos quais em 2000. A detentora do título é a Rússia que bateu na final de 2008 a Espanha, em pleno Club de Campo, na capital espanhola Madrid. Recorde aqui os vencedores da Fed Cup.

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