Não foi propriamente uma final de “encher o olho”. Com as irmãs Williams a discutir, uma vez mais, a final na relva londrina, Serena desta feita levou a melhor – venceu pela 3ª vez o torneio britânico, ganhou ascendente face ao seu confronto directo face à sua irmã Venus (11 vitórias e 10 derrotas), e logrou o desempate em encontros jogados em relva entre as duas: 3 vitórias e 2 desaires. Pelos parciais de 7/6(3) e 6/2, a irmã mais nova das irmãs Williams garantiu o triunfo ao fim de 87 minutos.
A final esperada – S. Williams vs V. Williams (estatisticas do encontro)
Era uma espécie de tira-teimas entre Venus e Serena. Motivos , tinham de sobra: repetição da final 2008 – vencida por Venus – desempate no mano-a-mano (10 vitórias para cada uma delas), igualdade também nos encontros disputados em relva entre as duas opositoras. A irmã mais nova, Serena ,parecia ser um pouco mais favorita graças à sua presença exibicional ao longo destas duas semanas de competição, já Venus depois de esmagar Safina nas meias-finais tinha que se levar em linha de conta. A primeira procurava o seu 3º triunfo em Wimbledon, já Venus tentava o seu 6º “caneco” em All England Club.
A final não foi particularmente espectacular sendo a fase inicial bastante cautelosa por parte das duas tenistas. O serviço segurava o jogo quer de uma quer de outra, os erros não forçados revelavam algum nervosimo inicial. Com Serena a revelar-se muito segura no aproveitamento do 1º saque, Venus não se revelava muito diferente, embora se mostrasse mais conservadora na abordagem do encontro. Com Serena mais agressiva – matriz do seu padrão de jogo – Venus não arriscava tanto nomeadamente com as suas pancadas. O momento crucial do set inicial foi no 8º jogo – com 4/3, Venus não conseguiu aproveitar os únicos break-points (2) conseguidos pelas duas competidoras no 1º set. Ao fim de 44 minutos, inicou-se o desempate ganho por Serena (7/3). Com dois “mini-breaks”, Serena fechou o set inicial ao fim de 52 minutos. O segundo parcial, Venus mostrou-se mais frágil animicamente, entregando um pouco a final à sua irmã e nº 2 mundial. No 6º jogo, a irmã mais velha das finalistas cometeu uma dupla falta que viria a ser fatal na decisão do encontro. Daí à conclusão da 123ª edição da final feminina de Wimbledon foi um àpice. Serena confirmou a quebra de serviço, e com novo “break” fechou a final por um parcial final de 6/2.
Nas estatisticas da final, Serena esteve bem melhor que Venus. A primeira confirmando o bom momento que atravessa com uma exibição bem segura e em alguns momentos brihante, a segunda não se exibindo no seu melhor. Curiosamente, as duas “meteram” 61% do 1º serviço, no entanto, Serena esteve bem melhor no aproveitamento do seu saque. Enquanto a 2ª CS apenas perdeu dois pontos no seu 1º serviço (31/33), Venus esteve com percentagens de aproveitamento bem inferior. A 3ª pré-designada venceu 70 e 56% no 1º e 2º serviço, conseguindo também 2 aces e 3 duplas-faltas. Por seu turno, Serena “assinou” 12 aces e não cometeu qualquer dupla falta. Enquanto Venus teve um saldo negativo entre pontos ganhantes e erros não forçados (14/18), a sua irmã esteve bem mais eficaz – conseguiu 25 “winners” e 12 pontos errantes. Venus, sentindo que a final lhe estaria a “fugir” ainda tentou subir à rede por inúmeras ocasiões, conseguindo aí a conclusão de 9 pontos em 13 oportunidades. Serena não esteve tão activa na subida à rede mas foi bem mais eficaz – em 5 subidas apenas perdeu 1 ponto (4/5).
Com este desiderato, Venus interrompeu uma série de 20 vitórias consecutivas na relva londrina – recorde-se que a irmã mais velha da “familia” Williams venceu na “catedral” em 2007 e 2008, falhando assim o seu 3º triunfo consecutivo. Já Serena recuperou o troféu, ela que havia ganho pela última vez em 2003 face à mesma opositora de hoje. Com esta vitória, Serena juntou ao título do Austrália Open (título também conquistado na presente temporada) o terceiro troféu do Grand Slam de 2009. Em termos absolutos foi o seu 32º troféu a contar para o circuito WTA.
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