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Favoritos correm riscos
Não está fácil a vida para os principais favoritos a conquistar o título de Wimbledon. Depois de uma 1ª ronda complicada para Federer (recuperou de 2 partidas perdidas para uma vitória a 5 sets), que voltaria a ceder mais um set na 2ª ronda, Rafael Nadal passou duas rondas muito suadas para alcançar os oitavos-de-final. Na 2ª e 3ª ronda, o tenista maiorquino teve de ir a 5 sets para conquistar a vitória.
Os dois melhores tenistas do mundo não são os únicos a passarem por dificuldades, os favoritos de “segunda linha” como Andy Roddick ou Novak Djokovic já perderam 2 sets nas 3 primeiras rondas. Só Andy Murray ainda não cedeu, mas ainda encontra-se a disputar o acesso aos oitavos-de-final.
70-68
Surreal, um encontro de ténis durou 11 horas com um 5º set invulgar a bater todos os recordes. O resultado foi favorável ao norte-americano John Isner que derrotou o francês Nicolas Mahut por 6-4, 3-6, 6-7(7), 7-6(3) e… 70-68. Sim, 70-68! Desenrolou-se durante 3 dias e o vencedor não poderá descansar já que irá jogar a 2ª ronda com atraso.
Os recordes vão desde as mais de 8 horas de um só set aos números de ases de cada jogador qualquer um superior ao anterior recorde de 78 ases do croata Karlovic (Isner – 112; Mahut – 103). Faltaram apenas 20 pontos para um total de 1000 ao longo de todo o encontro.

O parcial recorde 70-68 no 5º set (Foto: T. Hindley/Prosport)
Twilight Zone
Federer perde em Halle pela primeira vez desde 2002… para Hewitt.
O “final perfeito” para uma semana esquisita. Há algum favorito preparado para Wimbledon?
O desafio de Nadal
O título de Roland Garros foi como repor a normalidade para Rafael Nadal, a dúvida deixada no ano passado foi esclarecida (pelo menos, durante mais um ano) de forma inequívoca. O tenista espanhol fez o “Clay Slam” (venceu em 2010 os 3 Masters e o Slam de terra batida) e ainda concluiu, pela 2ª vez na carreira, o torneio de Paris sem perder qualquer set. Tudo somado, não é mais que “apenas” um esclarecimento!
Concluída a 5ª conquista de Roland Garros, Nadal regressa também ao posto de número um mundial. Não é novidade para ele, mas não deixa de ser importante. Coloca mais pressão nesta fase da carreira de Federer e regressa definitivamente a questão de qual dos dois é o melhor tenista dos últimos anos, da actualidade e dos próximos tempos. O regresso ao trono do circuito é, para o rei da terra batida, um extra!
Há no entanto, a meu ver, um grande desafio de “Rafa” pela frente. Wimbledon de 2008 terá sido apenas uma conquista de um lutador que não poderia acabar a carreira sem obter o seu sonho de miúdo? Uma vitória a exemplo de Federer em Roland Garros? Algo para não repetir?
Ou Nadal irá lutar (e provar que tem “armas”) pelo trono de Wimbledon, deixando definitivamente a dúvida sobre quem é o melhor do mundo em relva? A dúvida entre um detentor da chave do Jardim de Wimbledon ou de um simples inquilino temporário… este é o grande desafio que terá pela frente depois de reposta a normalidade.

Nadal na vitória em Wimbledon 2008 (foto: Getty Images)
P.S.: O desafio de Nadal não se fica por Londres, certamente. Vencer o US Open (e Grand Slam de carreira) e, até, um ATP Finals são troféus que certamente desejará para a sua estante.
Um must!
Confesso que adoro a semana do torneio de Queen’s, é a primeira da curta digressão do ATP e WTA pela relva e respira-se outro ar. Esta fase da temporada está, para mim, feita à medida certa: curta para desfrutar e não enjoar. Para além dos relvados, o court central do torneio de Queen’s é um dos mais bem conseguidos do circuito, muito british e único no ATP.

