Wimbledon: Dia 7 – Murray com suor, lágrimas e esforço!

Aproximam-se as grandes decisões em Wimbledon. Andy Murray foi o último a “carimbar” a presença nos quartos-de-final, num confronto digno de uma sessão nocturna em Flushing Meadows ou em Melbourne Park. Foi a sessão de Wimbledon da sua história que terminou a horas tão retardadas, num encontro  que terminou às 22h  40 m locais. Graças ao novo tecto amovível no Court Central do complexo de Wimbledon foi possivel concluir a jornada, num dia que se iniciou em termos meterológicos com 30º centígrados, e terminou com o tecto amovivel fechado graças à chuva que apareceu no sétimo dia de competição. O dia em termos competitivos foi muito “rico”, com ténis, drama, lesões e acabando por “resvalar em pleno “nacionalismo” britânico.

Torneio Masculino

Foi um dia intenso de emoções em Wimbledon com várias vicissitudes a emoldurar uma espécie de “super-segunda-feira”, dada a qualidade dos intervenientes. A sessão iniciou-se com a repetição da final de Roland Garros, opondo o actual nº 2 ATP e finalista em 2008, Roger Federer ao sueco Robin Soderling que “roubou” a invencibilidade de Rafael Nadal em Paris. O suíço que pode ultrapassar a marca de Pete Sampras com os 14 Grand Slams ganhos, encontrava-se com Soderling pela 11ª vez, não registando qualquer derrota. E ainda não foi desta vez que isso aconteceu. Em três parciais (6/4; 7/6 e 7/6), o suíço mantém o duplo objectivo em Wimbledon: recuperar o “caneco” em All England Club, como chegar novamente a nº 1 mundial. Agora, nos quartos-de-final, terá que defrontar o “gigante” croata Ivo Karlovic. O actual nº 36 ATP, despachou um dos dois espanhóis presentes nos oitavos-de-final: Fernando Verdasco. O 7º CS não foi capaz de encontrar um antídoto que “parasse”, ou pelo menos minimizasse os estragos impostos pelo “temível” serviço de Ivo. Num encontro decidido em três tie-breaks (7/6; 6/7; 6/3 e 7/6, o croata venceu um dos tenistas mais regulares de 2008. Ainda na parte inferior do quadro, destaque para o “embate” entre o “veterano” Tommy Haas e o jovem sérvio Novak Djokovic – um autêntico “duelo” de gerações. O germânico venceu em três sets o russo Igor Andreev (29º CS). O jogador mais veterano do “quadro” ainda presente em prova, venceu pelos parciais de 7/6; 6/4 e 6/4. Já “Nole” não deu grandes hipóteses à surpresa do torneio, o israelita Dudi Sela. Sela, primeiro tenista do seu país a chegar à 4ª ronda de um torneio do Grand Slam desde Amos Mansdorf em 1989, “sucumbiu” pelos parciais de 2/6; 4/6 e 1/6.

Numa espécie de “revolta dos veteranos”, à qual já salientamos a vitória de Tommy Haas, dois antigos nº 1 mundiais estiveram em grande: primeiro, o australiano Lleyton Hewitt, depois o espanhol Juan Carlos Ferrero. O australiano que “despachou” o 5º CS, Del Potro, na ronda anterior, não foi confrontado com um encontro fácil. Depois de dois sets menos bons (4/6 e 2/6), e uma paragem provocada pelo aparecimento da chuva, o australiano “arregaçou” as mangas e juntamente com a sua incrível garra deu a volta ao encontro ,vencendo os três sets seguintes (6/1; 6/1 e 6/2), perante o também combativo checo, Radek Stepanek. Nos quartos-de-final ,o australiano encontrará Andy Roddick – o norte-americano venceu em três sets o checo e 20º CS, Thomas Berdych (7/6; 6/4 e 6/3). O outro ex-nº 1 mundial, Juan Carlos Ferrero venceu o gaulês Gilles Simon a defender o estatuto de 8º CS. O espanhol venceu em três sets pelos parciais de 7/6; 6/3 e 6/2. No encontro de acesso às meias-finais, o espanhol que teve direito a “Wild-card” por parte da organização, irá defrontar o “favorito” do público: Andy Murray. O escocês teve uma tarefa bem árdua perante o nº 2 suiço, Stanislas Wawrinka. Com os parciais de 2/6; 6/3; 6/3;5/7 e 6/4, o escocês continua a sua marcha, suficiente para “quebrar” o jejum dos britânicos, só o futuro dirá. Para já está no bom caminho, e se este encontro demonstrou, foi o “amadurecimento mental do escocês. Salvo aqui ou acolá ter acusado a pressão existente em torno dele, nos momentos cruciais soube “trazer” o público conseguindo aí um importante aliado.

Torneio Feminino

Tal como no sector masculino, a totalidade dos encontros dos oitavos-de-final foram jogados hoje. Pelos menos aqueles que foram concluídos, pois a sérvia Ana Ivanovic desistiu logo no inicio do 2º set, entregando a vitória à sua opositora, a norte-americana Venus Williams. Com o primeiro set a “cair” na totalidade para o lado de Venus, a sérvia ainda venceu o primeiro jogo de serviço no 2º parcial, para logo a seguir desistir por limitações físicas. O encontro fechou com o reultado em 6/1 e 0/1. Agora, nos “quartos”, a 3ª CS irá medir forças com a polaca Agnieska Radwanska (11ª CS). Radwanska venceu a “qualifyer” norte-americana Melanie Goudin. Dois parciais (6/4 e 7/5), proporcionou o apuramento para a fase seguinte da polaca, resultado no entanto que não “esconde” a boa prestação da jovem de 17 anos americana. Destaque, para o excelente encontro proporcionado por Dinara Safina (nº 1 mundial) frente à gaulesa Amelie Mauresmo. A russa venceu em três sets (4/6; 6/3 e 6/4), registando uma vitória importante para o resto do torneio, pois como sabemos, a relva londrina não é a superfície favorita da russa, ao passo que a sua opositora de hoje (Mauresmo), já registou óptimos resultados no All England Club. Na próxima ronda, a irmã de Marat Safin irá encontrar a “surpresa” do torneio, a alemã Sabine Lisicki. Depois de S. Kuznetsova, foi a vez de Caroline Wozniaki se “vergar” aos melhores argumentos da germânica – um duplo 6/4 testemunhou uma óptima vitória para a actual nº 41 WTA. Salientar, igualmente, a vitória da italiana e “carrasca” de Michelle L. Brito, Francesca Shiavone frente à gaulesa Virginie Razzano. A transalpina venceu pelos parciais de 6/2 e 7/6. Nos restantes três encontros vitórias algo normais. Serena Williams perante a eslovaca Daniela Hantuchova (6/3 e 6/1), o triunfo de Vitoria Azarenka perante Nadia Petrova (7/6; 6/2 e 6/3), e finalmente o triunfo de Elena Dementieva face à sua compatriota Elena Vesnina (6/1 e 6/3).

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