A russa S. Kuznetsova venceu, esta tarde, o seu 2º título do grand slam à custa da nº 1 do mundo, D. Safina. A CS nº 7 superiorizou-se à sua compatriota em dois sets pelos parciais de 6/4 e 6/2, numa final que teve a duração de 1 h 14 m. Com esta vitória, Svetlana irá subir ao 5º posto do ranking WTA. Não se pode dizer que tenha sido uma grande final. Safina sentiu o momento – recorde-se que a nº 1 mundial nunca venceu um dos torneios do grand slam, já Kuznetsova exibiu um ténis muito positivo aproveitando de certa forma o “desiquilibrio mental” da sua opositora.
Era uma final muito esperada pela crítica – por um lado, Dinara Safina poderia escrever o seu nome no quadro de honra de um torneio do grand slam, e simultaneamente “calar” os criticos que a atacam por ser uma nº 1 mundial sem esse requisito preenchido no seu curriculum, por outro, Svetlana Kuznetsova que tentava aqui resgatar uma nova fase da sua carreira. Com duas finais jogadas em menos de dois meses na terra batida – Estugarda e Roma com uma vitória para cada lado, joga-se em Roland Garros uma espécie de tira-teimas.
O primeiro set começou sob o signo de alguma tensão de parte a parte – com dois breaks no ínicio do encontro (um para cada lado), a final seguiu com Kuznetsova a não sentir tanto o momento como a sua opositora. No oitavo jogo do primeiro set, Kuznetsova “brekou” Safina, e tinha a oportunidade de fechar o set no seu saque (*5/3). Nesse momento, Safina reagiu, conseguiu o contra-break mas logo a seguir perdeu o seu “saque”, perdendo simultaneamente o set inaugural (4/6), em 39 minutos.
Safina tentava manter-se á tona, não com um ténis racional mas com o coração. Tal desiderato viria a ser fatal para a nº 1 mundial que esteve uns furos abaixo daquilo que é normal. Já Kuznetsova sentindo que a sua compatriota não estava a responder afirmativamente, tentou abrir trajectórias que proporcionasse à sua opositora um maior desgaste quer fisico quer mental. O 2º parcial desenrolou-se com as mesmas caracteristicas, Kuznetsova variava muito as suas trocas de bola de fundo do court, não propiciando o ténis mais agressivo de Safina, e assim comandando esta final. O set teve a duração de 35 minutos e o parcial de 6/2. Com breaks no 5º e 8º jogo, Kuznetsova sentenciou esta final vencendo pela primeira vez em Roland Garros.
Nas estatisticas realce para o primeiro saque que não foi efectivo por parte de Safina – apenas 61%, e desse número apenas venceu 53% contra 32% no 2º serviço. Já Kuznetsova “meteu” 78% no 1º serviço, dos quais venceu 67% e 33% no 1º e 2º saque respectivamente. Nos break-points, Safina converteu 2/4 enquanto Kuznetsova aproveitou 5 em 7 oportunidades conseguidas. Destaque ainda no “item” dos winners, no qual Kuznetsova levou ligeira superioridade (12/11), e nos erros não forçados, aspecto do jogo que registou um empate (22 para cada lado). Em suma, a chave da final esteve no aspecto mental – Kuznetsova tinha a possibilidade de vencer o seu 2º major, já Safina não só perdeu a sua 3ª final de um grand slam, como ainda não venceu qualquer set nessas finais.
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