Julho, 2009
Davis Cup 09: USA e Rússia em sérias dificuldades
Publicado por Bruno Santos em Notícias às Julho 11th, 2009
O primeiro dia dos quartos-de-final da Taça Davis 2009 ficou marcada pela amplas dificuldades denotadas pelos Estados Unidos (na Croácia), e da Rússia diante da “surpreendente Israel. De resto, as grandes potências do actual ténis mundial estão em dificuldades. Espanha e Argentina, finalistas do ano passado, também não estão com grandes facilidades, os sul-americanos numa eliminatória que já se esperava complicada, na Rep. Checa, já “nuestros” hermanos face a uma Alemanha sedenta de resultados mais condizentes com os seus pergaminhos na modalidade.
Croácia vs USA 2:0
O primeiro dia da eliminatória para os norte-americanos foi tudo, menos feliz. No primeiro confronto, Marin Cilic venceu, em 5 sets bem duros, Mardy Fish – substituto de Andy Roddick na eliminatória. Somou o primeiro ponto para a selecção da casa ao fim de 4 horas e 23 minutos, pelos parciais de 4/6 6/3 6/7(3) 6/1 e 8/6. O confronto seguinte opunha o “gigante” I. Karlovic a J. Blake. O encontro parecia estar de feição aos norte-americanos – (7/6 e 6/4 era o resultado ao fim do 2º parcial favorável a Blake). Karlovic não desistiu, e fruto do seu jogo serviço-rede logrou a reviravolta ao encontro vencendo os seguintes três sets (6/3; 7/6 e 7/5). Agora, os norte-americanos jogam o tudo ou nada no encontro de pares, encontro que tentarão aplicar a maior experiência dos irmãos Bryan nessa variante, defrontando o par Karlovic/Zovko.
Rep. Checa vs Argentina 1:1
A selecção checa, depois de ter eliminado na 1ª ronda da Taça Davis a França, sentia que poderia encarar o seu compromisso face à Argentina com algum optimismo, situação que saiu reforçada face à ausência de D. Nalbandian da eliminatória – uma das grandes figuras da selecção “celeste”. No entanto, no fim do dia 1 do confronto, pode-se dizer que foram dois encontros completamente diferentes. Berdych, a gozar algum favoritismo face a J. Mónaco, teve que suar muito para levar de vencida o aguerrido argentino. Ao fim de 3 horas e 27 minutos, o checo levou de vencida o primeiro singular do dia pelos parciais de 6/4, 2/6, 2/6, 6/3 e 6/2. No segundo “duelo” do dia, Del Potro era amplo favorito frente a Ivo Minar. E esse favoritismo foi demonstrado ao fim de 1 hora e 43 minutos com os parciais de 6/1; 6/3 e 6/3. Na variante de pares, a “parelha” checa formada por R. Stepanek e Lukas Dlouhy parece partir como favorita, veremos se o par argentino formado em principio por Jose Acasuso e Leonardo Mayer fará mossa.
Israel vs Rússia 2:0
Israel, arrisca-se a ser a grande surpresa da edição 2009 da Taça em questão! Depois de ter batido a sempre complicada Suécia na ronda inaugural da prova, os israelitas estão a um ponto de marcar presença nas meias-finais da Taça Davis – feito que seria a melhor marca da selecção capitaneada por Eyal Ran. A surpresa começou a desenhar-se por Harel Levy - nº 210 ATP. Levy venceu o russo I. Andreev com os parciais de 6/4, 6/2, 4/6 e 6/2. O tenista israelita deixou toda a gente de boca aberta, nomeadamente o público “anfitrião” naturalmente em delirio. O segundo encontro era de capital importância para os russos, no entanto, D. Sela (nº 33 ATP) garantiu a segunda vitória para o seu país. O russo, Youznhy, ainda venceu o primeiro parcial (6/3), mas cedeu nos restantes sets (6/1 6/0 e 7/5). Agora, no terceiro compromisso entre as duas selecções a dupla formada por I. Kunitsyn e M. Safin tentarão adiar a decisão para domingo quando defrontar a “parelha” Erlich/Ram.
Espanha vs Alemanha 1:1
A Espanha a jogar em casa partia como grande favorita mesmo contando com a ausência do actual nº1 mundial, Rafael Nadal. No entanto, as coisas não estão fáceis, sendo o encontro de pares deste sábado de ampla importância para a decisão da eliminatória. Em Marbelha, F. Verdasco dava o “tiro” inicial da eliminatória face a A. Beck, num encontro que se esperava de grande superioridade do espanhol. Puro engano, Verdasco venceu o encontro mas ao fim de 5 longos sets. Com os parciais de 6/0; 3/6; 6/7(4); 6/2 e 6/1, o espanhol deu o primeiro ponto ao seu país perante o actual nº 51 do ranking ATP. O segundo singular ainda foi mais surpreendente. Se P. Kohlscreiber é um bom jogador, Robredo na terra batida da praça de touros de Marbelha partia como favorito. Perante a desilusão do público que enchia a “plateia”, o alemão venceu pelos parciais de 6/3 6/4 e 6/4. Com esta vitória, o encontro entre F. Lopez /F. Verdasco face a N. Kiefer/M. Zverev assume especial relevância.
ATP 250 Newport: O “jovem” veterano Santoro nas meias
Publicado por Bruno Santos em Breves às Julho 11th, 2009
No único torneio ATP da presente semana, realce para a forma evidenciada pelo francês F. Santoro. O tenista gaulês, “ultra-veterano” do circuito está em grande forma no evento norte-americano. Depois de F. Cippola e T. Dent não conseguirem impôr-se ao veterano francês de 36 anos, foi o seu compatriota N. Mahut que perdeu nos quartos-de-final com Santoro. Por um duplo 6/4, o actual nº 34 ATP “garantiu a sua presença nas meias-finais, etapa que encontrará o norte-americano S. Querrey (8º CS). Na outra meia-final encontram-se O. Rochus e o norte-americano R. Ram – recorde-se que este último detém o estatuto de “lucky loser” depois da chamada de Mardy Fish para defender as cores do país do Tio Sam.