O court central do Aegon Championships (foto: GoToTennisBlog.com)
P.S.: O vermelho da Stella Artois combinava melhor…
Rejuvenescer um court sem lhe tirar a identidade

O novo Court Central do Foro Itálico
P.S.: E eu que nem era assim tão grande apreciador deste court, mas é um exemplo como renovar mantendo o mesmo estilo.
O que se passa com Federer?
Estou a ver o final do encontro com o Gulbis, apenas vi 2 jogos, mas já posso dizer que se vencer será com muita sorte…
P.S.: Gosto do ‘lifting’ que fizeram ao Fórum Itálico.
Ele está de volta…
Não era um dos tenistas mais populares, mas foi nº 3 mundial. Aos 31 anos, consegue um título único na sua carreira: um Masters 1000 (depois de 3 finais perdidas). Seu nome é Ivan Ljubicic, um croata que poucos já se lembravam.

Foto: Getty Images
Uma boa oportunidade

Foto: Getty Images
Com um quadro facilitado, sobretudo com um afastamento precoce de Federer (que encontraria nos “quartos”), Andy Roddick tem uma boa oportunidade de fazer um “póquer” de Masters 1000 norte-americanos na sua carreira – Indian Wells, Miami, Montreal/Toronto e Cincinnati.
É verdade que na Europa (e, agora, Ásia também) não tem sido feliz nesta categoria de torneios, mas estes torneios (para já 4, com Cincinnati repetido) já ninguém os tira.
As derrotas de tenistas como Murray, Djokovic e, ontem, Nadal facilitam esta tarefa. A final será diante de um Ivan Ljubicic a tentar recuperar aos 31 anos um destaque que já teve, o favoritismo estará todo do lado do norte-americano.
Já Rafael Nadal perdeu a oportunidade de reconquistar a aura de campeão.
Dois grandes pontos de Murray na meia-final do Australian Open
Infelizmente, foram reivindicados direitos de autor pela Tennis Australia que privam de ver estes dois pontos.
Australian Open: Campeão fora da corrida
Rafael Nadal perdeu nos quartos-de-final face a Andy Murray, tendo desistido devido a uma lesão quando perdia por 3-0 no 3º set. O tenista britânico liderou sempre a partida e, quando o ainda titular do Australian Open deu por terminado o encontro, o marcador estava em 6-3 7-6(2) e 3-0.
Para os fãs de Nadal será, porventura, preferível pensar que afinal ainda não está no seu melhor (forma ou mentalmente) do que pensar numa debilidade física do espanhol já no início de época.
Não deixe de dar a sua opinião através dos comentários e do fórum sobre o desenrolar do Australian Open.
Andy Murray

Andy Murray durante o encontro com Rafael Nadal (Foto: Getty Images/Cameron Spencer)
Este escocês está determinado a contrariar as minhas previsões. Será que já tem o estofo de um campeão de um Grand Slam?
Barómetro dos favoritos… e já vamos na 3ª ronda!
Publicado por João Saro em João Saro - "Juíz(o) de Linha" às Janeiro 23rd, 2010
Três jornadas depois é possível fazer uma avaliação mais rigorosa do estado de forma dos principais favoritos. Apesar de não me ser possível acompanhar o Australian Open a fundo, quer pelo fuso horário quer pelos afazeres a que estou obrigado, aqui fica a minha avaliação desta 1ª semana. No meu ver, existem 6 favoritos: Federer, Nadal, Djokovic, Murray, Del Potro e Davydenko.
Roger Federer – Vi grande parte da díficil 1ª jornada e meia dúzia de pontos da 3ª. Tem vindo a subir de forma, mas também frente a adversários relativamente fáceis. Parece-me muito errático para o seu habitual e juntando às prestações em Abu Dhabi e Doha, penso que vai ser muito complicado vencer este torneio, pouco provável se encontrar Davydenko (nos quartos) e Djokovic (nas meias).
Estatística relevante face a Montanes na 3ª ronda: mais de metade dos pontos de Montanes foram erros não forçados do suíço (que equivale também a mais de 40% face ao nº de pontos que venceu).
