Junho, 2010


Roland Garros (Dia 15) Foto do dia

Contrastes de uma final em sentido único

Um supermotivado Nadal, um retraído Soderling - eis o "espelho" da final 2010 de Roland Garros (Reuters)

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Roland Garros – (Dia 14) Foto do dia

Shiavone é a primeira italiana a vencer em Paris (Reuters)

Francesca Shiavone, que completa 30 anos no fim do mês, também é a segunda mais velha a vencer um torneio  do Grand Slam.  Menos jovem do que ela, apenas  Ann Jones foi campeã em Wimbledon, em 1969,  aos 30 anos e 8 meses.

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Roland Garros: A primeira vez de F. Schiavone

O hino italiano acaba de se ouvir no Philippe Chatrier, depois de uma inédita vitória de F. Shiavone e de uma tenista transalpina no maior torneio de terra batida do mundo. Uma exibição fantástica da tenista italiana, colocou em sentido uma australiana, S. Stosur, que lhe foi atribuida maior favoritismo, pelo menos teoricamente. Uma hora e trinta oito minutos foi a duração de uma final, que ficou marcada essencialmente pela atitude e garra da 17ª cs, e actual nº 17 do ranking WTA. Com esta vitória, Shiavone não só entra no Top-10 mundial, como se fixa na 6ª posição da hierarquia mundial.

O encontro iniciou-se sob batuta das “servidoras”. S. Shiavone assumiu desde o ínicio uma mentalidade mais positiva e expansiva, ao passo que S. Stosur mostrou-se algo espectante e sóbria. Com grande equilibrio, as duas rivais mostravam um espirito algo diferente. Com um ténis agressivo de um lado e do outro, a final foi bem disputada. No 1º set, Shiavone brekou o serviço de Stosur, aproveitando o último de três break-points no 9º jogo. Com o seu saque ao seu dispôr, a tenista de 29 anos não desaproveitou tal vantagem, e fechou o parcial ao fim de 40 minutos e com o parcial de 6-4. A maior variação no ténis da italiana foi uma arma preciosa para o ascendente da final, já Stosur dependia da primeira pancada e da sua grande direita (essencialmente as suas poderosas direitas cruzadas e paralelas). Ponto negativo no jogo de Stosur foi os inúmeros erros cometidos na rede.

O 2º set foi algo diferente. Se no primeiro set, apenas Shiavone dispôr dos já referidos três break-points, o segundo set foi algo mais partilhado. S. Stosur, 7ª do ranking mundial, ainda conseguiu uma vantagem de 4-1, mas acabou por não aproveitar o break que conseguira no saque da sua opositora. Com três jogos consecutivos, Shiavone colocou maior pressão na australiana, que tinha que vencer este parcial para levar a decisão para o 3º set. No entanto, após dois jogos ganhos nos respectivos saques, as duas finalistas partiam para o decisivo desempate. Aí, a italiana esteve mais coerente, na forma como assumiu a sua primeira final do Grand Slam, e venceu por 7-2. Uma vitória fantástica, da tenista italiana, que chega aos 29 anos ao pico das suas faculdades. Isto, tendo em conta, a perfomance conseguida em toda a edição 109ª de Roland Garros.

Deixamos em seguida o trajecto da grande vencedora de Roland Garros 2010:

1ª ronda: R. Kulikova 5-7; 6-3 e 6-4

2ª ronda: S. Ferguson 6-2 e 6-2

3ª ronda: Li Na 6-4 e 6-2

Oitavos-de-final: M. Kirilenko 6-4; 6-4

Quartos-de-final: C. Wozniacki 6-2 e 6-3

Meias-Finais: E. Dementieva 7-6 e Ret.

