O russo nunca foi propriamente um tenista mediático no circuito ATP, até pela sua relação com as grandes marcas (incluindo os contratos com os seus “fornecedores” de material logistico). O tenista russo é muito discreto, isto para já não falar da imprensa mundial virada para os seus “colegas” como R. Federer, R. Nadal, M. Sharapova ou as irmãs Williams, apenas para citar os mais mediáticos. No entanto, a carreira de Nikolay Davydenko está em “ponto de rebuçado”. Depois de ter batido R. Federer por duas ocasiões (ATP Finals de Londres em 2009) e já em 2010 no Qatar, e ter batido igualmente R. Nadal na final do ATP de Doha, o nº 6 mundial tem vindo a exibir-se de forma fantástica. Com 20 títulos no circuito masculino, o melhor que Davydenko exibe no seu “museu” lá de casa são três eventos de categoria 1000 e o ATP Finals de Londres, aquele que certamente o tenista de leste considera como o seu “troféu de estimação”.
No entanto, a forma como ele se vem exibindo em Melbourne Park não dá para ter dúvidas – foi dos melhores, ou mesmo aquele que mais impressionou ao longo destes sete dias de competição. No entanto, o “Grand Slam” propriamente dito começa agora, pelo que o seu “duelo” frente a F. Verdasco está a suscitar enorme expectativa. E o que é irónico é que Davydenko tinha perdido por 12 ocasiões consecutivas com Federer, mas se o conseguir em Melbourne Park derrotá-lo – na circunstância pela terceira vez na sua carreira – (poderão encontrar-se nos “quartos-de-final”), o russo não só poderá dar um passo de gigante para o seu primeiro Grand Slam, como pode “desalojar” o suiço do posto de nº 1 mundial. A acompanhar os próximos episódios. Uma coisa é certa : Davydenko já merece por parte do mundo do ténis um reconhecimento mais consentâneo com o seu grande e real valor.
