Circuito ATP: Janeiro 2010

IMAGEM DO MÊS

O nº 1 mundial venceu o seu 16º Grand Slam (Clive Brunskill/Getty Images)

Como é habitual, o mês de Janeiro fica marcado pela disputa do primeiro Grand Slam da temporada. Roger Federer resgatou o seu 16º torneio de um “Major”, elevando a vantagem para Pete Sampras no número de eventos de maior importância do circuito profissional. Destaques ainda de forma positiva para os momentos de N. Davydenko (perdeu para R. Federer nos quartos-de-final em Melbourne Park), ele que venceu o torneio de Doha na primeira semana oficial da temporada, batendo no jogo decisivo R. Nadal. Mais do que os resultados, o russo surgiu em 2010 de forma bem consistente, aliás, seguindo a mesma tendência que apresentara no final de 2009 – recorde-se que venceu o ATP Finals de Londres (d. Del Potro). Destaque igualmente  para o “emergente” croata M. Cilic que chega com a sua prestação no Australian Open ao Top-10 mundial. Antes de ser batido apenas por A. Murray no Rod Laver Arena, nas meias-finais, o jovem croata ainda teve tempo de vencer o ATP 250 de Chennai face a S. Wawrinka.

A FIGURA DO MÊS

R. Federer teve um mês em grande (Ben Salomon)

O suiço dá mostras de não “baixar” o nível. Até ver, o seu grande rival – Rafael Nadal – aquele que poderia ter capacidades fisico-tacticas para se bater com ele nos grandes eventos mundias, parece estar bem longe de o incomodar pelo menos em “Full-Time”. Roger Federer dá mostras de um ténis delicioso, ele que pratica um ténis bem “económico”. Com uma mobilidade cirúrgica dentro do court o que se poderá dizer  mais do suiço. Passou um ano de 2008 bem atípico. Com uma direita sem paralelo no circuito, o suiço aplica o seu “saque” de forma extraordinária. E com a sua “cabeça” no lugar o suiço mostra uma frieza impressionante. A sua consistência é indiscutivel, pelo que a pergunta fica no ar… Quem será o seu próximo grande rival ?

Finais de Janeiro 2010

ATP 250 Brisbane: A. Roddick vs R. Stepanek 7/6(2); 7/6(7)

ATP 250 Doha : N. Davydenko vs R. Nadal 0/6; 7/6(8); 6/4

ATP 250 Chennai: M. Cilic vs S. Wawrinka 7/6(2); 7/6(3)

ATP 250 Sidney: M. Baghdatis vs R. Gasquet 6/4; 7/6(2)

ATP 250 Auckland: J. Isner vs A. Clement 6/3; 7/6(2)

“PERDEDOR DO MÊS”

R. Nadal não conseguiu reeditar a vitória de 2009 no Aussie Open (Paul Crock/Getty Images)

O espanhol Rafael Nadal foi um dos grandes perdedores do mês de Janeiro. E o ano até não começou mal para o mallorquino. Venceu em Abu Dhabi, um evento de exibição, no qual venceu o seu compatriota D. Ferrer e o sueco R. Soderling. Na primeira semana oficial da temporada chegou à final em Doha tendo cedido na final frente a um dos tenistas em melhor forma no ínicio deste ano – Nikolay Davydenko. Parecia surgir em Melbourne Park com condições bem consideráveis. A sua direita prometia muito, no entanto, os seus problemas nos joelhos parece ameçar seriamente o jovem tenista espanhol. Depois de alguns triunfos, uns com mais dificuldades, outros com menos sofrimento, o nº 2 mundial acabou por sucumbir face a A. Murray nos quartos-de-final no Australian Open. Já não chegava o seu registo na Austrália, e lá veio um pequeno “tombo” no ranking mundial. Recorde-se que o “pupilo” de Toni Nadal havia vencido o Aussie Open em 2009 face a R. Federer. Da 2ª posição ATP o espanhol caíu para a 4ª posição mundial atrás de R. Federer, N. Djokovic (nº2) e A. Murray (novo nº 3 ATP).

Pequenas Notas

- O registo de Andy Murray em Melbourne Park não se pode considerar negativo. Aliás, antes pelo contrário. O escocês demonstrou mentalmente estar preparado para “atacar” os grandes eventos. Precisa de melhorar a sua direita que se mostra em determinados momentos bastante inconsequente. Já a sua esquerda é praticamente perfeita, e a forma variável de abordar os seus encontros deixa os seus “rivais” á beira de um ataque de nervos. Precisa de  ser mais  positivo em relação aos seus atributos, mas para lá caminha. A seguir os próximos episódios… Será em Wimbledon? Veremos…

- A acompanhar N. Davydenko. O russo parece um tenista novo, principalmente mentalmente. Mais disponivel, bem fisicamente, Davydenko começou o ano em grande, aliás, dando sequência ao final da temporada de 2009. Os próximos torneios serão importantes para vermos se teremos um Davydenko mais permanente, ou se o ínicio da temporada foi uma espécie de “prolongamento” do ano de 2009 ao qual será interrompido em breve.

- Por fim, o croata M. Cilic. O jovem tenista parece enquadrar-se no novo perfil do tenista moderno. Alto, forte mentalmente, o tenista croata aproveita o facto de ser fisicamente bem constituido para “disparar” alguns “ases” e assim limitar e retirar tempo e condições para a resposta à sua pancada por parte dos seus rivais. A sua direita é bem razoável, ele que sabe procurar a rede nas alturas devidas.  Um talento a entrar no Top-10 mundial, e com condições de progredir de forma consolidada. E atenção, com bastante margem de progressão…

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