Final : S. Stosur 6-4; 7-6(2)

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Roland Garros: Foto do dia

Nadal procura o seu sétimo "Major", quinto em Paris (RTRPIX)

Pela frente, o espanhol terá o único tenista capaz de o bater em Roland Garros,pelo menos é o que diz a história.  Em seis anos, Nadal procura o seu 5º triunfo no “Philippe Chatrier”, e o seu sétimo torneio do Grand Slam absoluto. Para além dos quatro triunfos em Paris (2005-08), Nadal ostenta os títulos em Melbourne(2009), e em Wimbledon no ano anterior.

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Roland Garros: Rafa espera Soderling na final

Há um ano, ninguém adivinharia que R. Soderling fosse capaz de vencer R. Nadal, mais a mais no Grand Slam preferido do espanhol  – Roland Garros, palco que o actual nº 2 ATP nunca haveria sofrido uma única derrota em cinco anos. Doze meses depois, o figurino mudou e de que forma. O mallorquino é o nº 2 mundial, mas pode recuperar o posto de nº 1 ATP já este domingo. Além desse facto, “Rafa” pode vencer em Paris pela quinta vez em seis anos, ainda que não esteja a praticar o seu melhor ténis. Pelo outro lado, veremos se o sueco estará pelos ajustes. Para já, está em desvantagem no confronto directo (2-3), mas venceu os últimos dois embates – o primeiro, precisamente nos “oitavos” no Philippe Chatrier”, em 2009, depois nos Masters em Londres, no mesmo ano, por um duplo 6/4. T. Berdych e J. Melzer fizeram o que puderam, especialmente o último que ainda assim animou o seu duelo face ao espanhol principalmente na fase final do terceiro set. Robin está a praticar o seu melhor ténis e está muito confiante. Agora, no domingo, teremos certamente uma final fascinante. Rafa sonha novo título na terra batida parisiense, já Soderling procura escrever pela primeira vez o seu nome nos “troféus” do Grand Slam.

R. Soderling vs T. Berdych 6/3 3/6 5/7 6/3 6/3

Como de certa forma se esperava, esta foi uma grande meia-final, com dois jogadores com bastantes semelhâncias no seu jogo. Com forte poder no capítulo do serviço, ambos os protagonistas revelaram-se em grande forma, tendo alternado o ascendente do encontro ao longo das três horas e vinte sete minutos de encontro. O nervosismo em determinados momentos do “embate”, também foi um factor a ter em linha de conta, já que recorde-se são ambos tenistas à procura do seu primeiro “Major”, e como tal algo inexperientes nestas andâncias. O 5º cs, R. Soderling , repete assim a final de 2009, ele que “meteu” 83 winners contra 63 erros não forçados. Pelo outro lado, Berdych procurava a sua primeira final em Roland Garros, ele que proporcionou grandes encontros anteriormente. O checo, 15º cs em Paris, ainda esteve a vencer por dois sets a um, mas acabou por sucumbir, permitindo a reviravolta no marcador. No 5º set, Soderling começou por romper o serviço ao seu rival, mas acabou por permitir que Berdych avançasse para o 2-1. O 7º jogo acabou por ser decisivo, após alguns winners de direita de Soderling. Após a confirmação do “break”, Soderling não fez por menos, e acabou por concluir a meia-final no jogo seguinte no saque do tenista checo.

