O torneio de Indian Wells acabou por ser algo atípico, isto na medida em que o Top-5 mundial tem vindo a demarcar a diferença nos grandes eventos (estou-me a referir ao torneio masculino). Dos grandes palcos, não poderemos dissociar os eventos de categoria “1000″, ainda que não recaia a mesma atmosfera ou transe competitivo, comparavelmente aos “Grand Slams”. Para isso, existem alguns e diversos factores, mas isso é outra história. Gostaria de deixar aqui algumas notas soltas sobre o que se passou no evento californiano:
Roger Federer – O suiço esteve longe do seu melhor. Acredito, até pela imagem que deixou na Califórnia, que aborde o evento de Miami de forma mais positiva, no entanto, penso que cada vez mais irá concentrar-se nos “Majors”. Acabou por “apanhar” M. Baghdatis num dia espectacular.
Novak Djokovic – O sérvio deu mostas de um desgaste que pareceu mais mental do que fisico. Terá um teste importante em Miami, ele que já venceu o torneio na Flórida em 2007. Foi surpreendido por um Ivan Ljubicic que parece “ressuscitar” para os grandes momentos.
Andy Murray – Talvez a mais desilusão em Indian Wells. É certo que foi batido por um “inacreditável” R. Soderling, no entanto, mais do que a sua impotência em dar a volta aos encontros, parece cada vez mais importar-se com a perfeição do que em desfrutar o seu ténis. Se optasse por não pensar tanto o jogo tacticamente, talvez as coisas lhe saissem mais “soltas”.
Rafael Nadal – O espanhol está a passar uma fase algo estranha. Parece querer “engatar” o seu ténis, e por vezes dá a ideia que a sua direita está a chegar ao “ponto de rebuçado”. No entanto, acaba por “apanhar” com um “outsider” vindo do nada – desta feita foi I. Ljubicic.
Andy Roddick – O norte-americano perdeu uma grande oportunidade para retornar aos grandes triunfos. A final não lhe correu bem, e se é verdade que chegou a dispôr de um “set point” no set inaugural, o tenista norte-americano nunca conseguiu o ascente do encontro decisivo. As pancadas de Ljubicic tinham uma característica diferente das suas: conclusivas, principalmente a direita.
Indian Wells (Outros)
Sinal + : Ivan Ljubicic (surpreendentemente “fresco” – quem diria que tem 31 anos ?)
Robin Soderling (pessoalmente, gosto cada vez mais de vê-lo jogar – a sua prestação frente a Murray foi inacreditável, principalmente no 1º set (tinha resposta para tudo).
Thomas. Berdych (mostrou porque é um dos mais talentosos do circuito). Carece um pouco mais de confiança.
Sinal – Marin Cilic (foi para mim uma grande decepção). Estava curioso para ver a sua prestação, no entanto, não foi capaz de confirmar os atributos que lhe valeram o melhor registo da temporada, até ao ínicio do evento californiano.
Os Franceses - De forma geral, os gauleses falharam todos. Tsonga foi aquele que chegou mais longe (carece de pressão para chegar aquele transe competitivo que o “transporte” no espaço e no tempo; Monfils continua algo irregular, já Simon à irregularidade soma-se a falta de confiança. Gasquet, continua a travessia no deserto.