WTA Budapeste:Jornada imcompleta
Publicado por Bruno Santos em Breves às Julho 11th, 2009
Não se concluiram os encontros na sua integridade no torneio magiar. Assim, o encontro entre a 1ª CS, P. Schnyder e da russa A. Kleybanova foi interrompido quando o “marcador” ditava um score de 4/3 favorável à tenista suiça. O encontro foi interrompido devido à chuva que se abateu sobre a capital da Hungria. Nos restantes encontros dos quartos-de-final, a lógica imperou.
Agnes Szavay (4ª CS) e A. Bondarenko (6ª) venceram de vencida as suas opositoras: a primeira, a suiça T. Bacsinsky, a ucraniana despachou a sempre agerrida S. Peer. E.Gallovits é a terceira semi-finalista depois de ter batido a “qualifyer” Petra Matric (6/3 e 7/6). Assim nas meias-finais, E. Gallovits espera pela sua adversária a sair do confronto Schnyder vs Kleybanova – a concluir-se amanhã, enquanto Szavay e Bondarenko “discutem” a outra vaga na final.
WTA Bastad: Wozniacki a caminho de novo título WTA?
Publicado por Bruno Santos em Notícias às Julho 11th, 2009
Foto do Dia

A dinamarquesa procura o seu 6º título WTA (Foto Arne Forsell/Bildbyran)
No torneio de Bastad, evento da categoria “International”, a 1ª pré-designada, Caroline Wozniacki garantiu a presença na grande final que se jogará este sábado. Para isso derrotou a transalpina e 3ª CS, Flavia Penneta. Não foi, contudo, uma vitória fácil. Depois de vencer o primeiro parcial (6/3), cedeu o set seguinte (4/6), para no set decisivo impôr a sua competência traduzindo em 6/2 uma maior eficácia e superioridade em termos mentais. Agora, na final, terá que se haver com a surpreendente espanhola M. Jose Martinez. A espanhola que vem realizando uma temporada bem positiva – tendo mesmo garantido o seu primeiro triunfo WTA – Bogotá no presente ano – venceu a argentina Gisela Dulko - 7/5 e 6/4 – foram os parciais. Caroline Wozniacki (1ª CS), e M. J. Martinez (nº 54 WTA), nunca se encontraram em encontros a contar para o circuito WTA.
WTA Bastad:Cirstea e Kirilenko com sortes diferentes
Publicado por Bruno Santos em Notícias às Julho 8th, 2009
No torneio sueco, sortes diferentes para duas das “meninas” bonitas do circuito WTA. Num dia marcado pelas vitórias, algo normais, das três principais pré-designadas (C. Wozniacki, D. Cibulkova e F. Penneta) – com lugares já “reservados” nos quartos-de-final, a romena Sorana Cirstea e Maria Kirilenko, obtiveram resultados antagónicos. A romena perdeu frente à argentina Gisela Dulko – a atravessar um bom momento de forma – 6/3; 4/6 e 7/6 (5) foram os parciais. Num confronto particularmente equilibrado, a tenista sul-americana foi mais eficaz, sendo o tie-break do 3º parcial marcado pela superioridade das respostas em relação ao serviço. O encontro teve a duração de 2 h e 48 m. Já, a russa ,venceu a sua compatriota, Anastasia Pavlyuchenkova – 6/2 e 6/3 foram os parciais. Kirilenko não só “despachou” a sua compatriota (6ª CS), como assegurou uma vitória importante para o seu pecúlio, face aos seus resultados recentes muito discretos.
Programa Quartos-de-final:
(1) Caroline Wozniacki vs Maria Kirilenko
(3) Flavia Penneta vs Alla Kudryavtseva
(7) C.Suarez Navarro vs M. Martinez Sanchez
Gisela Dulko vs Dominika Cibulkova
WTA Budapeste:Detentora do título eliminada!
Publicado por Bruno Santos em Notícias às Julho 8th, 2009
Foto do dia

Alize Cornet, detentora do título cedeu na 2ª ronda (Getty Images)
A israelita Shahar Peer cometeu a proeza de vencer a detentora do título do torneio húngaro e a 2ª pré-designada, a francesa Alize Cornet. Pelos parciais de 6/2 e 6/0, Peer garantiu uma boa vitória, carimbando simultaneamente a sua presença nos quartos-de-final. No mesmo torneio, a austríaca Sabille Bammer (3ª CS) foi igualmente derrotada, esta pela romena Edina Gallovits. A principal cabeça-de-serie do evento magiar, a suiça Patty Schnyder, venceu, esta para a ronda inaugural, a germânica Andrea Patkovic (7/6 e 6/3).
WTA Bastad – O circuito profissional não pára
Publicado por Bruno Santos em Notícias às Julho 7th, 2009
A dinamarquesa é a principal cabeça-de-série na Suécia

A dinamarquesa, Caroline Wozniacki, entrou com o pé direito no WTA de Bastad que se realiza na Suécia. Num torneio que distribui 220.000 dólares em prémios monetários jogado em terra batida, a escandinava “bateu” a sueca Sofia Arvidsson: 6/1 e 6/3 foram os parciais. Num torneio que tem como principais pré-designadas a eslovaca D. Cibulkova (2ª) e F. Penneta (3ª), destaque para a vitória da espanhola M. J. Martinez-Sanchez sobre a 4ª CS – a estoniana Kaia Kanepi. A tenista nº 54 WTA venceu em dois sets (6/1 e 7/6).