R. Nadal vs J. Melzer 6/2 6/3 7/6 (8/6)

A segunda meia-final não foi tão emotiva como a primeira. O espanhol, grande favorito a chegar a nova final em Roland Garros, teve ainda assim pela frente uma interessante réplica por parte do tenista austríaco, especialmente a partir do meio do 3º parcial. Ainda assim, Melzer entrou com bastante confiança no set inaugural, perante “Rafa” mais agressivo comparavelmente aos últimos desafios. Empurrando para o fundo do court o seu opositor, Nadal acabou por vencer o set inaugural com autoridade, através de uma esquerda paralela. Ao fim de 29 minutos, J. Melzer tentou reagir, com uma atitude mais agressiva. Ainda assim, Nadal “cavou” uma importante vantagem (3-1), embora o 27º cs em Roland Garros, conseguisse “brekar” o mallorquino. Nova quebra de serviço permitiu a Nadal contar com o seu saque para fechar o set (6-3). Quando o espanhol, de 24 anos, quebrou de entrada o serviço de Melzer, a meia-final parecia resolvida, foi então que após alguns jogos bem disputados, e quando Nadal servia para fechar o encontro, eis que Melzer chega a 0-40. O tenistas menos cotado em court, não desaproveita, e iguala o parcial a 5 jogos. Com os servidores a não enjeitar oportunidade para levar a decisão para o tie-break, assistia-se ao melhor período do encontro. Com a “Hola” no Philippe Chatrier, Melzer ainda conseguiu chegar a 2-0, mas após algumas trocas de “mini-breaks”, Nadal fechou o encontro com o “score” de 8-6, após uma direita falhada por parte do seu rival.

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Roland Garros: Antevisão das meias-finais

Esta sexta-feira, disputam-se as meias-finais masculinas. R. Soderling discute uma vaga na final de domingo frente ao checo T. Berdych, já R. Nadal irá encontrar na outra semi-final o surpreendente J. Melzer. Se R. Nadal já venceu em Roland Garros por 4 ocasiões consecutivas (2005-2008), os outros três protagonistas procuram o seu primeiro “Major”. Dos três aquele que esteve mais próximo foi o sueco, que na edição 2009, foi batido por R. Federer na grande final, já depois de ter feito história ao bater R. Nadal em termos absolutos nos “courts” de Roland Garros. Além disso, “Rafa” procura ainda destronar o seu arqui-rival R. Federer no posto nº 1 mundial, depois do helvético ter saído derrotado nos quartos-de-final perante…R. Soderling.

A primeira meia-final tem tudo para se assistir a um grande encontro. R. Soderling , 5º cs, está em grande forma. O seu serviço tem estado fantástico, e a sua direita muitas das vezes “chapadas” tem procurado as linhas de forma impressionante. Em determinados momentos do encontro, Robin parace uma espécie de “super-winners”, tal é a capacidade de concluir os pontos do fundo do court, batendo na bola com muita força. Que o diga, R. Federer, que nos quartos-de-final, não conseguiu suplantar o sueco. Do outro lado, terá outro tenista que detém um talento inquestionável. T. Berdych (15º cs), que outra hora adivinhava-se uma carreira espectacular, parece querer recuperar essas expectactivas. O checo, tal como o seu adversário, detém um serviço potente e um ténis muito agressivo. Uma meia-final que se espera de ténis muito ofensivo, e no qual qualquer um dos protagonistas poderá sair vitorioso. O mano-a-mano, parece confirmar isso mesmo. Em oito confrontos, o sueco leva a melhor, mas por uma marca equilibrada (5-3). Curiosamente, em terra batida, regista-se um empate a um triunfo – primeiro, Soderling venceu na Taça do Mundo em Dusseldorf em 2008 (6-4; 1-6; 6-3), já em 2007, no ATP Monte Carlo, Berdych triunfou em três sets (5-7; 6-3 e 6-0).

Na outra meia-final, R. Nadal (2º cs) apresenta-se como super-favorito. Pela frente J. Melzer irá tentar o quase impossivel. No histórico entre os dois protagonistas de amanhã, Nadal venceu os dois embates registados no circuito ATP. Aliás, o segundo confronto registou-se há poucas semanas no ATP 1000 de Madrid, onde “Rafa” Nadal venceu pelos claros parciais de 6-3 e 6-1. Em todo o caso, o Court Philippe Chatrier poderá mudar algo na conciência dos dois. Nadal procura chegar à sua quinta final em Paris, onde venceu as anteriores quatro finais que participou. Nadal, não tem estado no seu melhor nível, a interrogação é mesmo até onde J. Melzer poderá ir. No confronto frente a Djokovic, o austríaco cometeu muitos erros não forçados, algo que não poderá repetir frente a Nadal, pelo menos na quantidade registada. Por outro lado, Melzer esteve bem por exemplo no 5º set frente ao sérvio, estando mentalmente muito forte e batendo na bola com muita violência. Uma meia-final que terá dois esquerdinos, e no qual a consistência de Nadal deverá ser suficiente para voltar à grande final na cidade luz.