Rafael Nadal – O espanhol vem cada vez mais apostando no jogo agressivo, controlando o ponto sempre que possível. Tenta agora jogar cada vez mais dentro de court com aposta nos pontos ganhantes. Parece-me em boa forma, não esteve nada mal na final de Doha frente a um impecável Davydenko. Não vi o jogo da 3ª ronda e a perda do set, mas é um sério candidato.
Poderá apanhar Murray nos quartos, o que será o maior desafio, à partida, até a uma eventual final que apanharia quase de certeza um de 3 grandes nomes: Federer, Djokovic ou Davydenko.
Novak Djokovic – Perdeu um set na 2ª ronda, seguido de uma “goleada” na 3ª e tem caminho aparentemente livre até às meias (Tsonga ou Almagro nos quartos não me parecem justificar alarmismos para um sério candidato ao troféu). Para mim, é uma incógnita entre este lote, o jogo das meias-finais será “o” encontro para ele (eventualmente frente a Federer ou Davydenko).
Andy Murray – Conjuntamente com Davydenko e Hewitt, o único que ainda não cederam qualquer set. Confesso as constantes dúvidas que venho afirmando sobre a sua capacidade de vencer um Slam. Parece, no entanto, que vem vindo a mudar um pouco o seu estilo, parece em forma e quem sabe. Tem um sempre perigoso Isner nos oitavos, Nadal (?) nos quartos, Del Potro ou Roddick (?) nas meias.
Juan Martin Del Potro – Face aos primeiros resultados da época, só o aqui coloco porque é o último detentor de um Slam e possui um ténis capaz de levar ao sucesso. Parece, no entanto, ser talvez o menos candidato deste lote. Já perdeu 4 sets em 3 encontros num máximo de 6 para estar onde está. Mesmo frente a um Roddick (possível nos quartos), não sei se vencerá.
Nikolay Davydenko – Os holofotes começam a debruçar-se finalmente sobre ele. Confesso nunca ter sido um grande admirador, mas quem já o viu ao vivo (provável para quem já foi pelo menos uma vez ao Estoril Open) percebe porque está há tanto tempo no top-10. O resultado de Doha (na sequência das Finals de Londres) catapultou-o para o favoritismo que nunca teve e muitos arriscam-no como o principal candidato. O calendário é quase tão complicado como o de Federer (eventualmente o próprio Federer, Djokovic e Nadal/Murray/Del Potro).
Estatística relevante: Teve em todos os encontros um set ganho por 6-o e nunca permitiu mais de 4 jogos num set.
Deste lote, só me surpreenderia verdadeiramente (face ao que vi até hoje) uma vitória de Del Potro.
Barómetro de favoritismo
Nikolay Davydenko (++) – Apenas 4 jogos cedidos no 1º encontro, cada vez mais se parece como o grande candidato.
Novak Djokovic (+) – Não vi, mas parece ter convencido.
Roger Federer (-) – Depois do que vi ontem no 1º e 3º set, acho que as bolsas de apostas deviam pensar em rever as odds para Federer como vencedor do torneio. Ainda agora deve estar a pensar como ganhou o 3º set. Apesar de Andreev ser um bom tenista e a ter em conta para resultados interessantes, não serve de desculpa para uma exibição muito aquém do esperado, sobretudo nos momentos decisivos.
Barómetro de favoritismo
Andy Murray (+) – o tenista britânico não teve um adversário complicado, mas mostrou grandeza na vitória sobre Kevin Anderson cedendo apenas 4 jogos em todo o encontro. Um sinal de que se pode esperar a luta pelo título, apesar de ainda não ter provado ter o estofo de campeão nos momentos decisivos.
Rafael Nadal (+ ou -, mais para + que para -) – nunca é fácil defrontar o tenista do torneio anfitrião, mas os Australian Open não começou da melhor forma para o seu titular, Nadal esteve em desvantagem no 1º set, mas acabou com um resultado positivo e relativamente animador para as suas aspirações. 7-0 no tie-break do 1º set e 6-1 no 2º demonstram uma superioridade inspiradora para o resto do torneio.