WTA Budapeste
No outro torneio do circuito feminino da semana, um evento da categoria “International”, tal como em Bastad com 220.000 dólares em prémios monetários, o cartaz não é tão atractivo. Em todo o caso, conta com a presença da suiça P. Schnyder (22ª WTA), A. Cornet (nº 24) ou ainda a austríaca S. Bammer (nº 26). A primeira pré-designado só se estreia amanhã, pelo que os destaques vão para as vitórias de Cornet e Bammer frente à “casaque” Voskoboeva e face à checa Zakopalova, respectivamente. De realçar que as 7ª e 8ª pré-designadas, já foram eliminadas do torneio húngaro: Sara Errani frente à hélvética T. Bacsinsky, a 8ª CS, L. Safarova, face à “qualifyer” croata P. Martic.
Mathieu Montcourt foi econtrado morto esta madrugada
Publicado por Filipe Simões em Breves às Julho 7th, 2009

Mathieu ocupava actualmente o 119 lugar do ranking (Foto:Getty Images)
Uma notícia triste para o ténis, o tenista profissional Mathieu Montcourt foi encontrado morto na madrugada de hoje. Ainda se desconhecem os pormenores e causa do seu desaparecimento. Mathieu Montcourt de 24 anos ocupava actualmente o lugar nº 119 no ranking mundial e teve como melhor posição o lugar nº 104.
A Federação francesa de ténis emitirá ainda hoje um comunicado mais detalhado sobre esta trágica morte.
50 ases…
O nº 1 mundial Roger Federer somou 50 ases na final de Wimbledon, a 3ª melhor marca de sempre registado no circuito mundial. Uma marca, normalmente, apenas ao alcance dos melhores servidores…
Ivo Karlovic continua com o melhor registo: 55 ases sobre… terra batida sobre Hewitt! O segundo melhor é Joachim Johansson com 51 ases no Australian Open face a Andre Agassi!
O curioso é que tanto o croata como o sueco perderam frente aos seus adversários em 5 sets. Ou seja, Roger Federer é o tenista bem mais sucedido num encontro no que respeita a ases e no desfecho final combinado.
O treinador do momento

Larry Stefanki levou Marcelo Rios e Yevgeny Kafelnikov a nº 1 mundiais (Foto: Getty Images)
Com 52 anos, o norte-americano Larry Stefanki há muito que não precisa provar o seu valor. Foi sobre as suas ordens que Yevgeny Kafelnikov e Marcelo Rios alcançaram a liderança mundial e, entre outros, já treinou John McEnroe, Tim Henman e Fernando Gonzalez, levando o último à sua única final do Grand Slam, no Australian Open de 2007, e ao 5º lugar da hierarquia mundial.
Ontem, também ele perdeu uma oportunidade de increver o seu nome na história de Wimbledon. Mas é impossível não fazer uma menção honrosa quando o seu “pupilo” Andy Roddick desafiou como nunca Roger Federer, um tenista que sabia sempre o que fazer perante o estilo do norte-americano. No entanto, o antigo nº 1 mundial e campeão do US Open 2003 aparece agora com um ténis renovado e mais completo.
“Hoje”, Roddick tem no seu arsenal pancadas que jamais esperaríamos há uns anos atrás: uma esquerda mais consistente e versáril, vólei mais eficaz e um toque de bola superior.
Larry Stefanki será capaz de levar Roddick a vencer o seu 2º Grand Slam?
Treinador português que fez de Courier nº 1 aponta o dedo a Roddick
Sérgio Cruz, o treinador português que levou o norte-americano Jim Courier a nº 1 mundial, no início da década de 90, fez uma análise à final de ontem no blog do seu site instrutivo sobre ténis. Radicado na Suíça, “previu” o erro do vólei alto de esquerda de Andy Roddick no 4º set-point do tie-break quando enviou um e-mail para Claudio Mezzadri, da Swiss TV, a meio do 2º set.
Depois de elogiar Roddick (e seu treinador Stefanki) da forma como abordou o encontro com Federer, deixou o ponto fraco do norte-americano:
(…)Roddicks backhand volley is still weak and vulnerable and could be the key for Roger to win.(…)
Wimbledon:Dia 13 – Uma final épica com júbilo do campeão
Publicado por Bruno Santos em Notícias às Julho 5th, 2009
Mais um dia histórico na íncrível carreira de Roger Federer! O suiço “carimbou” o seu 15ºtítulo de um torneio do Grand Slam, e se até aqui era considerado por muitos o melhor tenista de todos os tempos, com esta marca torna-se imortal no “planeta ténis”. Os números de Federer são incriveis: jogava esta tarde a sua 7ª final consecutiva em Wimbledon, competia na sua 16ª final de um “Major” dos últimos 17 eventos dessa categoria, “carimbava” no All England Club a sua 20ª final em torneios do Grand Slam, tentava vencer o seu 60º troféu ATP, e entre outras curiosidades tentava ser o 4º tenista a vencer na mesma temporada o torneio de Roland Garros e Wimbledon, na era open.
Já, Andy Roddick, tentava vingar-se das finais perdidas para Federer na relva londrina nos anos de 2004 e 05, tentava somar o seu 2º “major” da sua carreira – venceu o US Open de 2003 face a Juan Carlos Ferrero, e pretendia somar o seu 2º título na presente temporada – venceu o ATP 250 de Menphis. O pupilo de Larry Stefansky, treinador que o norte-americano elogiou em várias conferências de imprensa em Londres, tentava assim voltar aos seus melhores momentos em torneios do “Grand Slam” em seis anos.