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Roland Garros: Final inesperada na cidade luz

Stosur na final em Paris (Assoaciated Press)

Estão encontradas as finalistas 2010 do torneio de Roland Garros! Se no ínicio do torneio, o quadro feminino adivinhava-se muito aberto, ninguém certamente adivinhava que as respectivas finalistas seriam S. Stosur e F. Schiavone. A australiana, que defendia as meias-finais de 2009, conseguiu suplantar tal resultado, garantindo para já uma inédita presença numa final num torneio do Grand Slam. A australiana bateu de forma arrasadora a sérvia J. Jankovic (6-1 e 6-2), já a tenista italiana suplantou E. Dementieva que acabou por desistir ao cabo do 1º set. As duas finalistas já se encontraram por cinco ocasiões. Depois de eliminar tenistas como J. Hénin e S. Williams, a australiana já se apresentava como séria candidata ao título, mais a mais frente a uma opositora que venceu quatro dos cinco embates entre as duas rivais. O último embate entre Stosur e Shiavone data de 2009, em Osaka, onde a 7ª cs em Paris venceu.

 A primeira meia-final adivinhava-se de grande combate, já que E. Dementieva e F. Schiavone são tenistas de grande trabalho e vontade de vencer. A russa no aspecto mental nem sempre se mostra forte, aliás, só isso justifique que aos 28 anos não detenha nenhum título do Grand Slam. De certa forma, a medalha de ouro nos JO de Pequim, disfarça algum mal-estar da moscovita nos grandes palcos mundiais. Ao cabo de 1 h 09 m de encontro, Dementieva acabou por abandonar, quando perdeu o 1º set no tie-break (7-3). O abandono foi algo surpreendente já que ao longo da semi-final, a russa não pediu nenhuma assistência médica, nem foi notória qualquer espécie de défice fisico. O encontro enquanto durou, foi bastante equilibrado, sendo mesmo a tenista russa a conseguir um “break” acima inicialmente (4-3). No entanto, Dementieva não confirmou o break no seu “saque” seguinte, permitindo a igualdade primeiro, e depois a cedência do parcial no desempate (3.7).

A segunda meia-final adivinhava-se de grande luta, isto porque se enfrentavam duas tenistas de grande poder. A australiana S. Stosur apresentava-se com grande poder fisico e ténis de ataque, já Jankovic apresenta um ténis muito consistente, uma das melhores tenistas da actualidade no que concerne às transicções  defesa/ataque. No entanto, a australiana esteve imperial, e acabou por dominar o encontro conforme quis. Uma hora foi suficiente para a tenista australiana levar a melhor sobre a ex-nº 1 mundial. A sérvia apenas conseguiu alguma superioridade no ínicio do 2º parcial, altura que ameaçou levar a decisão para um terceiro set, quando conseguiu a vantagem de 2-0. Porém, a australiana reagiu e conseguiu 6 jogos consecutivos, carimbando a presença na sua primeira final em Roland Garros.  

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Roland Garros (Dia 11) Resumo do dia

Mais um dia cheio de emoções e de grande nível tenístico marcou o último dia dedicado aos quartos-de-final dos quadros masculino e feminino. Se por um lado, R. Nadal ultrapassou o seu compatriota N. Almagro a caminho de mais uma final em Roland Garros, os “favoritos” N. Djokovic e S. Williams caíram de forma surpreendente frente a J. Melzer, e face à australiana S. Stosur. Para hoje, quinta-feira, o dia está reservado ao apuramento das finalistas para o quadro de singulares senhoras. E. Dementieva e F. Schiavone dão o “pontapé-de-saída” para uma jornada que promete ficar na história, logo depois J. Jankovic e S. Stosur protagonizarão o encontro do dia, pelo menos a confiar no nível exibido pelas duas competidoras, e pelos seus dotes tecnico-tacticos.

