Nº 1 mundial decide-se apenas em Londres

Derrota de Federer coloca o ATP World Finals no centro da disputa pelo Nº 1. Pela primeira vez desde a Masters Cup de 2003, a decisão fica para o último torneio da temporada.

A derrota de Roger Federer em Paris, na 1ª ronda face a Benneteau, coloca em perigo aquilo que já era dado como garantido praticamente desde o US Open. O nº 1 mundial e o estatuto de melhor tenista de 2009 (pelo menos, oficialmente) estão em perigo e Rafael Nadal está dependente de apenas si mesmo para segurar o campeonato conquistado em 2008. Obviamente que, ainda mais que o espanhol, Federer também depende apenas de si em Londres para não ser ultrapassado na recta da meta.

A tarefa do espanhol é árdua e necessita de alguma regularidade nestes dois últimos torneios, mas não é impossível. Apenas com o título em Paris entrará na capital londrina sem ter que contar com os resultados de Federer.

Caso Nadal vença o ATP World Finals e em Paris, será então novamente nº 1 mundial.  Se for finalista em Paris e campeão em Londres, então deixa Federer com margem mínima de erro até à final (precisa de ser finalista e invicto no seu grupo). Até a fase de “round robin” poderá vir a ser decisiva.

Aqui ficam alguns cenários tendo em conta a prestação de Nadal em Paris e de ambos em Londres:

Caso Nadal seja campeão no ATP Masters 1000 de Paris:

Federer é nº 1 se for campeão; ou for finalista e Nadal não; ou, caso ambos percam até às meias-finais, se o espanhol só tiver uma vitória a mais que o suíço na fase de grupos.

Nadal é nº 1 se for campeão; ou for à final e Federer não; ou se tiver mais duas vitórias que o suíço na fase de grupos e ambos perderem até às meias.

Caso Nadal seja vice-campeão no ATP Masters 1000 de Paris:

Federer é nº 1 se for finalista (e invicto na fase de grupos); ou se tiver duas vitórias e Nadal não for campeão; ou se Nadal não for à final.

Nadal é nº 1 se for campeão invicto e Federer perca dois jogos em toda a prova (ex: final e uma derrota na fase de grupos); ou se for campeão (com uma derrota) e Federer não for à final; ou se for finalista (invicto no grupo) e Federer apenas tiver uma vitória.

Caso Nadal seja semi-finalista no ATP Masters 1000 de Paris:

Federer é nº 1 se for finalista; ou se vencer todos os encontros do seu grupo; ou vencer um encontro e Nadal não for finalista; ou se Nadal perder um encontro no grupo e  não for campeão.

Nadal é nº 1 se for campeão e Federer não for à final e não vencer os 3 encontros do seu grupo; ou ser finalista e invicto na fase de grupos e Federer não vencer nenhum encontro (adenda à última condição).

Caso Nadal não ultrapasse os quartos-de-final no ATP Masters 1000 de Paris:

Federer é nº 1 se vencer dois encontros; ou Nadal não for campeão.

Nadal é nº 1 se for campeão e Federer não vencer mais que um encontro.

Conclusão, se as contas não falharam, Nadal ficará a mercê de duas vitórias de Federer caso não chegue, pelo menos, às meias-finais em Paris e só dependerá exclusivamente de si caso seja campeão. Ou seja, qualquer derrota coloca-o dependente de Federer. Já o suíço tem outros cenários, mas não pode ir descontraído para Londres.

A luta pelo campeonato está mais quente do que se esperava e, pela primeira vez, desde Houston 2003, o título é discutido na prova de elite do circuito.

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