O jogo (Estatisticas da final)
A final discutida, hoje, demonstrou que foram de facto os dois melhores tenistas a passar na relva londrina nas últimas duas semanas. Federer, com o seu melhor ténis, apresentava um serviço quase ínvencivel graças a uma multiplicidade de soluções, complementado com o seu soberbo jogo – direitas com inúmeras soluções, esquerda não tão errante como num passado recente. Já, Roddick, somava ao seu potente serviço uma boa “dose” de confiança no seu jogo do fundo de court, não se inibindo em determinadas ocasiões por concluir alguns pontos na rede. O primeiro set, os dois “rivais” serviram com uma eficácia íncrivel, o equilibrio foi sintomático até ao 12º jogo, altura que Roddick quebrou o serviço do suiço. Em 39 minutos, Roddick fechava o parcial por 7/5. O 2º parcial, acabou provavelmente por sentenciar a final da 123ª edição de Wimbledon. Sem quebras de serviço, o set viria a ser decidido no tie-break, momento do encontro que Roddick chegou a uma vantagem de 6/2. Com 4 set-points, o norte-americano não só não fechou o set – avançaria para uma vantagem de 2 sets a zero – como via o actual nº 2 mundial a fechar o desempate por 8/6. A final estava ao rubro, Roddick através do primeiro set demonstrava ter possibilidades de entrar na “mitica” história de Wimbledon, Federer conseguia dar uma reviravolta no tie-break do set que acabava por terminar, que lhe “injectou” uma confiança para a final assinalável.
Quiça, graças a essas circunstâncias, Roddick “baixou” um pouco a eficácia do seu 1º serviço, e se sé verdade que o parcial foi decidido uma vez mais no tie-break, desta vez Federer não passou pelas mesmas dificuldades, comparavelmente ao set anterior – chegou a uma vantagem de 5/1, sendo crucial para fechar o 3º set por 7/5 no “desempate”, em 47 minutos. Com uma vantagem de 2 sets a um, Federer partia para o 4º set com uma forte vantagem para o resto da final, pelo menos teoricamente. No entanto, o suiço sentiu um pouco a pressão e depois de ter cedido o 4º jogo no seu serviço, o suiço nunca mais recuperou a desvantagem.
O que dizer do set decisivo. Os dois opositores serviram de uma forma fantástica, levando a decisão para uma vantagem de dois jogos que previsivelmente não acontecia. Com o parcial em 6/6, os dois rivais serviram quase na perfeição até ao 30º jogo de serviço. Aí, Federer conseguiu uma vantagem de 0/30, e graças a uma “madeirada” do norte-americano, Federer fechava uma final que além de ser dramática – principalmente no 5º set, afigurava-se injusta para o finalista vencido. No entanto, no ténis não pode haver dois vencedores, pelo que a “fava” saiu ao 6º cabeça-de-série.
Wimbledon – Federer chega ao 15º título do Grand Slam
Publicado por Bruno Santos em Breves às Julho 5th, 2009

Federer "escreveu" mais um página dourada na sua carreira(Reuters/S.Wermuth
O suiço Roger Federer ultrapassou a barreira dos 14 títulos do Grand Slam – marca que partilhava desde Roland Garros com o norte-americano Pete Sampras. O suiço venceu o norte-americano e 6º pré-designado, Andy Roddick, numa final completamente imprevisivel até à última pancada. Para a história fica o resultado (5/7; 7/6; 7/6; 6/3 e 16/14), numa vitória épica em 4 horas e 16 minutos. Para o norte-americano ficou, certamente, o “amargo de boca” de ter desperdiçado no tie-break do segundo parcial uma vantagem de 6/2.
(Em breve, desenvolvimento)
Wimbledon: Foto do dia
Publicado por Bruno Santos em Fotos às Julho 4th, 2009
As irmãs Williams “discutiram” mais um Grand Slam

Serena venceu o seu 11º título do Grand Slam (Foto Reuters)
Wimbledon: Serena vence pela 3ª vez na relva londrina
Publicado por Bruno Santos em Notícias às Julho 4th, 2009
Não foi propriamente uma final de “encher o olho”. Com as irmãs Williams a discutir, uma vez mais, a final na relva londrina, Serena desta feita levou a melhor – venceu pela 3ª vez o torneio britânico, ganhou ascendente face ao seu confronto directo face à sua irmã Venus (11 vitórias e 10 derrotas), e logrou o desempate em encontros jogados em relva entre as duas: 3 vitórias e 2 desaires. Pelos parciais de 7/6(3) e 6/2, a irmã mais nova das irmãs Williams garantiu o triunfo ao fim de 87 minutos.
A final esperada – S. Williams vs V. Williams (estatisticas do encontro)
Era uma espécie de tira-teimas entre Venus e Serena. Motivos , tinham de sobra: repetição da final 2008 – vencida por Venus – desempate no mano-a-mano (10 vitórias para cada uma delas), igualdade também nos encontros disputados em relva entre as duas opositoras. A irmã mais nova, Serena ,parecia ser um pouco mais favorita graças à sua presença exibicional ao longo destas duas semanas de competição, já Venus depois de esmagar Safina nas meias-finais tinha que se levar em linha de conta. A primeira procurava o seu 3º triunfo em Wimbledon, já Venus tentava o seu 6º “caneco” em All England Club.