Torneio Masculino

Mas que grande encontro aquele que protagonizou J. Melzer face ao actual nº 3 ATP ! O sérvio partia como grande favorito, e chegou a comandar o encontro por dois sets a zero. Depois de dois parciais que tiveram a duração de pouco mais de 30 minutos, “Nole” comandava pelos parciais de 6-3 e 6-2, e tinha tudo para alcançar nova presença na meia-final em Roland Garros. O sérvio desceu um pouco o seu nível, surgindo aí J. Melzer de forma surpreendente. O austríaco, actual nº 27 ATP, logrou uma reviravolta fantástica vencendo os três seguintes parciais por 6-2; 7-6 e 6-4. No 5º e decisivo set, alcançou o “break” no 9º jogo, sendo decisivo para a conclusão do encontro, já que logo depois fechou com o seu saque uma das suas mais importantes vitórias na sua já longa carreira. O tenista de 29 anos está presente na sua primeira meia-final de um evento do Grand Slam. Depois de um trajecto, bem positivo (eliminou já anteriormente um dos grandes favoritos às últimas rondas em Paris – D. Ferrer. Este foi o seu primeiro triunfo frente a N. Djokovic que chegava ao Suzanne Lengan com duas vitórias frente ao tenista austríaco. Num encontro marcado por inúmeros erros não forçados – 59 para Melzer, 62 (!) para Novak, o encontro foi muito equilibrado marcado por muitos altos e baixos dos dois protagonistas ao longo do encontro. Novak foi mais forte nos 1º e 2º sets, cometendo menos erros nos pontos importantes, situação que se alterou nos sets seguintes, propiciando uma vitória importantissima para o veterano austríaco.

 Já, no outro encontro dos quartos-de-final, R. Nadal bateu N. Almagro, ainda que não se tenha exibido a grande nível. Duas horas e trinta quatro minutos foram necessários para “Rafa” bater o 21º colocado na hierarquia mundial, concluido o embate com os parciais de 7-6(2); 7-6(3) e 6-4. Nadal acabou por marcar a sua consistência, ao passo que Almagro apenas conseguiu colocar mais Winners – 37 contra 34, mas ficou muito aquém nos restantes capítulos do jogo. Em vésperas de completar 24 primaveras, Nadal bateu o seu compatriota pela sétima vez em…sete confrontos.

Torneio Feminino

Na componente feminina, S. Stosur arrebatou uma vitória fascinante perante a nº 1 mundial, S. Williams. A australiana, nº 7 do mundo, alcançou a mesma fase em Paris o ano passado, e procura desta feita a sua primeira final no Philippe Chatrier. A tenista originária do país dos cangurús, salvou um match-point face a Serena, dando a volta ao encontro. Num encontro cheio de drama, emoção e disputado a cada mílimetro, Stosur fechou o encontro pelos parciais de 6/2; 6-7(2) e 8-6 em duas horas e vinte e quatro minutos de intensa luta. A australiana que está a protagonizar um torneio do Grand Slam fantástico, já eliminou nos oitavos-de-final a belga J. Hénin e agora irá discutir uma das vagas na final perante a sérvia J. Jankovic. A sérvia foi mais forte perante a “casaque” Y.Shvedova, tendo batida a tenista de leste pelos parciais de 7-5 e 6-4. A sérvia procura superar o resultado de 2008, ano que registou o seu melhor registo na cidade luz. Nessa edição, a nº 4 mundial alcançou as meias-finais.

