Wimbledon: Dia 11 – Roddick intromete-se em final esperada

“Come On”. Esta foi uma das palavras mais ouvidas no Court Central de All England Club. Quatro tenistas em grande forma esgrimiam argumentos com o objectivo de chegar à final mais esperada no planeta ténis. Com dois deles a procurarem repetir tal feito – Federer e Roddick (curiosamente discutiram duas finais na relva londrina) – os restantes procuravam singular feito nas suas diferentes carreiras. Murray desiludiu os britânicos, Haas foi ultrapassado pelo suiço que tenta vencer o torneio pela sexta vez na sua carreira.

(2) R. Federer vs (24) T. Haas (estatísticas do encontro)

O encontro entre o actual nº2 mundial e o 24º pré-designado inaugurava a tarde reservada às meias-finais masculinas. O suiço procurava a 7ª final consecutiva na relva londrina – as primeiras cinco venceu as respectivas finais, a última discutida em 2008 perdeu para Rafael Nadal. Por seu turno, Tommy Haas tentava chegar à sua primeira final em Londres, ele que conta com 31 anos actualmente. Com dois trajectos intratáveis, os dois reeditavam a 4ª ronda da presente temporada do torneio de Roland Garros, um encontro íncrivel que o alemão chegou a estar a vencer por dois sets a zero, mas que Federer conseguiu “remontar”. Em 2 horas e 2 minutos, Federer venceu o germânico em três sets (7/6; 7/5 e 6/3). O suiço não deu espaço ao ascendente do seu opositor, tal como na terra batida do “Philippe Chatrier”. Uma vez mais, o suiço esteve imperial no seu serviço – 11 “aces”, 1 dupla falta, 7 pontos perdidos no seu 1º serviço, 4 no seu 2º saque são números impressionantes. Além disso, não concedeu qualquer oportunidade de break ao alemão, além de conseguir 49 pontos ganhantes contra 15 erros não forçados. A estes impressionantes e significativos números, o suiço converteu 2 quebras de serviço em dois break-points, para além de vencer 88% dos pontos ganhos nas subidas à rede (38/43). Haas, se é verdade que protagonizou um torneio fantástico – recorde-se que eliminou Novak Djokovic na ronda anterior – foi completamente “abafado” pela exibição de Federer. O alemão esteve bem longe da “perfomance” do suiço, sendo visivel a incapacidade de incomodar a estratégia de Federer – 28 winners contra 31 erros não forçados é sintomático. Circunstância que saltou à vista foi a impotência que Haas encontrou em opor-se ao “passing-shots” do suiço – nas 37 vezes que subiu à rede por apenas 21 conseguiu converter em pontos ganhos. Se o seu 1º saque apresentou números bem válidos – 74% de pontos ganhos, o seu 2º serviço não foi tão eficaz (45% pontos vencidos). Mais uma grande prestação do suiço que, recorde-se, se vencer a final de domingo recupera o estatuto de nº 1 mundial.

(6)A. Roddick vs (4) A. Murray (estatisticas do encontro)

Roger Federer já estava na final de domingo. O público ,agora, esperava por uma vitória de Andy Murray para “coroar” uma edição de Wimbledon coberta de curiosidades, ausências (Nadal a mais visivel), mas também de grande espectáculo. Por falar em ténis de grande nível, Andy Murray e Andy Roddick foram dois dos grandes animadores da última semana e meia com perfomances muito elevadas. O escocês a atravessar um grande momento na sua carreira enfrentava Roddick que vem demonstrando nas últimas semanas estar de volta com o seu excelente ténis. Pese o apoio do público, o norte-americano venceu em 4 sets (6/4; 4/6; 7/6 e 7/6) em 3 horas e 7 minutos. Roddick pareceu  algo incrédulo no fim da partida, mas pensamos não ser exagerado dizer que face à sua prestação não foi nada surpreendente. Com 21 aces e 64 “winners”, o americano marcou uma posição importante no encontro, sendo importante os 24 erros não forçados (número razoável). Com 77 e 51%  de pontos ganhos no 1º e 2º saque, respectivamente, Roddick conseguiu “romper” o serviço do seu opositor por 2 ocasiões em 5 oportunidades. Em suma, Roddick acreditou e foi importantissimo o seu forte e poderoso serviço, enquanto isso, Murray destacava-se pelo seu ténis mais versátil, mais elaborado. Com mais “winners” (76), e menos erros não forçados (20), o escocês conseguiu 25 “aces”, um número  superior ao seu rival. O encontro foi decidido em pormenores, e o 3º e 4º parcial, podiam ter caído para um ou outro lado. Não podiam vencer os dois, Roddick venceu 143 pontos, enquanto Murray saiu vitorioso em 141 ocasiões. O escocês sentiu a pressão, principalmente no 4º parcial onde jogava o tudo ou nada. Ainda recuperou um “mini-break”, mas acabou por ceder o desempate por 7/5.

A Final

“Será que não há duas sem três”? Se assim for, Roger Federer vencerá a final do próximo domingo. Recorde-se que Federer venceu Roddick nas finais de 2004 e 2005. Mais do que essas vitórias, Federer comanda o “mano-a-mano” com o 6º CS, apresentando um parcial de 18 vitórias e 2 derrotas. O suiço tenta a histórica marca de 15 títulos do Grand Slam, já o norte-americano tenta vencer o seu 2º “major” – depois do US Open 2003. No entanto, o suiço tem muito mais em jogo – tenta recuperar o lugar de nº 1 mundial (depois de o ter perdido em Agosto de 2008), o seu 6º titulo em Wimbledon, e ainda o seu 3º título do ano – depois do ATP 1000 de Madrid e Roland Garros. Já, Roddick , tenta “juntar” o caneco de All England Club”, ao seu único título de 2009 – ATP Menphis. Os dois atravessam um excelente momento, sendo de esperar um encontro fabuloso.

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