A final não foi particularmente espectacular sendo a fase inicial bastante cautelosa por parte das duas tenistas. O serviço segurava o jogo quer de uma quer de outra, os erros não forçados revelavam algum nervosimo inicial. Com Serena a revelar-se muito segura no aproveitamento do 1º saque, Venus não se revelava muito diferente, embora se mostrasse mais conservadora na abordagem do encontro. Com Serena mais agressiva – matriz do seu padrão de jogo – Venus não arriscava tanto nomeadamente com as suas pancadas. O momento crucial do set inicial foi no 8º jogo – com 4/3, Venus não conseguiu aproveitar os únicos break-points (2) conseguidos pelas duas competidoras no 1º set. Ao fim de 44 minutos, inicou-se o desempate ganho por Serena (7/3). Com dois “mini-breaks”, Serena fechou o set inicial ao fim de 52 minutos. O segundo parcial, Venus mostrou-se mais frágil animicamente, entregando um pouco a final à sua irmã e nº 2 mundial. No 6º jogo, a irmã mais velha das finalistas cometeu uma dupla falta que viria a ser fatal na decisão do encontro. Daí à conclusão da 123ª edição da final feminina de Wimbledon foi um àpice. Serena confirmou a quebra de serviço, e com novo “break” fechou a final por um parcial final de 6/2.
Nas estatisticas da final, Serena esteve bem melhor que Venus. A primeira confirmando o bom momento que atravessa com uma exibição bem segura e em alguns momentos brihante, a segunda não se exibindo no seu melhor. Curiosamente, as duas “meteram” 61% do 1º serviço, no entanto, Serena esteve bem melhor no aproveitamento do seu saque. Enquanto a 2ª CS apenas perdeu dois pontos no seu 1º serviço (31/33), Venus esteve com percentagens de aproveitamento bem inferior. A 3ª pré-designada venceu 70 e 56% no 1º e 2º serviço, conseguindo também 2 aces e 3 duplas-faltas. Por seu turno, Serena “assinou” 12 aces e não cometeu qualquer dupla falta. Enquanto Venus teve um saldo negativo entre pontos ganhantes e erros não forçados (14/18), a sua irmã esteve bem mais eficaz – conseguiu 25 “winners” e 12 pontos errantes. Venus, sentindo que a final lhe estaria a “fugir” ainda tentou subir à rede por inúmeras ocasiões, conseguindo aí a conclusão de 9 pontos em 13 oportunidades. Serena não esteve tão activa na subida à rede mas foi bem mais eficaz – em 5 subidas apenas perdeu 1 ponto (4/5).
Com este desiderato, Venus interrompeu uma série de 20 vitórias consecutivas na relva londrina – recorde-se que a irmã mais velha da “familia” Williams venceu na “catedral” em 2007 e 2008, falhando assim o seu 3º triunfo consecutivo. Já Serena recuperou o troféu, ela que havia ganho pela última vez em 2003 face à mesma opositora de hoje. Com esta vitória, Serena juntou ao título do Austrália Open (título também conquistado na presente temporada) o terceiro troféu do Grand Slam de 2009. Em termos absolutos foi o seu 32º troféu a contar para o circuito WTA.
Wimbledon: Antevisão Jogo do Dia (dia 12)
Publicado por Filipe Simões em Rubricas às Julho 4th, 2009

Final disputada em família (Foto: Getty Images)
Último dia do quadro final do sector feminino, as irmãs Williams disputam a final em Wimbledon entre si pela 4ª vez. Um encontro de desfecho imprevisível como demonstra o historial de jogos entre as duas, no frente a frente, 1o vitórias para cada uma, no que toca aos encontros efectuados em relva verifica-se também um empate 2 vitórias para qualquer uma das irmãs Williams. De notar que Venus Williams perdeu já 5 finais de Grand Slam face a Serena, Venus soma 7 vitórias em torneios maiores contra 10 de Serena.Venus fez um torneio imaculável, não cedendo qualquer set e perdendo apenas 20 jogos, Serena por sua vez cedeu um set face à russa Elena Dementieva na meia final e perdeu em todo o torneio 43 jogos.
NOTA: O encontro começa ás 14 horas locais e portuguesas.
Wimbledon: Dia 11 – Roddick intromete-se em final esperada
Publicado por Bruno Santos em Notícias às Julho 3rd, 2009
“Come On”. Esta foi uma das palavras mais ouvidas no Court Central de All England Club. Quatro tenistas em grande forma esgrimiam argumentos com o objectivo de chegar à final mais esperada no planeta ténis. Com dois deles a procurarem repetir tal feito – Federer e Roddick (curiosamente discutiram duas finais na relva londrina) – os restantes procuravam singular feito nas suas diferentes carreiras. Murray desiludiu os britânicos, Haas foi ultrapassado pelo suiço que tenta vencer o torneio pela sexta vez na sua carreira.
(2) R. Federer vs (24) T. Haas (estatísticas do encontro)
O encontro entre o actual nº2 mundial e o 24º pré-designado inaugurava a tarde reservada às meias-finais masculinas. O suiço procurava a 7ª final consecutiva na relva londrina – as primeiras cinco venceu as respectivas finais, a última discutida em 2008 perdeu para Rafael Nadal. Por seu turno, Tommy Haas tentava chegar à sua primeira final em Londres, ele que conta com 31 anos actualmente. Com dois trajectos intratáveis, os dois reeditavam a 4ª ronda da presente temporada do torneio de Roland Garros, um encontro íncrivel que o alemão chegou a estar a vencer por dois sets a zero, mas que Federer conseguiu “remontar”. Em 2 horas e 2 minutos, Federer venceu o germânico em três sets (7/6; 7/5 e 6/3). O suiço não deu espaço ao ascendente do seu opositor, tal como na terra batida do “Philippe Chatrier”. Uma vez mais, o suiço esteve imperial no seu serviço – 11 “aces”, 1 dupla falta, 7 pontos perdidos no seu 1º serviço, 4 no seu 2º saque são números impressionantes. Além disso, não concedeu qualquer oportunidade de break ao alemão, além de conseguir 49 pontos ganhantes contra 15 erros não forçados. A estes impressionantes e significativos números, o suiço converteu 2 quebras de serviço em dois break-points, para além de vencer 88% dos pontos ganhos nas subidas à rede (38/43). Haas, se é verdade que protagonizou um torneio fantástico – recorde-se que eliminou Novak Djokovic na ronda anterior – foi completamente “abafado” pela exibição de Federer. O alemão esteve bem longe da “perfomance” do suiço, sendo visivel a incapacidade de incomodar a estratégia de Federer – 28 winners contra 31 erros não forçados é sintomático. Circunstância que saltou à vista foi a impotência que Haas encontrou em opor-se ao “passing-shots” do suiço – nas 37 vezes que subiu à rede por apenas 21 conseguiu converter em pontos ganhos. Se o seu 1º saque apresentou números bem válidos – 74% de pontos ganhos, o seu 2º serviço não foi tão eficaz (45% pontos vencidos). Mais uma grande prestação do suiço que, recorde-se, se vencer a final de domingo recupera o estatuto de nº 1 mundial.