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Roland Garros (Dia 11) Figura da jornada

J. Melzer chega pela primeira vez às meias-finais de um "Major" à custa de N. Djokovic (Associated Press)

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Roland Garros (Dia 10) Resumo do dia

Torneio Masculino

Quem diria? Doze embates depois (derrotas frente ao helvético), cerca de um ano após a sua “heróica” vitória frente a R. Nadal em Roland Garros, eis que R. Soderling tirou da cartola uma vitória que teve tanto de meritória, como de inesperada. Não se pode dizer, até pelo actual momento do “viking” que fosse impossivel de o fazer, mas sabe-se quão é dificil bater o tenista suiço num torneio do Grand Slam. Basta dizer, que Federer não era derrotado em “Majors” em quartos-final desde…2004, precisamente em Roland Garros, frente a Gustavo Kuerten.

Agora, Federer, poderá perder o posto de nº 1 mundial, “bastando” para isso R. Nadal vencer novamente o seu torneio favorito. Os parciais de 3-6; 6-3; 7-5 e 6-4 testemunham uma derrota que impede o tenista suiço defender o seu título de 2009, precisamente derrotado pelo finalista do torneio do ano passado. Para o sueco, o cenário não podia ser mais perfeito – derrota o actual nº 1 mundial, e quem sabe, tem a oportunidade de vencer o espanhol R. Nadal pela segunda vez consecutiva em Roland Garros. Para conseguir chegar à final, Soderling terá que vencer o checo T. Berdych que encontra-se em grande forma, e certamente cheio de confiança. No mano-a-mano, o sueco leva a melhor (4 vitórias e 3 derrotas), mas perdeu o último embate entre os dois - T. Berdych venceu em Miami (6-2 e 6-2). O tenista checo que está a protagonizar um torneio de grande nível derrotou em três sets o russo M. Youznhy (6-3; 6-1 e 6-2), hoje, no segundo encontro dos quartos-de-final.

Torneio Feminino

Na variante feminina, F. Schiavone foi a estrela do dia. A veterana italiana bateu a dinamarquesa C. Wozniacki e “empurrou” para fora do torneio a 3ª pré-designada. Os parciais de 6-2 e 6-3 mostram a maior agressividade da tenista italiana, face à consistência da jovem dinamarquesa que procurava a sua segunda final de um torneio do Grand Slam depois do US Open 2009. A sua rival nas meias-finais, será a russa E. Dementieva que bateu outra tenista daquele país de leste – N. Petrova. Num encontro marcado por algumas insuficiências fisicas de ambas as protagonistas – principalmente de Petrova no 3º set – a medalha do ouro nos JO de Pequim venceu pelos parciais de 2-6; 6-2 e 6-0.

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Roland Garros (Dia 10) Figura da jornada

R. Soderling bateu desta vez...R. Federer, e procura a sua 2ª final de um Grand Slam (Reuters)

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Teremos novo nº 1 mundial já em Roland Garros?

A vida, e o ténis em particular tem destas coisas. O mesmo (R. Soderling) que retirou o sonho a Rafael Nadal de vencer pela quinta vez consecutiva o torneio de Roland Garros, foi o mesmo que impediu Roger Federer de “galgar” ainda mais records no universo do ténis mundial, e quem sabe, será decisivo na forma como o tenista espanhol recuperará o trono mundial. Recorde-se que, agora, o mallorquino basta vencer o torneio parisiense para se “sentar” no reino do circuito ATP…outra vez. Falta saber, se o próprio Robin Soderling estará pelos ajustes. Isto, porque o sueco já não é aquele tenista de outros tempos, e em particular após aquela “histórica” vitória frente ao “rei” da terra batida, na sua própria casa (Roland Garros), em 2009, tem tudo para bater seja quem for – falta saber se será capaz de bater Nadal, duas vezes consecutivas, na sua  superficie predilecta… Isto de ultrapassar T. Berdych nas “meias”, e o actual nº 2 mundial fizer a sua parte…

 

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