Juan Martin Del Potro (-) - tem o ónus de ser o último campeão de um Grand Slam (e numa superfície média-rápida), mas não se afigura fácil repetir o êxito no US Open. A perda de um set na 1ª ronda não é um bom sinal de estar na linha da frente na discussão do título.
Temos favorito?
Dificilmente será apontado como tal pela imprensa, mas estará Nikolay Davydenko no lote de favoritos para o Australian Open? O tenista russo acabou de derrotar consecutivamente Rafael Nadal e Roger Federer, isto pouco tempo depois de ter dominado o ATP World Finals (ganhou a ambos e ainda a Del Potro e Soderling).
Davydenko demorou para conseguir disputar taco-a-taco com o top do top do ATP, mas parece que é um nome a ter agora em conta. Tive a oportunidade de ver o 2º set e alguns pontos do 3º da final frente a Nadal (que parece já estar ao nível de há 12 meses), altura em que teve simplesmente fantástico passando quase por um puro “all-around player”. Consistente e agressivo do fundo do court e fantástico nas subidas à rede.
Não se pode comparar um ATP 250 a um Grand Slam, o ATP World Finals também não o é, mas o tenista que mal consegue um contrato para a roupa parece estar a mostrar “matéria-prima” para tentar o sonho de qualquer tenista. O Australian Open é o Slam mais dado a surpresas, será que podemos ter uma este ano?
Doha: Federer volta a cair às mãos de Davydenko
Doze derrotas depois, Nikolay Davydenko parece ter descoberto a fórmula para bater o tenista suíço. Já nas meias-finais do ATP World Finals, que deu o maior título da carreira ao tenista russo, tinha ganho surpreendentemente. Agora, em Doha, na primeira semana oficial da temporada 2010, volta a vencer nas meias-finais de um ATP 250 com melhoria nos parciais (duplo 6-4). Recorde-se que Roger Federer já tinha perdido num torneio exibição na semana passada diante Robin Soderling.
Por seu turno, Rafael Nadal superiorizou-se a outro russo, Viktor Troicki, por 6-1 e 6-3 numa boa caminhada até à final em que ainda não cedeu mais de 3 jogos por set.
Já na Austrália, em Brisbane, Justine Hénin superiorizou-se a Ana Ivanovic nas meias-finais por 6-3 e 6-2. No masculino, Roddick venceu o encontro do dia frente a Gasquet por -63 e 7-6(5).
Nadal bate Soderling na final de Abu Dhabi
O nº 2 mundial Rafael Nadal começou da melhor forma a preparação para a defesa do título no Australian Open. O tenista espanhol venceu o torneio de exibição de Abu Dhabi, nos Emirados Árabes Unidos, ao vencer na final o sueco Robin Soderling por 7-6(3) e 7-5.
O tenista sueco tinha estragado, ontem, a final de sonho do torneio entre Nadal e Federer, mas este era outro encontro que suscitava curiosidade. Soderling e Nadal não são conhecidos por serem os melhores amigos e uma pseudo-rivalidade começou com um emocionante e provocado encontro em Wimbledon 2007 (com o sueco a imitar tiques do espanhol). Apesar de Nadal ter levado sempre a melhor nos primeiros encontros entre ambos, Soderling protagonizou aquela que foi, porventura, a maior surpresa da temporada ao vencer o, na altura, nº 1 mundial na terra batida de Roland Garros e, no final do ano, repetiu a façanha com uma vitória no ATP World Finals.
Na disputa pela 3ª e 4ª posição, Roger Federer venceu David Ferrer por 6-1 e 7-5. Eliminados nos quartos-de-final ficaram Nikolay Davydenko e Stanilas Wawrinka.
