
M. Oudin apresenta-se como nº 1 americana (Getty Images)
Depois de termos conhecido ontem o trajecto da equipa italiana até esta final, iremos hoje traçar o caminho da selecção norte-americana. A capitã, M. J. Fernandez, irá tentar levar para os Estados Unidos a sua 18ª Fed Cup da sua história, ainda que o último troféu tenha sido erguido pela última vez em 2000. Pese esse facto, a equipa do país do Tio Sam parte em nítida desvantagem teórica, até porque as suas melhores tenistas (Serena e Venus Williams mostraram-se indisponiveis para competir na final deste ano). Assim, Melanie Oudin, Alexa Glatch, Liezel Huber e Vania Ving irão tentar contrariar o favoritismo transalpino.
Na ronda inaugural, o seleccionado norte-americano recebeu a equipa azul-celeste numa eliminatória só decidida no encontro de pares. Mais uma vez, as irmãs Williams não se apresentaram disponiveis pelo que a tarefa complicou-se um pouco. Jill Craybas, Melanie Oudin, Liezel Huber e Julie Ditty foram as protagonistas. No primeiro dia, o equilibrio foi a nota dominante – J. Craybas deu vantagem à equipa da casa vencendo a nº 2 sul-americana – Betina Jozami (6/2 e 6/1), para depois a “estrela” alvi-celeste, Gisela Dulko, igualar a eliminatória (6/2 e 7/5 perante Oudin). No 3º e 4º singulares, Dulko e Oudin defenderam bem o estatuto de “estrelas da companhia”, vencendo J. Craybas e B. Jozami, respectivamente. Com estes resultados a decisão da eliminatória foi remetida para o encontro de pares, na qual J. Ditty e a especialista na variante, L. Huber superiorizaram-se perante Dulko/Jozami. Uma vitória bem suada da selecção da casa que deixaram em delirio os seus fãns presentes em Surprise, no estado do Arizona.
Meias-finais: Rep. Checa 2 USA 3
A cidade checa de Brno acolhia a meia-final entre a selecção local e os Estados Unidos da America. Uma meia-final bem equilibrada era o que se esperava perante duas selecções com pergaminos na história da prova. A Rep. Checa tinha vencido a selecção espanhola nos quartos-de-final, e tinha argumentos para chegar à final da prova. Iveta Benesova, Petra Kvitova, Lucie Safarova e Kveta Peschke pareciam ter uma equipa mais homogénea comparavelmente à selecção vinda do continente norte-americano. Desta vez, M. Jo-Fernandez tinha chamado Mattek-Sands, as “repetentes” Liezel Huber e Melanie Oudin e a jovem Alexa Glatch. A eliminatória começava com uma vitória normal de Kvitova sobre Mattek-Sands (6/3 e 7/6), o que poderia indiciar uma vantagem importante para a selecção europeia. No entanto, no 2º encontro de singulares, a nº 1 checa, Iveta Benesova, não conseguiu dar o segundo ponto à sua selecção depois de ter perdido para Alexa Glatch com parciais muito duros (1/6 e 2/6). Safarova substituiu Benesova no terceiro singular, estratégia que deu frutos, já que a tenista nº 40 WTA venceu Mattek-Sands em dois parciais (6/3 e 6/1). A equipa norte-americana a perder por 1/2 não desistiu e conseguiu dar a volta à eliminatória – primeiro com a vitória de Glatch sobre Kvitova (6/2 e 6/1), e depois no encontro decisivo na variante de pares. L. Huber e Mattek-Sands venceu o par checo formado por Benesova e Peschke num encontro frenético e que poderia ter caído para um ou para o outro lado. A selecção checa ainda venceu o set inaugural, mas depois a equipa norte-americana venceu os dois sets seguintes (7/6 e 6/1).
