O site do ATP decidiu fazer uma eleição do top-5 dos jogadores da primeira década do século XXI (supondo que a mesma decorre entre 2000 e 2009). Há dois nomes incontornáveis que já estão no top-10 de toda a história: Roger Federer e Rafael Nadal. Como não poderiam ser eles encabeçar a lista?
Segue-se um nome vindo dos antípodas que marcou o início do século com a conquista de dois campeonatos, o australiano Lleyton Hewitt. Os 2 títulos do Grand Slam e as 2 Masters Cup (agora ATP Finals) garantiram-lhe o trono durante duas épocas numa fase em que o circuito estava a ficar órfão do natural declínio de Sampras. Em 2003, começou a desaparecer apesar de ter conduzido o seu país ao título na Davis Cup (pelo caminho, batendo Federer num épico das meias-finais), mas regressaria para mais duas finais de Grand Slam, embora já no domínio do reinado Federer apenas interrompido pela genialidade de Marat Safin em 2005 que também lhe tirou a possibilidade de vencer “o” título do seu país. Hewitt é um nome que, com altos e baixos, se integra perfeitamente no lote de 5 melhores da década.
Os dois últimos nomes que o site do ATP reserva vêm dos Estados Unidos. O primeiro pela parte final da carreira já nos trinta com muitos títulos, Andre Agassi. Ainda deu tempo para conquistar 3 dos seus 8 títulos do Grand Slam entre os 29 e meio e a sua retirada aos 36 anos. Deu luta na final do US Open 2005 perante Federer (aos 35!) numa prova de vitalidade. Actualmente, envolvido (pelo próprio) na polémica de consumo de drogas em 1997, a verdade é que menos de metade de Agassi foi suficiente para o incluir nesta lista.
Sobra o último nome, Andy Roddick. Ficou entre a grande esperança do ténis norte-americano para suceder ao recordista Pete Sampras e a resignação face à superioridade do “mandato” de Federer. O tenista do Nebraska foi para muitos uma desilusão ou um tenista limitado e/ou sem talento. Não se pode negar, no entanto, que para além do título do US Open em 2003 e o campeonato desse ano, Roddick manteve-se quase sempre no top-10 desde os 20 anos – apenas saiu fora 8 semanas desde 2002 – e ainda pode-se justificar com o facto de ter do outro lado da rede um jogador que ultrapassa a sua própria geração e que evitou várias vezes a conquista de um 2º Grand Slam. Foram 4 finais (e muitas outras meias e quartos-de-final) em que Federer retirou-lhe o sabor da vitória da confirmação. Na final de Wimbledon deste ano, esteve perto, mas apenas lhe valeu mais um “vice” e o reconhecimento de ter mostrado mais qualquer coisa que em outras.
Concordo plenamente com estes 5 nomes. De fora, ficam Marat Safin (2 GS) que só não está ali por clara irregularidade de resultados ou Pete Sampras (2 GS) que teve uma carreira muito curta esta década, mas não menos gloriosa.
Link externo: Artigo dos melhores jogadores da década no ATP World Tour