Na Argentina, há um desportista melhor que o Messi
Não sou eu responsável por esta afirmação, mas sim quem atribuiu um dos mais importantes prémios desportivos anuais na Argentina. Juan Martin Del Potro venceu o prémio de melhor desportista nacional (na Argentina, claro). Não deixa de ser algo bizarro que, num país em que o futebol reina e em que até há uma seita que endeusa Maradona, o melhor jogador de futebol do mundo não supere o… 5º melhor tenista do mundo.
Del Potro melhor que Messi
Não é só o desporto espanhol que vive dias gloriosos (em Espanha, a Marca já disse que era a Era Dourada), na Argentina pode-se dar ao luxo de não se escolher o melhor jogador do mundo de futebol como desportista do ano no seu país. O futebolista Messi foi batido no Olímpia de Oro, um prémio nacional (da Argentina, claro), por Del Potro.
O complicado destes prémios será sempre perceber o critério que leva a eleição em de um em detrimento de outro. Em países com desporto desenvolvido ou, pelo menos, competitivo em várias modalidades vive-se mais saudavelmente com estas designações, mas será sempre difícil quantificar a influência que devem ter factores como a importância de um desporto no país e no mundo ou mesmo se é de carácter individual ou colectivo.
Morrer na praia
O site do ATP World Tour continua com algumas listagens referentes à primeira década do século XXI que termina este ano. A penúltima refere-se às derrotas mais dramáticas, tendo em conta os títulos perdidos pelos tenistas em questão. São os vices que raramente serão lembrados para a história apesar de terem estado tão perto…
A lista conta no quinto lugar com os insucessos de Patrick Rafter nas finais de Wimbledon 2000 (perdeu em 4 set para Sampras) e 2001 (perdeu num dramático 7-9 no 5º set para Ivanisevic). Em quarto lugar, o encontro que levou Kuerten a desenhar na terra batida de Roland Garros um coração, Michael Russel ficou a 1 único ponto de vencer o encontro por 3 sets, esta vitória levaria o tenista brasileiro ao 3º título em Paris. No terceiro lugar, Paul-Henri Mathieu esteve a apenas 2 pontos da vitória no 4º set do decisivo encontro da final da Davis Cup face a Youzhny, viria a perder num dramático 5º set. Em segundo lugar, mais recente, a derrota de Andy Roddick face a Roger Federer na final deste ano de Wimbledon. Olhando para trás, o momento do jogo foram aqueles 4 “set points” perdidos no tie-break do 2º set que lhe podia dar a vantagem por 2-0, sobretudo o último com um vólei de esquerda falhado. Viria a perder por 14-16 no 5º set.
É, no entanto, no primeiro posto que está um encontro que, para além de dramático, foi uma grande reviravolta e uma das maiores surpresa em finais de Grand Slams. Na final 100% argentina de Roland Garros 2004, Guillermo Coria partia como favorito face a Gaston Gaudio (que nem era cabeça-de-série) após uma temporada primaveril convincente e de uma série fantástica em terra batida (37 vitórias nos últimos 38 encontros). Ia tudo de feição, com Coria a liderar por 6-0, 6-3 e 4-4 (40-0). A reviravolta deu-se o ‘break’ nesse mesmo jogo de serviço e inclui um ponto simplesmente fantástico que reduziu a desvantagem de Gaudio para 40-30. Coria ainda serviu duas vezes no 5º set para a vitória, teve 2 ‘match-points’, mas foi Gaudio a vencer por 0-6, 3-6, 6-4, 6-1 e 8-6.
Para a história, fica uma das maiores falhas no currículo de um tenista que parecia que tinha tudo para ganhar. Coria até tinha o homem responsável pelo seu nome próprio “pronto” para lhe entregar o troféu – Guillermo Villas -, mas o troféu parisiense saiu para as mãos de um outro compatriota.
Veja o resumo do encontro em baixo…
O top-5 da década
O site do ATP decidiu fazer uma eleição do top-5 dos jogadores da primeira década do século XXI (supondo que a mesma decorre entre 2000 e 2009). Há dois nomes incontornáveis que já estão no top-10 de toda a história: Roger Federer e Rafael Nadal. Como não poderiam ser eles encabeçar a lista?
