
Federer...finalmente em Roland Garros - Foto AFP
Roger Federer conseguiu, finalmente, vencer em Roland Garros. Depois de um par de anos em que vinha cedendo no encontro decisivo para Rafael Nadal, o suiço aproveitou a eliminação precoce do espanhol frente a Robin Soderling, o seu opositor na final de hoje. O caminho do suiço não foi fácil, no entanto, o actual nº 2 ATP fez por merecer o seu histórico triunfo, graças a um ténis suficientemente evoluido para ultrapassar os obstáculos que entretanto foi vencendo, a caminho da grande final. Três parciais (6/1; 7/6(1) e 6/4), garantiram ao suiço entrar no clube dos cinco tenistas na história da modalidade que venceram os quatro torneios do grand slam. “Sangue”, suor e lágrimas foi a receita para uma final que o suiço liderou em todos os capítulos do encontro. Se Soderling valorizou a final de hoje, o suiço graças ao seu ténis não permitiu que o sueco “entrasse” no encontro.
A receita de Federer para vencer a final em Roland Garros, foi ao fim ao cabo, a estratégia que vinha praticando face aos seus mais respectivos obstáculos a caminho da final. Um serviço explêndido complementado pela sua diversidade de direitas (o seu amortie incluido), não deu qualquer hipótese a Soderling. Por sua vez, o actual nº 25 ATP sentiu o momento, prova disso foi a inexistência dos seus “winners” ao longo da final, pelo menos em quantidade que fizesse mossa no antigo nº 1 mundial.
No 1º set, Federer quebrou o serviço de Soderling por 3 ocasiões – 1º, 3º e 7º jogo do parcial resumindo o set a um 6/1 em 23 minutos. Percebeu-se que Federer sentia-se como “peixe na água”, e o 2º set foi o momento decisivo da final. Soderling manteve o seu “saque”, ainda que Federer mantivesse a sua enorme regularidade no 1º serviço. No tie-break, o antigo nº 1 mundial mostrou o seu grande carácter – 4 “Aces” e um amortie sentenciou o desempate vencendo por 7/1.
Percebia-se que Soderling estava algo inconfortável face ao jogo de Federer, muito perto de atingir a perfeição no seu nível de jogo. O suiço geriu a final à sua maneira, e depois de ter “brekado” o sueco logo no jogo de entrada do terceiro parcial, manteve o seu “saque” ,suficiente para fechar o set e o encontro (6/4). As estatísticas mostram essa superioridade – 66% a percentagem do 1º serviço, 16 “Aces”, 41 winners e 24 erros não forçados. Aproveitou 4 em 6 break-points, não cedendo o seu serviço ao longo desta final – 0/2, um deles cedido a *5/4 no 3º set. Por outro lado, Soderling “apenas” conseguiu 25 winners contra 22 erros não forçados. O seu 1º serviço não foi tão efectivo (60%), conseguindo apenas 2 “Aces”, uma ferramente essencial no seu jogo.
Depois de ter perdido as finais de 2006, 2007 e 2008, sempre para R. Nadal, o suiço venceu o seu 14º grand slam, igualando a marca de Pete Sampras, e somando o seu 59º título no circuito profissional. Mais do que um título, certamente o sonho realizado pelo suiço. Pelo outro lado, Soderling registou um grande torneio, sendo interessante o que irá conseguir nos próximos tempos.
