O quadro feminino, do primeiro grand slam da temporada, tem tudo para ser o mais equilibrado dos últimos anos, estando diversas tenistas com legítimas aspirações ao título. Com a ausência da actual detentora do AO – a russa Maria Sharapova, devido a lesão – e com a finalista vencida do ano passado, Ana Ivanovic, denotando algumas dificuldades nomeadamente no aspecto mental, as irmãs Williams, a sérvia Jankovic e algumas tenistas russas, perfilam-se como as jogadoras mais capazes de triunfarem em Melbourne Park.
A actual nº 1 mundial, Jelena Jankovic, tem mais uma hipótese de “calar” os seus críticos, que não se “esquecem” de lembrar a sérvia que foi a primeira jogadora da história do ténis a chegar ao posto mais elevado do circuito WTA, sem um único título dos grand slams no seu palmarés. A jovem de 23 anos, enfrenta um quadro em que poderá encontrar a russa Vera Zvonareva, nos quartos de final, uma tenista cuja regularidade tem sido muita boa sendo as duas jogadoras que mais torneios jogaram no ano de 2008. A 7ª pré-designada é uma das boas jogadoras de leste sendo em conjunto com as suas compatriotas Dinara Safina (actual nº 3 WTA), e Elena Dementieva (4ª do ranking mundial) – jogadora que já tem dois títulos em 2009 (em Auckland e Sidney), as tenistas com mais argumentos para realizar um grande torneio.
Se a irmã de Marat Safin, encontra-se no quadro superior tendo possibilidades de “defrontar” a sérvia Ana Ivanovic nos quartos de final – seria uma repetição da final de Roland Garros de 2008, a sua compatriota Dementieva, encontra-se no quadro inferior. A actual medalha de ouro dos JO de Pequim, parece não ter um quadro muito complicado até aos quartos de final, altura em que pode vir a confrontar-se com a detentora do titulo em Wimbledon – Venus Williams. De resto, a segunda parte do quadro inferior poderá ser bem mais “excitante” com as presenças de S. Kuznetsova – apesar da sua má forma – da bielorussa Victoria Azarenka e a outra irmã Williams – Serena, nº 2 do ranking mundial.
Todavia, existe um lote de “jovens” tenistas, que aspiram a boas “perfomances”, caso da já referida V. Azarenka – pupila do português, Antonio Van Griechen (venceu o WTA de Brisbane, na primeira semana oficial da época), bem como a dinamarquesa Caroline Wozniacki. Ao mesmo nível, sublinhamos o talento de Alize Cornet, K. Kanepi, e mesmo a emergente eslovaca D. Cibulkova.
Quando escrevemos este artigo, a polaca Agnieska Radwanska protagonizou a primeira surpresa do torneio, pela negativa, perdendo face à ucraniana nº 59 do mundo, Kateryna Bondarenko. Certamente ao longo da próxima semana e meia iremos ter espectáculo e emoção num quadro muito diversificado, não estando de parte uma surpresa até pela habitual “precocidade” em termos temporais, em que o Australian Open se disputa.