Segue-se um nome vindo dos antípodas que marcou o início do século com a conquista de dois campeonatos, o australiano Lleyton Hewitt. Os 2 títulos do Grand Slam e as 2 Masters Cup (agora ATP Finals) garantiram-lhe o trono durante duas épocas numa fase em que o circuito estava a ficar órfão do natural declínio de Sampras. Em 2003, começou a desaparecer apesar de ter conduzido o seu país ao título na Davis Cup (pelo caminho, batendo Federer num épico das meias-finais), mas regressaria para mais duas finais de Grand Slam, embora já no domínio do reinado Federer apenas interrompido pela genialidade de Marat Safin em 2005 que também lhe tirou a possibilidade de vencer “o” título do seu país. Hewitt é um nome que, com altos e baixos, se integra perfeitamente no lote de 5 melhores da década.
Os dois últimos nomes que o site do ATP reserva vêm dos Estados Unidos. O primeiro pela parte final da carreira já nos trinta com muitos títulos, Andre Agassi. Ainda deu tempo para conquistar 3 dos seus 8 títulos do Grand Slam entre os 29 e meio e a sua retirada aos 36 anos. Deu luta na final do US Open 2005 perante Federer (aos 35!) numa prova de vitalidade. Actualmente, envolvido (pelo próprio) na polémica de consumo de drogas em 1997, a verdade é que menos de metade de Agassi foi suficiente para o incluir nesta lista.
Sobra o último nome, Andy Roddick. Ficou entre a grande esperança do ténis norte-americano para suceder ao recordista Pete Sampras e a resignação face à superioridade do “mandato” de Federer. O tenista do Nebraska foi para muitos uma desilusão ou um tenista limitado e/ou sem talento. Não se pode negar, no entanto, que para além do título do US Open em 2003 e o campeonato desse ano, Roddick manteve-se quase sempre no top-10 desde os 20 anos – apenas saiu fora 8 semanas desde 2002 – e ainda pode-se justificar com o facto de ter do outro lado da rede um jogador que ultrapassa a sua própria geração e que evitou várias vezes a conquista de um 2º Grand Slam. Foram 4 finais (e muitas outras meias e quartos-de-final) em que Federer retirou-lhe o sabor da vitória da confirmação. Na final de Wimbledon deste ano, esteve perto, mas apenas lhe valeu mais um “vice” e o reconhecimento de ter mostrado mais qualquer coisa que em outras.
Concordo plenamente com estes 5 nomes. De fora, ficam Marat Safin (2 GS) que só não está ali por clara irregularidade de resultados ou Pete Sampras (2 GS) que teve uma carreira muito curta esta década, mas não menos gloriosa.
Link externo: Artigo dos melhores jogadores da década no ATP World Tour
Reedição “louca” da final do US Open ditou a sentença de Murray
Federer esteve a apenas 2 pontos de ser eliminado, Del Potro esteve a apenas 1, mas foi Murray quem acabou de fora após um encontro de calculadora na mão.
A jogar perante o seu público, Andy Murray não podia viver maior drama nas contas finais da fase de grupos do ATP World Finals. Com a vitória, ao início da tarde londrina, em 3 sets sobre o espanhol Fernando Verdasco [6-4 6-7(4) 7-6(3)] ficou dependente do duelo final do Grupo A entre Roger Federer e Juan Martin Del Potro para saber se tinha lugar nas meias-finais.
Apesar dessa dependência, diga-se que as hipóteses de ser um dos dois primeiros do grupo era muito boas. Uma vitória do suíço, em 2 ou 3 sets, garantiam-no, bem como a vitória de Del Potro em 2. Só mesmo a vitória do argentino em 3 sets poderia-lhe vir a complicar as contas, mas até mesmo nesse cenário tinha muito resultado que lhe seria favorável.