(6)A. Roddick vs (4) A. Murray (estatisticas do encontro)
Roger Federer já estava na final de domingo. O público ,agora, esperava por uma vitória de Andy Murray para “coroar” uma edição de Wimbledon coberta de curiosidades, ausências (Nadal a mais visivel), mas também de grande espectáculo. Por falar em ténis de grande nível, Andy Murray e Andy Roddick foram dois dos grandes animadores da última semana e meia com perfomances muito elevadas. O escocês a atravessar um grande momento na sua carreira enfrentava Roddick que vem demonstrando nas últimas semanas estar de volta com o seu excelente ténis. Pese o apoio do público, o norte-americano venceu em 4 sets (6/4; 4/6; 7/6 e 7/6) em 3 horas e 7 minutos. Roddick pareceu algo incrédulo no fim da partida, mas pensamos não ser exagerado dizer que face à sua prestação não foi nada surpreendente. Com 21 aces e 64 “winners”, o americano marcou uma posição importante no encontro, sendo importante os 24 erros não forçados (número razoável). Com 77 e 51% de pontos ganhos no 1º e 2º saque, respectivamente, Roddick conseguiu “romper” o serviço do seu opositor por 2 ocasiões em 5 oportunidades. Em suma, Roddick acreditou e foi importantissimo o seu forte e poderoso serviço, enquanto isso, Murray destacava-se pelo seu ténis mais versátil, mais elaborado. Com mais “winners” (76), e menos erros não forçados (20), o escocês conseguiu 25 “aces”, um número superior ao seu rival. O encontro foi decidido em pormenores, e o 3º e 4º parcial, podiam ter caído para um ou outro lado. Não podiam vencer os dois, Roddick venceu 143 pontos, enquanto Murray saiu vitorioso em 141 ocasiões. O escocês sentiu a pressão, principalmente no 4º parcial onde jogava o tudo ou nada. Ainda recuperou um “mini-break”, mas acabou por ceder o desempate por 7/5.
A Final
“Será que não há duas sem três”? Se assim for, Roger Federer vencerá a final do próximo domingo. Recorde-se que Federer venceu Roddick nas finais de 2004 e 2005. Mais do que essas vitórias, Federer comanda o “mano-a-mano” com o 6º CS, apresentando um parcial de 18 vitórias e 2 derrotas. O suiço tenta a histórica marca de 15 títulos do Grand Slam, já o norte-americano tenta vencer o seu 2º “major” – depois do US Open 2003. No entanto, o suiço tem muito mais em jogo – tenta recuperar o lugar de nº 1 mundial (depois de o ter perdido em Agosto de 2008), o seu 6º titulo em Wimbledon, e ainda o seu 3º título do ano – depois do ATP 1000 de Madrid e Roland Garros. Já, Roddick , tenta “juntar” o caneco de All England Club”, ao seu único título de 2009 – ATP Menphis. Os dois atravessam um excelente momento, sendo de esperar um encontro fabuloso.
Wimbledon: Figura da Jornada (Dia 11)
Publicado por Filipe Simões em Rubricas às Julho 3rd, 2009

Semblante de Roddick após a vitória sobre Murray (Foto: Getty Images)
A maioria dos britânicos parou hoje na esperança de ver um jogador da casa na final após 71 anos, mas Andy Roddick não fez o favor, derrotando em 4 sets o escocês Andy Murray. Num jogo onde talvez ambos os jogadores não praticaram o seu melhor ténis, foi na frieza que Roddick teve a sua melhor arma, apesar da ambiente criado à volta de Murray, o americano manteve-se sempre concentrado, ganhando assim pelos parciais 6-4 4-6 7-6(7) 7-6 (5). Roddick está assim de volta a um lugar onde já esteve à alguns anos atrás, um merecido prémio, porque Roddick sempre procurou evoluir o seu ténis apesar dos resultados menos bons, tendo em conta o seu magnifico aparecimento. Andy Roddick vai ter assim a oportunidade de somar mais um título do Grand Slam, ao único que alcançou já no ano de 2003, mas terá certamente o adversário mais difícil que poderia desejar, Roger Federer a um passo de bater o record de vitórias de torneios do Grand Slam.
