Roland Garros: R. Nadal levanta “Taça dos Mosqueteiros”

Pela quinta vez em seis anos, R. Nadal, venceu o torneio de Roland Garros, e com ele o seu sétimo torneio do Grand Slam. O melhor tenista da actualidade no pó-de-tijolo, venceu o finalista de 2009, o sueco R. Soderling que prometia oferecer grande réplica na final 109  de singulares masculino de Roland Garros. Pura ilusão, Nadal dominou o encontro de ínicio a fim, levando 2 horas e 18 minutos para se vingar do desaire do ano passado, registado nos oitavos-de-final desta mesma prova. O encontro fechou com os parciais de 6-4; 6-2 e 6-4. Mais do que isso, R. Nadal não só triunfou novamente em Paris, como ascendeu ao posto nº 1 do ranking ATP. Uma nova proeza que o relança, quem sabe, para mais um grande resultado em Wimbledon, ainda que na relva londrina as suas hipóteses de êxito não são tão inequívocas como no Philippe Chatrier. No All England Club, deverá ter a companhia de R. Federer, A. Murray, N. Djokovic entre outros…

A final entre R. Nadal e R. Soderling estava a suscitar grande curiosidade, por várias condicionantes que marcava esta final à partida. Desde o (provável) triunfo de “Rafa” após um ano de interregno (tinha vencido este mesmo torneio de 2005 a 08), o retorno do mallorquino ao posto de nº 1 mundial (caso se confirmasse essa mesma vitória), e isto tudo frente a um tenista que vinha em crescendo (não só na rivalidade directa com R. Nadal), mas pelo seu trajecto nos últimos tempos no circuito ATP – não convém esquecer que foi o nórdico que “atirou” para fora da competição R. Federer.

Em todo o caso, o encontro começou com os jogadores a não quererem entregar o ascendente da final ao seu opositor. O sueco, até começou de forma autoritária, ganhando os seus dois primeiros jogos de serviço com alguma facilidade. Aliás, foi mesmo o sueco a ter os primeiros breaks à sua disposição para romper o serviço do seu opositor (4º jogo), mas acabou por desaproveitar. No inverso, esteve Nadal que não só conseguiu evitar perder o seu “saque” como conseguiu romper o serviço do tenista nórdico logo a seguir. Com a primeira pancada do sueco a não sair tão bem, Nadal estava mais confortável no encontro, começando a causar enormes problemas ao tenista sueco que não conseguia na maioria do tempo colocar os seus potentes “winners” de direita. Nadal continuou jogando o seu ténis, e ao invés do seu rival, conseguiu colocar as primeiras bolas em grande percentagem. Com 12 pontos ganhantes contra 8 do seu opositor, Nadal conseguiu fechar o parcial ao fim de 55 minutos, com os parcial de 6-4, resultado do “break” no 5º jogo do 1º set.

A chave desta final, esteve no ínicio do 2º set. Após ter vencido o primeiro jogo de serviço, Soderling teve à sua disposição 4 break-points, e com eles a possibilidade de abrir uma vantagem preciosa (2-0). Não só naõ conseguiu, como sentia-se que mentalmente o sueco não estava tão bem como Nadal, que a partir de uma dada altura conseguia devolver quase todas as fortes pancadas do tenista nórdico. Novos breaks no 5º e 7º jogo do parcial, deram a Nadal uma vantagem que viria a ser “inultrapassável” para Soderling. O segundo parcial teve a duração de 39 minutos.

A perder por dois sets a zero, o 5º cs, teve uma pequena reacção no 3º set, mas longe de ser decisiva. A espaços, Soderling conseguia meter um outro winner, mas longe da eficácia, e mais do que isso da consistência que o fez ao longo destas últimas duas semanas. O elevar do nível do serviço foi insuficiente para o finalista de 2009, face a Nadal que mostrava não só uma consistência de jogo, mas principalmente uma concentração competitiva impressionante. Para “cavar” ainda um fosso maior, Nadal rompeu o serviço de Soderling de entrada, o que era suficiente para fechar a final em três sets, bastando para isso manter os seus jogos de serviço. Soderling, ainda procurou no 2º jogo do parcial, aproveitar um dos break-points para recuperar a desvantagem, mas uma vez mais não foi capaz. Conforme o resultado se aproximava do final do set, adivinhava-se a vitória de “Rafa”, a questão era saber por que números. Ainda assim, Soderling ainda conseguiu levar a decisão até ao 10º jogo, altura em que Nadal não desperdiçou a oportunidade de fechar a final ao primeiro match-point. Uma vitória justa de Nadal, perante um opositor que sentiu o momento.

Factores importantes da final: A pouca eficácia na primeira pancada de Soderling, ao invés grande eficácia do mallorquino no saque (poucos Ases de Robin). Mais winners por parte de Nadal, perante o sueco que não conseguiu de forma efectiva jogar nas linhas, factor importante no (possivel) desiquilibrio por parte do jogo do seu opositor; simultanealmente não conseguiu ser efectivo na profundidade do seu jogo nomeadamente na direita de Nadal. A componente mental foi de capital importância -  Nadal esteve imperial, ao invés de Soderling que mostrava alguma frustração pela marcha do resultado.

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