Del Potro d. Federer 6-2 6-7(5) 6-3
Foi o campeão do US Open a entrar melhor no encontro e ao vencer o 1º set colocava o próprio suíço em risco para as meias-finais. Uma vitória em dois sets serviam não só a sua qualificação como a de Andy Murray e esteve, no fim deste set, perto de acontecer. No tie-break, Del Potro conquistou um ‘mini-break’ a Federer e passou à vantagem de 5-4, apenas a 2 pontos (no seu serviço) de colocar o suíço fora de competição. Mas por alguma razão Roger é nº 1 mundial, não só recuperou como 3 pontos consecutivos valheram-lhe o parcial, o empate no encontro e, mais importante, a qualificação (que na pior das hipóteses – 0-6 no 3º- ficaria com a vantagem no rácio de jogos por 0,01 face a Murray!!!).
Federer tinha então garantida a sua qualificação e estava a apenas 2 jogos da liderança do grupo, algo que conseguiu logo no início do 3º set que rapidamente entrou numa fase decisiva para Juan Martin Del Potro e… por fora, claro está, para Andy Murray. O nº 5 do mundo precisava não apenas de vencer o set, mas de fazê-lo não perdendo mais de 3 jogos.
Andy Murray, dada a pior situação, que era o encontro ir a 3º set com a hipótese de sorrir ao argentino, ainda tinha fundadas esperanças de qualificação. Mesmo se Federer perdesse, podia esperar que o suíço vencesse 4 jogos, no mínimo. Com 3-3, Del Potro vê-se, de repente, a servir perante 2 break-point (que soavam mais a exit-points), que salvou com a mesma fórmula que deu a volta ao nº 1 mundial na final de Flushing Meadows.
Como um azar (para Murray) nunca vem só, logo de seguida, o argentino quebrou o suíço e rumou à vitória por 6-3, o resultado mágico que lhe valeu, pela primeira-vez na carreira, a passagem às meias-finais do ATP World Finals.
Classificação final do Grupo A
1º Roger Federer (SUI) . 2v . 5-4 sets (1,25 g/p ) . 44-40 j (1,1 g/p)
2º Juan Martin Del Potro (ARG) . 2v . 5-4 sets (1,25) . 45-43 j (1,05)
3º Andy Murray (GBR) . 2v . 5-4 sets (1,25) . 44-43 j (1,02)
4º Fernando Verdasco (ESP) . 0v
Quem acompanhará Soderling?
Publicado por João Saro em Análises e Reportagens às Novembro 26th, 2009
Rafael Nadal não será, com certeza! Mesmo uma vitória de 2-0 sobre Novak Djokovic não servirá para inverter o 0-4 em sets que parte para este encontro quando o pior que pode acontecer a Nikolay Davydenko é ficar com um registo de 3-4. Isto significa que pela primeira vez o tenista espanhol e nº 1 mundial de 2008 não alcança as meias-finais (fase que também nunca ultrapassou).
A discussão é mesmo entre Novak Djokovic e Nikolay Davydenko. Apesar de ter pior ‘set ratios’, o sérvio e nº 3 mundial parte apenas dependente de si. Aqui ficam os cenários:
Caso Djokovic vença Nadal
Se Davydenko vencer Soderling, é o russo e o sueco que se qualificam dado terem melhor rácio de sets.
1º Soderling; 2º Davydenko; 3º Djokovic; 4º Nadal.
Se Davydenko perder frente a Soderling, é sérvio que se junta ao sueco com 2 vitórias.
1º Soderling; 2º Djokovic; 3º Davydenko; 4º Nadal.
Caso Djokovic perca para Nadal
Davydenko passa em qualquer dos casos. Se vencer, tem mais vitórias. Se perder, o factor de desempate é o rácio de sets ganhos e perdido dado Nadal também empatar com ambos, com 3-2 (frente aos 2-3 do sérvio e do 0-4 de Nadal) sairá sempre com melhor rácio.
1º/2º Soderling/Davydenko; 3º/4º Djokovic/ Nadal. (Davydenko passa a primeiro se vencer Soderling e Nadal vencer Djokovic)
O duelo entre Nadal e Djokovic é o primeiro do dia, logo o encontro entre Soderling e Davydenko servirá apenas para o calendário e mais uns trocos e pontos para o vencedor.

