Davis Cup: 4º título para a Espanha

O seleccionado espanhol, capitanead0 por Albert Costa,  está de parabéns. Pela 4ª vez na sua história, a Espanha venceu a Taça Davis depois de ter vencido a sua congénere checa no Palau Saint-Jordi, na capital da Catalunha, Barcelona. O fim-de-semana que agora finda foi testemunha de uma grande vitória dos tenistas espanhóis que de certa forma confirmaram o estatuto de favoritos. Por um retundante (5/0), os espanhóis não deixaram dúvidas sobre a sua superioridade, levando de vencida os cinco encontros que faziam parte da agenda desta final. David Ferrer foi a grande figura, acompanhado por R. Nadal nos encontros de singulares ,e de F. Lopez e F. Verdasco no encontro da variante de pares.

Os recentes bi-campeões da Taça Davis (Associated Press)

Os recentes bi-campeões da Taça Davis (Associated Press)

Foi num ambiente ao rubro que a selecção espanhola levou de vencida a equipa checa comandada por T. Berdych e R. Stepanek. A superioridade dos tenistas espanhóis nunca esteve em causa, no entanto, o segundo singular foi a chave de uma final que poderia ter outra fisionomia se R. Stepanek segurasse a vantagem conseguida.

Este domingo foi apenas para cumprir calendário. R. Nadal e D. Ferrer tiveram a possibilidade de serem consagrados pelos seus compatriotas, levando de vencida J. Hajek e L. Dhouhy. O nº 2 do mundo venceu o nº 102 ATP em dois simples parciais (6/3 e 6/4). Já a grande estrela do primeiro dia venceu Dhouhy por 6/4 e 6/2. Desta forma, R. Nadal e D. Ferrer fecharam o ano em grande levando de vencida os quatro singulares que participaram dando à Espanha o bi-campeonato.Particularmente, o tenista de Mallorca acaba a temporada de uma forma bem melhor, quem sabe um tónico importante para o inicio de 2010.

O primeiro e segundo dia da final

Como é habitual os primeiros dois dias de uma eliminatória da Taça Davis são fundamentais, mais a mais numa final. Rafael Nadal mostrou-se bem mais disponivel para as incidências do primeiro singular desta final. T. Berdych era o adversário. Sabe-se quão importante era a terra batida para o seleccionado espanhol, mais a mais para Nadal que faz  dessa superficie praticamente a sua “casa”. Esse facto foi indesmentivel e os parciais de 7/5; 6/0 e 6/2 são testemunha de uma superioridade sem discussão.

O momento chave

O encontro entre D. Ferrer e T. Berdych foi sem dúvida o momento chave desta final. O tenista checo entrou com muita coragem e conseguiu uma vantagem importante. Ao fim de dois sets, Stepanek vencia pelos parciais de 6/1 e 6/2, parciais que não ofereciam discussão aquilo que acontecia no Palau de Saint-Jordi. No entanto, David Ferrer incorporou o sentimento de rebeldia e de inconformismo, digno dos nuestros hermanos, e conferiu uma cambalhota no marcador de forma fantástica. Do nada, Ferrer venceu o 3º set (6/4), e surgiu bem melhor no 4º parcial. Ao invés, Stepanek viu-se numa situação muito complicada perante um público ao rubro com aquilo que via. As sistemáticas subidas à rede que tão bem tinham funcionado no 1º e 2º set eram facilmente ludibriadas por Ferrer. Ao fim de 4 h e 17 m, o tenista natural de Javea venceu pelos parciais de 1/6; 2/6; 6/4; 6/4 e 8/6.

O cheque-mate

O dia de ontem era reservado ao encontro de pares mas suficiente (caso vencesse a Espanha) ,para fazer do último dia da final um mero cumprimento de calendário. E foi isso que aconteceu. F. Lopez e F. Verdasco enfrentaram o par Berdych/Stepanek, eles que não estavam à partida para actuarem no encontro de pares. No entanto, e dadas as circunstâncias, Jaroslav Navratil preferiu os dois tenistas checos mais experientes à parelha Hasek/Dlouhy. Em apenas três sets (7/6;7/5 e 6/2) o par espanhol garantia a 4ª Davis para o país vizinho. Aliás, um “upgrade”, daquilo que tinha acontecido em Mar Del Plata na final 2008 frente à Argentina.

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