Wimbledon: Fotos 11ª Jornada
Publicado por Bruno Santos em Fotos às Julho 3rd, 2009
FOTO DO DIA

Os britânicos acreditavam em Murray (Foto AFP)
No dia em que os britânicos adiaram o sonho de ver um “anfitrião” vencer em Wimbledon desde Fred Perry, Federer e Roddick “carimbaram”os seus lugares na grande final. Será que depois das vitórias do suiço em 2004 e 2005 sobre o norte-americano, este último conseguirá vencer o torneio londrino pela primeira vez na sua carreira ? Fotos do dia…
Wimbledon: Antevisão Jogo do Dia (dia 11)
Publicado por Filipe Simões em Rubricas às Julho 3rd, 2009
O encontro mais aguardado das meias finais do quadro masculino, coloca frente a frente dois Andy’s. Andy Murray onde é depositada toda a esperança dos britânicos para a conquista do troféu e Andy Roddick de volta aos bons momentos. A fé dos britânicos no jovem escoçês é indeterminável, o jejum de um jogador da casa não levar a taça, dura à mais de 70 anos. Tempo a mais para o país que acolhe o mais emblemático torneio do mundo. Mas Murray terá um duríssimo teste para aceder afinal, Andy Roddick regressou à boa forma que lhe permitiu disputar duas finais no All England Club. Roddick poderá ter o factor da experiência ao seu lado, mas em oposição sentirá o apoio incondicional do público a favor de Andy Murray, que vai de certeza proporcionar um ambiente extraordinário e explosivo.
Escocês
Wimbledon: Figura da Jornada (Dia 10)
Publicado por Filipe Simões em Rubricas às Julho 3rd, 2009

Venus perfeita humilha Safina (Foto: Getty Images )
O posto de número 1 mundial, ocupado por Dinara Safina, tem sido muita vez posto em causa. O encontro que opunha hoje a tenista russa frente a Venus Williams era mais oportunidade de Safina justificar o seu lugar no topo do ranking. A verdade é que Safina, foi completamente trucidada por Venus Williams, o placar final, 6-1 6-0 é espelho disso mesmo. Safina apenas ganhou 20 pontos em todo o encontro, que não durou mais de 51 min, números arrasadores para a número mundial. Venus por sua vez, confirma que é na relva de Wimbledon que exprime todo seu ténis, com o incrível número, de apenas ter cometido um erro não forçado em todo o encontro. Venus para revalidar o título vai encontrar a sua irmã, Serena que ganhou a batalha do dia, derrotando Elena Dementieva.
Wimbledon: Dia 10 – A reedição da final 2008
Publicado por Bruno Santos em Notícias às Julho 2nd, 2009
Era uma espécie de mini-cimeira russa/norte-americana aquela que se realizou hoje, no Court Central do complexo de Wimbledon. Mais do que duas tenistas do país do “Tio Sam”, duas irmãs gémeas tentavam reeditar a final do ano passado, perante duas russas com características algo diferentes. A actual nº 1 mundial, Dinara Safina,foi apanhada em contrapé, e se tentava hoje chegar à 3ª final de um torneio do Grand Slam em 2009 – depois de duas finais perdidas em Melbourne e Roland Garros – foi completamente abalroada pela 3ª CS, Venus Williams. A sua irmã, Serena, teve uma tarefa bem diferente, protagonizando com Elena Dementieva o “duelo” mais demorado nas meias-finais na relva londrina em 123 edições.
Serena vs Dementieva (estatísticas do encontro)
A primeira meia-final opunha o “duelo” entre a CS nº 2 (Serena Williams), e a russa e 4ª pré-designada, Elena Dementieva. No mano-a-mano a norte-americana levava a melhor (5 V e 3 D). O encontro podia ter “caído” para uma outra competidora, sendo resolvido em pequenos e meros detalhes. Com os parciais de 6/7; 7/5 e 8/6, a norte-americana “carimbou” o passaporte para a grande final, tendo a possibilidade de vencer o torneio pela 3ª ocasião – 2002 e 2003 foram os anos em que a actual nº 2 mundial “ergueu” o troféu na relva londrina. A norte-americana esteve superior em quase todos os capítulos de jogo, sendo apenas batida pela russa nos pontos ganhos no 2º saque (62% de Dementieva contra 47 da norte-americana). Serena conseguiu valorizar a sua potência” de jogo, face a um ténis mais versátil da actual nº 3 mundial. A russa teve mesmo ao seu dispor um match-point no 3º parcial, no entanto, Serena foi mais incisiva fechando o encontro ao 8/6 ao cabo de 2 horas e 48 minutos.
Venus vs Safina (estatisticas do encontro)
Sem história é o que podemos dizer da segunda meia-final. Venus Williams liderava o confronto directo com a actual nº 1 mundial, Dinara Safina (2 V e 1 D), ainda que disputados em superficies diferentes. A norte-americana não deu qualquer hipótese, vencendo por um retundante 6/1 e 6/0, em apenas 51 minutos. A norte-americana esteve bem mais “activa” liderando em todos os “items” estatisticos. Com 100% de eficácia na conversão de “break-points” em rompimentos de serviço (5/5), a norte.americana dizimou as ambições de Safina ir mais além. Um erro não forçado é sintomático da capacidade de Venus no encontro, contra 16 erros não forçados da sua opositora. A diferença de pontos ganhos entre uma e outra jogadora (54 para Venus contra 20 (!) de Safina), diz bem da incapacidade da irmã de Marat Safin em incomodar a 3ª CS. Uma vitória clara da norte-americana que tenta em Wimbledon vencer o seu 6º título na relva londrina, tendo também garantido com a vitória desta quinta-feira a sua terceira final consecutiva.
Wimbledon: Fotos 10ª Jornada
Publicado por Bruno Santos em Fotos às Julho 2nd, 2009
A FOTO DO DIA

Dia das meias-finais femininas (AELTC/J Burns)
Estão encontradas as finalistas da edição 2009 do torneio londrino. As protagonistas da final de 2008 repetirão a presença na final – Venus tentará a revalidação do título, Serena tem todas as condições para “vingar” a derrota do ano passado. Confira aqui algumas das fotos do dia no All England Club.
Wimbledon: Dia 9 – O “dia” do court 1 de All England Club
Publicado por Bruno Santos em Notícias às Julho 2nd, 2009
O 9º dia de competição reservava grandes “duelos”, encontros que dava ingresso ao “Clube dos quatro”, ou seja, os semi-finalistas da edição 2009 do torneio mais emblemático do mundo. Os britânicos “puxavam” por Andy Murray, o suiço Roger Federer tentava não perder o “comboio” do posto de nº 1 mundial, já Tommy Haas, Andy Roddick e Lleyton Hewitt tentavam “ressuscitar” pelos menos os seus grandes resultados em torneios do Grand Slam. O perdedor do dia, esse foi Novak Djokovic – não só disse adeus ao seu possivel segundo título do Grand Slam, como viu ainda esgotar-se em grande parte as suas hipóteses (remotas é certo) de subir no ranking mundial.
Muito provavelmente, nunca o Court nº 1 de Wimbledon, esteve tão coberto de expectativa como nesta jornada. O espectáculo era garantido, e se é verdade que no Court central Federer e Murray tentavam o seu “bilhete” para as semi-finais, os “duelos” no court secundário eram espectáveis de emoção, grande equilibrio, dramatismo e grande nível ténistico. Mas, vamos por partes. Roger Federer defrontava o gigante Ivo Karlovic – o suiço partia como grande favorito, o croata tentava vencer o suiço pela segunda vez na sua carreira. No entanto, o suiço está a exibir-se a um nível elevadissimo, tendo necessitado de 1 h 42 m para garantir a presença nas “meias” – ao cabo de três sets (6/3; 7/5 e 7/6), logrou a sua 21ª presença consecutiva em meias-finais de eventos do Grand Slam. O croata chegava a este encontro sem ceder o seu serviço, e só na primeira ronda enfrentou tie-breaks (vs L. Lacko). Duas “quebras de serviço – no 4º e 11º jogo do 1º e 2º set – foram suficientes para o suiço chegar à vantagem de dois sets a zero, fechando o encontro com dois “mini-breaks” no tie-break do terceiro parcial.
Agora nas meias-finais terá como opositor Tommy Haas. O germânico venceu o sérvio Novak Djokovic em quatro parciais (7/5; 7/6; 4/6 e 6/3). Com estratégias bem diferentes na abordagem ao encontro, o alemão colheu os frutos de um ténis muito agressivo no qual a subida à rede era uma das suas principais armas. Pelo outro lado, “Nole” tentava com os seus “amorties” chamar Haas à rede, para desferir do fundo do court os seus passing-shots – ora cruzados, ora às linhas. Com esta vitória, o alemão tenta chegar à final do torneio de Wimbledon. No histórico frente a Federer, o alemão venceu 2 encontros (o último dos quais em…2002 no Austrália Open). De recordar que o encontro será uma reedição da 3ª ronda de Roland Garros deste ano, um encontro em que Haas esteve a vencer por dois sets a zero mas permitiu a reviravolta ao suiço.
A outra meia-final
Andy Murray continua a fazer sonhar os “britânicos”, e mais que os resultados em si, o escocês dá mostra de um “estofo” mental sólido e imperturbável. O único espanhol ainda em prova, curiosamente, o “wild-card” Juan Carlos Ferrero, não esteve à altura do tenista natural de Dunblane, cedendo o encontro em três parciais (7/5; 6/3 e 6/2). O escocês, terá no entanto, o seu grande “teste” antes da “possivel” final frente a Andy Roddick. O norte-americano está a exibir-se a grande altura. Hoje, teve pela sua frente Lleyton Hewitt. Num encontro entre dois ex: nº 1 mundiais, repetia-se o “duelo” de Queen´s, repetindo-se a vitória do americano. Porém, Roddick teve muito que suar, disputando cinco sets para garantir a passagem à seguinte ronda da prova. Com os parciais de 6/3; 6/7; 7/6; 4/6 e 6/4, o norte-americano venceu o australiano, que deixou tudo o que tinha e não tinha na relva londrina.
As estatisticas do jogo da jornada (Roddick vs Hewitt)
Em termos de estilo de jogo, dois competidores com concepções diferentes de ténis. Roddick faz do seu serviço uma das suas principais armas, já o australiano faz da sua capacidade e solidez do jogo de fundo do court a sua principal característica. Pese esse facto, o norte-americano esteve bastante bem, de resto, a sua “imagem” de marca em Wimbledon este ano – sóbrio, bastante competente, o 6º CS esteve muito sólido em todos os capítulos de jogo. Roddick conseguiu “meter” 73% o seu primeiro serviço, vencendo 74 e 61% respectivamente no 1º e 2º saque. Com 43 “ases” e 4 duplas-faltas, o norte-americano esteve igualmente bem no equilibrio “winners”/erros não forçados (78/30). Quanto à conversão de break-points, Roddick conseguiu “romper” o seu adversário por 4 vezes em 15 oportunidades. Já, Hewitt não foi tão eficaz no seu serviço, pese os 21 aces conseguidos, marca bem interessante para o antigo nº 1 mundial. Com 59% de 1º serviços, o australiano converteu 76 e 49% dos pontos discutidos no 1º e 2º serviço. Com 62 winners e 42 erros não forçados, o australiano conseguiu ainda “brekar” Roddick por 3 ocasiões em 8 oportunidades. Nas 47 ocasiões em que subiu à rede venceu 29 pontos. Em resumo, o norte.americano esteve melhor em todos os capítulos de jogo, confirmando o bom momento que atravessa. Certamente, uma meia-final “explosiva” frente a Andy Murray.
